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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Wok to Stay by Carrot


- Quê?!

Era domingo e desejava-se, tranquilo. A única coisa planeada era que se gozasse o dia conforme a vontade e se saboreasse o descanso consoante a necessidade, que era muita.

Não que estivesse muito frio, mas a lareira acendeu-se logo depois do acordar, ou melhor, não se chegou a apagar durante a noite e, foi só chegar-lhe uns raminhos secos e sobre eles a lenha mais grossa e logo aquela fogueira se ateou forte que nem paixão e, com a música a tocar baixinho, o ambiente estava perfeito para o propósito delineado.

Entre tarefas básicas diárias, brincadeiras com a família felina feliz e folheadelas de livros... a hora de almoço chegou num instante e foi avisada por um brusco roncar estomacal.

- Ehlah! Até me assustei!

Entro na cozinha. Abro despensa, frigo e congelador e, a esmo, disponho uma série de ingredientes em cima da bancada. Arregaço as mangas da camisola de pijama, coloco o avental e... toca o telefone.

- 'Tão? Mãe Bela! Q'andas a fazer?

Meia dúzia de dedos de conversa com o telefone entalado entre o ombro e a queixada e já com sinais de torcicolo no pescoço e, um vai vem entre panelas e fogão...

- Ah! 'Tás a cozinhar! E o que vai ser o teu almoço?
- Wok to Stay by Carrot!
- Quê?!
- Isso!
- Ah!... 'Tà bem...

Não percebeu! Ninguém perceberia! No fim de pronto, que foi bem rápido, mandei-lhe uma foto.

- Ahhhh! É isso!? Ca bom aspecto!


Esparguete salteado terra e mar



2 colheres de sopa de massa de alho e o fundo do wok bem regado de azeite. Numa caçarola, uma couve brócolo a cozer em água e uma pitada de sal. Couve cozida, escorrida e reservada e de seguida, esparguete a cozer naquele caldo, al dente, que depois também se escorre e reserva. Entretanto no wok, e já com o azeite quentinho e o alho a querer crepitar, atira-se lá para dentro com uma cenoura grande bem ralada, uma tigela de berbigão descascado e congelado e outra tigela de mexilhão também descascado e congelado. Tapa-se o wok e deixa-se suar por uns minutitos. Junta-se-lhes uns palitos, acho que foram seis, de delícias do mar cortados em rodelas grossas e logo vão os brócolos também. Mexe-se tudo com jeitinho e a ajuda da colher de pau e molha-se o dedo bem lavado naquele preparado e tenta-se a todo o custo que venha um berbigão agarrado. Vai-se outra vez com o dedo à "ferida" e agarra-se um mexilhão. Hummm... Mnhammm mnhammm mnhammm... A prova é satisfatória. Nem se vão usar as ervas que já estavam ali a jeito que o sabor estava óptimo. O esparguete cozido al dente junta-se ao festim e envolve-se delicadamente de modo a ser bem recebido. A música que toca abana o wok provocando um passo de dança profissional naquele grupo de baile amador e, vamos lá fazê-los suar todos mais um minuto ou dois com a tampa por cima. Diz que suar faz bem... Polegar e indicador, esses atrevidos de serviço, pescam um fio do esparguete e levam-no aos lábios, esses porteiros da gula, que o sugam sem dó nem piedade. Nem vai precisar do molho! Que é logo ali descartado, o desgraçado, danadinho para entrar na dança. 

Perfeito! 

Inspiração de uma cadeia de fast food dos shopping center e com os ingredientes disponíveis, é um prato por mim apreciado e que sai com alguma frequência, que é como quem diz, quando se quer algo rápido, prático, saboroso e saciante.

- Vais almoçar sózinha?
- Na! Eu nunca estou sózinha!

E do que é que eu mais gosto nos "meus" domingos, assim?! Ninguém perceber, apenas eu! E sentir-me bem! 


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Das coisas que não podem faltar... - I


... no meu frigorífico!

Beterrabas!

Os últimos dias foram de vários desarranjos. Desde o sono que andou foragido ao desregramento alimentar, acometeu-se-me um mal estar daqueles! que só eu sei e, somando-lhe a neurose que a coisa provoca, o resultado foi confeccionar uma refeição leve, prática e fresca ao meu gosto com o propósito de equilibrar os níveis minimamente aceitáveis ao funcionamento regular deste corpito e sentar-me lá fora, na esplanada, a saboreá-la.

Adoro beterraba crua em salada. Sozinha ou acompanhada. Sempre ralada. 

É só descascar, ralar e temperar com umas pedritas de sal, um fio de azeite e uns pingos generosos de vinagre. Dar-lhe meia volta com o garfo para misturar o tempero, e já está!




D. Lira não gosta, mas fez-me companhia à mesa. 

Não pode faltar no meu frigo! 


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O estranho caso...


... do frango que depois de morto e esquartejado e congelado e descongelado exigiu não ser tradicionalmente temperado e cozinhado e ainda ser fotografado até ir para o prato! Vá lá, as últimas palavras que disse foi que o podíamos comer de faca e garfo e o acompanhamento poderia ser a gosto! 

Foi isto, ou a falta de disponibilidade ou de vontade de o confeccionar de outro modo...

