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sábado, 15 de novembro de 2014

Adoro cozinhar com vinho...


... e às vezes até ponho um bocado na comida!

Não me vou alongar em dissertações acerca dos meus gostos e em especial dos vinhos. É assunto que dava "pano para mangas" e histórias para contar regadas a este néctar de carácter líquido. São às resmas... algumas já nem me lembro assim muito bem...

Deixo-vos apenas uma sugestão. A sobremesa que fiz para este fim de semana. 

Pêras Bêbedas




pêras a gosto - usei 8, variedade Rocha, a única que aprecio
açúcar a olho - usei +/- 150 gr, louro
canela em pau - usei 2 paus
vinho tinto - usei mais de meia garrafa, dele encorpado, bem maduro, 14º, uma verdadeira pomada

Descasquei as pêras com o cuidado de lhes deixar o pé intacto. Coloquei-as direitinhas e bem apertadinhas (por isso usei 8) no fundo do tacho. Atirei com os paus de canela lá para dentro, abri o pacote do açúcar amarelo e espalhei-o por cima das pêras. Por fim, reguei com o vinho até ultrapassar metade da altura do fruto. Levei a lume forte até ferver. Reduzi e deixei cozinhar lentamente até o álcool evaporar e o molho apresentar o estado caramelo-tinto. 
Arrefeceu um pouco dentro do tacho e retirei as pêras, uma a uma com jeitinho e a ajuda de duas colheres, para uma taça. Reguei-as com o caramelo-rosso e levei ao frigo.

Naquele deleite, e enquanto limpava o fogão de alguns salpicos, lembro-me vagamente de ter murmurado algo assim:

- Não embebedei só a pêras! C'um catano!

Depois... depois, fui dormir!

Foram sobremesa do almoço de hoje! E estavam uma categoria ;)



segunda-feira, 14 de julho de 2014

Assim se deu por terminada...


... a época da cereja!

Da fresca, porque alguma foi descaroçada e congelada e outra foi mergulhada em aguardente para o licor. Chegaram em caixas, vindas directamente do produtor da Cova da Beira. Grandes, enormes mesmo, e no ponto a serem consumidas. Das melhores dos últimos anos e oferecidas com o carinho habitual.

Ao passear-me pela blogoesfera culinária deparei-me com esta sugestão que me agradou. Uma sobremesa fresca e mesmo ao meu gosto. Conferi os ingredientes no stock da engorda, tudo disponível e, foi só pôr mãos à obra.

PUDIM DE CEREJA E CÔCO



6 folhas de gelatina vermelhas 
100 g de côco ralado 
4 dl de leite de côco 
2 dl de natas 
1 lata leite condensado 
1 cálice de licor de cereja 
200 g de cerejas descaroçadas

Derreti as folhas de gelatina (corto-as sempre em pedacinho e derreto ao lume, num púcaro, sem o deixar pousar no bico e ando com ele em círculos). No liquidificador coloquei todos os ingredientes sem ordem específica. Liguei durante breves instantes de modo a envolver bem todos os ingredientes. Forrei uma forma de bolo inglês com película aderente e verti o preparado. Levei ao frigo para solidificar e gelar bem. Desenformei no dia seguinte e polvilhei com mais côco ralado e enfeitei com cerejas inteiras.

Servi bem gelado.

Cerejas e côco, uma combinação deliciosa!

Receita retirada do blog Fiel ao Tacho, ligeiramente alterada por mim.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

- Contas-me um segredo?


- Não!
- Porquê?
- Se é um segredo, não se conta a ninguém!
- Vá lá! Conta só a mim!
- Se contar, deixa de ser um segredo!
- Eu prometo... eu prometo que não conto a ninguém!
- Mas eu não tenho um segredo!
- Mas eu sei que tens... vá lá! Diz baixinho, aqui ao meu ouvido...
Ela baixou-se à altura da cria curiosa, afagou-lhe os cabelos castanho-dourado lisos e a roçar os ombros, pousou-lhe o braço em volta da cintura apertando-a ligeiramente contra si e, num gesto carinhoso, aproximou os seus lábios carnudos daquele ouvido sedento de segredos e murmurou-lhe, baixinho:
- Amo-te para sempre!
- Oh Mãe! Isso não é segredo! - ela desorientada e a racalcitrar.
- Pois não!
- Então, e... há sobremesa?
- Para as meninas que se portam bem e comem tudo sem dizer "não gosto"... talvez haja!
- Eu como tudo! E o que é a sobremesa?
- É surpresa!
- Vá lá! Diz lá! Eu não conto a ninguém... é segredo!

LEITE CREME QUEIMADO



1,5 l leite
250 gr açucar + um pouco para polvilhar
8 gemas de ovos
4 colheres de sopa de farinha maizena
casca de 1 limão
1 pau de canela

Levei um litro de leite a ferver com a casca do limão finamente cortada sem apanhar a parte branca e o pau de canela. Deixei ferver à vontade porque não sobe nem entorna. Enquanto isso, deitei no liquidificador, as gemas, o açucar, a farinha maizena e o restante meio litro de leite. Bateu tudo e foi acrescentado ao leite fervente. Mexendo sempre, deixei voltar a ferver por breves minutos e até engrossar um pouco. Retirei a casca de limão e o pau de canela e verti dentro de uma taça de porcelana préviamente passada por água fria e bem escorrida. De seguida, foi directamente para o frigo para arrefecer. Depois de frio, polvilhei com açucar e, antes de servir, queimei com o queimador eléctrico.

