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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Faço ou não faço...

... um doce?
 
Era sábado, já noite bem entrada e eu sem me decidir se fazia ou não uma sobremesa para o almoço de domingo. O robalo para assar no forno já estava temperado. As batatinhas para o acompanhar já estavam descascadas e os legumes para cozer também já estavam arranjados, lavados e escorridos. Tudo prontinho e guardado no frigo de modo a não passar a manhã de domingo na cozinha. Lareira acesa na sala, sentei-me no sofá, fiz zapping pelos canais televisivos (nada me agrada na tv, irra que sou esquisita), deitei-me e tapei-me com a mantinha. Peguei num livro e a meio de uma página lida dei conta que não estava concentrada na leitura. Levantei-me, fui à cozinha imaculadamente arrumada, bebi água, abri a porta da despensa, dei uma olhadela, abri o frigo e... uma espreitadela.
 
- Faço ou não faço?
- E faço o quê?
- Somos só dois para o almoço... hummm... não ando muito gulosa... hummm... que coisa estranha em mim...
- Faço ou não faço?
 
Imaginei uma sobremesa leve e fresca para contrastar com o peixinho assado e rápida de fazer porque não estava bem em lado nenhum e não conseguia estar concentrada por muito tempo.
 
- Irra! Há dias... que se ao menos eu estivesse com sono para ir dormir...
 
Fixei os olhos numa caixa de bolachas. Olhei a prateleira acima e, uma lata de leite condensado acenou-me. Saquei as duas para cima da bancada da cozinha e voltei ao frigo.
 
- Hummm... um bidon de iogurte grego natural??? Anda daí!!!
 
Foi só esquadrinhar por uma embalagem de folhas de gelatina na despensa, puxar da picadora, de uma taça e de uma colher de pau, e... assim nasceu uma mousse levíssima e gostosa.

MOUSSE DE IOGURTE E OREOS
 
 
 
1 iogurte grego natural - o bidon - (450gr+25% produto grátis)*
1 lata leite condensado magro (este)*
1 caixa de bolachas tipo Oreo (estas)*
2 folhas de gelatina incolor - as restantes na embalagem - (destas)
 
Foi só misturar bem o iogurte com o leite condensado, picar as bolachas e juntar (reservando um pouco para a decoração final), dissolver as folhas de gelatina e incorporar muito bem. Deitar num pirex e levar ao frigo. Na manhã seguinte, enfeitar a gosto com o picado de bolachas reservado para o efeito.
 
- Tá feita!!!
 
E o telefone tocou de seguida, e eu lá me estiquei no sofá à conversa. Primeiro uma chamada, depois outra que, como já é habitual, termina sempre com um:
 
- Olha que hoje já não é ontem!!! - sinal que passou da meia noite e que eu e o pronome pessoal correspondente à interlocução temos sempre muito para conversar ;)
 
Chegou a hora de almoço de domingo. Começámos pelas entradas, Pão de Mafra quentinho, Queijo Amarelo da Beira Baixa, Morcela de Arroz de Leiria e um Tinto Alentejano (escolha do dia) que acompanhou o resto da refeição e que vai sempre bem seja com peixe, com carne e até com a sobremesa... Segui-se o peixinho assado e seus acompanhamentos. Um intervalo para descansar as maxilas e chegou a vez da sobremesa... estávamos tão satisfeitinhos que mal houve espaço, mas saboreou-se bem. Para terminar, o cafézinho da praxe.
 
 
* não, a mercearia do ti Belmiro não me patrocina!




segunda-feira, 22 de março de 2010

Bife de Novilho ao Alho com Morcela de Arroz

- Mãe Bela! O que vais fazer para o jantar?
- Oh Titó! Ainda agora acabámos de almoçar já me perguntas pelo jantar...
- Vá lá Mãe Bela... é para ir preparando o estômago ao longo da tarde...
- Ai! Não faço ideia!

É assim, a conversa quase diária entre Titó e Cenourita. Aprochega-se a hora de efectivamente ter que pensar na janta e, quando nada está pensado ou determinado e, acabam de chegar do talho uns bifes maravilhásticos e bem fresquinhos e uma morcelas de arroz acabadinhas de fazer... hummm!!! Nada melhor que, inventar um petisco fácil, rápido e com ar tasqueiro!