Nunca fui pessoa dada a usar temperos artificiais ou rápidos ou pré-preparados, como lhes queiram chamar mas, há um tempo atrás falaram-me dos sacos que vão ao forno e que já trazem o preparado todo em pó e que é só "deitar tudo lá pa dentro" e que nem suja o tabuleiro e que nem dá trabalho e que é super rápido e ultra prático e que é muito bom. Decidi-me a experimentar e, confesso, que já fiz algumas vezes. Já experimentei temperos diferentes e já os testei em frango e costoletas de porco e até já testei um de peixe. Sem dúvida que é excelente para aqueles dias em que não apetece fazer de outra maneira e a receita é  infalível.

Apresento-a em fotos, porque me deu para isto e a ilustração passo-a-passo diz tudo. Ah e assim também vos poupo de irem ler aquelas letras canininhas que vêm na parte de trás da embalagem ;) 
Usei um frango caseiro grande e dois pacotes do preparado. Acompanhei com puré de batata e salada de alface. O vinho era tinto da península de Setúbal e de 2004. Disseram os comensais, que parecia vinho do Porto pela cor e que escorregava que era uma maravilha e que combinava bem com os sabores da carne. Três pessoas à mesa e desapareceu tudo! Ah comilões, pah!

Cá vai:

FRANGO EXIGENTE E COZINHEIRA COM PREGUIÇA













E vocês, já experimentaram? E gostaram ou nem por isso?


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Resmunga qu'isso já passa!


Dormiam todos um sono profundo. A mãe, concentrada no trabalho, de volta e meia, sentia a cabeça pender e os olhos a querer fechar. O ressonar deles estava a amolecê-la lentamente... O escuro do céu por causa da chuva que teimava em não dar tréguas e o aproximar do anoitecer favoreciam aquela sensação de se deixar ceder ao embalo, mas não podia ser, dizia ela para as partículas que compõem o ar que se respira e, a custo, arregalava os olhos e sacudia os ombros numa tentativa quase desesperada de despertar e terminar a tarefa.
- Renhenhenhaunhau! - Napoleão Manuel fazia-se anunciar acordado.
- Ai Pupuli qu'até me assustaste! 
- Renhenhenhaunhau! - Napoleão Manuel acordara a resmungar.
- Sim Pupuli! Já sei! Já vou! 
- Renhenhenhaunhau! - Napoleão Manuel achava e muito bem que eu já devia estar na cozinha.
- Pronto Pupuli! Vou agora tratar da janta!
De repente lembrara-se que não tinha deixado nada preparado para o jantar. Abrira o frigo e deparara-se com uma sobra de esparguete do dia anterior dentro de um pirex.
- Renhenhenhaunhau! - Napoleão Manuel teimava em continuar a resmunguice.
- Renhenhenhaunhau o catano! Olha querem lá ver isto... um resmungão nunca resmunga sózinho!
E, entre renhenhenhaunhaus felinos e humanos, resmunguices e resmungões, juntaram-se mais uns ingredientes e a janta ficou feita num ápice e foi saboreada na companhia felina e sem mais resmunguice.

ESPARGUETE SALTEADO COM BACON



esparguete qb (usei uma sobra já cozido)
1 tira fina de bacon
azeite qb
1 cenoura grande ralada
1 colher de chá de massa de alho
2 colheres de sopa de azeitonas de conserva em rodelas
2 colheres de sopa de molho de soja
oragãos qb 

No wok, deitei um fio de azeite, o alho, o bacon cortado em pedacinhos e a cenoura ralada e deixei cozinhar um pouco. Juntei o esparguete e as azeitonas. Envolvi bem e deixei saltear. Borrifei com o molho de soja e servi generosamente polvilhado com oregãos.

- Renhenhenhaunhau!
- Mham mnham mnham!

Quando não há mais ninguém presente, resmungam os gatos com a dona e vice versa ;)


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

E o que se faz com as sobras...


... quando a quantidade cozinhada é demais para uma refeição?

Se há coisa que abomino é estragar ou deixar estragar o que quer que seja e no que toca a comida, esse bem tão precioso quanto a saúde, não deixo que nada se perca. Na cozinha da Tasca tudo se transforma. E de uma refeição como esta que foi cozinhada em abundância para três comensais, o sobejo foi em suficiente quantidade que se reciclou para os mesmo três e para uma refeição do dia seguinte! 
No final da refeição, retirei peles e espinhas do bacalhau. Sobre a tábua de cozinha cortei as batatas cozidas em cubos pequenos, um ovo inteiro e a couve cozida também aos bocadinhos. Deitei tudo num pirex e por cima o grão com a cebola. Tapei e guardei no frigo.

ROUPA VELHA DE BACALHAU



6 ovos
1 bom fio de azeite
1 cebola picada

No wok coloquei a cebola picada e reguei com um bom fio de azeite. Liguei o bico do fogão e deixei cozinhar brevemente. Juntei as sobras todas que estavam no pirex e envolvi bem. Bati os ovos com a varinha mágica e acrescentei dentro do wok. Deixei cozinhar mexendo sempre com a colher de pau sem que pegasse ao fundo. Servi.

Hummm... delicioso!!!


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Feriado, dia da cidade...

