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quinta-feira, 27 de março de 2014

Interrogo-me...


... e não encontro a maior parte das respostas!

As perguntas que me faço são muitas. Divido-as mentalmente por categorias e de seguida por grau de importância. Vasculho nas entranhas do meu conhecimento em busca das tão almejadas respostas. Instala-se a confusão. Insisto em pôr a totalidade no lugar e começo tudo de novo. Pergunto-me. Assinalo uma resposta aqui e outra ali. Faço-lhe um sinal de visto e arquivo-a tentando não pensar mais nela. Não as apago e inadvertidamente essas vêm ao de cima sem que faça disso questão. Pego nas outras, as de fundo, as de magnitude implacável. São tantas que se embrulham umas nas outras. Atiro-as ao ar como se de um baralho de cartas se tratasse. Pego uma a uma e esforço-me por lhes arranjar uma sequência. Descubro que muitas dependem umas das outras e que há muitas paralelas e, essas deixo assim, lado a lado. Concentro-me. Canso-me. Largo tudo e julgo que o melhor é não pensar em nada. Sossego se tiver algo que me abstraia. Invariavelmente não consigo ficar assim por muito tempo, mas tento. Fujo das perguntas e esqueço das respostas. Desvio o rumo e na volta, constato que até saí do lugar e convenço-me que as respostas virão, uma a uma, a seu tempo. E vêm, vêm mesmo. Se são as que desejava obter? Umas vezes sim, outras nem tanto. Das que sim, nasce o entusiasmo e sobressai o incentivo. Das que nem tanto, sinto que se despedaça um bocadinho de mim e que volto a perguntar-me. Os quês, os como, os porquês... regressam em catadupa e volta tudo outra vez ao mesmo.




Ao que me pergunto hoje, encontro a resposta. Cansaço! Muito cansaço!


quarta-feira, 12 de março de 2014

É a minha cara!





Apesar de preferir este modelo sem jardim interior... e comigo lá, ao volante!
É uma paixão antiga e que ainda não foi correspondida, mas eu sei esperar...


quinta-feira, 6 de março de 2014

Vamos lá desembaraçar...


... as ideias, o corpo e as mãozinhas, sim?!

Pois qu'isto tem andado a atirar para o transtornado e para o atado e para mais uns quantos predicados terminados em "ado" é uma grande verdade. Lê-se muito (ainda é o que me vale) mas escreve-se pouco. Não que faltem temas ou que a vontade tenha decrescido, mas algumas más disposições têm impedido muitas das minhas intenções. São fases, senhores, são fases!
Mas, depois do bolo de limão que só a mim me soube bem (quem provou achou muito amargo e intenso,muito limão) e, que foi uma espécie de antídoto para os meus azedumes (era mesmo dele que eu estava a precisar) juntando-lhe uns bons momentos de relaxamento no passado fim de semana e, começo a arrebitar.
Ah! E para me aliviar o peso dos ombros, penso que o melhor seja atirar a culpa para o tempo cinzentão, carregado, frio e chuvoso... foi o inverno agreste que me cansou de tanta coisa, me roubou tanta energia... Mas felizmente está de partida e os dias bonitos estão aí (hoje já deram o ar da sua graça), o sol, os passaritos a chilrear... parecendo que não, tudo se torna mais animador!



Observar o desabrochar da natureza também faz maravilhas!


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Esticar ou apertar...


... o tempo? Como se ele fosse um elástico...

(imagem retirada da net)

Estou a imaginar um elástico com vinte e quatro metros de comprimento. Estou a imaginar que cada metro corresponde a uma hora de um dia. Não toco no elástico. Ele está direitinho sem estar esticado ou enrolado. Vou-me a ele e, aí sim, enrolo-lhe sete ou oito metros. Os metros correspondentes ao tempo que preciso dormir para renovar as energias. Não os corto porque são preciosos. Uns dias, restam-me dezasseis metros, outros, dezassete, para usar a esmo. Enrolo mais um metro. O que preenche o tempo que passo à mesa nas principais refeições diárias. Sobra muito elástico, muitos metros, muito tempo. Depois vou enrolando meios metros. Meio metro para isto, meio metro para aquilo. Fixo os olhos no elástico desde o novelo já enrolado até à ponta que se mantém quieta. Ainda vejo metros suficientes para tanta coisa. Contínuo inadvertidamente a enrolar centímetros. Centímetros para aqui, centímetros para ali. Ah! Ainda tenho metros suficientes para tudo o que estabeleci para este comprimento de tempo. Penso. Depois, e com uma certa inquietação, apercebo-me que o novelo está mais gordo, parece que se enovela sózinho. Menos metros disponíveis. Às vezes, stresso. Outras vezes, relaxo. Às vezes consigo atingir o objectivo traçado. Outras vezes, fico lá perto. Outras ainda, fico muito aquém. E outras, nem é bom pensar, parece que aqueles metros todos decidiram enredar-se contra mim.  E quando há insónias? Não há metro nem centímetro de elástico que me salve. E stresso. E contínuo a stressar.

