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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O estranho caso...


... do frango que depois de morto e esquartejado e congelado e descongelado exigiu não ser tradicionalmente temperado e cozinhado e ainda ser fotografado até ir para o prato! Vá lá, as últimas palavras que disse foi que o podíamos comer de faca e garfo e o acompanhamento poderia ser a gosto! 

Foi isto, ou a falta de disponibilidade ou de vontade de o confeccionar de outro modo...

Nunca fui pessoa dada a usar temperos artificiais ou rápidos ou pré-preparados, como lhes queiram chamar mas, há um tempo atrás falaram-me dos sacos que vão ao forno e que já trazem o preparado todo em pó e que é só "deitar tudo lá pa dentro" e que nem suja o tabuleiro e que nem dá trabalho e que é super rápido e ultra prático e que é muito bom. Decidi-me a experimentar e, confesso, que já fiz algumas vezes. Já experimentei temperos diferentes e já os testei em frango e costoletas de porco e até já testei um de peixe. Sem dúvida que é excelente para aqueles dias em que não apetece fazer de outra maneira e a receita é  infalível.

Apresento-a em fotos, porque me deu para isto e a ilustração passo-a-passo diz tudo. Ah e assim também vos poupo de irem ler aquelas letras canininhas que vêm na parte de trás da embalagem ;) 
Usei um frango caseiro grande e dois pacotes do preparado. Acompanhei com puré de batata e salada de alface. O vinho era tinto da península de Setúbal e de 2004. Disseram os comensais, que parecia vinho do Porto pela cor e que escorregava que era uma maravilha e que combinava bem com os sabores da carne. Três pessoas à mesa e desapareceu tudo! Ah comilões, pah!

Cá vai:

FRANGO EXIGENTE E COZINHEIRA COM PREGUIÇA













E vocês, já experimentaram? E gostaram ou nem por isso?


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

E o que se faz com as sobras...


... quando a quantidade cozinhada é demais para uma refeição?

Se há coisa que abomino é estragar ou deixar estragar o que quer que seja e no que toca a comida, esse bem tão precioso quanto a saúde, não deixo que nada se perca. Na cozinha da Tasca tudo se transforma. E de uma refeição como esta que foi cozinhada em abundância para três comensais, o sobejo foi em suficiente quantidade que se reciclou para os mesmo três e para uma refeição do dia seguinte! 
No final da refeição, retirei peles e espinhas do bacalhau. Sobre a tábua de cozinha cortei as batatas cozidas em cubos pequenos, um ovo inteiro e a couve cozida também aos bocadinhos. Deitei tudo num pirex e por cima o grão com a cebola. Tapei e guardei no frigo.

ROUPA VELHA DE BACALHAU



6 ovos
1 bom fio de azeite
1 cebola picada

No wok coloquei a cebola picada e reguei com um bom fio de azeite. Liguei o bico do fogão e deixei cozinhar brevemente. Juntei as sobras todas que estavam no pirex e envolvi bem. Bati os ovos com a varinha mágica e acrescentei dentro do wok. Deixei cozinhar mexendo sempre com a colher de pau sem que pegasse ao fundo. Servi.

Hummm... delicioso!!!


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Meia Lua de Galinha e Farinheira

Uma sopa bem quentinha e acabadinha de fazer é sempre um regalo para o estômago. E uma canjinha de galinha caseirinha e bem criadinha é sempre um verdadeiro consolo. Fez-se a canja e a carne da galinha desfiada era muita. Reservei a parte do peito já desfiada com intenção de usar noutro prato. E, no passado sábado ao fim da tarde, havia o jantar para destinar e havia um tupperware de galinha desfiada no frigorífico e uma base de massa folhada a expirar a validade. Bora lá inventar e aproveitar, que é no aproveitar que está o ganho. E, que ganho... esta delíciosa...


MEIA LUA DE GALINHA E FARINHEIRA


peito de galinha desfiado
1 farinheira de cogumelos do Fundão
1 cebola roxa
azeite qb
salsa picada qb
100 ml natas
1 ovo

Piquei o peito de galinha na picadora. Aqueci a farinheira no microondas, retirei-lhe a pele e envolvi com a carne picada. No wook, coloquei uma cebola roxa cortada em meias-luas, reguei com um bom fio de azeite e levei ao lume sem deixar refogar para que a cebola ficasse crocante. Juntei a mistura da carne picada com a farinheira, a salsa e as natas. Envolvi bem até a mistura ficar homogénea. Retirei do lume e verti sobre a massa folhada que de seguida dobrei ao meio fazendo uma meia lua. Uni a massa com a ajuda de um garfo, fiz uns cortes por cima e pincelei com ovo batido. Foi ao forno a assar a 200º em ambas as resistências e servi com uma salada de alface.