... e ia-me esquecendo de almoçar!
22 de Maio é sempre feriado cá no burgo. É o dia da cidade e também é o dia em que ano após ano eu quase me esqueço disso. E digo "quase"  porque há sempre alguém que na véspera me reaviva a memória.
- Olha, não venhas cá amanhã que não me dá muito jeito vir abrir a porta de propósito para te atender!
E eu fico com cara de burra a olhar para um palácio... e depois faz-se luz na cachimónia da burra e...
- Ah! É verdade! Xiça pah! Feriado!
E com isto, hoje levantei-me um cadinho mais tarde que o habitual. A manhã acordou serena por estas bandas. Não se ouvia, à hora habitual, o duche dos vizinhos, as portas a bater, os carros lá fora, os estores a abrir, e... deixei-me ficar a ver o sol entrar pelo quarto e a delinear a minha vidinha.
Parecia domingo! A manhã passou veloz comigo entretida a "fazer coisitas" para mim e a apreciar os meninos miaus na carneirice. Mini-bricolage, arrumação e organização do meu espaço. De repente, senti uns roncos no meu estômago e olhei para o relógio.
- Ehlah! Já?!?! E eu cheia de fome, quase a cair pó lado e sem almoço feito?!?! - é o que dá uma pessoa andar descontraidamente ocupada.
Corri para a cozinha, abri o frigo e a arca e, a tremelicar de fraqueza decidi que não ia estrelar um ovo e comê-lo com salsichas nem ia fazer uma sandocha qu'isso não é almoço. Liguei o mini-forno a 250º, tirei da arca um restinho de puré de batata congelado e pré-fabricado (o que eu gosto desta expressão e destes desenrascas), do frigo tirei 10 tomatinhos-cereja e um restinho de queijo da ilha ralado e, da despensa tirei uma lata de atum em azeite e o frasco dos oregãos.
- Isto não vai combinar nada bem, mas com a fome que tenho marcha que até lhe chamo um bife!
EMPADÃO RÁPIDO DE ATUM
Forno quente. Tacho ao lume com um pouco de leite e uma noz de manteiga e mais o puré pré-fabricado. Tomatinhos lavados e cortados em quartos dentro de uma taça e vai de virar o atum lá para cima e envolver tudo e polvilhar com orégãos. Puré pronto, espalhar um pouco no fundo de um mini-pirex, acamar a mistura de tomate com atum e tapar bem com mais puré. Polvillhar generosamente com o queijo da ilha ralado e mais oregãos.
- Puré de batata com oregãos?! Onde é que isto já se viu?! Aqui, ora!!!
Mini-pirex para dentro do forno, nem cinco minutos e já estava gratinado.
- Hummm... isto cheira bem! 
Sentei-me à mesa. Tirei umas fotos à pressa e questionei-me...
- Sirvo no prato ou como mesmo daqui?
- Uso o garfo ou como à colherada?
Demorei, no máximo, quinze minutos até provar o meu petisco. A combinação estranha ficou mais que aprovada. É super fácil, é super rápido e fica super bom! E ainda se aproveitam os restinhos!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O queimar das pestanas...

... continua em altas por aqui!

E se as meninas Titó e Nadyta vêm esta fase despachada até crescem... A mãe Bela vai-lhes tratando da substância activa para ajudar a revitalizar os ticos e os tecos e elas, ficam contentes, pois então!

Uma voltinha ao frigo para ver no que param as modas, que é como quem diz, inspeccionar o stock e decidir uma refeição prática, rápida e substanciosa. Algo que lhes sacie o apetite e lhes forneça energia para continuar.

Frango caseirinho cozido e já desfiado num tupperware e espinafres arranjados... vai sair uma quiche. Já aqui publiquei uma com esta composição, mas como numa tarte salgada deste tipo se pode variar tanto quanto os ingredientes que temos à mão e mais os que estão à espera de aproveitamento, é só dar largas à imaginação, et voilá!

QUICHE DELÍCIA de frango, espinafres, farinheira e tomate




1 base massa folhada*
frango cozido e desfiado
3 dentes de alho bem picados
azeite qb
1 molho de espinafres arranjados
1 farinheira
4 ovos
200 ml natas
1 tomate
oregãos qb

Comecei por regar o fundo do wok com azeite e deitar-lhe os alhos picados. Deixei fritar ligeiramente (sem queimar) e juntei os espinafres seguidos do frango desfiado. Envolvi bem e cozinhou um pouco até misturar bem os sabores. Enquanto isso, a farinheira foi ao micro-ondas (quatro minutos porque o meu micro é da idade da pedra) devidamemte picada e tapada para não rebentar e deixá-lo todo sujo. Retirei-a, arrefeceu ligeiramente, fiz-lhe um corte longitudinal de forma a que a pele saísse inteira e acrescentei ao preparado no wok desfazendo ligeiramente todo o interior e envolvendo bem para fundir os sabores. Enquanto isso, forno quente a 200º e a massa folhada estendida e picada com um garfo na tarteira. Verti a mistura, juntei os ovos batidos com as natas incorporadas, dispus o tomate cortado em rodelas por cima, polvilhei-o com oregãos e foi ao forno a assar cerca de 35 minutos.

Arrefeceu e, comeu-se! Muito, muito, muito bem por sinal!
E as meninas, foram continuar a queima da pestana bem reconfortadinhas! :)


*a massa folhada que usei foi da marca própria do Pingo Doce e posso dizer que foi a primeira vez que comprei e vou comprar muito mais vezes. É das melhores que já adquiri, fica bem lourinha e estaladiça e sem gordura nenhuma.
Não usei sal nenhum porque a farinheira já é temperada e o frango também estava.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Um utensílio excelente...

... muito prático e altamente recomendável para todas as cozinhas! 

