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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Sou de listas...


... mas não sou zebra!*



Listas de tarefas domésticas, listas de tarefas profissionais, listas de compras, listas de desejos, listas de ajuda e dicas, listas de livros a ler, listas de petiscos a cozinhar, listas para tudo e mais alguma coisa e até listas de pensamentos que me vêm à ideia... blocos, cadernos, folhas soltas e post it's acompanham-me para todo o lado e têm que estar sempre à mão. 
E o que é que me dá mais prazer neste de rol de listas? É, numas, passar-lhes por cima um risco ondulado e noutras um sinal de visto. Ambos significam "feito" E isto é o que tenho andado a fazer nos últimos tempos... é passar sobre elas estes sinais. E sinto-me tão bem com isto :)


*embora a minha cor favorita para escrever seja a tinta preta ou o lápis de carvão.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Hoje decidi...

... voltar a escrever aqui no blog!

Toda a minha ausência deste espaço de partilha não se tem prendido só com a falta de tempo. Mas também, com mudanças e outras prioridades da vida. Decisões e direcções a tomar que inevitavelmente implicam menos disponibilidade "mental". 
Nunca me passou pela cabeça apagar a Tasca da blogoesfera. Já, deixar de publicar, sim, passou e muito. Mas tenho deixado andar... com grandes intervalos de publicações e "resmas" de rascunhos que ao abri-los e tentar acabá-los para publicar, sinto que já tiveram o seu tempo e que já não "cabem" aqui.

Hoje decidi que irei continuar por cá à medida do meu tempo e da minha vontade mesmo sabendo que me sujeito a observações desgostosas por ter divulgado a Tasca a quem não merecia... Este espaço é meu e sou eu quem estou por detrás de cada acto, imagem, palavra e texto que aqui escrevo. Para críticas, julgamentos e outras coisas quaisquer existe a caixa de comentários em que todos são livres de escrever o que bem entenderem - identificando-se ou não, como quiserem - e eu jamais apaguei ou apagarei algum. Existe ainda o endereço de e-mail para onde me podem contactar e a quem eu darei resposta assim que me for possível. Agora o "foste-aqui-foste-ali-fizeste-isto-e-mais-aquilo" por parte de quem não tem vida própria e se alimenta da vida dos outros... eu vou simplesmente ignorar e seguir em frente. 
  
Quando se gosta do que se faz - e para mim a escrita, a leitura, o registo e a partilha com quem me merece e por aqui vai passando - é um verdadeiro prazer e nem que seja aproveitando uma hora de insónia a meio da noite para escrever ou mesmo um intervalo no meio do trabalho e até uns minutitos de ócio que se passam a olhar para o infinito podem ser destinados a este cantinho que é o meu espaço, a minha casa, a minha vida, os meus momentos, os meus gostos, as minhas alegrias, os meus sonhos, as minhas tristezas... no fundo, sou eu própria!

 

Estou de volta! :)




terça-feira, 6 de agosto de 2013

Eu, os gatos e um drama...


... ou melhor, três perigos!*



Um dos gatos cá da Tasca, Xô D. Napoleão Manuel, o cuidadoso, saltou para o muro da esplanada e caiu lá para baixo (uma altura considerável), sem ninguém ter visto e só eu dando pela falta dele uns minutos depois de a todos eles que, estavam sempre sob atenta vigilância em hora de recreio, ter virado as costas para acompanhar uma visita à porta. 

Consequência: a Mãe Bela em pânico a gritar pelo Napoleão e ele a responder-lhe lá de baixo. Era noite e não o via, mas ele gritava que se fartava e eu fartava-me de gritar e lá chamei os vizinhos para ajudar e logo se apanhou o Pupuli muito assustado e um bocadinho lesionado. 

Outro dos gatos cá da Tasca, Xô D. Petit Manuel, o destravado, lesionou-se sem ninguém saber bem como. Presume-se que a origem esteja no excesso de carneirice com o puto mai novo. Corridas, cambalhotas, piruetas e drifts pelo chão fora.