Aprovadíssima! E a repetir, com os mesmos ou outros ingredientes a gosto (ou consoante o recheio da despensa).


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Não foi fácil...

... mas tive que a mandar embora à cotovelada!

Então não é que a senhora dona preguiça estava a fazer-se ao piso para ficar mais uns dias... Na na na...

- Vá lá Cenourita! Está-se bem por aqui!

- Nem penses! Já chega!

- Só mais dois dias... eu pago a estadia!

- Nem a peso d'ouro!

Fez beicinho. Pediu por favor. Argumentou que me ajudava nas tarefas domésticas, que lia e escrevia por mim, que me serviria o pequeno almoço na cama, que dava miminhos aos miaus, que engomava a roupa, que lavava e limpava por dentro a minha latinha, que ia às compras e que até me surpreenderia com um exótico ramo de flores.


- Não e não e não!

- Mas... ó Cenourita... eu...eu...

- Não há eu nem meio eu! Aqui quem decide é a patroa e se não vais a bem vais a menos bem!

Virou-me as costas a resmungar e, pensando eu que ela estaria a arrumar as suas tralhas para se pôr na alheta, fui dar com a magana na banheira, mergulhada em óleos essencias e pétalas de rosa. Que desplante!

Perante este descaramento, só me restou despachá-la à cotovelada ;)


COTOVELADA DE TAMBORIL


4 lombos tamboril

1 cebola média

2 dentes alho

1 folha louro

1/2 copo vinho branco

1 colher café de massa pimentão

polpa tomate qb

pimento verde qb

sal qb

azeite qb

coentros qb

massa cotovelinhos qb

Num tacho coloquei a cebola cortada às rodelas, o alho bem picadinho, a folha de louro sem o veio, a polpa de tomate, a massa de pimentão e as tirinhas de pimento. Reguei com o vinho branco e o azeite e deixei cozinhar cerca de dez minutos em lume brando. Juntei os lombos de tamboril e polvilhei com sal e coentros picados. Deixei estufar em lume lento mais dez minutos. Enquanto isso, levei as massas cotovelinhos a cozer em água abundante e uma pitada de sal. Escorri-as e juntei ao estufado de peixe. Envolvi-as com cuidado e retirei do lume. Polvilhei com mais coentros picados e servi.


Quando retirava o avental para me sentar à mesa, senti uma rajada de vento e ouvi a porta bater com força... era a preguiça a desaparecer da tasca e a prometer instalar-se algures por um dos vossos cantinhos. Não disse qual, mas até estou curiosa... vão-me dando notícias dela ;)


quarta-feira, 16 de março de 2011

A saúde...

... é o nosso bem mais precioso!

E quando surgem sintomas de que algo não vai bem e esses sintomas se prolongam por tempo sem fim, para além do mau estar que provocam e da natural preocupação, também uma certa dose de mau humor e falta de disposição acabam por se instalar. Assim têm sido os meus dias, indisposta. Já fui ao médico, já realizei uma série de exames, já tenho os resultados e aparentemente está tudo normal, mas resta-me esperar pela consulta na próxima semana e pela avaliação de quem de direito. Com isto, ando sem vontade de cozinhar e farta de só comer sopas, alguns cozidos e grelhados, maçãs cozidas, beber chás e pouco mais. A paciência, a concentração, a inspiração e a auto-estima andam pela "rua da amargura"...

Hoje, para o jantar, tinha destinado bifes de perú. Mas grelhados? Ai que já não posso nem cheirá-los quanto mais comê-los, pensei e disse para as maçãs que estavam na fruteira:
- Bem, meninas! Acho que vou arranjar os bifes para a Titó e duas de vós vão ser o meu jantar... cozidas, ok?
Elas já nem me respondem, nem esperam outro destino, depois de verem as suas companheiras irem todas a caminho de um tacho com água e serem servidas numa tigela com direito a colher de sobremesa.
Chega a Titó e engelha o nariz a bifinhos de perú grelhados...
- Oh Mãe Bela! Ficam tão secos... faz de outra maneira...
- Ai! Mas como?
- Não sei, inventa!
Com a falta de idéias e vontade, acabei por dar a volta ao frigorífico e à despensa e acabou por sair este prato a que chemei:


TIRINHAS DE PERÚ COM ARROZ SELVAGEM


3 bifinhos de perú cortados em tirinhas
3 dentes alho
1 tomate maduro
1 lata cogumelos laminados
1 colher sopa molho cocktail da Heinz
1 chávena de arroz selvagem
azeite qb
sal qb

Levei o arroz a cozer em água abundante e uma pitada de sal. Escorri e reservei. No wok deitei um fio de azeite, os alhos bem picadinhos e as tirinhas de perú. Polvilhei com uma pitada de sal, juntei o tomate cortado em cubos, os cogumelos e o molho cocktail. Envolvi bem e deixei cozinhar mais ou menos dez minutos. Juntei o arroz, envolvi e deixei apurar os sabores mais uns cinco minutos. Servi com salada de alface cortada em juliana.

