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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Qual desastre culinário...


... a minha ida à cozinha da Jú?!*

Passeava-me eu de cozinha em cozinha, esquadrinhando inspiração e espreitando iguarias que me satisfizessem o palato e aromas que me saciassem o olfacto, quando, entrei sorrateiramente nesta cozinha e me deparei com este verdadeiro atentado à quietação do meu fervor. Querem saber o que aconteceu depois? Parou tudo! Fixei-me na receita e direccionei as ideias para a despensa sem sair do lugar. Aquilo foi quase o caos com o tico e o teco a tropeçarem um no outro e quase a estatelarem-se no chão naquela árdua tentativa de verificarem a existência, em stock, da matéria prima necessária à fabricação do projecto. Naquilo, e já um bocado atordoada, levantei-me da cadeira, dei ordem aos tecos para pararem com tamanha confusão que assim não se ia a lado nenhum nem a coisa se fazia e, eles, meio desorientados, lá se acalmaram e me deixaram tratar da devida inspecção ao armazém...
- Eichhhh!!! - eu, de contentamento.
- WTF?!?! - eles, os tecos, todos baralhadinhos, coitados!
- Acalmem-se pah!!! Há meios para atingir o fim!!! - eu a querer pôr ordem nos neuróniozitos.
- Boa!!! Nós ajudamos!!! - eles, com o propósito colaborante de sempre.


TARTE DE AMÊNDOA




Ingredientes:
Massa:
150 g açúcar
150 g de manteiga amolecida
1 limão (raspa)
2 ovos
200 g de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento

Recheio:
4 colheres sopa de leite
150 g amêndoas palitadas ou laminadas
125 g de açúcar
125 g de manteiga
1/2 limão (sumo)

1. Ligue o forno a 180ºC.
2. Junte a manteiga, o açúcar e a raspa do limão e bata,
3. Junte os ovos e por fim a farinha e o fermento.
4. Verta a massa para uma tarteira de fundo amovível, espalhe bem e leve ao forno por +/- 15 minutos.
5. Enquanto isso, num tacho coloque todos os ingredientes do recheio e leve ao lume para a manteiga derreter.
6. Assim que derreter, deixe ferver por 2 minutos. Reserve.
7. Assim que a massa estiver cozida, retire do forno e aumente este para os 230ºC.
8. Enquanto o forno aquece, verta o recheio para cima da massa e espalhe bem.
9. Leve ao forno até caramelizar por cima...
10. Enquanto está quente, passe uma faca nas laterais da forma... para depois ser mais fácil de desenformar.


Nota da Jú que eu segui, forrando o fundo do forno com papel de alumínio. E que grande ajuda... não fosse ela e o forno tinha dado um bocadito de trabalho a limpar...

Não deixe cozer demais a massa da tarte... fique atenta! Também é possível que durante a caramelização caiam uns pingos de caramelo no forno... que é melhor você limpar enquanto o forno está quente. 

Nota da Cenourita:
Perfeita! Mesmo ao meu gosto!





Vai uma fatia?



*receita copiada na íntegra do blog Desastres Culinários.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Descobri de onde vem o meu gosto...


... pela poesia!

Se eu gosto de poesia?
Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor.
Acho que a poesia está contida nisso tudo.

Carlos Drummond de Andrade

Fui ao Mundo da Titó espreitar a receita da tarte de chocolate dela que por acaso estava numa revista minha mas que eu não faço ideia qual... Já a fiz umas quantas vezes, mas nunca segui a receita, inventei sempre mais qualquer coisa e de todas as vezes não houve uma igual à outra. É a minha mania de não seguir certas regras e de me impor às minhas vontades e convicções aplicada ao acto de cozinhar. Sou assim, nada a fazer, e também sou um bocado despassarada porque não me lembro que alterações fiz das outras vezes... Esta, saiu assim!
- Um bocadinho caramelizada! - comentou a menina Titó.
Poética, digo eu agora. Quando saboreada com um bom vinho a acompanhar, num lugar especial (a Tasca), com companhia de gente que emana amizade e amor, conversas tranquilas, gatos atentos e a pedir atenção, caturra a assobiar uma música popular e as árvores da esplanada ao som do vento, a dançar. 


TARTE DE CHOCOLATE



1 base de massa folhada

Estendida sobre uma forma redonda e picada com um garfo

80 gr manteiga
50 gr cacau
1/2 tablete de chocolate branco

Tudo numa caçarola ao lume a derreter, mexendo sempre.