- Ohhh! Leite creme?
- Sim! Bem bom!
- Mas eu não gosto de leite creme!
- Isso era há muitos anos atrás, quando eras pequenita! Ora prova lá...
- Hummm!!! Eu já gosto de leite creme!
- Eu adoro! É das minhas sobremesas preferidas!
- Mãe Bela! Era esse o teu segredo?



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Creme Caramelo | Sobremesas do Mundo NESTLÉ - Campanha Embaixadores.com

 
Arriscou? Ganhou!
 
Pois... nem sempre é assim! Milhões de vezes a arriscar o que quer que seja na vida e, nem sempre se ganha. Ou, vá, são mais as vezes que se deixa de ganhar... mas também nem tudo se perde. Temos que olhar as coisas de frente e, em especial as perdas, de olhos nos olhos para as conseguirmos aceitar e tomar novo rumo. Mas como não é de perdas que eu quero falar hoje, porque essas davam pano para mangas e até vem aí o calor e as mangas não vão ser precisas para nada... quero mesmo é mostrar um ganho!
 
Há muito que estava inscrita no site Embaixadores.com. Há muito que respondia cuidadosamente a questionários. Há muito que esperava ser seleccionada para fazer parte da "comunidade testadora" de marcas e produtos novos. E, há muito que pensava que um dia iria ser seleccionada. Então e não é que fui mesmo! Fiquei radiante, é verdade! Parecia que me tinha saído a sorte grande e a terminação também! Quem assistiu à minha figura naquele momento, pensou certamente que eu tinha aloucado de vez. Mas eu sou mesmo assim... no meio de numerosas e desgastantes situações de vida, um simples miminho faz uma enorme diferença. Fiquei super feliz, partilhei a minha alegria com quem estava presente e desatei a distribuir saquetas de sobremesas pelas amizades.
 
Ontem, fiz a minha primeira experiência. O Creme Caramelo.

CREME CARAMELO NESTLÉ



1 saqueta de preparado para o creme
1 saqueta de preparado para o caramelo
300 ml leite
200 ml natas
50 ml água
 
Preparar conforme as instruções da embalagem.
Para o creme:
Ferver o leite. Numa tigela envolver bem o preparado do creme com as natas e juntar ao leite depois de fervido mexendo sempre até ferver novamente. Distribuir por 4 taças (eu distribuí por 3) e levar ao frigo.
Para o caramelo:
Deitar o conteúdo da saqueta de caramelo numa taça e juntar a água quente mexendo cuidadosamente. Levar ao frigo.
Uma hora e meia depois, tirar ambos do frigo e megulhar as taças do creme por breves segundos em água quente e desenformar. Cobrir com o caramelo.
 

 
A minha opinião:
Fica uma espécie de pudim de textura muito suave e pouco doce. O caramelo da cobertura, achei demasiado liquído, talvez por gostar dele mais consistente. É uma sobremesa prática e fácil de fazer. Ideal para uma pressa, para um convívio inesperado ou quando apetece uma sobremesa e o tempo é curto para a preparar.  A apreciação geral e de quem teve o privilégio de janta comigo foi muito positiva.
 
Recomenda-se!
 
 
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Uma sobremesa...


... simples e prática!
 
A gelatina é altamente recomendável pelo seu valor nutritivo e pelos benefícios que traz a quem a consome com regularidade. Existe em pó, folhas, cápsulas, neutra, natural, preparada, com aromas... e como sobremesa também é bastante versátil. Por cá, faz-se com muita frequência e hoje ao abrir o frigo e olhar para uns morangos bem grandes que estavam destinados para uns batidos, resolvi... fazer outra coisa...
 
MOUSSE DE MORANGO E GELATINA



2 pcts de gelatina de morango
10 morangos grandes
1 lata leite condensado
450 gr iogurte grego natural
granulado colorido para enfeitar
 
Fiz a gelatina conforme as instruções da embalagem. Cortei cinco morangos grandes e coloquei no fundo de um pirex rectangular. Cobri com gelatina e levei ao congelador para solidificar rápido. No liquidificador, coloquei os outros cinco morangos, o leite condensado, o iogurte grego e o restante preparado de gelatina e bati tudo. Retirei o pirex do congelador, que entretando já tinha solidificado o suficiente para que as misturas não se envolvessem, e deitei a mistura. Foi ao frigo para solidificar e pouco antes de servir polvilhei com o granulado colorido (porque não tinha mais morangos).
 
Leve, pouco doce e excelente textura!
 
Fresquinha... mnham mnham mnham... :)
 
 
 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Contrariar o corpo...

... fazendo a vontade à mente!

Nos dias anteriores, a debilidade tomara-me conta do corpo. Os arrepios de frio constantes mesmo com o ambiente aquecido, as dores no corpo, a tosse que me sufocava, as noites mal dormidas... instalara-se-me uma gripe e um mau humor que só visto e por mim sentido. Dizem que são três dias para a maldita chegar mais três dias para bem se acomodar e outros tantos três dias para se curar. E agora, fazendo bem as contas, o ditado parece-me acertado. A necessidade de me mexer era absoluta, mas a dificuldade era tremenda. Foram dias a obedecer às imposições da maleita com momentos de luta contra ela pelo meio. Foi numa dessas batalhas que me libertei da mantinha que me aconchegava, pulei do sofá em direcção à cozinha - Brrrr! Que frio! - arregacei as mangas do pijama, coloquei o avental e...
 
- Bora lá fazer um doce!
 