Na cozinha da tasca existe uma churrasqueira. Pinhas, pauzinhos e acendalhas são imprescindíveis para a acender. Também é necessário o carvão para fazer as brasas. Para pôr a coisa a funcionar é preciso tempo e o copeiro de serviço foi dispensado por falta de competência (eheheh private joke), por isso a tarefa sobra toda para a mesma... a cozinheira habitué! Tendo esta, a necessidade de simplificar tarefas e proporcionar refeições ligeiras e equilibradas aos comensais, há uns meses atrás andou a fazer uma espécie de peregrinação a tudo quanto era loja de electrodomésticos a fim de adquirir o mais efeciente, o mais prático, o mais multifacetado dos grelhadores.

Espantástico mesmo! Ele grelha carne, peixe, legumes, frutas... e ovos! Basta ligar à corrente e aquece rápidamente. Colocar o alimento a grelhar e ir voltando com a ajuda das duas pás de madeira. Depois desligar, deixar arrefecer, limpar com papel de cozinha absorvente e guardar até à próxima utilização.

SARGUETA ESCALADA GRELHADA



Uma sargueta fresquinha escalada e temperada com pouco sal. Uma batatinha e um molhinho de feijão verde cozidos. Tudo no prato e bem regadinho com azeite de Moura.  Um almoço rápido e perfeito!



São servidos?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Desta cozinha...

... só têm saído refeições ligeiras!

Não que tenha exagerado com as iguarias das festas natalícias, nada disso. Até me portei muitíssimo bem para a época. Comecei por não fazer doçaria "para dar e vender" e nos salgados, não cometi pecados :)

Depois, também ando assim um bocadinho para o sem vontade de caprichar. Tudo muito básico. Cozidos e grelhados com legumes e saladas a acompanhar. Hoje, deixei maruca a descongelar para o jantar. Pensava fazê-la cozida com batata, cenoura e bróculos, mas... diga-se de passagem que me apetecia uma comidinha diferente. Como não tinha sopa feita, resolvi o assunto de outro jeito...

SOPA DE MARUCA E DELÍCIAS DO MAR


3 postas de maruca
8 barritas de delícias do mar
1 courgete grandita
2 cenouras também granditas
1 cebola
1 mão cheia de massinha cotovelinho
sal qb
azeite qb
cebolinho qb

Numa panela levei a cozer a courgete, as cenouras e a cebola. Ao mesmo tempo coloquei o peixe que retirei logo que estava cozido e pronto a desfiar. Desfiei de pele e espinhas e reservei. Os legumes acabaram de cozer, triturei e acrescentei as massinhas e um pouco de sal. Deixei cozer e juntei o peixe desfiado e as delícias cortadas em rodelas. Deitei um fio de azeite. Servi nos pratos com o cebolinho picadinho.


Fácil, rápida e ligeira... Ficou uma sopinha maravilha!



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O regresso à normalidade na cozinha da tasca...

... quase parece o regresso às aulas!

O inicio de um novo ano para os estudantes e também para os pais, educadores, professores e no fundo, para todos nós que voltámos a ver a malta jovem pelas ruas da cidade, nas paragens de autocarro, a caminho das escolas e daquela que há-de ser a sua vida futura em função das escolhas e oportunidades.

Nesta cozinha, as escolhas continuam difíceis e as oportunidades de confeccionar petiscos novos vão surgindo consoante a inspiração da encarregada de serviço contínuo, digo, administradora do lar, que é mais fino. As temperaturas continuam elevadas o que não ajuda muito, os apetites vão oscilando entre o nivel acentuadamente elevado e negativo:

- Mãe Bela! O jantar? Tou cheia de fome!
- Titó! Ai ainda nem sei o que há-de ser...
- Quero lasanha!
- Com este calor... só se a fizeres tu!

E,

- Mãe Bela! Não tenho fome, não faças jantar!
- Titó! Tens que te alimentar!
- Eu como qualquer coisita!
- Qualquer coisita não há!

Hoje, não foi diferente! Uma a descarregar as acumulações no novo maquinão engomador e, a destilar por tudo quanto era póro. A outra a estalar de cansaço... adormecida no sofá. De repente, passa um perú a fugir à fúria da engomadeira de serviço, atrás dele umas gambas abafadas de gelo e... ateia-se faísca na luzinha de presença da luminária desta chef do amanho doméstico e, de súbito, saíu este prato, bem gostoso por sinal!

BIFINHOS DE PERÚ AO MOLHO DE GAMBAS


4 bifes de perú
4 dentes alho
400 gr gambas descascadas e congeladas
azeite qb
sal qb
mistura de especiarias (pimentão e louro) qb
1 colher sobremesa molho cocktail da HEINZ

Temperei os bifinhos só com sal. Descongelei as gambas e levei-as à frigideira com o alho finamente picado e já ligeiramente frito no fundo coberto de azeite. Polvilhei com a mistura de especiarias e deixei cozinhar lentamente. Juntei os bifinhos e salpiquei com pinguinhos do molho cocktail. Tapei, deixei suar um pouco para fazer molhinho, voltei a carne e tapei novamente até estar completamente cozinhada.

Servi com esparguete al dente... e está pronto! Ficou PERFEITO!

sábado, 11 de setembro de 2010

A cozinha da tasca...

... retomou o seu normal funcionamento!