1 lata leite condensado
200 ml natas
3 gemas de ovos

Que juntei depois da mistura ter arrefecido um pouco e envolvi com a ajuda da varinha mágica. Meti o dedo no recheio e, com uma lambidela, achei pouco doce.

3 colheres de sopa rasas de açucar (era desnecessário)

Acrescentei o açucar e voltei a usar a varinha para o incorporar. Levei de novo ao lume e deixei ferver breves minutos (também era desnecessário, por isso é que ficou com o sabor ligeiramente caramelizado, mas só comprovei aquando da prova da primeira fatia).

Verti o recheio sobre a massa folhada e levei a cozer em forno pré-aquecido a 180º cerca de quarenta minutos. Depois de fria, desenformei retirando a pelicula de papel vegetal e coloquei no prato.

O aroma que pairava por toda a Tasca era de embriagar... de chocolate! De caramelo! Nem sei bem explicar...  :)


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Em busca do espírito natalício...


... fizeram-se as primeiras decorações na Tasca e deram-se as boas vindas ao mês de Dezembro!

O primeiro dia deste mês amanheceu gelado como nos dias anteriores. A meio da manhã já a lareira bombava para manter o ambiente acolhedor que tão bem sabe a humanos e felinos. Convocou-se a ajuda da filhota e companhia que apareceram depois do almoço para em família fazermos a árvore de natal e assim atrair o espírito da época. Música de natal a tocar, uma tarte no forno e as caixas dos enfeites desceram do sótão até à sala.


Depois, o lanche merecido!

A receita escolhida, tinha visto no dia anterior no blog Bago de Romã e vinha directamente do blog O Cantinho da Nanda que, cedo demais nos deixou... e assim também eu presto a minha homenagem a uma pessoa que acompanhei virtualmente e que muito admirava.


TARTE DE IOGURTE



200 gr açucar*
2 ovos
100 gr farinha
50 gr manteiga derredita
500 gr iogurte (usei grego natural de marca branca que compro em "baldes" de 1kg)
açucar em pó qb para polvilhar

Bater o açucar com os ovos até ficar um creme fofo. Juntar a farinha e envolver bem. Adicionar a manteiga derretida e de seguida o iogurte e voltar a envolver bem o preparado. Verter a massa para uma forma préviamente untada (usei óleo em spray) e polvilhada com farinha. Levar a cozer em forno pré-aquecido a 180º por cerca de vinte cinco minutos até ficar uma cozedura loirinha e para não deixar secar já que fica bastante húmida. Retirar do forno, desenformar e deixar arrefecer. Depois de fria, polvilhar com açucar em pó.

- Maravilhosa! E a repetir, sem dúvida!

*em relação às duas receitas, optei por reduzir a quantidade de açucar usando apenas 200gr e achei muito boa assim


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Hello! Hello! Estamos aqui...


à espera de sumiço!

Gritavam elas, as maçãs na fruteira. Gosto de maçãs. De todas as variedades. Assadas, cozidas e às dentadas. Naquele dia, umas quantas brilhavam e piscavam-me o olho - as marotas - enquanto eu cirandava pela cozinha. De volta de tachos e panelas, a confeccionar doçaria para o inverno (para o inverno, nada! para nós, gulosos!) e comidinhas reconfortantes que apetecem quando o tempo arrefece e os dias se tornam cinzentões. Elas ali, expostas, chamavam-me a atenção, e eu, fingindo-me de despercebida já as mentalizava embrulhadas na massa e polvilhadas com canela.

TARTE FOLHADA DE MAÇÃ



1 base massa folhada rectangular (usei do Lidl, adoro esta massa)
2 maçãs grandes Golden
1 colher (das de sopa) bem cheia de canela
geleia de arroz qb (para pincelar)

Comecei por ligar o forno e pré-aquecê-lo a 180º e de seguida, desenrolar a massa e cortá-la ao meio no sentido longitudinal. Estendi uma parte da massa sobre papel vegetal, piquei-a toda com um garfo e espalhei uma generosa camada de puré de maçã sem deixar chegar às extremidades laterais. Por cima, dispus as maçãs descascadas e cortadas em quadradinhos pequenos. Polvilhei generosamente com canela. Assentei-lhe por cima a outra parte da massa já golpeada e fechei as extremidades com a ajuda de um garfo. Pincelei toda a superfície com geleia de arroz e foi a cozer durante cerca de quarenta minutos.