FLAN AMENDOADO


 
300 gr açucar
8 ovos inteiros
0,5 l leite (usei sem lactose)
1 colher de sopa de farinha maizena
50 gr amêndoa sem pele
caramelo líquido qb
 
Numa taça funda, deitei o açucar e a farinha maizena e misturei bem com uma colher. Juntei os ovos inteiros e usei a varinha mágica para fazer a mistura (é rápida, não faz estardalhaço e no fim é só a misturadora para lavar). Acrescentei o leite e envolvi numa velocidade mais lenta (para evitar salpicos pela cozinha). Untei um pirex rectangular com o caramelo líquido, vazei o preparado e levei a cozer em banho-maria e, coberto com uma folha de alumínio, no forno pré-aquecido a 180º durante mais ou menos 50 minutos. Usando o acessório picador da varinha mágica, piquei a amêndoa. Depois de cozido, deixar arrefecer, desenformar para um prato e salpicar com a amêndoa picada.
 
Ora eu, que estava com a pressa toda porque o tempo de contrariar o corpo estava a esgotar-se e a mantinha e o sofá já gritavam por mim... desenformei o pudim ainda quente, o que fez com que se partisse... mas como nada se come inteiro, isso não teve importância nenhuma e ninguém reclamou!
 
 
Mnham mnham mnham... estava mesmo a precisar de um doce para animar ;)
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Faço ou não faço...

... um doce?
 
Era sábado, já noite bem entrada e eu sem me decidir se fazia ou não uma sobremesa para o almoço de domingo. O robalo para assar no forno já estava temperado. As batatinhas para o acompanhar já estavam descascadas e os legumes para cozer também já estavam arranjados, lavados e escorridos. Tudo prontinho e guardado no frigo de modo a não passar a manhã de domingo na cozinha. Lareira acesa na sala, sentei-me no sofá, fiz zapping pelos canais televisivos (nada me agrada na tv, irra que sou esquisita), deitei-me e tapei-me com a mantinha. Peguei num livro e a meio de uma página lida dei conta que não estava concentrada na leitura. Levantei-me, fui à cozinha imaculadamente arrumada, bebi água, abri a porta da despensa, dei uma olhadela, abri o frigo e... uma espreitadela.
 
- Faço ou não faço?
- E faço o quê?
- Somos só dois para o almoço... hummm... não ando muito gulosa... hummm... que coisa estranha em mim...
- Faço ou não faço?
 
Imaginei uma sobremesa leve e fresca para contrastar com o peixinho assado e rápida de fazer porque não estava bem em lado nenhum e não conseguia estar concentrada por muito tempo.
 
- Irra! Há dias... que se ao menos eu estivesse com sono para ir dormir...
 
Fixei os olhos numa caixa de bolachas. Olhei a prateleira acima e, uma lata de leite condensado acenou-me. Saquei as duas para cima da bancada da cozinha e voltei ao frigo.
 
- Hummm... um bidon de iogurte grego natural??? Anda daí!!!
 
Foi só esquadrinhar por uma embalagem de folhas de gelatina na despensa, puxar da picadora, de uma taça e de uma colher de pau, e... assim nasceu uma mousse levíssima e gostosa.

MOUSSE DE IOGURTE E OREOS
 
 
 
1 iogurte grego natural - o bidon - (450gr+25% produto grátis)*
1 lata leite condensado magro (este)*
1 caixa de bolachas tipo Oreo (estas)*
2 folhas de gelatina incolor - as restantes na embalagem - (destas)
 
Foi só misturar bem o iogurte com o leite condensado, picar as bolachas e juntar (reservando um pouco para a decoração final), dissolver as folhas de gelatina e incorporar muito bem. Deitar num pirex e levar ao frigo. Na manhã seguinte, enfeitar a gosto com o picado de bolachas reservado para o efeito.
 
- Tá feita!!!
 
E o telefone tocou de seguida, e eu lá me estiquei no sofá à conversa. Primeiro uma chamada, depois outra que, como já é habitual, termina sempre com um:
 
- Olha que hoje já não é ontem!!! - sinal que passou da meia noite e que eu e o pronome pessoal correspondente à interlocução temos sempre muito para conversar ;)
 
Chegou a hora de almoço de domingo. Começámos pelas entradas, Pão de Mafra quentinho, Queijo Amarelo da Beira Baixa, Morcela de Arroz de Leiria e um Tinto Alentejano (escolha do dia) que acompanhou o resto da refeição e que vai sempre bem seja com peixe, com carne e até com a sobremesa... Segui-se o peixinho assado e seus acompanhamentos. Um intervalo para descansar as maxilas e chegou a vez da sobremesa... estávamos tão satisfeitinhos que mal houve espaço, mas saboreou-se bem. Para terminar, o cafézinho da praxe.
 
 
* não, a mercearia do ti Belmiro não me patrocina!




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A deambular pela cozinha...

... sem ponta de sono!
 
Os ponteiros do relógio da cozinha aproximavam-se da hora a que habitualmente me deito...
- Xiii... quase meia-noite! E eu aqui às voltas...
Sentia-me impaciente (há semanas que me sinto assim) e não parava de vaguear entre o terraço, a cozinha e o escritório desde que acabáramos de jantar. Sentada lá fora, não estava bem... na cadeira do escritório, ainda pior, ir para o sofá da sala, nem pensar, para a cama ler ou tentar dormir, fora de questão... A instabilidade tinha tomado conta de mim como se toda a casa estivesse cravada de alfinetes ou pregos bem afiados e prontos a espetarem-se-me nas carnes. Numa tentativa de me ocupar fazendo algo útil, abri gavetas e armários com intenção de fazer arrumações...
- Mas isto está tudo mais que arrumadinho e limpinho e tudi tudi tudi...
A dança entre divisões da casa continuou, o abre e fecha de armários e gavetas também. Até que cheguei à despensa para me vingar numas bolachitas calóricas ou num quadradito de chocolate preto quando me deparo com dois pãezinhos prontos para congelar. Peguei neles e no saco de congelação, esqueci as bolachas calóricas e o chocolate e...
- Vou fazer uma sobremesa para amanhã!