Depois das altas temperaturas deste verão em que simplesmente entrar na cozinha se tornava no mais dificil dos caminhos a percorrer, eis que o mês de Setembro nos brinda com manhãs mais fresquinhas, tardes quentinhas qb e noites muito agradáveis para quem não suporta altas temperaturas. Sinto que é nesta altura do ano que se consegue regenar o espírito e o corpo, pois o excesso de calor torna-o frágil e cansado, e é também nesta altura do ano que o organismo se prepara para a queda da folha, a chuva e o frio que a passos largos se aproxima.

Durante esta pausa na publicação de petisquices, a cozinheira não gozou férias (estão programadas para mais tarde) e é claro que a porta da cozinha também não esteve fechada a sete chaves. Saíram pratos simples, uns habituais, outros novos e algumas experiências. Uns, tão básicos que não mereciam destaque, outros, as foto desfocadas e outros nem a foto tiveram direito. Ah! Mas de alguns, até existe foto, mas... não me lembro como fiz! Senilidade? Talvez...

Esta semana o petisco mais devorado cá na tasca têm sido... FIGOS! Ai Figos! O meu fruto preferido! Abrir e comer, aos quilos e sem enjoar! Mnham mnham mnham! Quem vai acusar o toque vai ser a balança, mas para que ela não se manifeste... só lhe boto os pés em cima depois da temporada e, do desmame! Eheheheh...

Com as barrigadas deste fruto maravilhoso e com os dias assim mesmo como eu gosto, não apetece grandes comezainas. Por isso, hoje saíu para o almoço, esta simples salada!


alface qb
1 queijo Palhais*
tomatinhos cereja (da nossa horta)
azeitonas pretas descaroçadas e fatiadas
oregãos qb (muitos)

Arranjei, lavei e deixei escorrer a alface, as azeitonas e os tomatinhos. Cortei o queijo em quadradinhos. Coloquei na tarteira a alface, o quejo espalhado por cima, os tomatinhos e as azeitonas. Polvilhei com muitos oregãos e... está feito.

* Este queijo, foi outrora, dos meus favoritos para misturar em tudo o que eram saladas. Actualmente não gosto dele. Acho-o demasiado salgado e gordurento, daí não ter posto sal nem azeite na salada. Comprei uma embalagem com dois queijos, um já o tinha gasto noutra salada, hoje gastei este nesta, e só porque não gosto de deitar nada fora.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Aos empurrões...

... e sob muitas pressões, finalmente hoje acaba este mês de turbilhões, confusões, implicações, multidões, lamentações, ilusões, hibernações, enervações, abstenções... tudo aos milhões!

E, como não quero pensar nem recordar o que me desgastou tanto este Agosto, de calor insuportável e a rebentar de adjectivos desprovidos de qualidade minima aceitável, apresento-vos o nosso simples jantar de ontem. Uma volta pelo frigo e outra pelo stock da engorda, restinhos de ingredientes a suplicar consumição urgente e saíu este:

TAGLIATELLE COLORIDO


massa tagliatelle de duas cores (al uovo e legumes)
1 cebola picada
1 colher sopa molho alho Heinz
1 colher sopa ketchup
azeite qb
sal qb
1 lata cogumelos fatiados
fiambre fatiado
1/2 lata milho
tomates cereja qb (do meu tomatal)
oregãos (muitos)

Em água a ferver e sal, deitei as massas a cozer al dente. Numa frigideira anti-aderente, coloquei a cebola, reguei de azeite e deixei cozinhar um pouco. Juntei os dois molhos, o de alho e o ketchup, os cogumelos, o fiambre e o milho. Envolvi bem e deixei cozinhar cerca de 8 minutos em lume brando. Massa já cozida e escorrida, acrescentei-a e voltei a envolver e deixar apurar um pouco no molho que se tinha formado. Retirei do lume, deitei num recipente de ir à mesa, distribuí tomatinhos cereja cortados ao meio e polvilhei com uma mão cheia de oregãos. Arrefeceu um pouco, porque com o calor que se tem feito sentir é impossivel comer quente, levei à mesa da esplanada da tasca, e... já está! Fácil e rápido como convém!

Com esta invenção de ultima hora espero voltar à cozinha que tem andado muito abandonada, e também espero que as temperaturas baixem um pouco para que eu consiga cozinhar!


terça-feira, 27 de julho de 2010

As condições impostas...


... pelo estado deplorável agravado deste calor absurdamente estonteante, impedem-me de fazer tudo o que seja considerado "de jeito"!

Fazer, dizer, pensar... enfim, actos puramente normais de qualquer criatura com pés, cabeça e sangue que lhe corre nas veias, tornam-se no maior dos sacrifícios. Desta caixa de parafusos desapertados e provavelmente já moídos, deste corpo rebolável, destas mãos que pedem licença para se mexerem, não sai nada que se aproveite... Já tentei centrifugar-me da cabeça aos pés, espremer as toxinas e lançá-las num qualquer terreno baldio, na esperança que, de lá germinem sementes abandonadas ao acaso e nasça obra feita, com raiz, caule, folha e flor. Mas, a inércia cria atrito, o ócio dispara até ao nivel mais elevado da sua resistência, e eu, que com isto, deixo de ser eu, sinto-me assim uma espécie de legume chocho, que tenta mover-se a muito custo e, só com a ajuda da velocidade diminuta do ar que circula pela atmosfera, apanho algum balanço, pouco, que do impulso imprevisível me atira para as maiores e mais loucas maluqueiras!
Certo Maria Abóbora??? ;)

Por isto... deixo-vos a imagem do que se jantou hoje na tasca!