E o cheirinho que pairava no ar? E o sabor? Ainda quentinha com um chá antes de deitar?

É Outono. Os raios de sol fraquejam. O tempo arrefece. Escurece mais cedo. Tem dias que chove. E a actividade na cozinha intensifica-se naturalmente...



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Uma espécie de concerto...

... musical na cozinha!
 
Preparam-se os instrumentos, afinam-se as vozes e a música começa a soar. Podia ser um concerto musical, mas não é... preparam-se os utensílios e os ingredientes, liga-se o forno para ir aquecendo e entre um refrão de uma música que sabe bem ouvir na quietude do lar, confecciona-se uma tarte que satisfaz em pleno como sobremesa depois da refeição e na hora do lanche acompanhada de um chocolate bem quentinho enquanto lá fora o frio aperta e a chuva parece não dar tréguas.


TARTE DE REQUEIJÃO
 
 
 

1 base de massa folhada
1 requeijão
200 gr açucar
4 ovos
200 ml natas
 
Numa tigela, coloquei o requeijão e desfiz com um garfo. Juntei o açucar e os ovos e com a ajuda da batedeira eléctrica envolvi muito bem. Acrescentei as natas e voltei a bater até ficar um creme bem ligado e sem grumos do requeijão. Estendi a massa na forma e piquei-a com um garfo. Verti o creme e levei ao forno já aquecido a 180º durante cinquenta minutos.
Desenformei, servi no prato sobre um guardanapo de papel para bolos e... foi vê-la a desaparecer :)
 
 
Um bis que muito agradou a quem teve o prazer de saborear. Dois domingos seguidos, a mesma sobremesa. Num deles, uma para levar para o almoço em casa de Amigos e no seguinte, outra igual para a família da tasca.
 
Foi um sucesso!
 
 
 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tarte de Feijão Branco

 
Parece que foi ontem... mas, o tempo passa tão rápido que quando relembro certas coisas que fiz, disse, ouvi, passei, vi, senti, saboreei... já lá vai quase uma eternidade. Umas ficam de tal maneira vincadas que parecem ter ocorrido no dia anterior... e esta foi uma delas.
Foi na véspera do Natal passado. Eu na cozinha a preparar o repasto para o dia de Natal e a Titó a perguntar-me o que eu ia fazer de sobremesas.
 
- Não vou fazer muitos doces, Titó! Sabes como é, anda tudo enjoado e depois sobra...
- Mas fazes as filhoses?
- Claro que sim! Natal sem filhoses não é Natal!
- E que fazes mais?
- Vou fazer uma tarte de feijão!
- Hummm...

TARTE DE FEIJÃO BRANCO



1 base de massa folhada (de compra)
1 lata de feijão branco cozido (das grandes)
200 gr açucar
4 ovos
1 pacote de natas
2 colheres de sopa de farinha Custard
açucar em pó para polvilhar
 
No liquidificador coloquei o feijão bem escorrido. Juntei o açucar, a farinha Custard, os ovos inteiros e as natas. Tudo devidamente batido e bem envolvido. Deitei o preparado sobre a base de massa folhada já bem acondicionada na forma e picada com um garfo. Foi a cozer em forno pré-aquecido a 180º durante cerca de quarenta minutos. Retirei e deixei arrefecer um pouco. Fiz o desenho de uma estrela em papel normal e recortei. Coloquei a estrela sobre o centro da tarte e polvilhei com açucar em pó. Retirei o papel e lá ficou o enfeite de Natal. 
 
A estrela que guia os três Reis Magos, que anuncia o nascimento do menino Jesus e que brilha como sinal de esperança para a humanidade.
 
- Mãe Bela, está divinal! Quando fazes outra vez?
- Entretanto repito, mas como tenho feito outras golusices... ainda não calhou! ;)
 

segunda-feira, 5 de março de 2012

A saga do fruto...

... da macieira continua ao rubro!

Não são vampiros nem lobisomens, mas tem sido ao amanhecer, à lua nova, ao crepúsculo e ao quarto crescente... e só não foi ao eclipse porque ele não aconteceu nestes últimos dias. A rica, a amada, a boa da maçã continua em cartaz cá pela tasca. As sessões de degustação têm sido a toda a hora e apenas com breves intervalos para petiscar outra coisita qualquer, saborosa e bem apurada, porque afinal... nem só de maçã se alimenta a boca, os olhos, as entranhas, e as defesas destes organismos gulosos que aqui habitam.