MIGAS DOCES COM CANELA
 
 
 
2 cacetinhos (160 gr de pão branco comprido de panificação industrial de supermercado)
1 l leite
6 ovos
1+1/2 caneca de açucar branco
caramelo líquido qb
canela qb
 
Liguei o forno a 180º. No liquidificador deitei o pão partido à mão em pedaços grandes e reguei com leite até cobrir. Dei-lhe apenas dois toques de modo a que o pão ficasse grosseiramente picado e envolvido no leite. Verti para um recipiente refractário ligeiramente untado com caramelo líquido. De novo no liquidificador deitei o leite restante, os ovos e o açucar. Deixei misturar bem e verti sobre o pão ensopado no leite. Polvilhei com canela em pó e levei ao forno a cozer durante quarenta minutos. Retirei, deixei arrefecer um pouco e voltei polvilhar com mais um pouco de canela. Foi para o frigo até à hora do almoço de domingo. *
 
 
 
Quando coloquei o doce na mesa as questões começaram:
 
- O que é isto?
- É pudim?
- É tigelada?
 
E eu repondia:
 
- É uma invenção de última hora! (dada a hora e o meu estado deplorável agravado a que foi confeccionada)
- Não! Não! Provem e depois digam de vossa justiça!
... ... ...
 
- Hummm! Que bom!
- Hummmmmm! Tão fresquinho!
- Hummm! Que textura!
- Mas que doce é este afinal?
... ... ...
 
- É bom? Sabe bem? É Gostoso?
... ... ...
 
- Divinal!
... ... ...
 
- São Migas! Migas Doces!
... ... ...
- Migas? Doces? E com canela?
 
E para que soubessem com que se estavam a lambuzar... tive que explicar tudo direitinho!
 
 
* terminada a confecção da sobremesa lá fui eu dormir... mais calmita, mais relaxada...


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A ida à praia...

... estimulou-me os apetites!

No serão do passado sábado, depois de uma tarde de praia, de um belo duche e de um rico jantareco, senti assim um brutal desejo de ir para a cozinha. A idéia era despedaçar um galo e temperá-lo para o assar na manhã de domingo para o almoço. O bicho era rijo, a força e o jeito deviam ter ficado a banhos e a ferramenta dilaceradora disponível não cumpria os requesitos essenciais à difícil tarefa. Entre machadada, facada e tesourada lá se partiu o galo, se temperou e de guardou no frigo.

Numa pausa desta árdua obra e, para recuperar forças, passou-me pela cabeça uma sobremesa. Até me passavam pela idéia imagens ilusórias de algo doce já prontinho a devorar. Constatei que devia estar a precisar urgentemente de ingerir calorias, coisa que ultimamente não tenho sentido falta. Rebusquei o frigo e o stock da engorda à descoberta de ingredientes para confeccionar algo simples, rápido e que me saciasse o desejo... e encontrei!

PUDIM DE RICOTTA



1 queijo ricotta
1 lata leite condensado
1 medida de leite  (da lata de leite condensado)
5 ovos inteiros
1 colher de sopa de açucar baunilhado
caramelo líquido qb

No liquidificador coloquei o queijo, o leite condensado, os ovos, o leite normal e o açucar baunilhado. Bati até ficar uma mistura bem homogénea e verti para um pirex rectangular untado de caramelo liquído. Liguei o forno a 200º. Coloquei lá dentro um tabuleiro com o pirex dentro coberto com papel de alumínio e deitei água já a ferver dentro do tabuleiro. Fechei a porta do forno e o pudim cozeu em banho maria durante cerca de quarenta minutos (o tempo que demorei a cortar o resto do galo, xiça pah, a temperá-lo e a lavar os utensílios usados no esquartejamento e mais os azulejos, o lava-louça e até o chão - aquilo parecia um talho).
Destapei o papel de alumínio com cuidado para não me queimar, fiz o teste do palito e estava cozido. Desliguei o forno, deixei a porta aberta para arrefecer um pouco e depois tirei o tabuleiro com jeitinho (não fosse, por descuido,  a minha sobremesa parar ao chão). Frigorífico com ela e na manhã seguinte desenformei.

E a impaciência para espetar a colher no pudim?

- Calma! Primeiro temos que dar cabo do galo assado em molho de laranja acompanhado de arroz de cenoura e salada de beterraba. Ah! E do vinho, claro! Desta vez foi a prova de um novo nectar, uma garrafinha de Doispontocinco tinto de 2009!
- Ui! Que bommm!

E o pudim??? A repetir, repetir, repetir, repetir... :)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Duas estudantes...

... a queimar os neurónios e um miminho para elas! E para mim também ;)

No local da tasca mais aprazível desta altura do ano, a esplanada, nem uma leve brisa se fazia sentir e o termómetro indicava uma temperatura demasiado elevada para se suportar sem derreter.
- É melhor ficarmos cá dentro! - dizia a Titó.
- Mais logo pela fresca aproveitam o terraço!- aconselhava eu.
- É melhor! É melhor! - a Nádia pactuava.
Cá dentro, elas, as meninas, estudavam, debatiam matérias, trocavam impressões, esclareciam dúvidas. Mãe Bela tratava dos seus afazeres e delineava o jantar. Com este calor, vamos jantar no terraço e uma sobremesa leve e fresca vai saber muito bem, e elas... merecem! - pensava eu enquanto arrumava a secretária depois de terminado o meu trabalho.