Consequência: a Mãe Bela em pânico "Mas o que é isto? Mas como aconteceu? E agora?" Tratamento e repouso absoluto. Nada de tropelias e o mai novo não pode vir para cá para a carneirice e tem que ficar na casinha da Mãe Titó.

A gata humana cá da Tasca, Xô D. Cenourita Maria, a própria, mandou um valente tralho esbardalhando-se toda ali à entrada principal do estabelecimento. Prontamente socorrida por um vizinho simpático ainda se apercebeu dos que fugiram para se rir à socapa mas levantou-se sózinha e arrepiou caminho.

Consequência: a Mãe Bela em pânico porque dias depois deixa quase de se conseguir mexer, não pode com uma gata pelo rabo, arrasta os pés pelo chão, até falar e ouvir lhe custa já para não falar nas dores do ripado que de dia para dia não paravam de aumentar.

Perante estes acidentes, as duas últimas semanas têm sido de corridas para a médica de família dos Miaus; consultas, curativos, tratamentos, acompanhamentos, medicamentos e tantas outras coisas mais terminadas em "entos" tais como... enervamentos e, já quase quase quase nas últimas, vai a Xô Dona Cenourita Maria, a pieguice em figura de gente, a caguinchas, para as mãos de um profissional da matéria óssea endireitar os ossos e esticar os músculos que a coisa já estava tão mázinha que até metia dó. Saiu de lá quase nova e com uma lista enorme de recomendações. Também eles, os gatos acidentados, trouxeram cada um a sua lista. Agora é cumprir e à risca. Quanto às quedas dos peludos, já tudo foi providenciado para que possam usufruir da esplanada da Tasca sem riscos para eles nem medos para a dona. Quanto às quedas da dona, - mais cuidadinho sim, Xô D. Cenourita?! 


* Pára-quedas precisam-se, para a família toda!


segunda-feira, 29 de julho de 2013

O que fizeste tu, Cenourita, durante a ausência?


- Entre rotinas profissionais e domésticas habituais, comezainas e passeatas pedonais, leituras e outras coisitas que tais... brinquei e mimei os meus meninos, coisa que nunca é demais!




As brincadeiras diárias da Mãe Bela com a Família Felina Feliz e a Piu são o melhor anti-stress :)


domingo, 28 de julho de 2013

Bora lá limpar as teias de aranha ao tasco e uma tentativa de regresso com o habitual Sunday's Music!


Depois de uma ausência demasiado prolongada para o meu gosto, acabei de aqui entrar e só vi poeira e teias de aranha [também vi comentários que irei oportunamente responder]. Peguei na vassoura e afastei as cortinas que quase me impediam a entrada, liguei a ficha do leitor de CD, do amplificador e das colunas à tomada e coloquei música a tocar.




O ambiente ficou logo mais acolhedor! 
O espanador, o pano do pó e o aspirador já estão ali a jeito para fazer uma limpeza mais aprofundada. Está na hora de regressar!

Boa semana! :)


sábado, 29 de junho de 2013

Coisas simples e que sabem bem...


... uma espectacular noite de verão na esplanada da Tasca!



Relax e... miaus a brincar :)
Que venham muitas assim...


terça-feira, 25 de junho de 2013

Apresento-vos...


... o mais novo membro da família, o Mike!

Foi a surpresa de aniversário da Titó e de vez em quando vem passar o dia cá na Tasca com a Mãe Bela e os manos miaus.

E olhem só este focinho lindo numa altura em que estava ao meu colo e descobriu o aquário do peixe...


- Meow! 
- Mike! Aquilo é o peixinho...

Assim foi feita a apresentação. À distância e com umas quantas recomendações.

Dois ou três dias depois, foi a loucura da verdadeira descoberta! O pai do Mike fez questão de lhe apresentar melhor o peixinho... Olhem só!


