Os Meus Artigos

quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Começar o dia...


... com alegria!

É acordar sem reclamar da hora, sair da cama lentamente, espreguiçar em frente ao espelho, abrir a janela e encher o peito daquele ar fresco matinal, despejar a bexiga, ir até à cozinha para pequenalmoçar.

- Oh! A mesa não está posta...

É cedo, muito cedo, o sol ainda mal nasceu... o dia é grande e posso permitir-me a sentar e tomar a primeira refeição do dia de uma forma tranquila. 

- Oh! Mas não há pão quentinho!

Alcanço a janela num olhar desamparado. Admiro a força do sol a tentar esburacar nuvens negras, frondosas, ameaçadoras de tempestade. Sorrio e, dispo mentalmente a farda dos sonhos, envergando de seguida a de sopeira que, permanece pendurada ali naquele recanto. A toalha já está na mesa, a caneca, os talheres, o guardanapo, o copo para o sumo, o doce, a marmelada, o pão fatiado... espera, falta o açucar! não! que eu não tomo açucar! ah! a manteiga! também não é hábito mas hoje vem para a mesa! Cortei as laranjas ao meio e fiz o sumo. Torrei o pão. Liguei a máquina do café, aqueci um pouco de leite. 
A mesa estava posta. O traje de sopeira, arrumado. A farda dos sonhos, vestida. O aroma no ar era aconchegante. O sol rompera as nuvens e irradiara a cozinha de energia natural. 

Sentei-me à mesa e agradeci. Tudo o que me fazia estar ali. 

- Oh! Mas afinal até há bolinho!


Bolo de pequeno-almoço



2 ovos
180 gr açúcar
100 ml creme de soja
100 gr farinha com fermento
4 colheres sopa de flocos de aveia
4 colheres sopa de água
1 colher de café de erva doce
1 mão cheia de miolo de noz

Bater os ovos com o açúcar até ficar um creme fofo e esbranquiçado. Juntar o creme de soja e envolver bem. Acrescentar a farinha, os flocos de aveia e a erva doce e mexer até a massa formar bolhas. Adicionar a água e envolver. Deitar as nozes e levar a cozer em forno pré-aquecido a 180º durante cerca de quarenta minutos. Desenformar quente.


Até uma noite pouco e mal dormida pode dar início a um dia encantador. Basta saber apreciar o acordar e não desistir de sonhar.

- Ainda bem que precisei de gastar aqueles ovos e o creme de soja, na véspera! 

quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Wok to Stay by Carrot


- Quê?!

Era domingo e desejava-se, tranquilo. A única coisa planeada era que se gozasse o dia conforme a vontade e se saboreasse o descanso consoante a necessidade, que era muita.

Não que estivesse muito frio, mas a lareira acendeu-se logo depois do acordar, ou melhor, não se chegou a apagar durante a noite e, foi só chegar-lhe uns raminhos secos e sobre eles a lenha mais grossa e logo aquela fogueira se ateou forte que nem paixão e, com a música a tocar baixinho, o ambiente estava perfeito para o propósito delineado.

Entre tarefas básicas diárias, brincadeiras com a família felina feliz e folheadelas de livros... a hora de almoço chegou num instante e foi avisada por um brusco roncar estomacal.

- Ehlah! Até me assustei!

Entro na cozinha. Abro despensa, frigo e congelador e, a esmo, disponho uma série de ingredientes em cima da bancada. Arregaço as mangas da camisola de pijama, coloco o avental e... toca o telefone.

- 'Tão? Mãe Bela! Q'andas a fazer?

Meia dúzia de dedos de conversa com o telefone entalado entre o ombro e a queixada e já com sinais de torcicolo no pescoço e, um vai vem entre panelas e fogão...

- Ah! 'Tás a cozinhar! E o que vai ser o teu almoço?
- Wok to Stay by Carrot!
- Quê?!
- Isso!
- Ah!... 'Tà bem...

Não percebeu! Ninguém perceberia! No fim de pronto, que foi bem rápido, mandei-lhe uma foto.

- Ahhhh! É isso!? Ca bom aspecto!