Assim, saíu este:

TRIPLA MARAVILHA



Comecei por fazer o molho de morango, o tão conhecido Coulis de Morango.


500 gr morangos lavados e sem pé
200 gr açucar
sumo de um limão

Numa caçarola coloquei os morangos cortados em quartos, juntei o açucar e o sumo de limão. Levei ao lume e deixei cozinhar por cerca de dez minutos depois de levantar fervura mexendo de vez em quando. Retirei. Deixei arrefecer um pouco e deitei no liquidificador para reduzir tudo. Foi ao frigo até ficar bem frio.

Mesmo antes de irmos para a mesa, tratei de fazer a sobremesa.

3 iogurtes gregos naturais sem açucar de 150 gr cada
3 pares de bolachas recheadas de chocolate

Piquei as bolachas e reservei. Deitei os três iogurtes numa taça e mexi-os bem com uma colher para os envolver bem. Nas taças onde foi servida a sobremesa, cobri o fundo com bolacha picada, cobri com iogurte, depois outra camada de bolacha picada e outra de iogurte. Preenchi com o coulis de morango. Enfeitei cada taça com um quarto de morango e uma folha de hortelã. Levei ao frigo até acabarmos de jantar.

A sobremesa foi feita à conta, três pessoas, um iogurte e uma bolacha por cabeça. O coulis de morango na proporção que fiz rende para outras sobremesas ou até para um batido.

Recomenda-se!


sábado, 25 de junho de 2011

A época do morango...

... cá pela tasca, foi fraca este ano!

Bem sei que esse fruto maravilha, que eu adoro, aparece muito cedo pelos mercados, supermercados, frutarias e afins. Mas nessa altura, a dos primeiros morangos, eu não lhes ligo nenhuma, passo por eles e é como se não os visse. Sabem-me a nada. Têm até um aspecto todo catita, grandes, gordos, vermelhinhos e com aquele pézinho verde a sobressair, mas... aquilo para mim, é plástico. Eu gosto do morango com sabor, aquele que se cultiva nos quintais, dentro de barricas com furinhos onde começa por espreitar a folha e mais tarde aparece o fruto pequenino e esbranquiçado e que vai crescendo e ganhando cor, e... sabor, o verdadeiro sabor do morango. Desses, como-os com toda a satisfação, uso em doces e saladas, os outros, os de plástico (entenda-se, estufa) não lhes passo cartão. Nesta quase passada época deste fruto (ainda vou encontrando alguns, mas poucos), os temporais de chuvas e trovoadas "deram cabo deles", têm-me dito os agricultores mas cá apareceram alguns, "pequenitos, menina, mas bem gostosos!", têm-me dito os agricultores. E não me enganaram! Pequenitos, vermelhinhos por fora e por dentro e bons, bons, bons! Muito bons!

Inspirada na minha receita do famoso Clafoutis de Cereja, que agora também se faz por cá, saíu este:


CLAFOUTIS DE MORANGOS e RASPAS DE CHOCOLATE



500 gr morangos
2 quadrados de chocolate de culinária
140 gr açucar
4 ovos
200 gr farinha
1 pitada sal
80 gr manteiga derretida
1/4 l leite
2 colheres chá bem cheias de açucar baunilhado

Comecei por tirar o pé aos morangos, lavá-los bem lavadinhos, cortá-los em quartos, deixar escorrer e reservar. Depois, numa tigela, deitei o açucar com os ovos e bati energicamente até obter uma mistura fofa.  Aos poucos juntei a farinha e a manteiga derretida, o sal e o leite, sempre envolvendo bem a massa que fica bastante liquida. Por fim, acrescentei o açucar baunilhado.

Com o forno pré-aquecido a 200º, untei bem a forma refractária com manteiga, coloquei os morangos que cobriram toda a superfície da forma, polvilhei por cima com o chocolate ralado e depois deitei a massa. Deixei cozer cerca de trinta minutos... et voilá!

Mnham mnham mnham... que gostinho bom!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

De uma inspecção à despensa...

... para verificação de faltas e consumos a curto prazo, surge uma necessidade de carácter urgente em usar uma lata de polpa de maracujá e outra necessidade assim a modos que... de satisfação de carácter guloso!

A lata de polpa de maracujá estava empoleirada noutra de polpa de manga. O seu destino seria um semifrio, mas como é sobremesa que nem por isso tem muita saída cá na tasca, passou a destinar-se a uns iogurtes, mas como não se têm feito iogurtes... olhei para ela, verifiquei a data de validade e enquanto fazia o jantar pensava...
- E que tal uma mousse?
- Bem fresquinha deve saber bem...
- Na! Acabo por fazer o semifrio... daqui a uns dias...
Jantámos, arrumei a cozinha, refastelei-me lá fora na esplanada a tomar conta da gataria que estava na hora do recreio e o meu pensamento não me saía da lata.
- Hum! Vai sair mousse!

E saíu... :)

MOUSSE DE MARACUJÁ


1 lata de polpa de maracujá
1 lata de leite condensado
2 pacotes de natas
4 folhas de gelatina

Numa tigela deitei a polpa de maracujá e o leite condensado. Envolvi muito bem com a batedeira no minímo. Noutra tigela deitei as natas e bati-as (que sacrilégio... só me saem bem as natas frescas da Longa Vida e estas eram da loja do ti Belmiro e aquilo não queria bater nem por nada e já era pingos de nata por tudo quanto era sítio, até no meu cabelo). Demolhei as folhas de gelatina e juntamente com as natas acrescentei à mistura da polpa. Tudo envolvido uniformemente e vertido para uma taça de vidro. Foi para o frigo para solidificar.