Uma salada fria, rápida e com os ingredientes que existiam à disposição. Alface, massa espiral e cotovelos (para aproveitar dois restinhos de duas embalagens), uma lata de atum, milho, cenoura ralada, seis barritas de delícias do mar, queijo em quadradinhos, azeitonas e muitos oregãos. Nada de sal.

Tive uma certa dificuldade na escolha da foto, tirei várias e esta não é, de todo a melhor. Nas restantes, ora apareciam as orelhas do Petit Manuel, o focinho da Pipoca Maria... e se as fotos permitissem som, ouvir-se-iam os ron ron's do Napoleão Manuel ;)
Ok, pronto pronto pronto! Não reclamem, eu mostro! Mas, shiuuuu, não mostrem isto a mais ninguém...






sábado, 17 de abril de 2010

Macarronada de Frango

Uma madrugada desta semana, mais ou menos sete horas e quarenta e cinco minutos...

- Mãe Bela! Estou bem assim? - a Titó a rodopiar ao lado da minha cama e eu a tentar abrir um olho e depois o outro...
- Estás pois! Uma boazona! - vi uma silhueta alta, robusta, com umas riscas vermelhas, pretas e cinzentas, uns penduricalhos que me turvavam as vistas remelosas de quem ainda estava a sonhar...
- Não te esqueças que hoje venho almoçar a casa! - dá meia volta e aí vai ela, já meio atrasada para a aula das oito da manhã.
- Sim... num'esqueço... - balbuciei eu entre meia volta para o outro lado, continuando o sonho interrompido...

Poucos minutos passados e eis que toca o despertador, eu avanço-o para um segundo toque a cinco minutos mais tarde. Volta a tocar. Eu resmungo. O Petit Manuel resmunga e enrola-se mais ainda numa tentativa forçada de continuar aquele prazer matinal de dormir encostadinho à Mãe Bela... O Napoleão Manuel, aos pés da cama, levanta-se, espreguiça-se e boceja ao mesmo tempo... lança-se aos preguiçosos que teimavam em não querer acordar, destapa-os, ronrona, salta, morde os cabelos à dona... e, bora lá todos pôr as patas fora da cama que o dia chama por nós!

Tarefas matinais habituais de uma Tasca de familia numerosa... completas, um duche rápido, uma roupa prática arrancada à força do roupeiro, uns sapatitos cómodos, os acessórios que não dispenso, carteira, chave do carro, óculos de sol e...

- Meninos!!! A Mãe Bela vai à vidinha dela!!!
A manhã passou num abrir e fechar de olhos mais rápido que o meu ao acordar, meio dia marcava o meu relógio.
-Ai! Não me lembro se a Titó vai almoçar a casa... - eu, com os meus botões.
Vai de trocar sms's com a menina Titó e, então não é que vai mesmo almoçar à tasca... Xiii, mais uns sitios de ida obrigatória, compromissos são compromissos, e o almoço???
- Não vou chegar a tempo de o fazer, não deixei nada preparado... vou buscar um frango assado! - eu, no habitual blá blá blá com os meus botões.

Do almoço, um frango assado com batatas fritas que ainda fui a tempo de fazer e umas migas de couve com broa, para duas, sobrou mais de metade do dito. Como na tasca, nada se desperdiça, há que aproveitar, e quando de uma refeição se pode fazer outra diferente... chegada a hora, toca a preparar o jantar:


frango assado desfiado
1 lata grande cogumelos fatiados
1 lata pequena de milho
1 cebola picada
3 dentes alho picados
pimenta preta moída na altura
1 pacote natas
azeite qb
massa macarrão grande qb
sal qb
oregãos a gosto

Numa frigideira anti-aderente colocar a cebola e o alho picados. Deitar o azeite e levar a cozinhar em lume brando. Acrescentar o frango desfiado, os cogumelos e o milho, polvilhar com a pimenta e deixar cozinhar cerca de dez minutos. Por fim, acrescentam-se as natas vai-se envolvendo a mistura até que fiquem bem incorporadas e ligeiramente engrossadas.
Enquanto isto, coze-se o macarrão em água abundante com sal, escorre-se e deita-se no recipiente de ir à mesa. Por cima junta-se o preparado anterior, envolve-se nas massas e serve-se. Já no prato, polvilha-se com os oregãos, a gosto.

Adoramos!!! ;)



segunda-feira, 22 de março de 2010

Bife de Novilho ao Alho com Morcela de Arroz

- Mãe Bela! O que vais fazer para o jantar?
- Oh Titó! Ainda agora acabámos de almoçar já me perguntas pelo jantar...
- Vá lá Mãe Bela... é para ir preparando o estômago ao longo da tarde...
- Ai! Não faço ideia!

É assim, a conversa quase diária entre Titó e Cenourita. Aprochega-se a hora de efectivamente ter que pensar na janta e, quando nada está pensado ou determinado e, acabam de chegar do talho uns bifes maravilhásticos e bem fresquinhos e uma morcelas de arroz acabadinhas de fazer... hummm!!! Nada melhor que, inventar um petisco fácil, rápido e com ar tasqueiro!

2 bifes Novilho grandes
6 dentes alho
sal qb
azeite qb
2 morcelas de arroz de Leiria

Num tabuleiro de barro de ir ao forno, coloquei a carne, temperei de sal e deixei repousar cerca de duas horas.