Nota mental a reter:
Amanhã tens outros vinte e quatro metros de elástico. Não o estiques que pode rebentar. Não o apertes que pode encolher. Não lhe dobres as pontas. Não lhe faças dobras a meio nem vincos em qualquer circunstância. Não lhe dês nós. Mantêm-o direitinho e usa cada metro com o melhor do bom senso que conseguires. E relaxa! Porque cada milímetro daquele teu elástico é precioso e com ele podes fazer tanto do que desejas, nem que seja um bocadinho a cada vinte e quatro metros!


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Agasalhadas de cachecol no Verão, e...


... será que agora, em pleno Inverno, com tanto frio e chuva a rodos, lhes colocaram um gorro?



Foi nas minhas férias do passado verão, meados do mês de Setembro e temperaturas na ordem dos 35º que fui passear até à beira do Tejo. Incursão que me levou aos mais variados sítios, alguns recônditos, a apreciar a beleza do leito do rio, dos seus contornos junto às margens e às ilhotas que se faziam descobrir pelo meio e pelo baixo caudal, de quem nele se aventurava em brincadeiras de barco, canoa e belas chapinhadas naquelas águas calmas, límpidas e mornas. Descalcei os chinelos, arregacei as calças e não resisti a molhar os pés, chapinhar um pouco e refrescar-me também. De máquina fotográfica ao pescoço, como eu adoro, fotografei tudo o que mexia e também não deixei escapar a quietude que me ia aparecendo frente às vistas que juntamente com o coração, absorviam e se deliciavam naqueles momentos de plena felicidade. E são momentos assim que ficam para sempre eternizados na memória de quem os absorve com deleite. Não se esquecem e jamais se apagam da memória. Mas hoje, ao sentir-me enfadonhamente cansada de Inverno, lembrei-me das árvores do jardim da vila de Constância, perguntei-me se também se sentem fartas de inverno, se continuam protegidas do frio... e deu-me uma vontade enorme de as visitar e ao mesmo tempo certificar-me se neste tempo decorrido alguém lhes tricotou e colocou um gorro...

Achei a idéia giríssima. Louvei a criatividade!

E tenho saudades do Verão...

domingo, 22 de dezembro de 2013

Carta ao Pai Natal


Querido Pai Natal,



Já fez um ano que te escrevi, pela última vez. Como o tempo passa... parece que foi há dias atrás... Bem sei que falta pouco para a maior noite do ano e não sei se esta minha carta irá chegar a tempo de a leres com todo o carinho que te é característico, pois deves andar bué atarefado a ultimar os preparativos para tão longa viagem e distribuição de presentes por esse mundo fora. Desejo que te encontres em boa forma física para a escalada aos telhados e chaminés e que as tuas renas estejam bem nutridas e cheias de vigor para tão longos caminhos a percorrer, pois há um mundo inteiro à tua espera e as crianças anseiam pela magia que espalhas ao descer os céus no teu trenó semeando estrelas cintilantes que brilham no crepúsculo formando um trilho de ilusão. Não quero tomar-te muito tempo para leres a minha missiva porque ele urge e esta já vai um pouco em cima da hora, por isso passo já aos meus pedidos deste ano que, como bem te deves lembrar, são na maioria, repetidos!, quiçá por não te caberem no saco que carregas às costas ou talvez até nem tenhas encontrado à venda nos shoppings nem no comércio tradicional.
Então cá vai a minha lista:
- saúde
-  paz
- alegria
- amor
- paciência
- amizade
- concretização de alguns sonhos...
Hein?! Estás a franzir o sobrolho? Pronto, ok! Eu compreendo... nada disto se vende, nada disto se compra, nada disto se embrulha num papel de fantasia e se enlaça com uma bela fita dourada, vermelha, verde ou prateada. No entanto, agradeço-te por cada um destes nobres sentimentos com que me brindaste neste ano que está prestes a findar e prometo-te (apesar de não gostar de prometer nada a ninguém por receio de falhar) que para o ano que aí vem e em cada dia da minha vida irei continuar a esforçar-me para dar o meu melhor.
Passo então à outra lista, àquela que é material e com que talvez tu me possas presentear:
- um bilhete para o Rock in Rio 2014 (escolha do dia por minha conta porque ainda não conheço o cartaz)
- um bilhete para o Optimus Alive 2014 (Imagine Dragons e The Lumineers estão nos meus favoritos)
- uma viagem de ida e volta de combóio alfa pendular até à cidade do Porto e de preferência com estadia para uma noite na cidade
- livros - a wishlist é extensa mas deixo-te estas sugestões - Quando o Cuco Chama, Anjos e Demónios, O Diário de Anne Frank, Bridget Jones-Ele Dá-me a Volta à Cabeça, A Rapariga que Roubava Livros e alguns - todos, vá! que eu quando começo a ler um autor gosto de ler tudo dele - de Carlos Ruiz Zafon, Ken Follet e Haruki Murakami.
E é tudo o que me consigo lembrar de momento e, como vês, meu querido Pai Natal, até te facilitei a vida deixando-te os links onde podes adquirir qualquer um dos presentes online e confortavelmente sentado na tua poltrona a beber um chocolate quente e a saborear umas deliciosas bolachinhas de gengibre que tão bem sabem com o frio que se faz sentir.
Se não conseguires presentear-me com nenhum destes meus desejos nesta época natalícia, não fiques preocupado porque eu sei esperar e qualquer dia do ano pode ser dia de Natal e qualquer dia do ano se podem oferecer e receber presentes e, além disso, esta lista não perde validade (salvo os concertos, claro! atenção nisso!) e se algum item se concretizar eu apresso-me a avisar-te, ok?!
Por este ano é tudo! Despeço-me com amizade e com todo o carinho que nutro por ti e olha que quando desceres a minha chaminé, terás na mesa e à tua espera o habitual prato de filhoses e bebida variada a gosto!