No dia seguinte, feriado e dia de limpezas, soube mesmo bem. Foi a sobremesa do Dia de Portugal! :)

Seriam servidos?
Temos pena... mas acabou-se! E depressa!


terça-feira, 31 de maio de 2011

Que atire a primeira pedra...

... quem nunca vasculhou a despensa e os armários da cozinha à procura de uma coisinha doce!

Pois é... Quando o calor aperta e a sede desperta... olá, olá! Ops! Não era sobre um antigo slogan da famosa marca de gelados Olá que eu vinha aqui falar... Ora, deixem-me recomeçar...
Quando o desejo aparece e a Cenourita enlouquece... bora lá, bora lá!
Na tarde do passado domingo, estava eu refastelada no meu sofá a descansar as idéias da atribulada semana que havia passado e... de repente ouço uns sininhos...
- Tlim tlim tlim!
- Quem é que anda aí? - pergunto meio assustada.
- Tlim tlim tlim!
- Mau! Mas quem é que anda aí? - olho em volta e só vejo os miaus que dormiam um sono cândido.
- Tlim tlim tlim!
- Meninos! Estão a ouvir? - eles, nada.
- Tlim tlim tlim!
- Ai ai ai ai ai! Cenoura Maria, tu deves estar a alucinar! - eu já a desvairar.
Salto do sofá, chego à cozinha e abro a despensa.
- Hummm! Na!
Abro o frigorífico.
- Hummm! Na!
O meu aniversário havia sido dias antes. Não houve festa porque não me apeteceu. O cansaço psicológico era demasiado e a minha vontade de nada fazer, imperou. Nesse dia a Titó tratou do jantar e comprou um bolo brigadeiro que se acabou no dia seguinte e, chegou o domingo e eu sem os meus nivéis básicos de açucar devidamente restabelecidos.
- Tlim tlim tlim!
- Pronto sininho! Já te podes calar! Já te entendi! Vou já tratar do assunto!
Ovinhos frescos e caseirinhos, forno ligado e avental à frente... bora lá fazer um...

PUDIM FRANCÊS


2 ovos inteiros + 10 gemas
400 gr açucar
1 colher sopa de farinha maizena
1/2 l leite
raspa de 1 limão
1 cálice vinho do porto (substituí e muito bem por licor de cereja made by Carrot)
caramelo líquido qb (usei de compra que é mais rápido)

Numa tigela deitar o açucar e a farinha maizena e misturar bem. Adicionar os ovos inteiros e as gemas. Bater bem até obter um creme bem fofo. Juntar a raspa de limão, o licor e o leite. Envolver tudo e deitar numa forma préviamente bem untada de caramelo liquído. Levar a cozer em banho-maria no forno pré aquecido a 180º cerca de uma hora. Retirar, deixar arrefecer um pouco, desenformar e levar ao frigo.


Rapidíssimo de fazer e foi só esperar que arrefecesse para satisfazer a necessidade, ou melhor... a gula! ;)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pudim de Morango com Cobertura Tosca de Chocolate

A Ana do blog Eu Mulher é a mentora de um desafio culinário muito conhecido e participado na blogoesfera culinária, o Alquimia dos Ingredientes cujo ingrediente escolhido desta vez, é o chocolate. Nunca participei em nenhum dos anteriores, nem sei bem porquê, talvez por falta de inspiração ou oportunidade. Mas desta vez, cá estou eu com a minha cooperação, uma sobremesa que fiz para o almoço de ontem, domingo de Páscoa.



Para o pudim:


500 ml leite
1 lata leite condensado
100 ml natas
350 gr morangos
2 saquetas cuajada

Para a cobertura:


½ tablete de chocolate de culinária
100 ml natas
1 morango com o pé

No liquidificador deitar todos os ingredientes para o pudim e deixar envolver muito bem toda a mistura. Depois, levar ao lume mexendo sempre para não pegar e deixar ferver durante um a dois minutos. Retirar e verter para um recipiente previamente molhado e escorrido de água fria (usei uma taça lisa de inox que permite desenformar muito bem). Levar ao frigo até solidificar (deixei durante a noite). No dia seguinte, desenformar o pudim para um prato e preparar a cobertura. Numa caçarola ao lume, derreter o chocolate juntamente com as natas, mexendo sempre até que se forme uma pasta grossa e homogénea. Deitar sobre o pudim e espalhar com a ajuda de uma espátula. Enfeitar com um ou mais morangos por cima e levar novamente ao frigo até à hora de servir.




Fica uma sobremesa de excelente textura e sabor e, pouco doce para não enjoar. Quem preferir mais doce, basta juntar um pouco de açúcar à mistura da cobertura e de preferência em pó.
Para mim e para quem se lambeu com este pudim, ficou perfeito!


sábado, 2 de abril de 2011

Mais uma comemoração...


... mais um aniversário!


Hoje foi o dia da Pipoca Maria Pxexa, o seu primeiro aniversário. A petiz da Família Felina Feliz é a única menina nascida cá em casa e o relato do acontecimento foi contado aqui pela Titó. É fruto do desesperado desejo de uma gata em dias de hormonas em ebulição e de um gato no seu pleno vigor de adolescente. São eles, os já vossos bem conhecidos Lirinha Maria Pxexa e Napoleão Manuel (o puto) que se tornou num homem valentão. Uma ninhada de quatro gatinhos lindos. Que saudades deles bebés... O Xico, o Zé e a Maria foram para novas familias e a Pipoca ficou cá na Tasca.