Uma refeição rápida, prática e excelente. Acabei por me juntar à Titó e deixar as maçãs para outro dia. Soube-me super bem :) e não foi por isso que me senti pior... senti-me na mesma, como se tivesse comido apenas sopa ou maçã cozida.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Diz que não há açucar...

... nos hipermercados, supermercados, mercearias e afins!

É mau! É muito mau! Do pior, mesmo! Mas, sinceramente, não me causa qualquer transtorno (neste momento) e até me dá um certo jeito, assim não me tento a fazer guloseimas para além do stock existente na tasca ;)

Agora se... faltasse o arroz... Ai ai ai!!! Aí é que a Cenourita ficava a bater mal!!!

Não fosse uma das minhas preocupações e cuidados do dia-a-dia, confeccionar refeições com vista a uma alimentação equilibrada... eu cá, comia arroz todos os dias e de qualquer maneira, menos crú... Ok, ok, Sou uma arrozeira de primeira, uma arrozódependente ou melhor, uma maluca por arroz!

E como também sou maluca por tudo quanto é legumes, acho óptima a ideia de os acasalar. Eheheheh!!! Fazem um par perfeito!!! Não acham??? Por isto, e mais alguma coisa, resolvi fazer um estrondoso arroz de couve roxa para acompanhar uns valentes secretos de porco preto grelhados!

A receita é tão básica e rápida que não me chateia nada repetir vezes sem conta. E o resultado, megabom!

ARROZ DE COUVE ROXA


1 cebola picada
2 dentes alho
azeite qb
1 couve roxa (ou 1/2 - consoante o gosto e o tamanho)
arroz qb
2 x e meia a medida do arroz de água
sal qb

Num tacho deita-se a cebola picada juntamente com o alho e rega-se com um bom fio de azeite. Deixa-se cozinhar um pouco (sem deixar fritar a cebola). Acrescenta-se a couve previamente lavada e cortada em juliana grossa. Tapar o tacho e deixar cozer a couve no seu próprio vapor com o lume baixo. Juntar e envolver o arroz lavado e bem escorrido, de seguida a água a ferver. Temperar de sal e cozer cerca de dez minutos com o tacho tapado. Retirar de cima do fogão e deixar repousar um pouco antes de servir.


Este foi o acompanhamento dos secretos de porco preto grelhados, que temperei apenas com sal uma horita antes e depois grelhei na chapa do fogão.

- Tirem-me o prato da frente, por favor! Antes que eu m'empanturre!


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Arroz de Lulas

O arroz está para mim tal qual eu estou para ele... sempre pronto a "marchar", cozinhado de toda e qualquer forma. Vai muito bem com tudo. Carne, peixe, enchidos, moluscos, crustáceos, legumes, doce... e até sem mais nada. Com um prato de arroz, eu sou feliz!!! Eheheheh ;)


1 kg lulas (limpas)
1 cebola grande
3 dentes alho
2 tomates limpos de pele e graínha
1 dl vinho branco
1 dl água
1 colher café massa pimento
azeite qb
sal qb

Esta maravilha não tem nada que enganar nem atrapalha nenhuma cozinheira. É só pegar no tacho, colocar os ingredientes acima lá dentro, ligar o fogão e esperar que cozinhe naturalmente. Convém dar uma mexidela de vez em quando, não vão as lulinhas alaparem-se no fundo do tacho e se necessário acrescentar mais um pouco de água a ferver.

arroz qb
salsa picada qb
água (2 x a quantidade de arroz)

Depois das lulas cozinhadas, junta-se o arroz e deixa-se cozinhar um pouco no caldo do guisado, acrescenta-se a água fervente, rectifica-se o sal, deixa-se cozer sem abrir muito, retira-se do lume, polvilha-se com salsa picada, e...


... directamente para o prato antes que arrefeça!!!



