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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Oficialmente aberta a época...


... natalícia na Tasca!

Petit Pai Natal

Napoleão Pai Natal


Lira Mãe Natal


Pipoca Mãe Natal

Gatuxos vestidos a rigor para a época. A primeira reacção ao traje festivo não foi nada simpática, mas depois de verem os caixotes que desceram do sótão, com os enfeites e a árvore de Natal... reinou a palhaçada! 

A árvore, claro que já foi atacada... é um excelente esconderijo para os jogos de escondidas e uma doideira de diversão com tantas bolas e coisinhas cintilantes para brincar. 



É a loucura!


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Esta é a recompensa...


... de se terem portado tão bem!

Hoje foi o dia da consulta anual deles, lá no médico de família. Desde o entrar ordeiro nas transportadoras, em casa, à viagem de ida e volta e com a consulta pelo meio... portaram-se lindamente, os meus meninos! 
Dona Lira Maria e Dona Pipoca Maria iniciaram a consulta dentro da transportadora sem a parte de cima. Confortáveis no seu ninho de confiança e muito atentas a todos os movimentos. Senhor Napoleão Manuel saiu da transportadora e quis explorar tudo com aqueles olhinhos lindos. Um bocadinho nervoso mas sempre a portar-se bem. É claro que senhor Petit Manuel tinha que ser diferente... saiu da transportadora com o seu ar mais snobchique, de cauda alçada roçou-se nas minhas pernas primeiro e depois em tudo quanto foi sítio até chegar à beira do doutor e, de focinho empinado, trocar uns olhares com ele... reclamou um bocadinho enquanto foi observado mas trocaram-lhe as ideias com uns biscoitos saborosos e correu tudo como nunca.

- Maravilhástico! - eu, babada.

- Isto só visto! - dizia o médico da família felina feliz - Ou filmado!

Não foram filmados mas tiveram direito a uma sessão fotográfica no fim da consulta.



Conforme lhes havia prometido, quando chegámos a casa tiveram direito a whiskas saquetas e lareira acesa. E depois, dormir... dormir... dormir... qu'isto de ir ao médico dá uma soneira...


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O calendário do advento...


... e a contagem regressiva para o Natal!



Entrámos no primeiro dia do mês de Dezembro com um frio quase glaciar... brrrrrrrr!!! E, a ver se entro no espírito da época lá vou eu de dedo indicador espetado para furar o cartão e comer a guloseima.

1ª dificuldade: Onde é que está o dia 1? 

- Ai! A contagem não deve começar hoje... Mas só faz sentido se assim for... 
Vira-se e revira-se e aponta-se para a luz aquela caixa de fino cartão e encontram-se tantos números mas o 1 nada de se mostrar. 
- Mas para que é que eu comprei isto? Não há crianças cá em casa e os gatos não podem comer chocolate!
Já quase a desistir, lá se encontra impresso o número do primeiro dia, muito disfarçado ali junto ao telhado da igreja.

2ª dificuldade: Mas isto não é de espetar?

- Não! Não é! Tem um picotado e é uma janela... é para abrir!
Realmente... sempre existiram calendários destes cá em casa, nesta época, mas nunca foi Xô Dona Cenourita a tratar deste assunto.

Lá se abriu a janelinha e se encontrou a surpresa.

sábado, 29 de novembro de 2014

Como é que está o ambiente aí na Tasca?


- Escaldante!

Pipoca Maria e Lira Maria

Petit Manuel e Napoleão Manuel


Dizem elas, as gatas! E também dizem que já estão cansadas de me pedir para tirar dali os adornos e que eu não faço caso. Lá se ajeitam as duas, que remédio!

Os rapazes, em baixo no cesto, dizem que sim, que assim é que se está bem e que viva o Verão cá em casa!

Eu, aqui mais atrás, na minha poltrona favorita, corroboro com a teoria deles...


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Wok to Stay by Carrot


- Quê?!

Era domingo e desejava-se, tranquilo. A única coisa planeada era que se gozasse o dia conforme a vontade e se saboreasse o descanso consoante a necessidade, que era muita.