   

- Mike Manuel! Olha que os teus manos miaus bebem sempre água no aquário e nunca tentaram apanhar o peixe!!! Nem tão pouco se atiraram lá p'ra dentro!!!




sábado, 8 de junho de 2013

Esta Tasca parece que anda à deriva!


Efeitos do vento ou preceitos da corrente?
 
 
 
É facto que o vento se tem feito sentir com bastante vigor para a época, mas não é ele o causador condicionante da minha ausência desta Tasca e da blogoesfera em geral. São os preceitos, senhores e senhoras e meninos e meninas (até parece que estou a apregoar alguma coisa), os benditos preceitos a que me imponho para arrumar pedaços e diluir estilhaços do passado reconstruindo o presente. E há arrumações que requerem tempo e alguma minuciosidade e depois sucede-se um certo cansaço e indisponibilidade mental para escrever, ler, partilhar e exprimir por palavras aquilo que até se deseja mas que teima em não sair.
 
O descanso tem sido a palavra de ordem e uma necessidade imediata.
 
 

sábado, 27 de abril de 2013

Há coisas que não sei medir...


... por muito que me esforce!
O azeite e o sal! O que é uma colher de um ou outro? Ou uma pitada? Não sei medir assim...
A minha medida está nos olhos, para o azeite, para o sal e para tantos outros ingredientes de cariz culinário.
De tanta coisa do dia-a-dia objecto de medida, uso frequentemente o cálculo, a análise e a ponderação. Destes três modos, já me enganei muitas vezes, já me perdi, já estive lá perto e também já acertei. Das que me enganei, sempre tentei corrigir o erro. Das que me perdi, quase sempre me encontrei, das que estive lá perto, poucas vezes avancei e muitas vezes recuei. Das que acertei, cá me vou esforçando para não me voltar a enganar, não me voltar a perder e para quando estiver lá perto... avançar ou recuar confiando mais na intuição.
E no meio de tanto tipo de medida, que eu nem sequer vou relatar aqui, há uma que me anda a encher as medidas, me anda a moer a caixa dos pirolitos. É chamada a sem medida. Que caracterizo por defeito, em excesso. Parece complicado de perceber, mas não é, digo eu que até assumo o defeito do excesso - passo os eufemismos - e que até ando a tentar acertar na medida correcta - passo o pleonasmo -. E a medida acertada não se determina com recurso a nenhum instrumento de medição... sómente e apenas com uma cérebro-afinação!
Não perceberam nada pois não? Não se preocupem... credo que confusão! Nada que não se resolva... é só uma questão de determinação!

domingo, 21 de abril de 2013

Retalhos de um domingo...

... que ainda vai a meio!
Acordei. Não olhei para o relógio. Admito que conheço os sons dos dias da semana. Tudo sossegado, é domingo e ainda é cedo. Virei-me e procurei o lado fresco dos lençóis que me envolviam. Entreguei-me ao repouso e ainda passei pelas brasas. Voltei a acordar. Um sonho estapafúrdio despertou-me. Seguiu-se o abrir de estores da vizinhança. É domingo. Devem ser perto de dez da manhã. Olhei para o relógio e faltavam apenas dez minutos para a minha probabilidade da hora certa. Deixei-me ficar mais um pouco. Concentrei-me nos sons que me chegavam aos ouvidos. Imaginei o princípio de um domingo solarengo de quem vive paredes meias comigo e ao mesmo tempo pensei se, quem eu ouvia também se questionava ou conjecturava a minha rotina domingueira... Também conheço os miados dos meus gatos e a menina Pipoca Maria, repetia insistentemente os renhau-nhaus que traduzidos para humanês querem dizer - Levanta-te Mãe Bela que já são horas! - Saí da cama e lavei a cara com água fresca e abundante. Precisava tirar das vistas a espécie de teia de aranha primaveril e do pensamento as idéias que não tinha para um domingo lindo de sol. Fiz o pequeno almoço e entreguei-me ao prazer de o tomar na esplanada da tasca ao som dos passarinhos a chilrear e à claridade do sol que rasgava as nuvens dispersas no céu azul. Soube-me bem. Deixei-me ficar ali, estática, a absorver aquela imagem tranquila de um dia sem pressas. Alinhavei no pensamento as várias e possivéis formas de passar este dia. Todas elas tinham um senão. O maior deles era o "não sei se me apetece", a seguir vinha o "talvez me apeteça" e depois o "a ver vamos se me apetece". Tarefas básicas e diárias concluídas e um duche. E agora?
- Agora?! Agora vou fazer arroz de cabidela para o meu almoço e voltar a passar a mopa por este chão todo...
Os meus miaus decidiram fazer uma prova extra campeonato de wrestling felino só para me arranjarem tarefa! Xiiii... o que eles fazem para ocupar a Mãe Bela... era tufos de pêlo por todo o lado...
(momento em que saltaram todos para cima mesa para cuscarem o petisco)
- Sózinha, eu? Nunca! Nem à mesa num belo domingo de primavera!
E, com a supervisão deles, almocei e muito bem! E agora? Acho que vou descansar o vinho almoço!
Até mais logo!