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pescada à Jardineiro

Se há coisa que eu gosto é de peixinho cozido. Umas vezes para desenjoar de comidas mais pesadas, outras porque é mesmo o que mais me apetece, outras ainda... porque não me surge outra ideia ou o tempo é curto para o confeccionar de outra forma e ele até está tão fresquinho que é de aproveitar. O restante pessoal também gosta, mas nem sempre está para aí virado. Esquisitos!!!

- Mãe Bela! O que vais fazer para o jantar?
- Peixe cozido!
- Oh! Peixe cozido?!?!? Não me apetece nada... :(

Perante isto, e porque tem dias em que até trato das vontadinhas da menina (e do menino)... acabo por dar a volta por outro caminho e até preparo um prato mais de acordo com os seus apetites. Mas dias não são dias e mesmo sabendo que não irá agradar... lá terá que ser! E, se nesses dias a imaginação estiver acima da linha d'água, até aparece na mesa o dito peixinho cozido, com um nome bem sugestivo e um aspecto mais apelativo!

- Mãe Bela! O que vais fazer para o jantar?
- Pescada à Jardineiro!
- Hummm... isso é bom?
- Oh se é! Uma rica maravilha como o próprio nome indica!

Assim saiu um jantar para três à mesa (mais quatro miaus na cadeira a eles reservada)!


3 postas de pescada (grandes e altas)
3 batatas
3 cenouras
3 dentes alho picadinhos
1 lata pequena milho
bróculos qb
água e sal qb
azeite qb

Num tacho com água e sal levei a cozer as batatas juntamente com as cenouras, onde juntei depois os bróculos. Noutro tacho, também com água e sal, cozeu a pescada. Legumes cozidos e já escorridos colocados na travessa. Peixe cozido e limpo de peles e espinhas espalhado por cima. Finalmente, tudo regado com bastante azeite quente com alho picadinho.

- Eh Mãe Bela! Esmeraste-te! Tão bommmm!

Manobras de tasqueira ;)



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O regresso à normalidade na cozinha da tasca...

... quase parece o regresso às aulas!

O inicio de um novo ano para os estudantes e também para os pais, educadores, professores e no fundo, para todos nós que voltámos a ver a malta jovem pelas ruas da cidade, nas paragens de autocarro, a caminho das escolas e daquela que há-de ser a sua vida futura em função das escolhas e oportunidades.

Nesta cozinha, as escolhas continuam difíceis e as oportunidades de confeccionar petiscos novos vão surgindo consoante a inspiração da encarregada de serviço contínuo, digo, administradora do lar, que é mais fino. As temperaturas continuam elevadas o que não ajuda muito, os apetites vão oscilando entre o nivel acentuadamente elevado e negativo:

- Mãe Bela! O jantar? Tou cheia de fome!
- Titó! Ai ainda nem sei o que há-de ser...
- Quero lasanha!
- Com este calor... só se a fizeres tu!

E,

- Mãe Bela! Não tenho fome, não faças jantar!
- Titó! Tens que te alimentar!
- Eu como qualquer coisita!
- Qualquer coisita não há!

Hoje, não foi diferente! Uma a descarregar as acumulações no novo maquinão engomador e, a destilar por tudo quanto era póro. A outra a estalar de cansaço... adormecida no sofá. De repente, passa um perú a fugir à fúria da engomadeira de serviço, atrás dele umas gambas abafadas de gelo e... ateia-se faísca na luzinha de presença da luminária desta chef do amanho doméstico e, de súbito, saíu este prato, bem gostoso por sinal!

BIFINHOS DE PERÚ AO MOLHO DE GAMBAS


4 bifes de perú
4 dentes alho
400 gr gambas descascadas e congeladas
azeite qb
sal qb
mistura de especiarias (pimentão e louro) qb
1 colher sobremesa molho cocktail da HEINZ

Temperei os bifinhos só com sal. Descongelei as gambas e levei-as à frigideira com o alho finamente picado e já ligeiramente frito no fundo coberto de azeite. Polvilhei com a mistura de especiarias e deixei cozinhar lentamente. Juntei os bifinhos e salpiquei com pinguinhos do molho cocktail. Tapei, deixei suar um pouco para fazer molhinho, voltei a carne e tapei novamente até estar completamente cozinhada.

Servi com esparguete al dente... e está pronto! Ficou PERFEITO!

sábado, 11 de setembro de 2010

A cozinha da tasca...

... retomou o seu normal funcionamento!