2 bifes Novilho grandes
6 dentes alho
sal qb
azeite qb
2 morcelas de arroz de Leiria

Num tabuleiro de barro de ir ao forno, coloquei a carne, temperei de sal e deixei repousar cerca de duas horas.

Descasquei e cortei em cubinhos os dentes de alho, levei-os a ferver em azeite abundante. Deitei o alho com o azeite sobre a carne e levei ao forno pré-aquecido a 200º cerca de trinta minutos. Golpeei as morcelas e coloquei-as por cima, durante mais 10 minutos e deixando apenas a resistência inferior ligada.



Acompanhámos com batata frita em palito, azeitonas, pão caseiro e... como não podia deixar de ser, Currais Tinto!

A carne fica tenrinha e deliciosa, com um gostinho típico de Tasca ;)


sábado, 20 de março de 2010

Estraçalhei-o todo...


... num acto de puro castigo!

Se há coisa que eu gosto é de aromas e sabores.

Posso até dizer que tenho um olfacto muito bem apurado. Os que me agradam ficam-me vincados na memória para sempre e só de os imaginar, consigo detectá-los à distância. Os que não, guardo-os numa gavetinha à parte para que não se misturem e sempre que necessário, socorro-me deles para identificar algo que parece querer escapar-me... mas sou terrivelmente persistente e, vasculho-os e remisturo-os até chegar ao busilis da questão.

Há dois dias, que, ao abrir a porta do frigorífico da Tasca, me chegava às narinas um odor estranho.
- Não gosto disto!
Gosto de abrir esta porta e levar com um ar fresco pelas trombas, um ar misturado de aromas prazerosos que me despertam de imediato as papilas gustativas e me levam ao incomensurável desejo de saborear comidinha gostosa, doce ou salgada, consoante o desejo de satisfação de um dos grandes prazeres da vida, comer!
Remexi as gavetas dos legumes, tudo em ordem... apenas uma alface com umas folhitas meio amareladas... nada de grave. Revistei a prateleira de bebidas, águas, minis, sumo de maçã... nada a denunciar. Passei pela prateleira de iogurtes, manteiga, ovos, compotas... tudo na validade. Vasculhei a seguinte, fiambre... não estava mau, mas como só gostamos do fiambre fresco... gatos com ele que até se babam todos. Queijo fatiado, queijo inteiro, queijo creme, queijo ralado, queijo... hummm... snif snif... queijo inteiro... snif snif... em vegetal embalado... snif snif... cá está ele... odor identificado!
- Ah Malandro! Que não me lembrava de ti!
- Julgas que te escapas???


Vou de retirar o papel ao dito, o aroma intensifica-se, queijo puro, suado, a remelar de bolôr no fundo onde o papel teimava em não descolar. Tratei-o com o jeitinho que tal iguaria merece, raspei-lhe a camada cinzenta de pêlo rasteirinho que se formava sem avisar, humedeci uma folha de papel absorvente com azeite e, besuntei-o como se o quisesse proteger das agressões do ambiente, coloquei-o sobre a tábua, peguei na faca afiada e, entreguei-o ao destino que lhe pertencia...



- Vai uma fatia do meu queijo? ;)


domingo, 7 de março de 2010

Vinho bom, dá...


... bom vinho!

Em Tasca que é tasca, não falta vinhaça da boa!

Como já se devem ter apercebido, a acompanhar as petisquices enchem-se os copos do maravilhoso néctar...

Saca-se e cheira-se a rolha, serve-se no copo, observa-se a tonalidade e textura, leva-se a chambrear e decanta-se se necessário, prova-se, saboreia-se o aroma e... entre garfadas e gargalhadas, vai-se beberricando...

"Quinta dos Currais entre os 50 melhores


Os vinhos produzidos no concelho do Fundão foram elogiados pela boa relação qualidade-preço.


4 de Março de 2010 às 15:51h

A Quinta dos Currais viu dois dos seus vinhos incluídos na lista dos 50 melhores vinhos portugueses de 2009. O Quinta dos Currais DOC Beira Interior Tinto Reserva 2003 e o Quinta dos Currais DOC Beira Interior Colheita Seleccionada Branco 2007 passaram no crivo de um conjunto de especialistas com Sarah Ahmed à cabeça. A jornalista orientou uma prova para a Wine Detective (www.thewinedetective.co.uk), uma publicação especializada do Reino Unido.