O dia de festa começou com provas desportivas felinas. Sprints da cozinha para a suite presidencial com linha de meta no parapeito da janela, contorno de objectos de decoração espalhados pelo chão e permissão de enrolanço de tapetes. Seguiu-se uma pausa para o descanso dos atletas, à janela a ver a andorinhas, depois uma sessão de massagens com muitos ronron's em modo de som ambiente. Na parte da tarde decorreu a segunda prova desportiva, saltos em altura para apanhar uma mosca do lado de fora do vidro, brincadeira com uma tampa de uma garrafa e jogo de escondidas. Mais uma pausa para descanso, um rico sono no cesto, todos enroscadinhos. Terceira parte do dia de festa, actividades livres. Uma brincou com um pacote de açucar vazio, outra subia e descia o trapézio maior, um fazia remates com uma bola e o outro assistia à brincadeira. Na hora de jantar, cumpriu-se a tradição das festas e dos domingos, whiskas saquetas, que eles adoram. E, para a família humana, um delicioso arroz doce à sobremesa.


Usei o arroz especial sobremesa da Saludães, segui as instruções da embalagem e recomendo muito. Fica inteirinho, cremoso e mham mnham mnham... delicioso! Já fiz muitas vezes cá na tasca e é do agrado de todos :)


Não era, de todo, esperado que fosse a Pipoca a enfeitar o arroz doce, mas a garota apanhou-me distraída ao telemóvel a falar com uma amiga e tratou do assunto. É uma artista a minha Pipoquinha ;)




segunda-feira, 7 de março de 2011

Numa tasca portuguesa...

... fica bem, um leite creme à sobremesa!

De volta e meia há jantarada da malta jovem cá na tasca. No passado sábado juntou-se o grupo de amigos da Titó, a que eu chamo de meus filhotes. Elas trataram de confeccionar o jantar, eles puseram a mesa e fizeram os grelhados, eu fiz a sobremesa.


LEITE CREME DE TANGERINA


1,5 l leite
250 gr açucar + açucar qb para polvilhar e queimar
8 gemas ovo
4 colheres de sopa de farinha maizena
casca de uma tangerina

Levei um litro de leite com a casca inteira da tangerina (descasquei-a à volta como se fosse uma batata) ao lume e deixei ferver uns minutitos (o leite não sobe nem entorna). Num recipiente deitei o açucar e a maizena e envolvi bem. Juntei as gemas dos ovos e aos poucos fui deitando o meio litro de leite restante. Usei a varinha mágica para a mistura ficar bem homogénea. Acrescentei ao leite fervente e mexendo sempre para não pegar, rápidamente ganhou a consistência ideal. Retirei do lume, Verti para um pirex e levei ao frigo. Antes de servir, polvilhei com açucar e queimei com o queimador próprio para o leite creme.


A casca da tangerina dá um gostinho delicioso ao leite creme, um sabor... exótico. Excelente!
A ementa do jantar: patê de delícias do mar em tostinhas, secretos de porco preto e picanha, grelhados, com arroz de passas e camarão com molho cremoso de cogumelos. A acompanhar um belíssimo vinho branco bem fresquinho. Por fim, esta sobremesa e café.


Tarefas distribuídas por todos e um serão bem animado como é costume :)

Adoro os meus "filhotes"!


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mais um mandarin...

... e desta vez, de pão!

Apetecia-me um docinho, uma coisa leve, rápida e prática de fazer. Tinha ainda na despensa duas saquetas na caixinha do antigo e famoso pudim flan chinês de quando fiz estes pudinzinhos para as minhas meninas. Ontem, na hora de almoço e num instantinho tratei do assunto.


PUDIM MANDARIN DE PÃO


2 saquetas de preparado para Pudim Flan Mandarin
6 colheres sopa de açucar
1 l leite
1 pãozinho duro (carcaça)
caramelo liquído qb

No copo da varinha mágica juntei o pó das saquetas com o açucar. Deitei um pouco de leite frio e misturei bem. Juntei mais leite, cerca de meio litro, e o pão partido em bocadinhos pequenos para amolecer um pouco. Levei ao lumo o restante leite até ferver e, enquanto isso, desfiz o preparado com a varinha mágica. Acrescentei ao leite já bem quente, deixei que toda a mistura levantasse fervura e cozinhasse cerca de três minutos. Deitei numa forma de bolo com chaminé bem caramelizada e levei ao frigo.

À noite, ao jantar, desenformei e foi a sobremesa de mais um jantarinho maravilha cozinhado pela Titó!


E nada melhor do que um doce quando realmente apetece, nem que seja um tão simples e básico como este :)



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tantas tentativas falhadas...

... mas nunca desistir de conseguir!
Desde que me conheço a traquinar no meio dos tachos, dos ingredientes e do fogão, era eu ainda uma criancinha, nunca consegui fazer um pudim molotof. Ou crescia demais e depois de sair do forno encolhia tanto que mais parecia uma bolacha. Ou ficava todo queimado. Ou não se desenformava. Ou se estrampalhava todo. Aquilo era sempre um drama e asseguro arrisquei mesmo muitas vezes e sempre com a convicção de que um dia sairia perfeito e comestível.
Ultimamente tenho-me dedicado um pouco a tentar resolver esta espécie de falhas consideradas graves no centro existêncial de uma cozinha, que é a minha!

PUDIM MOLOTOF


12 claras de ovo
12 colheres sopa de açucar
1 pitada de sal
manteiga qb

Comecei por ligar o forno e deixar que atingisse a temperatura de 200º. Bati as claras com uma pitada de sal em castelo bem firme. Fui juntando o açucar aos poucos com o cuidado de o envolver bem nas claras. Barrei uma forma com manteiga. Deitei o preparado e levei a cozer em banho-maria mais ou menos durante quinze minutos. Desliguei o forno, abri ligeiramente a porta para o calor ir saindo lentamente e só depois de quase frio é que retirei o pudim (não abateu nadinha). Desenformei-o.