Descasquei e cortei em cubinhos os dentes de alho, levei-os a ferver em azeite abundante. Deitei o alho com o azeite sobre a carne e levei ao forno pré-aquecido a 200º cerca de trinta minutos. Golpeei as morcelas e coloquei-as por cima, durante mais 10 minutos e deixando apenas a resistência inferior ligada.



Acompanhámos com batata frita em palito, azeitonas, pão caseiro e... como não podia deixar de ser, Currais Tinto!

A carne fica tenrinha e deliciosa, com um gostinho típico de Tasca ;)


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Misturada Cinco Estrelas


Hoje para o jantar, não programei nada. Tinha sopinha de espinafres já feita, que com o arrefecimento do tempo já começa a saber bem... e disse para os meus botõezinhos:

- Uh! Sopa, queijinho fresco... uma farinheira enorme no frigorífico... na hora "desenrasco" qualquer coisa.

Num ápice chegou a hora de largar as papeladas, arrumar a secretária, orientar o trabalho para amanhã e correr para a cozinha porque o pessoal estava quase a chegar, esfomeado.

Peguei nas iguarias, e saíu isto, a que chamei:

Misturada Cinco Estrelas


arroz qb
água
sal qb

Levei ao lume um tacho com água e uma pitada de sal. Quando ferveu deitei o arroz préviamente lavado e bem escorrido e cozeu cerca de 10 minutos em lume forte. Escorri, passei à torneira com água fria em abundância e reservei.

azeite qb
2 colheres de sopa de molho de alho da Heinz
1 lata cogumelos laminados
1 farinheira grande do Fundão
1 ramo de salsa picadinha

No wok, preenchi bem o fundo com azeite e o molho de alho. Levei ao lume, brando, até começar a crepitar, juntei os cogumelos bem escorridos e deixei cozinhar um pouco. Em seguida juntei a farinheira (que já tinha dado uma ligeira fervura para não se desmanchar muito) e a salsa picada. Envolvi bem deixando absorver um pouco o molhinho que entretanto se tinha formado. Acrescentei o arroz, bem soltinho, dei-lhe umas voltinhas com a colher de pau e, servi.

Entre...

- Uh! O que é isso?
- Eu só quero sopa!
- Eu quero disso e dispenso a sopa!
- Eu quero "disso" e quero sopa! ;)

Desapareceu tudo e... ficou mesmo cinco estrelas*****


Ah! E como sempre, à mesa, está o lugar reservado aos Lordes da Tasca. O lugar era cativo da Lirinha Maria Pinxexa, e já começa a ser pequeno, porque o Napoleão Manuel tomou o mesmo hábito, vai daí, o Petit Manuel achou que parecia mal estar a família toda à mesa e ele a dormir em cima de uma cadeira mais ao lado.

- "Deve ser falta de educação... vou sentar-me à mesa também... familia toda reunida às refeições é bonito, fica bem e assim participamos todos das conversas e volta e meia ainda nos calha qualquer coisita!"
Ron Ron Ron

domingo, 11 de outubro de 2009

Pleurotus em Ninho de Penne al Nero di Sepia - Dia Preto

Com um simples vestido preto...

Hoje está no ar mais um capítulo do famosissímo Desafio do Dia da Cor. Preto é o mote e, mais uma vez todo o pessoal desta Tasca se empenhou com boas sugestões e colaborou nas invenções.

A interpretação da cor preta pode ser muito diversificada. O seu sentido depende muito de cada um de nós e é também absorvido consoante o nosso estado de espírito. É normalmente associada a desequilíbrios, negatividade, tristezas e tumultuos... ao mesmo tempo simboliza respeito, dignidade, um certo mistério e até muito humor!

Gosto da combinação desta cor com branco, vermelho, prateado... sei lá... acho que com todas as cores possíveis, na decoração, no guarda roupa, nos mais diversos utensílios do dia a dia e sempre que não seja socialmente forçada a usá-la. Na culinária está presente em muitas e deliciosas iguarias das quais escolhemos estes:

Pleurotus em Ninho de Penne al Nero di Sepia


Usei:

250 gr Penne Preto
água qb
sal qb
500 gr cogumelos Pleurotus frescos
1 cebola grande picada
3 dentes alho
2 colheres sopa alcaparras
azeite qb
salsa picada

Fiz assim:

Água fervente temperada com sal e o penne a cozer al dente, escorrer a água e reservar dentro do tacho para não arrefecer. No wok, deitei a cebola, o alho esmagado no almofariz e azeite a cobrir bem o fundo. Deixei cozer um pouco a cebola sem deixar fritar, juntei as alcaparras e de seguida os cogumelos lavados, escorridos, inteiros (só os maiores foram cortados ao meio). Cozinharam com tampa em lume muito lento cerca de vinte minutos, só destapando para dar umas mexidelas.

Servi directamente nos pratos formando um ninho com o penne e os pleurotus no meio. Salpiquei com molho do estufadinho e muita salsa picadinha.

Foi um petisco fácil e rápido de confeccionar. Um jantar leve e delicioso, com uma garrafinha de Currais tinto a acompanhar e... "alguém" a perguntar:

- Mas onde está a carne? eheheheh

E terminando com uma homenagem a Ivone Silva, essa grande actriz que foi de teatro e revista e está para todo o sempre nos nossos corações...



... Eu nunca me comprometo!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Caseirinho na Capoeira...