Segundo a Quinta dos Currais esta é a segunda vez que o Vinho Reserva produzido na Capinha, concelho do Fundão, integra esta selecção, concorrendo com outros onde a qualidade é quase sempre sinónimo de preço elevado. O custo acessível destes vinhos foi elogiado em Londres, onde decorreu a prova. Esta opção é justificada com a realidade local.

“Tudo temos feito para que os nossos vinhos tenham uma óptima qualidade, sem nunca esquecer o importante binómio qualidade/preço, pois se somos produtores numa região menosprezada que tem vindo a ganhar o seu espaço, não podemos posicionar os preços nos patamares mais elevados. Devemos fazer os melhores vinhos que conseguimos a um preço honesto”, diz Maria de Fátima Tomás, administradora da Quinta dos Currais.

Além da prova em Londres, a Viniportugal deu a conhecer os vinhos portugueses em Manchester e Edimburgo, para estimular a exportação."

in Jornal Reconquista - Castelo Branco

Ontem, o jantar foi tardio mas muitoooo reconfortante. Depois de muito trabalho e muito esforço fisico com algumas mudanças, Nino e Telmo a carregar, Cenourita a orientar e Titó a deixar a massa de um bolo saltar forma fora... depressa se fez uma refeição para repôr as energias. Bacalhau assado com batatinha a murro, bem regado de azeite com muito alho e, como não podia deixar de ser... uma garrafinha de tinto para quatro, mas só dois é que beberam.
Repentinamente...

- Ui!!! Tou cá c'um calor nos pés - Cenourita a tentar descalçar as meias.
- Pronto! Já está! - desabafava o Telmo.
- Oh Mãe Bela, não tens ido aos treinos! - Titó a argumentar.
- Eheheheh! Começou a palhaçada! A tua sorte é teres bom vinho! - reinava o Nino.

E mais não conto que é muito complicado! Imaginem o filme ;)


domingo, 7 de junho de 2009

Lanche ao final da tarde de um domingo...


... de relax para uns, de estudo para outros!

O dia passou à velocidade da luz... tarefas diárias cumpridas e sofá com fartura, ronha, leitura, mais ronha... miaus nas correrias e tropelias, qual espectáculo circense... e, no quarto, de porta fechada, no silêncio, estudo, estudo e mais estudo.

A meio da tarde, um lanche de cerejas do Fundão. Até a Layka se deliciou, adora cerejas e nem os caroços escapam...



Ao inicio da noite, o segundo lanche, já ajantarado.

ROLO DE OVOS E ALHEIRA



5 ovos inteiros
1 alheira do Fundão
1 ramo salsa
1 pitada de sal
1 fio óleo girassol

Comecei por picar a alheira com um palito e levei-a ao micro-ondas durante dois minutos para aquecer um pouco e depois fiz-lhe um corte longitudinal e separei-a da pele, reservei.
Levei ao lume uma frigideira anti-aderente com um fio de óleo.
Bati os ovos com sal, juntei a salsa picada e deitei na frigideira, cozinharam o tempo suficiente até os ovos formarem uma base consistente. Deitei por cima a alheira desfeita e com a ajuda de duas espátulas de madeira fui enrolando. Fui virando de todos os lados até que o ovo apresentasse uma superficie lourinha. Servi na travessa e acompanhámos com pãozinho caseiro e Quinta dos Currais Tinto de 2007.


sábado, 6 de junho de 2009

Troca Culinária

Alguém tem dúvidas de que uma surpresa linda, entregue em mão pelo carteiro, chegada de longe, enviada com todo o carinho e recebida com um sorriso que há muito andava desvanecido... faz com que o rosto se ilumine e a mente se liberte???

Há uns tempos atrás, a Ana do blog Mão na Massa lançou um desafio a que chamou de Troca Culinária Mão na Massa. O desafio consistia em quem quisesse participar, inscrevia-se no blog dela, ela depois constituia os pares que entre eles iriam fazer uma troca de mimos que tivessem a ver com culinária. Eu inscrevi-me e no sorteio tive a sorte de me calhar uma menina algarvia, que eu não conhecia, nunca tinha visitado o seu cantinho, bem simpática, cheia de bom gosto, que tem um blog lindo e é uma excelente cozinheira! Foi a Margarida do blog Figo Lampo!


Trocámos alguns mails, demo-nos a conhecer e... o miminho da Margarida chegou ontem ao final da manhã à Tasca da Cenourita!