Boa viagem! E que faças muita gente feliz!


sábado, 21 de dezembro de 2013

O Solstício de Inverno...


... ocorreu hoje às 17h11m!

Foi o dia mais pequeno do ano. O dia com menos horas de sol, com menos tempo de luz natural. O dia esteve lindo. Céu azul com algumas nuvens e o sol brilhou mas a temperatura sentiu-se fria. Própria de um Inverno que, apesar de se assinalar hoje a sua entrada no calendário, se fez sentir a maior parte dos dias de Outono. Não lido bem com o frio, ou com a percentagem de humidade associada a ele, tão característica da zona onde vivo. Não gosto de me sentir vestida em modo cebola às camadas. O excesso de roupa tolhe-me os movimentos e atrapalha-me. Opto por camisolas quentinhas e enrolo-me em lenços e écharpes. E os pés? Esses são os que mais sofrem... eles gostam é de andar ao léu e nesta época do ano é meia, sobremeia e mais meia por cima que é para abafar melhor... um verdadeiro suplício, portanto! 

E o que é que eu fiz para fantasiar a Primavera que ainda vem longe e ao mesmo tempo solenizar a época natalícia?

- Pintei as unhas de verde!

Foi uma espécie de alienação mental que me deu. Eu não sou moça de verdes em roupas, acessórios e similares (excepção feita ao verde-alface), não sou mesmo. Concebo-o e venero-o na natureza e, claro, na minha farta e imaginária rama de Cenourita que sou - eheheheh - mas, ao início da tarde de hoje, peguei na caixa dos vernizes e material de manicure doméstica, decidida a mudar o visual habitual das minhas garras. E o que é que encontrei lá? Verniz verde! 

- Bora lá fazer uma espécie de homenagem do pinheiro de Natal! 

Então e não é que até gostei! Para quem habitualmente pensa que há coisas que nunca mudam, hoje algo mudou! Passei a gostar de verde! E sinto-me confortável com o meu novo gosto. 




Mudar é bom! Mudar faz bem! Mudar é sinónimo de renovação! 

- Bem-vindo Inverno!


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Cenourita, o que fizeste tu num domingo de relax?






Foi isto!
E só aparece a Lira porque os manos miaus dormiam e ela queria mimalhice... Perfeito!



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Sou de listas...


... mas não sou zebra!*



Listas de tarefas domésticas, listas de tarefas profissionais, listas de compras, listas de desejos, listas de ajuda e dicas, listas de livros a ler, listas de petiscos a cozinhar, listas para tudo e mais alguma coisa e até listas de pensamentos que me vêm à ideia... blocos, cadernos, folhas soltas e post it's acompanham-me para todo o lado e têm que estar sempre à mão. 
E o que é que me dá mais prazer neste de rol de listas? É, numas, passar-lhes por cima um risco ondulado e noutras um sinal de visto. Ambos significam "feito" E isto é o que tenho andado a fazer nos últimos tempos... é passar sobre elas estes sinais. E sinto-me tão bem com isto :)


*embora a minha cor favorita para escrever seja a tinta preta ou o lápis de carvão.