Não que estivesse muito frio, mas a lareira acendeu-se logo depois do acordar, ou melhor, não se chegou a apagar durante a noite e, foi só chegar-lhe uns raminhos secos e sobre eles a lenha mais grossa e logo aquela fogueira se ateou forte que nem paixão e, com a música a tocar baixinho, o ambiente estava perfeito para o propósito delineado.

Entre tarefas básicas diárias, brincadeiras com a família felina feliz e folheadelas de livros... a hora de almoço chegou num instante e foi avisada por um brusco roncar estomacal.

- Ehlah! Até me assustei!

Entro na cozinha. Abro despensa, frigo e congelador e, a esmo, disponho uma série de ingredientes em cima da bancada. Arregaço as mangas da camisola de pijama, coloco o avental e... toca o telefone.

- 'Tão? Mãe Bela! Q'andas a fazer?

Meia dúzia de dedos de conversa com o telefone entalado entre o ombro e a queixada e já com sinais de torcicolo no pescoço e, um vai vem entre panelas e fogão...

- Ah! 'Tás a cozinhar! E o que vai ser o teu almoço?
- Wok to Stay by Carrot!
- Quê?!
- Isso!
- Ah!... 'Tà bem...

Não percebeu! Ninguém perceberia! No fim de pronto, que foi bem rápido, mandei-lhe uma foto.

- Ahhhh! É isso!? Ca bom aspecto!


Esparguete salteado terra e mar



2 colheres de sopa de massa de alho e o fundo do wok bem regado de azeite. Numa caçarola, uma couve brócolo a cozer em água e uma pitada de sal. Couve cozida, escorrida e reservada e de seguida, esparguete a cozer naquele caldo, al dente, que depois também se escorre e reserva. Entretanto no wok, e já com o azeite quentinho e o alho a querer crepitar, atira-se lá para dentro com uma cenoura grande bem ralada, uma tigela de berbigão descascado e congelado e outra tigela de mexilhão também descascado e congelado. Tapa-se o wok e deixa-se suar por uns minutitos. Junta-se-lhes uns palitos, acho que foram seis, de delícias do mar cortados em rodelas grossas e logo vão os brócolos também. Mexe-se tudo com jeitinho e a ajuda da colher de pau e molha-se o dedo bem lavado naquele preparado e tenta-se a todo o custo que venha um berbigão agarrado. Vai-se outra vez com o dedo à "ferida" e agarra-se um mexilhão. Hummm... Mnhammm mnhammm mnhammm... A prova é satisfatória. Nem se vão usar as ervas que já estavam ali a jeito que o sabor estava óptimo. O esparguete cozido al dente junta-se ao festim e envolve-se delicadamente de modo a ser bem recebido. A música que toca abana o wok provocando um passo de dança profissional naquele grupo de baile amador e, vamos lá fazê-los suar todos mais um minuto ou dois com a tampa por cima. Diz que suar faz bem... Polegar e indicador, esses atrevidos de serviço, pescam um fio do esparguete e levam-no aos lábios, esses porteiros da gula, que o sugam sem dó nem piedade. Nem vai precisar do molho! Que é logo ali descartado, o desgraçado, danadinho para entrar na dança. 

Perfeito! 

Inspiração de uma cadeia de fast food dos shopping center e com os ingredientes disponíveis, é um prato por mim apreciado e que sai com alguma frequência, que é como quem diz, quando se quer algo rápido, prático, saboroso e saciante.

- Vais almoçar sózinha?
- Na! Eu nunca estou sózinha!

E do que é que eu mais gosto nos "meus" domingos, assim?! Ninguém perceber, apenas eu! E sentir-me bem! 


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cenourita, o que fizeste tu durante o fim de semana?


- Entre as habituais tarefas domésticas e outras de descanso, andei a vestir a casa!
- Vestir a casa? O que é isso?

Repor almofadas, mantinhas, edredons, cortinados... Tudo aquilo que guardo quando o tempo aquece e os dias ficam maiores para a casa ficar mais "leve e fresca". Essa estação passa num ápice e de repente chega a altura em que saem dos armários todas as almofadas que se guardaram, todas as mantinhas, todos os edredons e, os cortinados e cortinas painel que até aqui permaneciam abertos e enrolados, agora vestem as janelas. O que se mantém no mínimo, durante todo o ano, são os tapetes e carpetes.