sábado, 6 de abril de 2013

Brrrrr...

 
...brrrrr!
 
 
 
... tenho frio... e não vou já acender a lareira porque a lenha só dá para logo à noite e eventualmente para amanhã à noite...
... dói-me a cabeça... quem me manda ter dormido ficado na ronha até tão tarde... não estou habituada...
... estou a pensar que tenho ali uns rabos de bacalhau que devia ir cozer para fazer uns pastéis ou umas pataniscas...
... também tenho ali umas maçãs a gritar por consumo imediato... uma tarte de maçã resolve o assunto...
... e ovos que também tenho que gastar... uma tarte e um pudim e tiro deles o sentido ...
... e a leitura de e-mails atrasada... só tenho lido o estritamente necessário...
... e a minha contabilidade para fazer... o que para aqui vai de papéis...
... e o arquivo para organizar... que confusão de pastas neste ambiente de trabalho...
... e mais expediente de trabalho para pôr em ordem...
... e fui convidada a ir dar um passeio de bicicleta e não aceitei por tudo o que me está na cabeça e mais umas dorzitas de costas...
... e não estou com pachorra para estar de olhos fixos no ecrã do pc...
... e apetecia-me ir dar uma volta a pé junto ao rio...
... e também me apetecia pegar na latinha e num livro e ir até à beira mar...
 
... mas está frio, está uma ventania do catano...
 
... resta-me tirar do pensamento o que me apetecia e... pegar forte no que não me apetece. Fico mais descansada depois de tudo feito e com um pouco de sorte ainda acendo o forno e a lareira e descanso os olhos da tela!
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Faço ou não faço...

... um doce?
 
Era sábado, já noite bem entrada e eu sem me decidir se fazia ou não uma sobremesa para o almoço de domingo. O robalo para assar no forno já estava temperado. As batatinhas para o acompanhar já estavam descascadas e os legumes para cozer também já estavam arranjados, lavados e escorridos. Tudo prontinho e guardado no frigo de modo a não passar a manhã de domingo na cozinha. Lareira acesa na sala, sentei-me no sofá, fiz zapping pelos canais televisivos (nada me agrada na tv, irra que sou esquisita), deitei-me e tapei-me com a mantinha. Peguei num livro e a meio de uma página lida dei conta que não estava concentrada na leitura. Levantei-me, fui à cozinha imaculadamente arrumada, bebi água, abri a porta da despensa, dei uma olhadela, abri o frigo e... uma espreitadela.
 
- Faço ou não faço?
- E faço o quê?
- Somos só dois para o almoço... hummm... não ando muito gulosa... hummm... que coisa estranha em mim...
- Faço ou não faço?
 
Imaginei uma sobremesa leve e fresca para contrastar com o peixinho assado e rápida de fazer porque não estava bem em lado nenhum e não conseguia estar concentrada por muito tempo.
 