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Qual a energia que te move, Cenourita?


A energia que me processa o movimento vem de dentro. De dentro do meu corpo, do meu sangue, do meu cérebro, da minha alma. Não me move à toa, precisa de alimento. E convém que para que tudo funcione sem atrofios os nutrientes essenciais estejam disponíveis naquela dose certa para mim. O sol, a lua, a água, o ar, o verde da natureza, o azul do céu, as cores vivas e alegres no meu espaço, os meus aromas preferidos, as palavras, os carinhos, as atitudes, as pessoas, os animais, as imagens, os desejos, os sabores... tudo isto e mais qualquer coisita que me possa escapar neste momento é devidamente processado e transformado em vitalidade física e mental. Uns dias forte que nem um vulcão... outros, fraca que nem um pintaínho acabado de debicar a casca do ovo para ver pela primeira vez na sua vida a luz do dia.
E nesses dias, em que a falta de um ou mais nutrientes que me sustentam, há um outro que não substitui mas que compensa...

E hoje, dei um saltinho ali a uma lojita para adquirir a um preço mais simpático que o habitual, um dos combustíveis que ajudam a restituir súbitas perdas de energia. O preço estava mais simpático do que é habitual, por isso... abasteci o stock!*



Não vá a energia falhar...**

*a senhora da reposição não me deixou trazer uma palete inteira por via de mais alguém necessitar deste combustível. Compreendi! Mas vim bem aviada ;)
** se me quiserem oferecer presentes, não se acanhem... garanto total consumo, mas moderado ;)



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Os sonhos não têm fim!


Há dias em que o desassossego começa com o toque do despertador a suspender um sonho daqueles que ninguém gosta de ver interrompido. Fica-se em estado pendurado, sem chão debaixo dos pés e quase a esbracejar numa tentativa de guiar as asas que não se têm e aterrar precisamente no tempo e local onde a cena se desenrolava milésimos de segundos antes daquela toada chilreante saída do aparelho multifunções que também dá para fazer e receber comunicações telefónicas e, pior, fica-se sem saber as cenas seguintes daquele episódio cheio de acção e mistério, aquela expectativa do restante desenrolar de acontecimentos onde umas vezes até se é um dos protagonistas da situação e outras um personagem com menor importância na história ou até mesmo um simples figurante. Prime-se um botão  e corta-se aquele som que nos grita aos ouvidos anunciando a luz do novo dia dando-lhe ordem para lembrar daí a cinco minutos que o sol já acordou e os passarinhos também e o corre-corre fora dos lençóis já começou há muito para muitas gentes. Dá-se o corpo à arte de embrenhar por entre a roupa da cama e as almofadas na tentativa de pegar no fio perdido daquela ilusão que há momentos se vivia como realidade e, o fio já não é recto nem curvilíneo e transforma-se num novelo cheio de pontas soltas. Os passarinhos ao lado da cabeceira da cama voltam a chilrear e embaraçam-se naquele novelo despontado. A ilusão e a realidade envolvem-se indiscretamente e a luta debaixo do agasalho mantém-se firme mas confusa. O mundo gira lá fora e o corpo e mente adormecidos começam por dar tréguas cedendo ao êxtase. A custo, estende-se um braço apalpando sobre os abafos e lá se encontra o aparelho multifunções que naquele turbilhão quase se tinha perdido. Prime-se-lhe no vermelho e os passarinhos espantam-se e fogem, calam-se até ao dia seguinte à mesma hora. 
Que estranho!... Será que vão sonhar para outro lado?... O dia começou, com o desassossego do sonho não ter tido um final feliz.

Poderá um sonho ter fim?


terça-feira, 5 de novembro de 2013

À primeira todos caem...


... à segunda cai quem quer e à terceira e quarta e tecatecateca... só cai quem é imbecil.*



Viver em sociedade não é fácil. Necessitamos de um tremendo jogo de cintura para digerir e passar à frente uma série de situações que se nos atravessam no caminho dia após dia. Por muito que tente fugir de gente desonesta e de duas caras treino que já tenha efectuado neste sentido, por muitas oportunidades que já tenha dado a algumas pessoas, ora pelo benefício da dúvida, ora pelo perdão, ora pela compreensão, ora pela tentativa de esquecimento traduzida em arrumar certas coisas numa gaveta bem fechada e atirando a chave para bem longe sem que lhe siga o rasto nem lhe consiga sentir o cheiro, contínuo a ser tristemente surpreendida na forma de actos e palavras. Não posso viver numa redoma de vidro ou fechada numa bolha de ar. Nem eu nem ninguém e, a convivência, segundo o meu padrão de vida, deveria assentar sempre na base do respeito em primeiro lugar e depois desse primordial valor deviam seguir-se outros de grande mérito e indispensáveis nesta enorme roda de desunião humana... a sinceridade, a honestidade, a solidariedade, e muito caminho a palmilhar até chegar ao supra-sumo daquilo que se poderá algum dia chamar de Amizade.