Sente-se a casa mais cheia e mais confortável.

Também chamo a esta tarefa, "consertar o ninho", tornando a casa no melhor abrigo aconchegante para os dias pequenos, frios e chuvosos que por aí vêm. 

Não sei como, mas consegui resistir, e ainda não acendi a lareira. 

E vocês, também vestem a vossa casa?




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Os gatos têm medo da trovoada e...


... eu também!

Caía uma chuva forte e certinha e de repente, um relâmpago ilumina-me a sala e o estoiro foi tão grande que estremeci, e os gatos, que dormiam profundamente, até saltaram. Que susto!
Cerca de vinte minutos dela, forte, estrondosa, assustadora, mesmo aqui por cima. O meu medo é o respeito pelo fenómeno atmosférico, pelos danos que pode causar, mas não é só isso. É também o resultado da soma do meu estado emocional com o temporal em si, que, tem dias que é igual a pavor.

Foi o caso. Mas já passou. Afastou-se e deve ter ido assustar outras gentes. Gatitos voltaram a enroscar-se. Um no cesto e dois aqui ao meu lado, no sofá. 

- Pipoca!!! Picolina!!! Pipicolina!!!

Ops! Falta a Pipoca! Corri a casa toda e nada de a encontrar.

- Pipoca!!! Picóóóquinhaaaa!!!

Rasteirinha ao chão e de olhos esbugalhados a olhar para mim, lá saía ela, lentamente, debaixo do sofá.

Já tudo voltou ao normal.

Boa noite!


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Dá-lhe uns dias de folga...


... qu'ela precisa!

Disse o meu tico para o meu teco. Malandros, pah! que têm a mania de andar a segredar um com o outro mesmo nas minhas barbas...
- Julgam qu'eu sou suuuurd'óquê?
Ficaram atrapalhados, coraram até à raiz dos cabelos e descaindo-se-lhes o lábio inferior naquele esgar de quem fora apanhado, desculparam-se que não me queriam ver assim e que era para o meu bem e que, teca teca teca... estávamos naquela altura do ano em que toda a gente vai ou já foi e que Xô D. Cenourita precisava mesmo mesmo mesmo de, pelo menos, mudar a rotina. E eu, fiquei especada a olhar para eles e a ouvi-los como se falassem do fundo de um poço. Aquilo ecoava de tal forma que acabou por entrar à bruta no pavilhão auditivo, encaminhando-se forçosamente tímpano adentro e chegando ao cérebro à toute vitesse e sem inverter a marcha nem procurar escapatória, ficou ali a martelar de fininho...
- Folga, férias, meias férias, mudança de rotina, seja lá o que for... vamos a isso!

E fui. E já voltei. Folguei e mudei, algumas coisas, as possíveis para a época! Soube bem!


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Coisas cá de casa - I


Se eu não os conhecesse tão bem... quem os conheceria?

Há um modelo de cadeiras do terraço que todos os anos, na devida época, faz parte do mobiliário da nossa sala de verão, o terraço. Este ano, só uma dessas cadeiras teve a honra de figurar na decoração. Essa cadeira, tem uma almofada à sua medida. Nessa cadeira, só D. Lira Maria Pxexa se senta, deita e ressona. Ocasionalmente e estando D. Lira distraída com uma coisa qualquer ou a usufruir de um puff que considera também propriedade sua, qualquer um dos outros membros felinos, quase a pedir licença a sua Reverência D. Lira, ocupa o referido cadeirão mas sempre de olho na manda chuva cá do sítio não vá ela emitir um qualquer sinal para desocupar.
Hoje, tirei o colchão ao cadeirão e coloquei-o a lavar. No sítio, e sempre pensando no bem estar de tão ilustre família felina que me compõe o agregado, ajustei com todo o brio, uma outra almofada, mais fofa, mais colorida, mais bonita e a condizer na perfeição com todo o espaço envolvente.
Eis senão quando, Miss Cenourita já sentada à secretária e de olhos postos nas responsabilidades de carácter profissional, escuta:
- Meow! Meow!
Levanta-se da cadeira e chegada à janela depara-se com sua ilustre gata pendurada no cadeirão e de olhar direccionado para a escrava que se abeirara da janela.
- Meow! Meow!
- Ó Lira pah! Sobe lá pá cadeira e deixa-te de m*rdas!
Os miados continuaram. A escrava dá a volta ao quarteirão, pega na gata, ajeita-a em cima do colchão. A gata sai mais depressa do que o que lá se deitou. A escrava vai atrás dela, diz-lhe que sim, que se pode deitar ali, que ninguém se vai zangar. A gata dá meia volta, inverte a marcha, aloja-se no puff e com aqueles olhos enormes e expressivos de satisfação, fixa a escrava, dizendo-lhe baixinho:
- Meowwww!
- Ufff!!! Já percebi ... aquela almofada é da Pipoca... 