- Irra! Há dias... que se ao menos eu estivesse com sono para ir dormir...
 
Fixei os olhos numa caixa de bolachas. Olhei a prateleira acima e, uma lata de leite condensado acenou-me. Saquei as duas para cima da bancada da cozinha e voltei ao frigo.
 
- Hummm... um bidon de iogurte grego natural??? Anda daí!!!
 
Foi só esquadrinhar por uma embalagem de folhas de gelatina na despensa, puxar da picadora, de uma taça e de uma colher de pau, e... assim nasceu uma mousse levíssima e gostosa.

MOUSSE DE IOGURTE E OREOS
 
 
 
1 iogurte grego natural - o bidon - (450gr+25% produto grátis)*
1 lata leite condensado magro (este)*
1 caixa de bolachas tipo Oreo (estas)*
2 folhas de gelatina incolor - as restantes na embalagem - (destas)
 
Foi só misturar bem o iogurte com o leite condensado, picar as bolachas e juntar (reservando um pouco para a decoração final), dissolver as folhas de gelatina e incorporar muito bem. Deitar num pirex e levar ao frigo. Na manhã seguinte, enfeitar a gosto com o picado de bolachas reservado para o efeito.
 
- Tá feita!!!
 
E o telefone tocou de seguida, e eu lá me estiquei no sofá à conversa. Primeiro uma chamada, depois outra que, como já é habitual, termina sempre com um:
 
- Olha que hoje já não é ontem!!! - sinal que passou da meia noite e que eu e o pronome pessoal correspondente à interlocução temos sempre muito para conversar ;)
 
Chegou a hora de almoço de domingo. Começámos pelas entradas, Pão de Mafra quentinho, Queijo Amarelo da Beira Baixa, Morcela de Arroz de Leiria e um Tinto Alentejano (escolha do dia) que acompanhou o resto da refeição e que vai sempre bem seja com peixe, com carne e até com a sobremesa... Segui-se o peixinho assado e seus acompanhamentos. Um intervalo para descansar as maxilas e chegou a vez da sobremesa... estávamos tão satisfeitinhos que mal houve espaço, mas saboreou-se bem. Para terminar, o cafézinho da praxe.
 
 
* não, a mercearia do ti Belmiro não me patrocina!




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

As minhas meninas miaus...

... foram esterilizadas!
 
Em meados do passado mês de Outubro, mãe Lira e filha Pipoca foram à faca! Uma decisão que foi sendo adiada até o mealheiro dos miaus permitir*. Duas gatuxas a ser intervencionadas ao mesmo tempo, é dose, mas tinha que ser. Para o bem da saúde delas e para o descanso da família humana.
 
Na véspera, à noite, taças da comida retirada do alcance de todos. Que tormento! Tudo a miar e a pedir as taças no sítio e bem cheias, de preferência. No dia marcado, logo de manhã cedo, taças da água retiradas e aquário do peixe bem escondido, outro tormento! Parecia que estavam as duas a adivinhar ou então ouviram atentamente o telefonema da marcação... foi outro tormento para as conseguir agarrar e meter na transportadora.
 
Eu de coração apertadinho mas confiante porque a equipa médica da família felina é para lá de excelente, elas, nervosas e agitadas durante o curto percurso até à clínica. 
Ficaram bem entregues, como sempre, e por volta do meio dia recebo o telefonema da Doutora a dizer que tinha corrido tudo bem e para as ir buscar às dezoito horas.
 