Ao dia de hoje, concluo que a prudência tem sido insuficiente. É isso ou, a minha propensão à queda na teia deste tipo de gente é absolutamente real e não há nada a fazer... 

Haver, há! Que eu tanto levo que hei-de aprender!

*eu! Que não há meio de aprender a lição, irra!!!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Anglófonos do dia-a-dia...

... que já não sabemos viver sem eles!

Report
Dockstation
Network
Reset
Login, logout
Wishlist
Zapping
Shopping
Know how
Handicap
Timing
Snack
Workstation
Online, Offline
Lobby
Mail
Zoom
Share
Atelier
Indoor
Airbag
Karma
Robot
Upgrade
Feeling
Replay
Low cost
Headphones
Pack
Voucher
Zen
Jackpot
Avant-garde
Low-profile
Leader
Delete
Box
Bouquet
Rewind
Check-in, check-up, checkout
Deadline

Estes foram só alguns dos que me lembrei agora e que uso frequentemente. E quando se está a falar com alguém que não entende? Torna-se embaraçoso desviar o pensamento da língua estrangeira traduzindo-a para a língua de Camões... Fica-se ali a tentar dar a volta ao assunto e com o cérebro a rodopiar... Eu assumo a minha mania de pensar em inglês e sometimes em francês! ;)

E vocês, também usam estrangeirismos? Abusam deles ou nem por isso? Já se sentiram embaraçados como eu?

Contem-me, please! ;)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Hoje decidi...

... voltar a escrever aqui no blog!

Toda a minha ausência deste espaço de partilha não se tem prendido só com a falta de tempo. Mas também, com mudanças e outras prioridades da vida. Decisões e direcções a tomar que inevitavelmente implicam menos disponibilidade "mental". 
Nunca me passou pela cabeça apagar a Tasca da blogoesfera. Já, deixar de publicar, sim, passou e muito. Mas tenho deixado andar... com grandes intervalos de publicações e "resmas" de rascunhos que ao abri-los e tentar acabá-los para publicar, sinto que já tiveram o seu tempo e que já não "cabem" aqui.

Hoje decidi que irei continuar por cá à medida do meu tempo e da minha vontade mesmo sabendo que me sujeito a observações desgostosas por ter divulgado a Tasca a quem não merecia... Este espaço é meu e sou eu quem estou por detrás de cada acto, imagem, palavra e texto que aqui escrevo. Para críticas, julgamentos e outras coisas quaisquer existe a caixa de comentários em que todos são livres de escrever o que bem entenderem - identificando-se ou não, como quiserem - e eu jamais apaguei ou apagarei algum. Existe ainda o endereço de e-mail para onde me podem contactar e a quem eu darei resposta assim que me for possível. Agora o "foste-aqui-foste-ali-fizeste-isto-e-mais-aquilo" por parte de quem não tem vida própria e se alimenta da vida dos outros... eu vou simplesmente ignorar e seguir em frente. 
  
Quando se gosta do que se faz - e para mim a escrita, a leitura, o registo e a partilha com quem me merece e por aqui vai passando - é um verdadeiro prazer e nem que seja aproveitando uma hora de insónia a meio da noite para escrever ou mesmo um intervalo no meio do trabalho e até uns minutitos de ócio que se passam a olhar para o infinito podem ser destinados a este cantinho que é o meu espaço, a minha casa, a minha vida, os meus momentos, os meus gostos, as minhas alegrias, os meus sonhos, as minhas tristezas... no fundo, sou eu própria!

 

Estou de volta! :)




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Chegaram hoje ao fim... as férias de verão deste ano!


E só nos dias que se vão seguir é que eu irei perceber se me irei sentir renovada e revigorada, ou não!

Foram dias de puro ócio. Alguns convívios, jantaradas e almoçaradas. Muita leitura. Passeatas com destino e outras sem e sempre para junto de água - porque eu sou uma pessoa de água embora o meu signo diga que sou de ar, talvez seja o ar e a água em conjunto que me satisfazem o prazer de relaxar - rio ou mar é o ambiente perfeito e que me ajuda a descontrair. Outros momentos de isolamento numa espécie de retiro espiritual... Apesar da oscilação de humor, soube bem esta pausa!