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Voluntários de quatro patas


Manhãs de verão manhosas que baralham humanos e peludos e depois é isto! 



Uma pessoa concentradíssima no trabalho e de repente é cercada por três ajudantes... Deviam estar a apanhar banhos de sol, mas como ele anda díficil de aparecer, estes três pespegam-se a mim julgando que já é inverno... o outro, olha à janela os passaritos que esvoaçam e chilreiam lá fora e, quicá, a chamar o verão!

(post em tempo real)

domingo, 13 de julho de 2014

Com o alto patrocínio de uma marca de aspiradores que eu não sei qual é...


... vos digo, que a maior tortura de passar uma tarde de domingo em casa, vem do andar de baixo!

Já praguejei que me fartei. Sinto a cabeça como se fosse uma abóbora prestes a rebentar e até já visualizo pevides pespegadas por todo o lado e molhanga a escorrer pelas paredes e vidros das janelas. Já corri as divisões todas da casa, terraço, garagem e sótão (três andares acima) incluídos, na tentativa de conseguir ler ou escrever ou ver um filme ou descansar os olhos ou os ouvidos ou fazer qualquer coisa útil... sei lá... e nada! O barulho é ensurdecedor e estou com uma má disposição de se lhe tirar o chapéu. A cena repete-se a cada domingo e eu, em representação de todos os moradores, até já tive uma conversa cordial com quem de direito que até me apresentou uma razão plausível para a limpeza ter que ser feita a este dia da semana. Até aqui tudo bem e cada um manda no seu espaço, mas pelo amor da santa, ninguém merece passar o dia oficial de descanso semanal com um ruído tão incomodativo. Posto isto, alvitrei que, uma máquina de sugar pó e outra sujidade, mais silenciosa talvez fosse a solução, mas nada... O martírio repete-se, sempre ao domingo...

Estou que nem posso!!!



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Quem tem um gato tótó tem tudo...


... quem não tem, não sabe o que perde!

Estava Xô Dona Cenourita mergulhada em papéis e concentrada nas contas e, eis senão quando, ouve um som vindo lá de fora, da esplanada.
- Meeóóu!
- Meeóóu!
Espreita pela janela e dá com os olhos em Senhor Petit Manuel pendurado na rede e o olhar direccionado para a janela do escritório.
- Meeóóu!
- Meeóóu!
Reparou que eu o observava e insistiu no pedido de ajuda. E, mãe de gato que é mãe de gato, larga tudo, levanta o esqueleto da cadeira e, dando a volta ao quarteirão da casa, segue caminho em auxílio do seu amor moreno de quatro patas.
- Meeóóu!
- Tu queres, Tinininho?
- Meeóóu!
- Queres subir para a rede e não és capaz?
- Meeóóu!*

Pois tá claro! E lá ficou ele a acomodar-se para mais uma sesta...




Mordomias felinas!

*ele mia tal e qual assim e só quando precisa ou quer alguma coisa e é tão tótó que chega a ficar com uma unhaca presa num sítio qualquer à espera que alguém o vá soltar


terça-feira, 10 de junho de 2014

Em dia de Portugal...


... comida e bebida portuguesa, com certeza!

Alentejo e Dão sobre a mesa para o almoço.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Procuro!


Alguém talentoso por aí?
Quero mesmo mesmo mesmo muito um banquinho assim para o meu terraço!