Depois das altas temperaturas deste verão em que simplesmente entrar na cozinha se tornava no mais dificil dos caminhos a percorrer, eis que o mês de Setembro nos brinda com manhãs mais fresquinhas, tardes quentinhas qb e noites muito agradáveis para quem não suporta altas temperaturas. Sinto que é nesta altura do ano que se consegue regenar o espírito e o corpo, pois o excesso de calor torna-o frágil e cansado, e é também nesta altura do ano que o organismo se prepara para a queda da folha, a chuva e o frio que a passos largos se aproxima.

Durante esta pausa na publicação de petisquices, a cozinheira não gozou férias (estão programadas para mais tarde) e é claro que a porta da cozinha também não esteve fechada a sete chaves. Saíram pratos simples, uns habituais, outros novos e algumas experiências. Uns, tão básicos que não mereciam destaque, outros, as foto desfocadas e outros nem a foto tiveram direito. Ah! Mas de alguns, até existe foto, mas... não me lembro como fiz! Senilidade? Talvez...

Esta semana o petisco mais devorado cá na tasca têm sido... FIGOS! Ai Figos! O meu fruto preferido! Abrir e comer, aos quilos e sem enjoar! Mnham mnham mnham! Quem vai acusar o toque vai ser a balança, mas para que ela não se manifeste... só lhe boto os pés em cima depois da temporada e, do desmame! Eheheheh...

Com as barrigadas deste fruto maravilhoso e com os dias assim mesmo como eu gosto, não apetece grandes comezainas. Por isso, hoje saíu para o almoço, esta simples salada!


alface qb
1 queijo Palhais*
tomatinhos cereja (da nossa horta)
azeitonas pretas descaroçadas e fatiadas
oregãos qb (muitos)

Arranjei, lavei e deixei escorrer a alface, as azeitonas e os tomatinhos. Cortei o queijo em quadradinhos. Coloquei na tarteira a alface, o quejo espalhado por cima, os tomatinhos e as azeitonas. Polvilhei com muitos oregãos e... está feito.

* Este queijo, foi outrora, dos meus favoritos para misturar em tudo o que eram saladas. Actualmente não gosto dele. Acho-o demasiado salgado e gordurento, daí não ter posto sal nem azeite na salada. Comprei uma embalagem com dois queijos, um já o tinha gasto noutra salada, hoje gastei este nesta, e só porque não gosto de deitar nada fora.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Aos empurrões...

... e sob muitas pressões, finalmente hoje acaba este mês de turbilhões, confusões, implicações, multidões, lamentações, ilusões, hibernações, enervações, abstenções... tudo aos milhões!

E, como não quero pensar nem recordar o que me desgastou tanto este Agosto, de calor insuportável e a rebentar de adjectivos desprovidos de qualidade minima aceitável, apresento-vos o nosso simples jantar de ontem. Uma volta pelo frigo e outra pelo stock da engorda, restinhos de ingredientes a suplicar consumição urgente e saíu este:

TAGLIATELLE COLORIDO


massa tagliatelle de duas cores (al uovo e legumes)
1 cebola picada
1 colher sopa molho alho Heinz
1 colher sopa ketchup
azeite qb
sal qb
1 lata cogumelos fatiados
fiambre fatiado
1/2 lata milho
tomates cereja qb (do meu tomatal)
oregãos (muitos)

Em água a ferver e sal, deitei as massas a cozer al dente. Numa frigideira anti-aderente, coloquei a cebola, reguei de azeite e deixei cozinhar um pouco. Juntei os dois molhos, o de alho e o ketchup, os cogumelos, o fiambre e o milho. Envolvi bem e deixei cozinhar cerca de 8 minutos em lume brando. Massa já cozida e escorrida, acrescentei-a e voltei a envolver e deixar apurar um pouco no molho que se tinha formado. Retirei do lume, deitei num recipente de ir à mesa, distribuí tomatinhos cereja cortados ao meio e polvilhei com uma mão cheia de oregãos. Arrefeceu um pouco, porque com o calor que se tem feito sentir é impossivel comer quente, levei à mesa da esplanada da tasca, e... já está! Fácil e rápido como convém!

Com esta invenção de ultima hora espero voltar à cozinha que tem andado muito abandonada, e também espero que as temperaturas baixem um pouco para que eu consiga cozinhar!


terça-feira, 27 de julho de 2010

As condições impostas...


... pelo estado deplorável agravado deste calor absurdamente estonteante, impedem-me de fazer tudo o que seja considerado "de jeito"!