Os traillers, sinopses, fotos e cartazes vão saindo capítulo a capítulo, o elenco é o ilustre já vosso conhecido, a Maçã Golden, e as críticas ficarão por vós registadas para a posteridade.
Não estão, para já,  previstas sessões de autógrafos, porque a artista anda assim um bocadinho armada ao pingarelho com tanto sucesso e só me diz que não está para isso!

E o último episódio da saga foi... a loucura e o terror de ver desaparecer da tarteira esta soberba...


QUICHE DOCE DE MAÇÃ E AMÊNDOA



1 base de massa quebrada
8 maçãs*
3 ovos
150 gr açucar
50 gr amêndoa picada
200 ml natas
1 colher de sopa bem cheia de farinha maizena
1 colher de sopa de licor de cereja
canela em pó
açucar em pó

Numa tigela coloquei o açucar e os ovos e bati até obter um creme fofo. Juntei a amêndoa picada, a farinha maizena diluída com um pouco das natas, as natas restantes, e o licor de cereja. Envolvi bem todos os ingredientes. Na tarteira, estendi a massa quebrada, piquei-a com um garfo e sobre ela dispus as maçãs descascadas, descaroçadas, cortadas em metades e golpeadas. Por cima e de modo a preencher o espaço restante, deitei creme preparado. Polvilhei com canela em pó e levei ao forno pré-aquecido a 200º durante quarenta minutos. Retirei do forno, deixei arrefecer e polvilhei com um pouco de açucar em pó.

* nas imagens só se vêm as metades de 6 maçãs, as restantes estão submersas no creme



Morninha ou fria... marcha sem se dar conta e nem precisa de salada para acompanhar ;)



Vai uma fatia?

Estão previstos novos episódios desta série... não percam porque a protagonista está a dar-se muito bem por cá e parece não ter vontade de arredar pé (chegou mais um carregamento)! Ah e resta-me a esperança de que perca um bocadinho da sua presunção e aceite autografar nem que seja uma casquinha ou um caroço de um outro fruto que apareça para assistir a estas sessões de ficção... mas na realidade :)


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Depois de temperaturas muito elevadas...

... outside lá fora e inside cá dentro, e a única coisa que se conseguia cozinhar na tasca serem umas saladas e pouco mais... o grau de calor na cozinha desceu um pouquito e eu lá me decidi a colocar o avental, verificar o stock da engorda (sem faltas, pudera... não se tem consumido), preparar os ingredientes, ligar o forno para aquecer e, confeccionar esta deliciosa tarte para aproveitar o excedente de cerejas.


TARTE DE BOLACHA E CEREJA


1 base massa folhada
0,5 l leite
70 gr farinha custard
3 colheres sopa açucar
500 gr cerejas frescas descaroçadas
15 bolachas Torrada

Enquanto o forno aquecia até 180º, preparei o recheio. Num tacho misturei o leite o açucar e a farinha custard com a ajuda da varinha mágica. Levei ao lume até engrossar mexendo sempre. Retirei e enquando arrefeceu um pouco, estendi a base de massa folhada na forma, piquei-a com um garfo e preenchi todo o fundo com as bolachas picadas quase em pó, na 123. Por cima coloquei as cerejas lavadas e descaroçadas e depois o recheio de massa custard. Levei ao forno e deixei cozer até a massa ficar coradinha e o creme ligeiramente bronzeado.

Deixar arrefecer e depois comer... Pouco doce e Perfeita!!! ;)



segunda-feira, 19 de abril de 2010

Tarte de Laranja e Amêndoa


Novo desafio na blogoesfera culinária, pela mão das famosas criadoras do blog Delicias e Talentos. Para esta primeira série do "Cozinhar com...", foi seleccionada uma fruta riquíssima, saborosa e plena de propriedades benéficas à nossa saúde, a LARANJA.

A laranja é um fruto que não se dispensa cá na Tasca, sobretudo para o pequeno almoço da Cenourita e em forma de sumo. Para mim, é mesmo a melhor forma de começar o dia, um belo copo de sumo de laranja e uma fatia de pão torrado... :)


E, para este passado fim de semana, confeccionei esta magnífica...