... Selvagem dentro do tacho!


Era um frango já bem crescido, pouco lhe faltava para chegar a galo... quando a minha Amiga Paula resolveu pegar-lhe pelas asas, prender-lhe a patas, segurar-lhe aquela cabecita irrequieta e... num gesto rápido e sem piedade lhe desferiu o golpe fatal. O destino daquela ave estava traçado, não reclamou ou pediu auxílio na execução, desde tenra idade sabia o que o esperava. Um tacho ou uma panela, outros ingredientes e tempêros a acompanhar, para no final... bocas famintas* alimentar!



frango partido em pedaços (usei metade porque era muito grande)
1 cebola grande picada
2 dentes alho esmagados
1 folha de louro
sal qb
azeite qb
1 pouco de vinho branco
1 colher café massa de pimento
2 cenouras grandes em cubinhos
ervilhas qb
arroz selvagem qb
água qb

No tacho coloquei a cebola, os alhos e o louro, cobri o fundo com azeite e deixei cozinhar por breves minutos sem refogar. Juntei os pedaços de frango, polvilhei com sal e acrescentei as cenouras. Tapei o tacho e deixei cozinhar em lume baixo cerca de meia hora virando a carne de vez em quando para cozer de igual modo de todos os lados. Deitei por cima um pouco de vinho branco e a massa de pimento, envolvi bem e cozinhou mais um pouco até o vinho se evaporar. Juntei as ervilhas e cinco minutos depois, o arroz selvagem**, deixei "fritar" ligeiramente envolvendo tudo e deitei a água já quente para a cozedura do arroz, na proporção de 2 medidas de água por cada medida de arroz, cozeu rápidamente, retirei do lume sempre com a tampa no tacho, servi breves minutos depois e ficou delicioso... com o arroz, cenoura e as ervilhas bem soltinhos.
__________________________________________________

*famintas?-Ai tanta fomeca que passa esta gente cá da Tasca... basta olharem bem para nós eheheheh
**arroz selvagem-desde que a Claudia me apresentou este "gajo", não se passa sem ele na despensa ;)

domingo, 7 de junho de 2009

Lanche ao final da tarde de um domingo...


... de relax para uns, de estudo para outros!

O dia passou à velocidade da luz... tarefas diárias cumpridas e sofá com fartura, ronha, leitura, mais ronha... miaus nas correrias e tropelias, qual espectáculo circense... e, no quarto, de porta fechada, no silêncio, estudo, estudo e mais estudo.

A meio da tarde, um lanche de cerejas do Fundão. Até a Layka se deliciou, adora cerejas e nem os caroços escapam...



Ao inicio da noite, o segundo lanche, já ajantarado.

ROLO DE OVOS E ALHEIRA



5 ovos inteiros
1 alheira do Fundão
1 ramo salsa
1 pitada de sal
1 fio óleo girassol

Comecei por picar a alheira com um palito e levei-a ao micro-ondas durante dois minutos para aquecer um pouco e depois fiz-lhe um corte longitudinal e separei-a da pele, reservei.
Levei ao lume uma frigideira anti-aderente com um fio de óleo.
Bati os ovos com sal, juntei a salsa picada e deitei na frigideira, cozinharam o tempo suficiente até os ovos formarem uma base consistente. Deitei por cima a alheira desfeita e com a ajuda de duas espátulas de madeira fui enrolando. Fui virando de todos os lados até que o ovo apresentasse uma superficie lourinha. Servi na travessa e acompanhámos com pãozinho caseiro e Quinta dos Currais Tinto de 2007.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Salada Capricho de Atum

Atum... ou se gosta ou se detesta. Fresco, não aprecio nada mas, em lata, acho que é tão versátil como o bacalhau. Combina com tudo e saem sempre bons petiscos e refeições rápidas quando o tempo, a vontade ou até a falta de imaginação não permitem que se confeccionem refeições mais elaboradas.

- Mãe Bela! Venho almoçar ao meio dia, não te esqueças do meu almoço!
- Oh Titó! Ninguém almoça ao meio dia... tão cedo! Brrrr
- Entro à uma hora na escola... já sabes como é...
- Pois...

A manhã passa num verdadeiro "jacto" e de repente...

- Ai... já é meio-dia! A Titó tá a chegar e eu nem sequer programei o almoço...

Corrida ao stock da engorda e ao frigo.

- Hummm... atum, cenouras, alface... uma salada... é isso mesmo!

Peguei em:

2 latas atum em azeite
1 tacho com água a ferver e uma pitada de sal
1 mão cheia de massas espiral grossa
2 ovos
2 cenouras
1 alface
3 colheres sopa maionese
1 ramo salsa
queijo ralado qb
sal qb
azeite qb
vinagre qb

Fiz assim:

Cozi os ovos e a massa espiral. Escorri o azeite do atum, deitei numa taça e juntei as cenouras raladas, a salsa picada e a maionese, envolvi bem com um garfo e reservei. Arranjei a alface em juliana e coloquei na travessa, temperei com sal, azeite e vinagre. Por cima deitei a mistura de atum, as espirais cozidas e escorridas, os ovos esfarelados e polvilhei com o queijo ralado.

- Mãe Bela! É sempre a mesma coisa... meio dia e tal e o almoço ainda não está pronto...
- Ai não??? Ora vê lá se está ou não está...
- Ahhh! O que é isto?
- Um capricho... um capricho de atum ;)

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