Fazer, dizer, pensar... enfim, actos puramente normais de qualquer criatura com pés, cabeça e sangue que lhe corre nas veias, tornam-se no maior dos sacrifícios. Desta caixa de parafusos desapertados e provavelmente já moídos, deste corpo rebolável, destas mãos que pedem licença para se mexerem, não sai nada que se aproveite... Já tentei centrifugar-me da cabeça aos pés, espremer as toxinas e lançá-las num qualquer terreno baldio, na esperança que, de lá germinem sementes abandonadas ao acaso e nasça obra feita, com raiz, caule, folha e flor. Mas, a inércia cria atrito, o ócio dispara até ao nivel mais elevado da sua resistência, e eu, que com isto, deixo de ser eu, sinto-me assim uma espécie de legume chocho, que tenta mover-se a muito custo e, só com a ajuda da velocidade diminuta do ar que circula pela atmosfera, apanho algum balanço, pouco, que do impulso imprevisível me atira para as maiores e mais loucas maluqueiras!
Certo Maria Abóbora??? ;)

Por isto... deixo-vos a imagem do que se jantou hoje na tasca!


Uma salada fria, rápida e com os ingredientes que existiam à disposição. Alface, massa espiral e cotovelos (para aproveitar dois restinhos de duas embalagens), uma lata de atum, milho, cenoura ralada, seis barritas de delícias do mar, queijo em quadradinhos, azeitonas e muitos oregãos. Nada de sal.

Tive uma certa dificuldade na escolha da foto, tirei várias e esta não é, de todo a melhor. Nas restantes, ora apareciam as orelhas do Petit Manuel, o focinho da Pipoca Maria... e se as fotos permitissem som, ouvir-se-iam os ron ron's do Napoleão Manuel ;)
Ok, pronto pronto pronto! Não reclamem, eu mostro! Mas, shiuuuu, não mostrem isto a mais ninguém...






sexta-feira, 11 de junho de 2010

O prometido...


... é devido!

E, cá está ele! O almoço catita do Dia de Portugal e blá blá blá que se tornou numa especie de Dia de Passoal e pardais ao ninho!

A ementa não teve o propósito de comemorar evento algum. Foi antes uma espécie de obrigação de consumir rápidamente e bem fresquinho um dos peixes mais apreciados na Tasca. E, obrigações destas... ui ui... tomara eu tê-las assim muitas, muitas vezes!


LINGUADO SUADO COM ALECRIM



2 linguados grandes frescos
sal qb
sumo de 1 limão
raminhos de alecrim fresco
azeite qb

Golpeei o peixe e temperei-o com o sal, o sumo de limão e o alecrim. deixei a marinar cerca de duas horas.


Preenchi com azeite o fundo de um tabuleiro refractário. Coloquei por cima, o peixe e mais um fiozinho de azeite. Levei ao forno pré-aquecido a 180º cerca de vinte minutos.


Enquanto isto, descasquei e cozi batatinhas novas e fiz um esparregado de espinafres que juntei ao peixe cinco minutitos antes de o retirar do forno.

Mnham mnham mnham!!! Delicioso!!!

Como temperei os dois peixes e éramos só duas gatas pingadas ao almoço, o outro acabou frito e gostosérrimo também!!!

Adenda: Acrescentei a foto do peixinho frito... :)


domingo, 16 de maio de 2010

Inventando...

... na cozinha!


A Tasca continua morna ou quase fria em termos de petiscos. O tempo para dedicar à cozinha tem sido pouco e, diga-se de passagem, que a vontade também não tem estado no seu auge. Vai-se cozinhando qualquer coisa, por obrigação, mas nada de especial que mereça aqui destaque...

Há algum tempo atrás, numa ida ao abastecimento do stock da engorda, deparei-me com esta massa fresca... Trouxe uma embalagem, mas com intenção de fazer tudo, menos cachorros. Na mesma altura, a minha amiga Paula trouxera-me um saquinho de um preparado de creme de ovos em pó, próprio da indústria de pastelaria.
A Titó, amarrada aos livros a estudar, o menino Telmo agarrado a um jogo no PC e a Cenourita Maria aprisionada às tarefas domésticas...

- Mãe Bela! Temos fome! Faz uns folhadinhos de maçã para o lanche! - Titó a precisar de calorias.
- Folhadinhos?! Hummm... não me apetece... - Cenourita sem vontade.
- Ou um Bolo Mármore! - sugeria o jogador.
Gosto de Bolo Mármore, mas não gosto de o fazer. Talvez por tê-lo feito toneladas de vezes, anos a fio...
- Meninos! O Bolo Mármore nunca me sai bem (cof cof)! Só se o fizerem vocês...
- Ohhh! Vá lá! - os dois em coro.