 
Felizmente, andei tão ocupada nesse dia que depressa chegou a hora tão desejada. Lá fui. Estavam as duas bem acordadas mas ligeiramente atordoadas. Bufavam-se uma à outra, Não se podiam ver. Tinham ido juntas na mesma transportadora, mas o regresso teve que ser em segurança, cada uma numa transportadora. A chegada a casa... só visto! D. Lira trepou para cima de tudo o que é móvel, mesa, cadeira, parapeito... parecia que andava a testar as forças e a fazer o reconhecimento da local. D. Pipoca enfiou-se no cesto e não se mexia. Só bufava à mãe Lira, ao pai Napoleão e ao tio Petit. Pai Napoleão passou a noite e o dia seguinte fechado no meu quarto, não as podia ver... começava a desfalecer e só de eu lhe tocar com um dedo ia-se abaixo das canetas. Ao terceiro dia já tudo começava a normalizar. Já todos comiam, bebiam, brincavam e dormiam e a única atrapalhação era mesmo a vestimenta das meninas. Duas consultas de seguimento à operação e mudança de penso e tudo a cicatrizar normalmente. D. Lira até que lidou bem com o vestidinho rendado, agora D. Pipoca... despiu-o vezes sem conta... e lá se viram livres das fatiotas no dia seguinte à retirada dos pontos. O pelo rapado já cresceu e o apetite das meninas... quintuplicou! Xiça pah! Só pedem comida, parece que andam sempre esfomeadas e se me apanham na cozinha é o cabo dos trabalhos... até as migalhas de pão marcham...
 
 
 
* Sim, os meus meninos têm mealheiro e, quem tem o prazer de conviver com eles e usufruir dos espectáculos de circo felino, das suas carneirices e mimalhices é convidado a depositar lá uns trocos que se destinam a consultas veterinárias anuais e outras não programadas, brinquedos, gulosices e demais mimos de conforto para eles.
 
 

sábado, 22 de dezembro de 2012

O espírito natalício...

... demorou a chegar, mas chegou!
 

 
 
A árvore de Natal é a loucura da malta  felina cá da Tasca!  E, este ano, o presépio foi feito dentro de uma pêra de vidro numa tentativa de resguardar o Menino Jesus das unhacas dos miaus... mas, mesmo assim não há hipótese... patitas pelo buraquinho e...
 
 
 
 
 
- Meninos!!! Quietos!
- Nhau nhau! Renhau nhau!
- Deixem o Menino Jesus descansar nas palhinhas!
- Nhau! Renhaunhaunhau!
 
 
 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Um dia, tinha que ser...

... eu sei!
 
 
 
 
Todos os passarinhos saem do ninho e aprendem a voar sózinhos. Hoje foi o dia. Não foi como eu sempre imaginei, mas o que mais desejo é que voes sempre alto e que te saibas defender dos predadores!
 
E assim, a tasca vai ficando mais vazia...
 
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Meu querido...

... mês de Novembro!
 
 
 
Chegaste frio e com aguaceiros e hoje, no teu primeiro dia, não me importei com isso. Trouxeste na bagagem o cheirinho das castanhas assadas. Não lhes toquei, só as cheirei e não me importei com isso. Trouxeste o aroma de um assado no forno para o almoço em família que se espalhou pela casa e soube-me bem. Trouxeste a dose de descanso que eu tanto necessitava e soube-me bem. Trouxeste movimento e alegria a esta tasca e soube-me bem. Trouxeste serenidade que me permitiu ler e até escrever e soube-me bem.
Estás a pensar que te vou pedir alguma coisa? Não, não vou! Apenas te quero agradecer pelo dia de hoje!
 
 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Vai embora, vai...

... mês de Julho!


Sem imagem...



Volta para o ano e, se não for pedir assim muito... sê um bocadinho simpático, bem humorado, bonito, interessante, divertido, sensato... resumindo,  agradável para com a minha pessoa, sim?!

Agosto, cá te espero... risonho, expedito, inspirador, alegre e bem disposto! (se me falhas, temos o caldo entornado e a burra nas couves e rebeubéu pardais ao ninho!) 



terça-feira, 24 de julho de 2012

Mesa posta...

... para a ceia?



Na... são mesmo três felinos em cima da mesa da cozinha. Fui dar com eles muito atentos ao esvoaçar de um insectozito em volta da luz embutida no móvel da cozinha e aqueles olhares exprimiam assim um - Ai se t'apanho! - todos em coro!

