... de borbulhas na tromba!



- Adoro o tempo e o espaço só meu, ler, ouvir musica, conduzir sem destino ou, simplesmente fazer o que me apetece.
Os Meus Artigos














"Ronnie deixou-se abater no assento ao lado do condutor, perguntando-se por que razão os pais a detestariam tanto.
Era o único motivo capaz de explicar por que se encontrava ali, de visita ao pai, naquele ermo esquecido por Deus, em lugar de ter ficado a passar o Verão com os amigos em Manhattan.
Não, nem sequer era isso. Ela não estava apenas a visitar o pai. Visitar implicava um fim-de-semana ou dois, eventualmente uma semana. Com uma visita, ela até poderia viver bem. Mas ficar ali até ao final de Agosto? Praticamente todo o Verão? Isso equivalia ao desterro, e durante a quase totalidade das nove horas que durara o trajecto de carro, sentira-se como uma prisioneira a ser transferida para uma penitenciária rural. Nem queria acreditar que a mãe tivesse coragem de a obrigar a passar por uma experiência daquelas.
(...)
-Se não queria contar, por que é que me obrigou a vir para cá? Para que eu o podesse ver morrer?-Não, minha querida. é precisamente o contrário. -Virou o rosto para a filha. - Quis que viesses para te poder ver viver.Perante esta resposta, Ronnie sentiu qualquer coisa dar de si no seu íntimo, como as primeiras pedras que se precepitam por uma raiva abaixo antes duma avalanche.
Quando ele a envolveu nos seus braços, as lágrimas começaram a cair-lhe em maior abundância, conciente de que muito em breve aquele simples gesto de afecto deixaria de ser possível. Mesmo contra a sua vontade, recordou-se do dia em que chegara a casa dele e da raiva que sentira dele; recordava-se de sair de forma intempestiva, a ideia de lhe tocar tão estranha como uma viagem no espaço. Na altura, odiara-o tanto quanto agora o amava."
Uma história plena de sensibilidade, vulnerabilidade, força, coragem... muito comovente! Excelente!



Uma das coisas que prometi a mim mesma no inicio deste ano foi - ler mais do que li nos dois ou três anos anteriores - e tenho cumprido esse meu desejo à risca. Primeiro, porque o tempo e os fins de semana têm estado de feição e, segundo, porque tem sido realmente o que mais me tem apetecido fazer. Ler, ler, ler... Enquanto leio, o tempo passa rápido, certos pensamentos vão-se desvanecendo e a mente fica ocupada com histórias de ficção das quais consigo imaginar o cenário onde se desenrolam e quase me sinto no papel de uma das personagens da narrativa.
Sveva Casati Modignani, uma autora que me cativou imenso quando li "Baunilha e Chocolate", um livro que me foi oferecido por ocasião de um dos meus aniversários e que a partir daí não larguei mais. Outros me foram oferecidos e outros tenho vindo a comprar. Neste momento tenho ali na estante mais três à espera de vez e faltam-me dois, que farei questão de adquirir. E assim se vai compondo a "colecção" do que vai sendo editado em Portugal e de que eu tanto gosto.
Giulia é uma escritora de renome. Ermes é um cirurgião famoso. Ambos provêm de mundos diferentes e ambos têm passados que os marcaram profundamente: conheceram o sacrifício, o fracasso e o sucesso.Quando se reencontram, após vinte anos de afastamento, vão viver finalmente o amor que na sua juventude não puderam concretizar. Mas a dor e a angústia voltam a invadir as suas vidas. Giulia descobre que sofre de um cancro; Ermes é acusado injustamente de corrupção. É a força, a coragem e a esperança que vão auxiliar Giulia na extenuante batalha que tem de travar para sobreviver.

A comer a papinha dos miaus!
- Quero dormir aqui com vocês!
A fazer uma serenata ao Napoleão!
-Eheheheh!!! Roubei um cigarro à minha dona!


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