... e não encontro a maior parte das respostas!
As perguntas que me faço são muitas. Divido-as mentalmente por categorias e de seguida por grau de importância. Vasculho nas entranhas do meu conhecimento em busca das tão almejadas respostas. Instala-se a confusão. Insisto em pôr a totalidade no lugar e começo tudo de novo. Pergunto-me. Assinalo uma resposta aqui e outra ali. Faço-lhe um sinal de visto e arquivo-a tentando não pensar mais nela. Não as apago e inadvertidamente essas vêm ao de cima sem que faça disso questão. Pego nas outras, as de fundo, as de magnitude implacável. São tantas que se embrulham umas nas outras. Atiro-as ao ar como se de um baralho de cartas se tratasse. Pego uma a uma e esforço-me por lhes arranjar uma sequência. Descubro que muitas dependem umas das outras e que há muitas paralelas e, essas deixo assim, lado a lado. Concentro-me. Canso-me. Largo tudo e julgo que o melhor é não pensar em nada. Sossego se tiver algo que me abstraia. Invariavelmente não consigo ficar assim por muito tempo, mas tento. Fujo das perguntas e esqueço das respostas. Desvio o rumo e na volta, constato que até saí do lugar e convenço-me que as respostas virão, uma a uma, a seu tempo. E vêm, vêm mesmo. Se são as que desejava obter? Umas vezes sim, outras nem tanto. Das que sim, nasce o entusiasmo e sobressai o incentivo. Das que nem tanto, sinto que se despedaça um bocadinho de mim e que volto a perguntar-me. Os quês, os como, os porquês... regressam em catadupa e volta tudo outra vez ao mesmo.
Ao que me pergunto hoje, encontro a resposta. Cansaço! Muito cansaço!


