Em ferro, lacado a branco, com assento em ripas de madeira pintadas, também de branco. Da almofada trato eu..
Está quase a abrir a época da esplanada, e este banco tem um sítio reservado à espera! Aguardam-se candidaturas à execução do projecto!


sábado, 15 de março de 2014

Talvez a menos importante...


... mas ainda assim é uma coisa que me tem vindo a aborrecer!



Tenho sido uma fiel cliente na loja do Ti Belmiro mas vou deixar de ser, ou melhor, já deixei. Eu até gostava de lá ir porque para além de gostar de imensos produtos da marca própria era lá que fazia a maior parte das compras para abastecer o stock da engorda aqui da Tasca. Acabou-se. Perdeu uma cliente. Isto de não receber os talões de desconto chateou-me à séria. Dizem, no balcão de apoio ao cliente que a emissão dos ditos é aleatória. Ai é? Ai isso é tipo tiro ao alvo ou jogo da sorte? Ai é? Então e de há uns tempos para cá, aqui a Xô Dona Cenourita é uma aleatória excluída? A Xô Dona Cenourita que há anos anda a dar para essa "causa" e agora nickles de talões de desconto de 10% nem de 5€ nem de nadica de nada?  

Pois ainda bem! Porque se Xô Dona Cenourita tem andado em modo mudança de hábitos, este é mais um, e vendo bem as coisas, até é bem positvo. 


terça-feira, 4 de março de 2014

O melhor do meu Carnaval...


... foi ler até me fartar... que é coisa que nunca acontece!



Não fossem as minhas rápidas espreitadelas pelas redes sociais e umas desviadelas ocasionais de olhos para o ecrã da tv (quando este estava ligado) e nem tinha dado conta da passagem desta época a que não ligo importância, não aprecio. E graças ao tempo merdoso que se fez sentir (e que se diz que está de partida-oxalá seja verdade que já ninguém aguenta tanta chuva), pela tasca reinou a brasa da lareira acesa, o mimo da família felina feliz e os livros. Ah! Também se cozinhou e petiscou, p'stáclaro!

E vocês? Foliaram-muito?


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Fomos à inspecção!


Hoje, logo de manhã, chego à garagem e ouço:
- Onde vamos Mãe Bela?
- Ó minha latinha, vamos à inspecção!
- Outra vez? Mas ainda o ano passado lá fomos...
Fez-se silêncio. E eu a pensar como o tempo passa... parece que ainda foi ontem que a adoptei... Chegámos lá e, discussão atrás de nós com donos de outras latinhas que ainda tentaram discutir connosco também  porque - diziam - estavam primeiro e porque a fila não era aquela e porque o catano, mas a fila era efectivamente aquela e nós não roubámos a vez a ninguém e a inscrição e inspecção foram feitas num instante. À saída entregaram-nos o diploma com o resultado de aprovado com distinção e louvor e relembraram-nos com um - Até para o ano! - que daqui a doze meses temos que lá voltar.
- Ó Mãe Bela! Mas isto agora é assim??? Temos que vir cá todos os anos???
- Tu apruma-te latinha! Estás no 9º ano e começa a pensar que curso universitário queres tirar!
- Curso? Mas qual curso?
- Então... depois do 12º ano vais fazer o quê? 




Lá seguimos o resto da viagem... a pensar, ou não, no assunto...



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Ah e tal, hoje é segunda feira e...


... eu acordei com mau feitio!

Quando ao atirar com o edredon para o fundo da cama e ao pousar os pézinhos no tapete me sinto logo com vontade de fazer rewind em fast motion, que é o mesmo que dizer, voltar muito rápido à casa de partida, isto é, enfiar-me outra vez debaixo da roupa da cama e ficar ali no quentinho mais um bocadinho... o desembaraço e a agilidade do começo de um novo dia deixa logo de ser o habitual e o desejado. Parece que se colam pedregulhos às canelas e passa-se o dia a arrastar os pés e o resto do corpo já para não falar dos neurónios, que esses de tão lentos que ficam, só se mexem à custa de espetadelas de pontas de agulhas imaginárias. Valha-me que, quando isto acontece, há sempre solidariedade da parte de pelo menos um dos membros felinos da família cá da Tasca e valha-me também que sei quase sempre qual deles está comigo em dia de mau feitio. A nossa sorte, a minha e a dele, é que basta a satisfação de um pequeno capricho e a coisa logo passa e quando damos por ela já andamos cada um na nossa vidinha, mais contentinhos e felizes e até os pedregulhos já deram de frosques.