250 gr açucar + 1 colher sopa de açucar baunilhado
2,5 dl água
6 gemas de ovo
2 colheres sopa leite

Bati as gemas com o leite enquanto foi ao lume o açucar com a água que deixei ferver alguns minutos, mexendo de vez em quando. Retirei do lume e deixei arrefecer um pouco. Juntei o batido das gemas com o leite e envolvi tido com a ajuda da varinha mágica. Voltei a levar ao lume mais uns minutinhos até engrossar e mexendo sempre. Quando achei que já estava no ponto certo, retirei e cobri o pudim com este creme de ovos. Levei ao frigo a arrefecer e... na hora de o servir até eu fiquei surpreendida com o resultado... Consegui!



São servidos?


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Pudim Estrela de Chocolate...

... chamei-lhe assim porque o deitei num recipiente em forma de estrela. E o nome assenta-lhe que nem uma luva, pois... não é só uma estrela, é mesmo cinco estrelas!

Repesquei-o da Colmeia da Abelha. Tenho a certeza que a Milú não se importou nada com isso, até porque, quando ela o divulgou ao mundo, eu avisei logo que me estava a provocar com guloseimas que eu nem deveria cheirar, mas... um dia não são dias e eu tinha mesmo que o confeccionar. Com uma diferença, de forma tradicional por mim adaptada já que o tal robot não faz parte das minhas ajudantes de cozinha.


350 ml de leite
200 ml de natas
100 gr chocolate em barra culinário
2 pacotes de cuajada
50 gr de açúcar

Levei ao lume a derreter, o chocolate juntamente com as natas, mexendo sempre para não pegar. Juntei o conteúdo das duas saquetas ao açucar e adicionei. Deitei o leite a ferver, envolvi bem com a preciosa ajuda da varinha mágica e deixei cozer cerca de três minutos. Coloquei na forma, arrefeceu e foi ao frigo até chegar a hora de o provar... Hummm! Super prático, pouco doce, fresco, e delicioso!



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Estes ultimos dias...

... a vida na tasca tem oscilado entre momentos zen, momentos diabólicos, momentos surpreendentes, e momentos azarentos!

Não vou aqui fazer a resenha dos acontecimentos senão isto nunca mais acaba, só vos digo que os bons, foram mesmo muito bons e, os maus... do mal-o-menos.


Hoje, enquanto arrumava a cozinha depois do almoço, uma voz soprava-me aos ouvidos:


- Faz uma sobremesa rápida para o jantar das miúdas!


Olhei em volta e não vi ninguém. Só os gatos estavam comigo em casa, e dormiam enroscadinhos uns nos outros, num sono bem profundo.


- Vá lá... compraste aqueles pacotinhos de Flan Chinês... faz isso num instante para o jantar das miúdas!


Certifiquei-me de que não estava mesmo mais ninguém comigo, quando de repente... sinto a Miss Piu a trepar pelos meus chinelos acima.


- Uh! Piu?! És tu... já nem me lembrava que andavas aqui.


Uns assobios valentes de satisfação ecoaram e, com a ajuda do bico, ela sobe pelas minhas calças acima, descansa uns segundos na minha cintura e retoma a subida até ao ombro... onde já instalada e depois de umas beliscadelas nos meus brincos, solta um reportório de fazer inveja à sua dona que nem assobiar sabe.


- Ahhhh!!! Com que então eras tu que estavas para aí a buzinar???
- Piu!BuíBuíííúuuu!


Desde o início da passada semana que tenho cá a minha filhota "adoptiva", a Ritinha! Sim, neste momento tenho duas filhotas com o mesmo nome, duas Anas Ritas :), uma está a estudar para exames de final de curso e a outra a estudar para provas de pós-graduação. E a Piu, uma caturrinha muito doce e atenta a tudo, sugeriu e muito bem, um miminho para elas que bem merecem. E, enquanto meti a louça na máquina e lavei algumas peças à mão...


FLAN MANDARIN



1 l leite
2 saquetas preparado para Pudim Flan Mandarin
6 colheres sopa de açucar
caramelo líquido qb

Do litro de leite, retirar um pouco para misturar no açucar e no pó da mistura para pudim. O restante, levar ao lume até ferver. Juntar o preparado. Esperar que levante fervura e deixar cozer cerca de três minutos mexendo sempre para não pegar. Enquanto isto, passei por água fria seis copos de vidro com tampa que guardei de iogurtes de uma marca que adoro, e que costumo usar também para a minha iogurteira. Escorri-os e deitei no fundo de três um pouco de caramelo líquido e os resantes três sem caramelo. Por cima, deitei o pudim até ficarem bem atestadinhos. Deixei arrefecer, cobri com a devida tampa e levei ao frigo.

Ao final da tarde apareceu outra "filhota" minha, a Nadyta!(sim, tenho mesmo muitas, e muitos, e sou uma mãe babada!) Jantámos as quatro uns belos bifes de cebolada com puré de batata. No final da refeição, viro-me para elas:

- Meninas! Fruta ou iogurte?
- Iogurte??? - todas em coro e bastante confusas. Só porque cá na tasca os iogurtes nunca servem de sobremesa...


Como não escolheram, apresentei-lhes o Pudim Flan Mandarin! Então e não é que para compôr o ramalhete, a Piu, já na sua casinha deixa escapar um valente assobio de alegria!

- Buíííbuuíííúuu!


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