TARTE DE LARANJA E AMÊNDOA



1 base massa folhada
100 gr açucar
100 gr manteiga
100 gr de amêndoa
2 ovos
2 laranjas

Derreter a manteiga e deixar arrefecer um pouco. Numa tigela, bater o açucar com os ovos até ficar um creme fofo, juntar a raspa de uma laranja, o sumo das duas e de seguida a manteiga arrefecida. Envolver bem e adicionar a amêndoa picada em pó (piquei na 123) e mexer até que fique uma massa homogénea (bastante líquida). Forrar a forma com a massa folhada protegida pelo papel vegetal, picá-la toda com os bicos de um garfo e deitar o recheio preparado. Levar ao forno pré-aquecido a 200º cerca de trinta minutos.

Aconselho desenformar só depois de fria para que não se parta. Enfeitei por cima com zest de laranja!
Fica uma tarte linda, muito húmida e deliciosa!!!


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tarte Rápida de Maçã

Acordar tarde
E tarde erguer...
Dá descanso
E ajuda a viver!


O sol deu um ar da sua graça, pela manhã, cedo. Anunciou-se através dos poucos buraquinhos por fechar, do estore do meu quarto. Senti-o num breve iluminar do espaço onde todas as noites me deito para dormir. Umas vezes, é um dormir e acordar com pesadelos e preocupações, ansiedades e alucinações, outras, custa a adormecer, mas... por fim, a noite passa sem dar conta e o sonho até parece uma verdadeira realidade. Lembro-me de ouvir a Titó falar comigo, de lhe responder... lembro-me de sentir o peso de três maravilhosas espécies felinas sobre as minhas pernas... lembro-me de querer mudar de posição e não conseguir... lembro-me de sentir um par de bigodes roçar-me as faces e duas patitas com muito cuidado a abrir caminho por debaixo do lençol... Acomodou-se, encostadinho ao meu peito, ronronou até adormecer e... me voltar a embalar...


Acordei já tarde, uma manhã de sábado quase passada...


- Xi!!! Petit Manuel!!! Não m'acordaste?
- Ron Ron Ron... - esticou-se ainda mais, querendo continuar o sono interrompido.
- Lirinha! Napoleão! Nem vocês me chamaram?
- Ron Ron Ron Ron... - os dois de orelha voltada na minha direcção.
- Bom... vamos lá sair do quentinho que o dia vai ser curto e com muita tarefa para fazer!


Tudo se fez, nas calmas, que isto de acordar tarde só faz arrojar os pés pelo chão...
Ao final da tarde, uma ida rápida à cozinha e...
- Sai uma Tarte Rápida de Maçã para as meninas Titó e Nadyta que estão na sala a estudar!



1 base de massa folhada
puré de maçã qb
5 maçãs em fatias fininhas
açucar e canela qb para polvilhar

Estendi a massa numa forma redonda, deixando o papel vegetal que a protege. Com um garfo, piquei toda a massa e cobri totalmente com algumas colheradas de puré de maçã. Descasquei e cortei as maçãs em finas fatias e distribuí em várias camadas por cima do puré. Polvilhei com açucar e canela e levei ao forno a 180º cerca de quarenta minutos até a massa e a fruta estar cozida, apresentando uma cor lourinha.

O aroma que pairava no ar era simplesmente adorável e enganava qualquer um que pensasse sair dali uma receita muito elaborada. É muito fácil, muito rápida, ideal para quando o tempo não permite algo mais requintado e... DELICIOSA!

Agora vou de volta ao leito! Está um temporal desgraçado, a luz já ameaçou ir embora algumas vezes e até a lareira que esteve acesa desde o meio da tarde, teve que ser apagada... tal era a fumarada que descia chaminé abaixo e formava nuvem, na sala pintada de fresco!

Bom sonhos*


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tarte de Creme de Ovos e Morangos - Dia Vermelho

A nossa Amiga Mary do blog Chá, Canela e Chocolate teve a brilhante ideia de organizar um desafio e lançá-lo à blogoesfera sob o tema As cores na culinária. A Tasca vai participar no second round... pois só nesta fase teve conhecimento de tão aprazível iniciativa que promove a aproximação e convívio entre blogueiras/os e também a originalidade e criatividade de quem aceita participar.

Hoje é o Dia Vermelho, cor quente e bem marcante que simboliza força, vida, coragem... cor alegre e contagiante, cor linda!