Eu, comi dois quadradinhos de chocolate e a energia restabeleceu-se e ele, teve uns minutos de mimo e brincadeira e foi dormir. A xô dona Piu exercitou as asas e as cordas vocais e o outros peludos tiveram que ir cuscar. E assim se espalhou, qual incenso, o bom ambiente por cá!

Como é alegre a vida na Tasca! É pena é o sol andar tão escondido...



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O Natal são dois dias e já passou...


... e o carnaval, são três!

Sim, eu sei, já passou, já lá vai. Foi calma e simplesmente planeado e não houve correrias às compras. A noite foi passada com a minha família de sangue descendente e respectiva família de afinidade. A ementa baseou-se no tradicional mas com algumas alterações na confecção. Queijos, paios, presunto, pastéis de bacalhau, frutos secos, melão e ananás abriram a ceia. Seguiu-se o bacalhau que, em vez de cozido, foi temperado com alho e tiras de pimento vermelho, bem regado com azeite e, acamado em cebola foi generosamente polvilhado com broa e mais alho e foi assado no forno. A acompanhar, as batatas que foram alvo de ligeira violência, levaram um murro com jeitinho e foram regadas com azeite quente e alho e polvilhadas com tomilho. Enquanto o forno bombava, no fogão, duas panelas com água a ferver e sal esperavam que as couves e o feijão verde mergulhassem com jeitinho. As garrafas de tinto abertas para o vinho respirar um pouco. A larica apertava. Tudo pronto. Finalmente, todos juntos. Todos à mesa.Tudo servido. Todos a saborear a merecida ceia. Seguiram-se as sobremesas. Arroz doce, bolo-pudim, filhoses, azevias, coscorões, bolo rainha, fruta, café e digestivo para quem aprecia. A noite já ia longa e a ceia foi apressada. Um imprevisto por motivos do temporal fez com que, pela primeira vez na vida, eu tivesse uma ceia de Natal em vez de um jantar. De repente apareceu um Pai Natal vestido a rigor e com o saco dos presentes às costas. A lareira estava acesa e não percebi bem como é que ele desceu por lá sem queimar o traseiro... Fez a distribuição e lá se desenharam alguns sorrisos naqueles rostos quedos e preocupados. Foi tudo embora e também eu regressei à Tasca para um sono que devia ter sido tranquilo e reparador, mas que, sei lá eu porquê, não foi.

Amanheci ainda a luz do dia dormia profundamente e por mais que tivesse tentado, não lhe consegui acompanhar o repouso. Saltei da cama e deparei-me com os olhos esbugalhados dos meus gatos, como quem diz - "já? ainda é tão de noite! porque não vais dormir mais, Mãe Bela? - e dirigi-me à cozinha para um pequeno almoço madrugador. Acendi a lareira, fiz a tarefas habituais de rotina diária doméstica (aqueles que têm miaus em casa sabem bem quais são). Preparei o almoço e a mesa de natal para duas pessoas, eu e a minha família de sangue ascendente. Canja de galo, galo corado no forno com arroz de miúdos de forno. Garrafa de tinto aberta para o vinho respirar. Sobremesas sob um lado da mesa. Arroz doce, filhoses, pudim de pão e tarte de amêndoa. Almoçámos as duas, tranquilamente. Para fazer a festa estiveram os meninos miaus sempre com macacadas. Fiquei só com eles logo depois do almoço e o cansaço abateu-se sobre mim. Abasteci a lareira com lenha, enrolei-me na mantinha e dormi profundamente aquilo que não tinha dormido de noite. Acordei com a vinda da família descendente para dar um beijinho e passar um bocadinho. Foram embora e, voltei a enrolar-me na mantinha a ler e com a gataria a disputar o melhor lugar em cima de mim.

O primeiro dia deste Natal foi agitado mas ninguém se magoou, foi o mais importante. O segundo dia deste Natal foi tranquilo e repus o sono atrasado. Petisquei de tudo e não cometi exageros, por isso não me sinto a rebolar em vez de andar, o que é fantástico. Recebi miminhos e alguns presentes que não esperava.