Vou para a cozinha. Fecho a porta, coisa que habitualmente não faço. Avental à frente, forno ligado, embalagem de massa fora do frigo, creme d'ovos em pó numa tigela.

Estendo a massa e recorto-a em triângulos. Junto água fria ao pó e mexo enérgicamente com uma colher, fica logo amarelinho... fantástico! Vou juntando mais água, aos poucos e mexendo sempre até obter a consistência desejada. Deito duas colheres de sopa do creme sob a massa, enrolo-a a partir da base do triângulo como se de croissants se tratasse. Forno quente a 180º, tabuleiro forrado com papel vegetal, por cima coloquei os rolinhos e levei ao forno cerca de quinze minutos.

- Mãe Bela! Cheira aqui bem! O que estás a fazer? A inventar?

Retirei o tabuleiro do forno, polvilhei com açucar em pó, mesa posta para o lanche, e...

- Meninos!!! Venham prá mesa!!!

Cachorros doces, quentinhos, fofinhos e docinhos!


Fáceis, rápidos de fazer mesmo quando escasseia a vontade, e... hummm deliciosos ;)


sábado, 17 de abril de 2010

Macarronada de Frango

Uma madrugada desta semana, mais ou menos sete horas e quarenta e cinco minutos...

- Mãe Bela! Estou bem assim? - a Titó a rodopiar ao lado da minha cama e eu a tentar abrir um olho e depois o outro...
- Estás pois! Uma boazona! - vi uma silhueta alta, robusta, com umas riscas vermelhas, pretas e cinzentas, uns penduricalhos que me turvavam as vistas remelosas de quem ainda estava a sonhar...
- Não te esqueças que hoje venho almoçar a casa! - dá meia volta e aí vai ela, já meio atrasada para a aula das oito da manhã.
- Sim... num'esqueço... - balbuciei eu entre meia volta para o outro lado, continuando o sonho interrompido...

Poucos minutos passados e eis que toca o despertador, eu avanço-o para um segundo toque a cinco minutos mais tarde. Volta a tocar. Eu resmungo. O Petit Manuel resmunga e enrola-se mais ainda numa tentativa forçada de continuar aquele prazer matinal de dormir encostadinho à Mãe Bela... O Napoleão Manuel, aos pés da cama, levanta-se, espreguiça-se e boceja ao mesmo tempo... lança-se aos preguiçosos que teimavam em não querer acordar, destapa-os, ronrona, salta, morde os cabelos à dona... e, bora lá todos pôr as patas fora da cama que o dia chama por nós!

Tarefas matinais habituais de uma Tasca de familia numerosa... completas, um duche rápido, uma roupa prática arrancada à força do roupeiro, uns sapatitos cómodos, os acessórios que não dispenso, carteira, chave do carro, óculos de sol e...

- Meninos!!! A Mãe Bela vai à vidinha dela!!!
A manhã passou num abrir e fechar de olhos mais rápido que o meu ao acordar, meio dia marcava o meu relógio.
-Ai! Não me lembro se a Titó vai almoçar a casa... - eu, com os meus botões.
Vai de trocar sms's com a menina Titó e, então não é que vai mesmo almoçar à tasca... Xiii, mais uns sitios de ida obrigatória, compromissos são compromissos, e o almoço???
- Não vou chegar a tempo de o fazer, não deixei nada preparado... vou buscar um frango assado! - eu, no habitual blá blá blá com os meus botões.

Do almoço, um frango assado com batatas fritas que ainda fui a tempo de fazer e umas migas de couve com broa, para duas, sobrou mais de metade do dito. Como na tasca, nada se desperdiça, há que aproveitar, e quando de uma refeição se pode fazer outra diferente... chegada a hora, toca a preparar o jantar:


frango assado desfiado
1 lata grande cogumelos fatiados
1 lata pequena de milho
1 cebola picada
3 dentes alho picados
pimenta preta moída na altura
1 pacote natas
azeite qb
massa macarrão grande qb
sal qb
oregãos a gosto

Numa frigideira anti-aderente colocar a cebola e o alho picados. Deitar o azeite e levar a cozinhar em lume brando. Acrescentar o frango desfiado, os cogumelos e o milho, polvilhar com a pimenta e deixar cozinhar cerca de dez minutos. Por fim, acrescentam-se as natas vai-se envolvendo a mistura até que fiquem bem incorporadas e ligeiramente engrossadas.
Enquanto isto, coze-se o macarrão em água abundante com sal, escorre-se e deita-se no recipiente de ir à mesa. Por cima junta-se o preparado anterior, envolve-se nas massas e serve-se. Já no prato, polvilha-se com os oregãos, a gosto.