Enquanto isso, xô D. Petit Manuel, que não está para estas aventuras, dorme profundamente na cadeira à minha frente. Chefe de família felina é mesmo assim...


terça-feira, 10 de julho de 2012

Dona Horta...

... e legumes, frutas e aromáticas fresquinhos todas as semanas!

Um projecto onde se reúnem pequenos produtores hortícolas e frutícolas com o objectivo de promover e estimular com sustentabilidade e de forma justa e saudável estes alimentos tão imprescindíveis na nossa alimentação. *

Tomei conhecimento desta iniciativa em finais do ano passado. Depois procurei informação e encontrei o site onde explica tudinho. Inscrevi-me e foi uma óptima decisão.

Na sexta feira ou sábado anterior à entrega dos cabazes recebo o e-mail com o seu conteúdo e com as trocas disponíveís. Confirmo também por e-mail e caso opte por fazer alguma troca faço menção dela e, a partir daí mal posso esperar para que chegue o dia em que vou buscar o meu cabaz, a terça-feira seguinte ao final da tarde.



Vem recheadinho de legumes frescos, ervas aromáticas e frutas. É um regalo!



Olhem só a composição do cabaz desta semana :)


E vocês, já conhecem este ou outro projecto do género?


* Toda a informação aqui no site da Dona Horta


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Almoços domingueiros de verão...


... que sabem bem!

A temperatura tem estado amena e ainda bem para mim. O vento tem-se feito sentir e desagrada-me. Em compensação os grelhados ao almoço dos últimos domingos têm sido maravilhásticos!

Acendo as brasas, arranjo o feijão verde e descasco as batatinhas, ponho a cozer em água temperada de sal e ralo as beterrabas para a salada mais apreciada do momento. Enquanto isso, alguém trata de assar o peixe fresquinho, alguém que tem gosto no que faz e sabe fazê-lo bem. Outro alguém põe a mesa a preceito. Corta-se o pão ainda morno, abre-se a garrafa do vinho para respirar, tempera-se a salada, e... Depois de seis mãos nos preparativos da refeição, sentamo-nos à mesa com a habitual companhia da família felina feliz sentada na sua cadeira, atenta a todo o movimento e à espera de ver cair no seu prato o quinhão de peixinho a que têm direito.

No passado domingo foi assim: carapau grelhado com batata e feijão verde cozidos e salada de beterraba. Assim que se retira o peixe das brasas, rega-se com um fio de azeite e polvilha-se com cebolinho picado. Depois, no prato, cada um tempera como mais gosta e normalmente é com mais um pouco de azeite.


(carapauzinho pronto a ir para os nossos pratos - o dos meninos já estava arranjado no prato deles)




(o meu prato)


A sobremesa de ontem, foi mais uma especialidade da Cova da Beira. Desta vez, as Delícias de Cereja!*


E que delícias... DIVINAIS!

No domingo anterior, a única diferença foi o peixe. Robalinhos. E o tempêro à saída da grelha foi o habitual fio de azeite e sumo de limão.


(comidinha pronta na mesa)




(o meu prato)

Estes almoços domingueiros são por excelência uma "lufada de ar fresco" na rotina semanal. São almoços demorados... com muita conversa e animação pelo meio e fartos em maluqueira! E depois, há aqueles domingos em que aparece alguém para a sobremesa e para o café e, quando damos conta passámos meia tarde à mesa... sabe tão bem e até os miaus adoram :)


Os miaus já lamberam o prato todo! Sim, eles sentam-se na cadeira deles à mesa mas quando o pratinho deles está pronto (peixe limpo de peles e espinhas) comem com o prato no chão. Depois vão fazer macadas, querem brincadeira, mas estamos nós a saborear calmamente o nosso petisco... até que, de barriguinha satisfeita do peixinho fresco domingueiro se decidem por uma bela soneca :)



* Já vos tinha mostrado aqui os famosos Pastéis de Nata de Cereja, bons , muito bons, mas... as Delícias de Cereja... ui ui... são muito muito melhores ;)


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