(só uma pequena amostra de dois locais onde me senti bem)


Amanhã é o regresso à rotina e, confesso que até estou com saudades!



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Férias? Mas o qu'é qu'é isso, mesmo?!


Primeira [de duas] semana de férias em modo big mau humor... lamentável, meus caros, mas foi o melhor que se conseguiu arranjar...

Ao primeiro dia e já bem aviada de valentes dores de ripado, arranja-se uma tosse não se sabe bem onde nem como mas que vem com toda a intenção de ficar. Tenta-se, por tudo, arranjar-se-lhe um nome ou um remetente. Corrente de ar, não. Sol na moleirinha, não. Constipadura, não. Arranjaram-se mais mas nenhum lhe assentou bem. Procurou-se um código postal que ajudasse a esclarecer a proveniência, mas... nada. De modo que, deixá-la andar que conforme veio também há-de ir embora. Vai-se uma tarde à praia. Carrega-se o saco com a toalha, o protector solar, o livro, água, bolachas, óculos, cadeira e chapéu de sol e não se vai nem molhar os pés porque é a primeira ida do ano e ainda não se está ambientada. Sai-se de viagem a outra cidade, no dia seguinte, como companhia, e uma pessoa até se distrai porque passa por sítios diferentes e vê outras gentes. No dia que se segue, amarra-se o burro e não se sai de casa. Trata-se de nano-mini tarefas domésticas e alapa-se no terraço a devorar um livro. Aceita-se um convite para jantar em casa da filha e lá se vai a arrastar os pés mal humorados mas chega-se lá e a coisa passa e fica-se logo contentinha e sai-se de lá a delinear os dias que se seguem de forma muito aprazível e tenta-se dormir uma noite descansada mas a malvada da tosse não deixa e uma pessoa acaba por lhe fazer a vontade porque não tem outro remédio e, não dorme. Ao quarto dia, e bem de madrugada, uma pessoa está em casa e esquece-se que está de férias e vai de abrir o mail. Agarra-se aos assuntos a tratar e diz para consigo própria que está de férias e que aquilo pode bem esperar para quando regressar mas no entretanto muda de idéia e diz que até trata já daquilo, que é rápido e que fica com o resto do tempo livre para ir passear e quando dá conta já é hora de almoço e vai almoçar e ó desliga aquilo tudo ou então mais vale ir mesmo trabalhar. Já que se está de férias, opta-se por desligar e ir passear. Mentaliza-se um lugar onde se quer ir, um sítio onde até já foi muito feliz e pensa que recordar momentos felizes faz bem à alma. Antes de pôr as rodinhas da latinha a andar arrisca-se a fazer um telefonema a alguém que já fez parte da sua vida. O não está sempre garantido e o sim ao convite foi recebido com bastante surpresa. Faz-se à estrada e com paragens definidas pelo caminho lá chega ao destino. Um resto de dia bem animado com horas de conversa numa esplanada à beira rio e depois um jantar no sítio de antigamente. Soube bem por vários motivos, sobretudo porque conseguimos ficar amigos e isso é bonito. No dia seguinte já era sexta feira e programa de festas ou será férias?, nada. Toca a aspirar e passar o pano da limpeza aqui e ali e mais isto e aquilo e como se não bastasse a tosse, o mau humor ataca de novo e depois era para ir ali e mais acolá e não se vai a lado nenhum porque não e espera-se pelos dias que se seguem que certamente irão ser melhorzinhos mas afinal resumiram-se a mais do mesmo e pouco há a acrescentar porque não vale a pena e porque com tudo isto já lá vai uma semana e o que se conseguiu foi acumular ainda mais desgaste e revigorar que é bom tá quieto. Chega o sábado. É preciso ir às compras, é preciso abastecer o stock da engorda e do frigo, mas está-se de férias e se não for no sábado é noutro dia qualquer. Opta-se pelo outro dia qualquer e decide-se deixar passar o dia à espera que saia uma idéia de onde ir e com quem e fazer o quê e acaba por se ficar a vegetar à espera da idéia que não chega, essa malvada! e combina-se com a tosse que se vai dormir cedo não sem antes ler um bocadinho. A tosse alinha e até dá mostras de colaborar, mas quem é que consegue ler a ouvir a sessão de cinema que se passava na casa dos vizinhos dois andares acima? Eu juro que, se andasse a par da filmografia conseguia dizer qual o nome do filme a que estavam a assistir. Eu ouvi o filme todo e aqui garanto que quando eu quiser dar filmes p'rá vizinhança eu vou adquirir um Home Cinema tão ou mais portentoso do que aquele. Há-de ser um que ainda não inventaram. Um que permita aos vizinhos de cima não só ouvirem mas também verem o filme qu'isto assim não é bonito, ou se partilha tudo ou não se partilha nada, homessa!!! E depois, ainda farei melhor, irei eu mesma levar-lhes um balde de pipocas... Irra!!! Quem é que consegue ler assim? E dormir? E a tosse que se sentiu traída com o que tínhamos combinado e resolveu atacar ainda mais forte a noite inteirinha??? Irra que não há corpo que aguente? Ou será a cabeça?... O domingo amanheceu pr'ó tarde e decidiu-se que tinha que ser um dia diferente. Brunch fora de casa e bora lá lavar a latinha que até mete nojo de tão sujinha. Esmera-se na limpeza interior e na lavagem exterior. Ficou linda e a ofuscar de tanto brilho. Assim eu brilhasse tanto... Direccionei-a até à beira mar e ali de frente para ele tentei lavar a alma dos meus apoquentamentos ao som da música que me agradava. Regressei mais leve mas não tanto quanto desejava. A sensação de me faltar algo não me larga. E o quanto eu desejo que essa sensação me abandone... ou que se preencha... já nem sei... Pareço um puzzle incompleto... daqueles em que falta uma ou duas peças que se perderam no tempo e no espaço e não encontro outras com o formato adequado ou que com um jeitinho daqui e outro dali se consigam encaixar... E hoje, ao cabo da primeira semana de férias, fui às compras. Abasteci a despensa e o frigo. É que, mesmo estando de férias, uma pessoa tem que se alimentar, ???...