De inúmeras receitas que podia aqui apresentar, doces ou salgadas, originais ou copiadas... resolvi criar, inventar... e quando a estava a elaborar, pensei "Isto não vai correr bem... ainda tenho que fazer outra coisa qualquer...", mas, parece que me enganei... desapareceu todinha! Chamei-lhe Tarte de Creme de Ovos e Morangos, aproveitando a época deste delicioso fruto...


Usei:

1 base de massa quebrada (de compra)
220 gr açucar
100 gr manteiga sem sal
8 gemas ovos
leite (+/- 0,5l)
morangos qb
gelatina neutra
chantilly (para enfeitar)

Fiz assim:

Comecei por aquecer o forno a 180º e fazer o creme de ovos.
Numa caçarola deitei o açucar e as gemas e mexi com uma colher (como se fosse uma gemada) até ficar um creme fofo, juntei o leite (mais ou menos meio litro) e a manteiga. Levei ao lume até a manteiga derreter e o creme engrossar um bocadinho. Forrei uma forma redonda com a base de massa sem lhe retirar o papel vegetal que a envolve, ajustei bem e piquei-a toda com um garfo para cozer melhor. Deitei o creme e levei ao forno cerca de 25 minutos (até a massa ficar cozida e o creme ligeiramente lourinho), retirei e deixei arrefecer um pouco. Enquanto isso, lavei os morangos, retirei-lhes o pé e laminei-os. Depois coloquei-os por cima do creme até este ficar completamente coberto. Fiz uma pequena porção de gelatina neutra e reguei por cima. Foi ao frigorífico e, na hora de servir enfeitei com alguns morangos inteiros e nozes de chantilly.

Ficou uma tarte ligeiramente húmida, fresquinha e super saborosa!

domingo, 11 de maio de 2008

Sevilhana


2 laranjas
70 gr manteiga amolecida
3 gemas ovos
200 gr açucar
300 gr farinha
1 colher chá fermento pó
açucar pó qb

Trabalha-se a manteiga numa tigela, juntando aos poucos o açucar até se obter um creme macio. Rala-se a casca das laranjas e junta-se ao creme, depois espremem-se bem para aproveitar o máximo de sumo. Juntam-se as gemas dos ovos e bate-se bem o creme. Depois vai-se incorporando aos poucos e mexendo sempre, a farinha com o fermento e o sumo das laranjas. Bate-se muito bem até que a massa fique homogénea. Unta-se uma forma com manteiga e polvilha-se com farinha. Deita-se a massa na forma e vai a cozer ao forno já pré-aquecido a 180º durante 20 a 30 minutos (normalmente coze rápido e 20 minutos é suficiente).
A Sevilhana está pronta logo que ganhar uma bonita cor dourada e desenforma-se ainda quente.
Deixa-se arrefecer completamente e polvilha-se com o açucar em pó. E está prontinha a servir :)

domingo, 27 de abril de 2008

Tarte de Côco


180 gr açucar
4 ovos inteiros
1 pct natas
1 pct côco ralado
1 base massa folhada
Bater muito bem os ovos inteiros com o açucar, juntar o côco e as natas e envolver bem.
Com o forno já pré-aquecido a 180º, estende-se a massa envolvida no papel vegetal numa forma redonda para tartes, pica-se a massa com um garfo para ajudar a cozer.
Deita-se o preparado dentro da massa e vai a cozer cerca de 20/30 minutos.
Depois de arrefecer um pouco, desenforma-se, pega-se pelo papel vegetal e desliza-se para o prato.
Para quem gosta de côco, é muito fácil e rápida de fazer e fica deliciosa!

terça-feira, 25 de março de 2008

Tarte Pastel de Nata



1 base de massa folhada
1/2 l leite
6 gemas ovos
200 gr açucar
2 colheres sopa farinha maizena
casca de limão


Num tacho juntar todos os ingredientes excepto a casca de limão e misturar bem (eu uso a varinha mágica), depois junta-se a casca de limão e vai ao lume até engrossar um bocadinho mexendo sempre para não se pegar ao fundo.

Entretanto, e com o forno já pré-aquecido a 180º, estende-se a massa envolvida no papel vegetal (tal como vem na embalagem) dentro de uma forma redonda para tartes e pica-se com um garfo para que fique bem cozida. Deita-se lá dentro o preparado anterior e vai ao forno a cozer por +/- 40 minutos.

Quando começar a ficar "bronzeada" por cima é sinal que está pronta a sair do forno, deixa-se arrefecer um pouco e desliza-se com o papel vegetal para o prato onde vai ser servida.
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