Apesar de tudo e, apesar de logo no princípio do primeiro dia de Natal ter ouvido alguém dizer - Só me apetece cancelar o Natal! - e ao que respondi - E que tal se o mudássemos para o Carnaval? - só porque sempre era mais um dia de festa e quem sabe, de folia, e também porque ainda faltava mais um tempo para lá chegar e até lá talvez até se conseguisse deixar entrar bem o espírito da festividade e porque, não obstante o estímulo incutido a vivenciar esta época com ânimo e entusiasmo... chegou a data, passou num ápice e, há coisas que nunca mudam, outras que se alteram e desejos que vão ficando por concretizar.

(euzinha em modo relax - não há fotos das paparocas - ninguém se lembrou)


Resumindo, foi um Santo e Feliz Natal e que haja saúde que daqui a uma ano há mais!


sábado, 30 de novembro de 2013

Foi um stress ...



... a saída matinal de hoje cá de casa!*

A confusão começou com a perturbação na rotina diária dos meninos miaus. 

Logo de manhã, as transportadoras estavam fora do sítio habitual, ali mesmo a jeito de os enfiar lá dentro e eles que são mais espertos que sei lá o quê toparam logo e começou o filme. Foi vê-los a olhar de lado, de cauda caída e a esconderem-se. Foi aliciá-los com biscoitos, ir atrás deles, fazer-lhes festinhas e explicar-lhes que era o dia da consulta  e vacinação anual. E eles com aquele olhar triste e quase de súplica - Mãe Bela! Não! Não é preciso! - e nem os biscoitos, que eles adoram, foram devorados com a avidez habitual, antes com uma desconfiança descomunal. Com alguma dificuldade e numa espécie de jogo do gato e do rato lá entraram nas transportadoras e seguimos viagem. Senhor Petit Manuel fez um berreiro o caminho todo - miau miau miau miau - ao que eu lhe respondia - tem calma Tinininho que é já ali - mas o ali nunca mais chegava e ele não parava de reclamar. Lá lhes relembrei que tínhamos mudado de Doutor de Família e que era só um bocadinho mais longe e que o passeio de carro demorava só mais uns minutitos. 

Lá chegados, o Doutor e a Enfermeira da Família Felina Feliz esperavam-nos. Entrámos e fomos de imediato atendidos. Napoleão Manuel foi o primeiro e portou-se lindamente. Seguiu.se o Senhor Petit e deu-se início ao ambiente de hostilidade... aquilo foi o caos... ele não deixava fazer nada e reclamava e deitava as garras de fora e tentava fugir e nem com guloseimas e festinhas, o menino acalmava. Perante tal cenário, Dona Lira Maria Pxexa que se passeava, aparentemente calma, pelo consultório, vai de saltar em defesa do irmão Petit subindo para cima da marquesa a ver o que se ali passava e porque tanto o rapaz berrava... Foi largar o rapaz para se acalmar e pegar na rapariga que até se portou bem. Segui-se a Pipoca que não saía de dentro da transportadora nem por nada, pudera!, depois de assistir ao comportamento do irmão... até se portou bem na consulta e no corte das unhacas mas no final ainda afinfou umas patadas na mão da enfermeira e na mão da Mãe Bela. Retomou-se a consulta do sindicalista Petit Manuel que não deu tréguas e foi difícil até ao fim!

Ufff!!! Foi stress para eles, para quem os acompanhou e para quem os consultou... que dizem - Isto é perfeitamente normal! Estamos habituados! São quatro e protegem-se uns ao outros e o medo de um transmite-se aos outros!

Não houve feridos. Só muito pêlo pelo ar. O regresso a casa foi ligeiramente mais calmo, ainda com uns miau miau miau mas mais serenos.

O resto do dia, o Petit Manuel passou-o de trombas e a fingir que dormia no cesto (tem mesmo muito mau feitio o meu mor moreno) enquanto os outros, tudo bem, tudo normal como se nada se tivesse passado... 


* para a próxima vão dois de cada vez a ver se a coisa corre de modo mais tranquilo! E no meio de tanta confusão a enfermeira ainda lhes tirou umas fotos.


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