Nota importantíssima e a não descurar:
Cenourita Maria! Não planeies férias e nunca digas a ninguém que vais de férias, ok? Marca na hora e zarpa! Afinal, tu até sabes os "riscos" que corres mas esqueces-te dos "rabiscos" que teimam em te aparecer pelo caminho. Goza férias e descanso e diverte-te e distrai-te ou simplesmente não faças nada sempre que o achares por bem, mas não contes nem aos teus botões e muito menos aos trapos e objectos de uso pessoal que pretendas enfiar dentro do saco de viagem. Esses terão o prazer de saber assim que cheguem ao destino, os outros... só precisam de saber quando regressares, capice???


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Eu, os gatos e um drama...


... ou melhor, três perigos!*



Um dos gatos cá da Tasca, Xô D. Napoleão Manuel, o cuidadoso, saltou para o muro da esplanada e caiu lá para baixo (uma altura considerável), sem ninguém ter visto e só eu dando pela falta dele uns minutos depois de a todos eles que, estavam sempre sob atenta vigilância em hora de recreio, ter virado as costas para acompanhar uma visita à porta. 

Consequência: a Mãe Bela em pânico a gritar pelo Napoleão e ele a responder-lhe lá de baixo. Era noite e não o via, mas ele gritava que se fartava e eu fartava-me de gritar e lá chamei os vizinhos para ajudar e logo se apanhou o Pupuli muito assustado e um bocadinho lesionado. 

Outro dos gatos cá da Tasca, Xô D. Petit Manuel, o destravado, lesionou-se sem ninguém saber bem como. Presume-se que a origem esteja no excesso de carneirice com o puto mai novo. Corridas, cambalhotas, piruetas e drifts pelo chão fora.

Consequência: a Mãe Bela em pânico "Mas o que é isto? Mas como aconteceu? E agora?" Tratamento e repouso absoluto. Nada de tropelias e o mai novo não pode vir para cá para a carneirice e tem que ficar na casinha da Mãe Titó.

A gata humana cá da Tasca, Xô D. Cenourita Maria, a própria, mandou um valente tralho esbardalhando-se toda ali à entrada principal do estabelecimento. Prontamente socorrida por um vizinho simpático ainda se apercebeu dos que fugiram para se rir à socapa mas levantou-se sózinha e arrepiou caminho.

Consequência: a Mãe Bela em pânico porque dias depois deixa quase de se conseguir mexer, não pode com uma gata pelo rabo, arrasta os pés pelo chão, até falar e ouvir lhe custa já para não falar nas dores do ripado que de dia para dia não paravam de aumentar.