Adoramos!!! ;)



segunda-feira, 22 de março de 2010

Bife de Novilho ao Alho com Morcela de Arroz

- Mãe Bela! O que vais fazer para o jantar?
- Oh Titó! Ainda agora acabámos de almoçar já me perguntas pelo jantar...
- Vá lá Mãe Bela... é para ir preparando o estômago ao longo da tarde...
- Ai! Não faço ideia!

É assim, a conversa quase diária entre Titó e Cenourita. Aprochega-se a hora de efectivamente ter que pensar na janta e, quando nada está pensado ou determinado e, acabam de chegar do talho uns bifes maravilhásticos e bem fresquinhos e uma morcelas de arroz acabadinhas de fazer... hummm!!! Nada melhor que, inventar um petisco fácil, rápido e com ar tasqueiro!

2 bifes Novilho grandes
6 dentes alho
sal qb
azeite qb
2 morcelas de arroz de Leiria

Num tabuleiro de barro de ir ao forno, coloquei a carne, temperei de sal e deixei repousar cerca de duas horas.

Descasquei e cortei em cubinhos os dentes de alho, levei-os a ferver em azeite abundante. Deitei o alho com o azeite sobre a carne e levei ao forno pré-aquecido a 200º cerca de trinta minutos. Golpeei as morcelas e coloquei-as por cima, durante mais 10 minutos e deixando apenas a resistência inferior ligada.



Acompanhámos com batata frita em palito, azeitonas, pão caseiro e... como não podia deixar de ser, Currais Tinto!

A carne fica tenrinha e deliciosa, com um gostinho típico de Tasca ;)


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tarte Rápida de Maçã

Acordar tarde
E tarde erguer...
Dá descanso
E ajuda a viver!


O sol deu um ar da sua graça, pela manhã, cedo. Anunciou-se através dos poucos buraquinhos por fechar, do estore do meu quarto. Senti-o num breve iluminar do espaço onde todas as noites me deito para dormir. Umas vezes, é um dormir e acordar com pesadelos e preocupações, ansiedades e alucinações, outras, custa a adormecer, mas... por fim, a noite passa sem dar conta e o sonho até parece uma verdadeira realidade. Lembro-me de ouvir a Titó falar comigo, de lhe responder... lembro-me de sentir o peso de três maravilhosas espécies felinas sobre as minhas pernas... lembro-me de querer mudar de posição e não conseguir... lembro-me de sentir um par de bigodes roçar-me as faces e duas patitas com muito cuidado a abrir caminho por debaixo do lençol... Acomodou-se, encostadinho ao meu peito, ronronou até adormecer e... me voltar a embalar...


Acordei já tarde, uma manhã de sábado quase passada...


- Xi!!! Petit Manuel!!! Não m'acordaste?
- Ron Ron Ron... - esticou-se ainda mais, querendo continuar o sono interrompido.
- Lirinha! Napoleão! Nem vocês me chamaram?
- Ron Ron Ron Ron... - os dois de orelha voltada na minha direcção.
- Bom... vamos lá sair do quentinho que o dia vai ser curto e com muita tarefa para fazer!


Tudo se fez, nas calmas, que isto de acordar tarde só faz arrojar os pés pelo chão...
Ao final da tarde, uma ida rápida à cozinha e...
- Sai uma Tarte Rápida de Maçã para as meninas Titó e Nadyta que estão na sala a estudar!



1 base de massa folhada
puré de maçã qb
5 maçãs em fatias fininhas
açucar e canela qb para polvilhar

Estendi a massa numa forma redonda, deixando o papel vegetal que a protege. Com um garfo, piquei toda a massa e cobri totalmente com algumas colheradas de puré de maçã. Descasquei e cortei as maçãs em finas fatias e distribuí em várias camadas por cima do puré. Polvilhei com açucar e canela e levei ao forno a 180º cerca de quarenta minutos até a massa e a fruta estar cozida, apresentando uma cor lourinha.

O aroma que pairava no ar era simplesmente adorável e enganava qualquer um que pensasse sair dali uma receita muito elaborada. É muito fácil, muito rápida, ideal para quando o tempo não permite algo mais requintado e... DELICIOSA!

Agora vou de volta ao leito! Está um temporal desgraçado, a luz já ameaçou ir embora algumas vezes e até a lareira que esteve acesa desde o meio da tarde, teve que ser apagada... tal era a fumarada que descia chaminé abaixo e formava nuvem, na sala pintada de fresco!

Bom sonhos*


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