Esparguete salteado terra e mar



2 colheres de sopa de massa de alho e o fundo do wok bem regado de azeite. Numa caçarola, uma couve brócolo a cozer em água e uma pitada de sal. Couve cozida, escorrida e reservada e de seguida, esparguete a cozer naquele caldo, al dente, que depois também se escorre e reserva. Entretanto no wok, e já com o azeite quentinho e o alho a querer crepitar, atira-se lá para dentro com uma cenoura grande bem ralada, uma tigela de berbigão descascado e congelado e outra tigela de mexilhão também descascado e congelado. Tapa-se o wok e deixa-se suar por uns minutitos. Junta-se-lhes uns palitos, acho que foram seis, de delícias do mar cortados em rodelas grossas e logo vão os brócolos também. Mexe-se tudo com jeitinho e a ajuda da colher de pau e molha-se o dedo bem lavado naquele preparado e tenta-se a todo o custo que venha um berbigão agarrado. Vai-se outra vez com o dedo à "ferida" e agarra-se um mexilhão. Hummm... Mnhammm mnhammm mnhammm... A prova é satisfatória. Nem se vão usar as ervas que já estavam ali a jeito que o sabor estava óptimo. O esparguete cozido al dente junta-se ao festim e envolve-se delicadamente de modo a ser bem recebido. A música que toca abana o wok provocando um passo de dança profissional naquele grupo de baile amador e, vamos lá fazê-los suar todos mais um minuto ou dois com a tampa por cima. Diz que suar faz bem... Polegar e indicador, esses atrevidos de serviço, pescam um fio do esparguete e levam-no aos lábios, esses porteiros da gula, que o sugam sem dó nem piedade. Nem vai precisar do molho! Que é logo ali descartado, o desgraçado, danadinho para entrar na dança. 

Perfeito! 

Inspiração de uma cadeia de fast food dos shopping center e com os ingredientes disponíveis, é um prato por mim apreciado e que sai com alguma frequência, que é como quem diz, quando se quer algo rápido, prático, saboroso e saciante.

- Vais almoçar sózinha?
- Na! Eu nunca estou sózinha!

E do que é que eu mais gosto nos "meus" domingos, assim?! Ninguém perceber, apenas eu! E sentir-me bem! 


terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Pensamento transparente do dia!




A distância mais curta entre o aqui e o ali, é o meu pensamento! E a mais longa, também...


domingo, 23 de Novembro de 2014

Sunday's Music


O remix que me tem feito aumentar o volume de som nos últimos dias!




A todos, uma excelente semana!

#desculpashámuitas - dia 23.11


[antigo]


É antigo! É a minha paixão! E, não perco a esperança de ter um na minha mão :)
 

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

#desculpashámuitas - dia 20.11

[transporte]


Esta seria uma das vistas ideais... do transporte que me levaria daqui por uns dias...
 

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

#desculpashámuitas - dia 19.11


[escurecer]


Ao fim do dia, a vista para o meu castelo é assim...

Outra coisa que me está a preocupar...


... é a queda de produção do cacau!

Bem que tenho vindo a sentir o aumento do preço do chocolate e eis que, surge esta catastrófica notícia... então os asiáticos descobriram agora este combustível? Esse continente bué bué bué grande todo mergulhado no chocolate? Ai xazuzi... qu'sso é que não!

Um quadradinho por dia, do negro quanto mais negro melhor, nem imaginam o que eu perdia...


Pequeno apontamento...


... sobre o rumo de um país e, o que me vai na cabeça!

Se daqui a cem anos Portugal ainda existir como designação de um país, se daqui a cem anos existirem escolas e alunos e se daqui a cem anos a disciplina de História fizer parte do plano escolar... pobres alunos e desgraçados dos professores.
- Como é que se vai ensinar esta época da história de uma nação?
- Como é que os alunos a vão perceber?

A crise de valores é a que mais me preocupa! Hoje!

Em calhando, nessa altura, talvez só se estude latim, matemática, física, química, nova geografia...

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

#desculpashámuitas - dia 18.11


[sítio favorito]


Ao sol! Que rompia, esta manhã, através da janela!

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

#desculpashámuitas - dia 17.11


[chá]


Do termo para a caneca para não arrefecer. Chá de menta para ir bebericando durante a tarde de trabalho.

domingo, 16 de Novembro de 2014

#desculpashámuitas - dia 16.11


[conforto]


Um elemento de conforto... a casa quentinha quando o frio marca presença!
 

Sunday's Music


Um domingo preguiçoso, lento, relaxado. Soube tão bem!

E se eu sentia necessidade que fosse assim...





A todos vós, boa semana! 

sábado, 15 de Novembro de 2014

#desculpahámuitas - dia 15.11


[pijama]


Das coisas que combinam muito bem... sofá, pijama e livro!
 

Adoro cozinhar com vinho...


... e às vezes até ponho um bocado na comida!

Não me vou alongar em dissertações acerca dos meus gostos e em especial dos vinhos. É assunto que dava "pano para mangas" e histórias para contar regadas a este néctar de carácter líquido. São às resmas... algumas já nem me lembro assim muito bem...

Deixo-vos apenas uma sugestão. A sobremesa que fiz para este fim de semana. 