Trimmm Trimmm

- Sim! Se faz favor! - responde a Cenourita pelo intercomunicador.
- Carteiro! Um volume para entregar!
- Faça favor de subir.
- Obrigado.
Passos acelerados escada acima e,

- Cenourita!
- Sim sou eu!
- Uma prendinha!
- Ah muito obrigado!
- Ora essa! Bom fim de semana e até à próxima! :)
- Igualmente, obrigado!

-..."e até à próxima!??? Bem... o carteiro até deve estranhar! Nunca chegavam encomendas à Tasca e agora de volta e meia... lá vem um volumezinho cá para a menina;)" - pensava a Cenourita.
Corro para o escritório, ansiosa para desembrulhar e abrir a caixa, com os miaus a atravessarem-se pelo meio das minhas pernas, a correrem à minha frente... xiii... tão curiosos quanto a sua dona eles estavam. Lá consegui abrir o embrulho e fiquei embevecida com o que vi, com a cartinha que li... enquanto o Petit Manuel e a Lira Maria cheiravam... cheiravam... cheiravam... e olhavam enternecidos para a Mãe Bela... até eles gostam da visita do carteiro e dos miminhos que chegam pelo correio!


Dentro da caixinha, viajaram lembranças algarvias; um cestinho lindo que eu chamo de ceirinha com supremas iguarias tipicamente Algarvias... uma garrafinha de Licor de Poejo, um frasco de Doce de Alfarroba e Abóbora, uma saquinha de serapilheira de Flor de Sal, um livrinho de gastronomia Algarvia e Andaluz, um DVD sobre o Sotavento Algarvio e uma cartinha encantadora que me fez sentir que ninguém, mas mesmo ninguém, incluindo os Amigos Virtuais que estão longe e nem sequer nos conhecem pessoalmente, merece que nos deixemos abater, desmotivar ou até perder a esperança.
Margarida, agradeço-te milhões... ADOREI a tua surpresa! E... claro que um dia teremos a oportunidade de degustar destas e d'outras iguarias ao vivo e a cores!
Eu continuo em falta mas brevemente terás também a visita do carteiro!

sábado, 14 de março de 2009

Enchidos Tradicionais do Fundão


Mais uma grande oferta vinda directamente da Cova da Beira mais própriamente do Fundão... Essa bela localidade!!!




Chouriços, farinheiras, alheiras, morcelas, mouros, paio e bucho... tudo uma verdadeira perdição... e que petiscos maravilhásticos daqui vão sair :)



Ao senhor Jorge e ao Duarte quero deixar aqui o meu sincero agradecimento!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Directamente do Fundão...


... para a Tasca da Cenourita!



Estes enchidos deliciosos... chouriços, farinheiras e paios do lombo que são uma verdadeira perdição cá na Tasca e foram oferecidos pelo grande mestre da arte de os confeccionar, o Sr. Jorge Almeida.

Hummm... que cheirinho mais gostoso... que bons petiscos se vão cozinhar... e que bem que se vão degustar!!!


Ao Sr. Jorge e ao Duarte, deixo aqui o meu sincero agradecimento.

sábado, 28 de junho de 2008

Enchidos Tradicionais do Fundão



Caras Amigas/os e visitantes da Tasca, hoje deixo-vos aqui uma pequena-grande :) amostra de uma das coisas que "se perdoa o mal que faz pelo bem que sabe" (entre muitas outras, né?).

É uma variedade de enchidos da Cova da Beira, mais própriamente do Fundão, são uma verdadeira delícia...

- o Paio - recomendo para um lanche, cortado em fatias fininhas e bem saboreado com uma fatiazinha de pão caseiro...

- a Morcela de Cozer - excelente no cozido à portuguesa...

- a Morcela de Assar - divinal num churrasco...

- os Chouriços de Carne - assado na brasa, no cozido à portuguesa ou em qualquer outro prato...

- o Mouro - delicioso a acompanhar num churrasco também...

- as Farinheiras - de comer e chorar por mais em qualquer tipo de receita/confecção...

Recomendo vivamente que se um dia qualquer forem passear para aqueles lados, dêem um saltinho a este talho (desculpem a publicidade, mas quando é bom tem que se dizer a proveniência) e levem para casa estas especialidades regionais feitas por gente da terra, com gosto, saber e sabor de quem percebe e lida diáriamente com estas iguarias tão tradicionais, tão Portuguesas e tão apreciadas.


Mnham mnham mnham... deliciosos petiscos!!!

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