Perante estes acidentes, as duas últimas semanas têm sido de corridas para a médica de família dos Miaus; consultas, curativos, tratamentos, acompanhamentos, medicamentos e tantas outras coisas mais terminadas em "entos" tais como... enervamentos e, já quase quase quase nas últimas, vai a Xô Dona Cenourita Maria, a pieguice em figura de gente, a caguinchas, para as mãos de um profissional da matéria óssea endireitar os ossos e esticar os músculos que a coisa já estava tão mázinha que até metia dó. Saiu de lá quase nova e com uma lista enorme de recomendações. Também eles, os gatos acidentados, trouxeram cada um a sua lista. Agora é cumprir e à risca. Quanto às quedas dos peludos, já tudo foi providenciado para que possam usufruir da esplanada da Tasca sem riscos para eles nem medos para a dona. Quanto às quedas da dona, - mais cuidadinho sim, Xô D. Cenourita?! 


* Pára-quedas precisam-se, para a família toda!


domingo, 26 de maio de 2013

Olha que número tão lindo... tão cheio de graça!


Se fizer birra... ponham-me a chucha, mudem-me a fralda, dêem-me colinho, abanem-me, alimentem-me com um biberon de leite belo petisco e de preferência bem regado, levem-me a passear, façam-me rir mas sem cócegas... afinal, acabei de nascer e o que eu quero é estar feliz!
 
 
 
Hummm... quarenta e seis!!! Já??? Ai tantos!!! Tanta coisa vivida e ainda muita por viver!!!
 
 
* post agendado só porque devo estar a fazer birra ou a rir aí por um lado qualquer
 
 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Coisas do cérebro...

 
... demasiado cansado ou será a p*ta da idade?*
 
 
 
 
- Isto é para aqui, aquilo é para ali e aqueloutro é para acolá! - indicações muito bem dadas.
- Ok! - resposta imediata e sem gravar na memória.
 
- Fazes assim, depois fazes assado e depois fazes grelhado! - informação clara e objectiva.
- Ok! - resposta imediata e sem gravar na memória.
 
- Viras na primeira à esquerda, segues até ao semáforo onde viras à direita, andas uns 100m e vês logo a placa informativa! - nem o gps me guiava tão bem.
- Ok! - resposta imediata e sem gravar na memória.
 
- Nem queiras saber... aconteceu assim e assado e tão depressa estava seco como estava molhado. E teca-teca-teca e rebéu-béu pardais ao ninho e blá blá blá whiskas saquetas! - história pormenorizadamente contada.
- A sério? Eia bem! Que cena... - resposta imediata e sem gravar.
 
momentos depois...
 
- Isto é para onde? E aquilo? E aqueloutro?
- Faço como?
- E agora viro onde?
- Mas... como é que foi mesmo...?
 
resposta imediata (e dura!e com razão!)
 
- Bolas pah! Não estás com atenção? O que é que não captaste?
- Ops! Uhhhh...
 
 
*Pronto! Eu assumo que... ando distraída, com espaço reduzido para memorizar certas coisas, com impaciência, com... com... com... sei lá... irritação de ânimo, défice de atenção. Preciso de descanso mental!
 
E agora vou ali sovar massa e espetar-lhe com uns ingredientes em cima. Diz que hoje é o Dia Internacional das Famílias e a famelga vem cá jantar... vamos lá ver se sai algo de jeito e se não reclamam... (vá lá... das comezainas até nem costumam reclamar)

sábado, 27 de abril de 2013

Há coisas que não sei medir...


... por muito que me esforce!
O azeite e o sal! O que é uma colher de um ou outro? Ou uma pitada? Não sei medir assim...
A minha medida está nos olhos, para o azeite, para o sal e para tantos outros ingredientes de cariz culinário.
De tanta coisa do dia-a-dia objecto de medida, uso frequentemente o cálculo, a análise e a ponderação. Destes três modos, já me enganei muitas vezes, já me perdi, já estive lá perto e também já acertei. Das que me enganei, sempre tentei corrigir o erro. Das que me perdi, quase sempre me encontrei, das que estive lá perto, poucas vezes avancei e muitas vezes recuei. Das que acertei, cá me vou esforçando para não me voltar a enganar, não me voltar a perder e para quando estiver lá perto... avançar ou recuar confiando mais na intuição.
E no meio de tanto tipo de medida, que eu nem sequer vou relatar aqui, há uma que me anda a encher as medidas, me anda a moer a caixa dos pirolitos. É chamada a sem medida. Que caracterizo por defeito, em excesso. Parece complicado de perceber, mas não é, digo eu que até assumo o defeito do excesso - passo os eufemismos - e que até ando a tentar acertar na medida correcta - passo o pleonasmo -. E a medida acertada não se determina com recurso a nenhum instrumento de medição... sómente e apenas com uma cérebro-afinação!
Não perceberam nada pois não? Não se preocupem... credo que confusão! Nada que não se resolva... é só uma questão de determinação!
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