Pêras Bêbedas




pêras a gosto - usei 8, variedade Rocha, a única que aprecio
açúcar a olho - usei +/- 150 gr, louro
canela em pau - usei 2 paus
vinho tinto - usei mais de meia garrafa, dele encorpado, bem maduro, 14º, uma verdadeira pomada

Descasquei as pêras com o cuidado de lhes deixar o pé intacto. Coloquei-as direitinhas e bem apertadinhas (por isso usei 8) no fundo do tacho. Atirei com os paus de canela lá para dentro, abri o pacote do açúcar amarelo e espalhei-o por cima das pêras. Por fim, reguei com o vinho até ultrapassar metade da altura do fruto. Levei a lume forte até ferver. Reduzi e deixei cozinhar lentamente até o álcool evaporar e o molho apresentar o estado caramelo-tinto. 
Arrefeceu um pouco dentro do tacho e retirei as pêras, uma a uma com jeitinho e a ajuda de duas colheres, para uma taça. Reguei-as com o caramelo-rosso e levei ao frigo.

Naquele deleite, e enquanto limpava o fogão de alguns salpicos, lembro-me vagamente de ter murmurado algo assim:

- Não embebedei só a pêras! C'um catano!

Depois... depois, fui dormir!

Foram sobremesa do almoço de hoje! E estavam uma categoria ;)



sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

Para quê comprar meio litro de água se a sede é de litro e meio? Ah e hoje deram-me os parabéns sem ser o meu dia de aniversário!


O que é que uma coisa tem a ver com a outra?
Nada! Ou será que tem?

Este é mais ou menos o meu lema na ida às compras. Elaboro a lista das faltas e, como não gosto de andar sempre a caminho das lojas, trago a quantidade de produto que sei que vou consumir por exemplo em quinze dias. Falei na água, mas há muitos outros bens não perecíveis que adquiro em quantidade para quinze dias, um mês, e outros até em que aproveito promoções que valem a pena e faço stock sem cair no exagero, porque também não há necessidade. Os frescos, compro todas as semanas ou quando calha e fazem falta.

E depois também há o meu hábito de ser cliente sempre nos mesmos sítios. Se gosto do atendimento, da higiene, dos produtos, dos preços, da comodidade, do estacionamento... é ali que vou. 

Com o passar do tempo (nalguns sítios, anos) a pessoa que está do lado de lá do balcão conhece-nos e sabe quase sempre ao que vamos. Atende-nos, dois dedos de conversa e até à próxima.

Mais de três meses passaram sem que eu voltasse a um estabelecimento habitual. Ia lá de quinze em quinze dias. O tempo que, mais dia menos dia, levava a consumir a quantidade de produto lá adquirido. Hoje, passei por lá. Fui cumprimentar a menina que sempre me atendeu tão bem e ela, contente de me ver ali e de já ter pensado tantas vezes no que seria feito de mim porque nunca mais lá tinha ido...

- Venho dar-lhe uma novidade!
- Deixou de fumar? A sério! Ai tão bom!

E foi assim, uma alegria estonteante de ambas as partes. Ela perdeu uma cliente mas ficou tão contente - e essas coisas sentem-se quando são do coração, caramba! - quanto eu!

- Mas como foi? Ai que bom! E custou muito? Ai e nem engordou nem nada! Ai que bom! Ai que bom!

Chegaram outros clientes e eu vim embora! Feliz e de coração cheio!

109 dias sem tabaco! 


#desculpashámuitas - dia 14.11


[gaiola]


A gaiola é a casinha dela, mas o que ela gosta mesmo é de andar pela casa toda e de preferência na "carneirice" com os gatos! 

quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Diz que há intolerâncias...


... que estão na moda! Dizem!

Eu cá não sei porque eu não percebo patavina de modas. De intolerâncias, a coisa muda de figura. Também não percebo, ou não estou preocupada em perceber, vá!, qu'isso não acrescenta nada de bom aos meus dias, por isso prefiro fazer o esforço de as ignorar, apesar de, algumas me conseguirem revolver as entranhas enquanto as digiro, e só depois de tudo bem revolvido e parcialmente digerido, lá me decido a arrepiar caminho antes que se faça tarde. 

Contudo, uma pessoa, não anda sempre prevenida contra os mais diversos tipos de intolerância e, certas alturas, resta-lhe respirar fundo trinta e sete vezes, abanar o esqueleto para aí umas cinquenta e duas vezes e, por fim, se conseguir, fazer o pino.

Ora a única técnica que tenho treinado tem sido a da respiração, e atesto por minha experiência, tão grande experiência, que trinta e sete vezes não chegam para tratar as ditas e daí a dose tem vindo a aumentar de tal maneira que já nem contar os respiranços, consigo. Perco-me nos números. Abanar o esqueleto afim de sacudir essas malvadas, nem me atrevo... Ainda me saltam peças e depois montá-las no sítio certo deve ser complicado e, arriscar a que sobrem algumas não me parece prudente pois então é que nunca mais poderei, sequer tentar, fazer o pino.

São dois os tipos de intolerância a que me refiro. A intolerância alimentar e a social. São distintas, bem sei, mas existe algo em comum entre elas que se chama "tratamento".

Da alimentar, não sei exactamente se sou intolerante. Apenas sei que os produtos lácteos me provocam transtornos digestivos. E logo a mim, que sou uma perdida por queijo de todas as espécies nacionais e internacionais e se houver queijo no espaço, até as espaciais marcham.

O tratamento que lhe aplico é doloroso qb. Evitar. Só provar. Só cheirar. E tem dias que é de choque. Vou eu descansadinha da minha gulosice de faca em riste para aparar aquele pedaço que se está a rir para mim e ouço logo: - Não comas queijo! Vais ficar mal disposta! - E eu acato a recomendação e lá me distraio com outra petisquice qualquer e depois, viro-lhe as costas e esqueço-me por momentos que os queijos existem e... tudo tranquilo.

Da social, não sei propriamente se já estou intolerante, se estou pré- intolerante, se estou só cansada ou enfastiada. Apenas sei que ultimamente me têm entrado olhos e ouvidos adentro umas quantas cenas que me têm provocado uma desmesurada urticária cerebral. 

O tratamento, à partida, deveria ser super simples... nem exige sacrifício no que toca à gulosice nem nada!
Aguarda-se que a prescrição médica actue e/ou que, ao mesmo tempo, eu consiga resolver possíveis conflitos internos e mande assim urgentemente as comichões cerebrais para os infernos.

É isso! Agora fez-se luz! E se, em vez de enfiar químicos goela abaixo eu enfiar na mioleira que se não pudesse comer aquele quadradinho de chocolate que tão bem me sabe antes do café... hummm... 



#desculpashámuitas - dia 13.11


[passadeira]


Dá jeito, a passadeira no chão da cozinha na zona de serviço, sobretudo aos gatos!

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

#desculpashámuitas - dia 12.11


[pão]


E o ingrediente principal é... aquele pão que sobrou dos dias anteriores.
 

Fragilidades... Não sou nenhum robot!


O vidro quebra-se.
O betão racha.
O ferro enferruja.

Eu, que sou de carne e osso como os demais, tenho que estar sempre rija que nem um pêro?

- Ah! Porque não podes andar assim...
- Ah! Mas porque é que andas assim?
- Ah! Mas tens que ir aqui, ali e acolá e vais ver qu'isso passa!
- Ah! Porque tens que sair daí e dali e d'acolá qu'isso passa!

Mas afinal de contas quem é que pode o quê e quem é que sabe o quê? O que tenho que fazer ou não fazer? Onde tenho que estar ou não estar?

Fiquem sabendo que nem eu sei, ok? Ou melhor, algumas sei, outras não! Porque se eu soubesse tudo, garantidamente que, caguinchas como sou, hoje não teria ido à procura de ajuda médica.

Lá vim eu para casa, de saquinho da farmácia na mão e com a carteira bem mais leve. Diz que as pílulas milagrosas que me vão acalmar as ansiedades, os ataques de pânico e as tensões arteriais.

A Sra. Dra. não recomendou, porque eu não lhe contei tudo tudo tudo, mas nas entrelinhas do receituário está escrito:

- Fugir nem pensar em pôr estes ricos pés em de ambientes perturbadores.
- Ignorar nem pensar em aproximação a atitudes de determinadas pessoas.
- Conviver com pessoas alegres, bem dispostas, divertidas e que não estejam sempre a queixar-se da p*t@ da vida!

Daqui a uns dias já estou rija que nem uma cenoura acabada de desenterrar e com uma rama linda e viçosa e um sorriso de orelha a orelha!


terça-feira, 11 de Novembro de 2014

Levar o lixo ao contentor às sextas-feiras... parte II


... e o final feliz!

Graças a um apelo no fuçasbuque e à ajuda de uma amigateira que ficou tão incomodada quanto eu estava.

Depois de uma conversa que foi decorrendo ao longo do serão desse dia por essa via e acerca dos animais, donos, abandonos, perdidos, achados, adoptados e por adoptar, ela diz-me que vem ter comigo, mas que está sem carro e a distância que nos separa ronda os 10 kms +/- e que é só esperar uma horita e pouco que é quando o marido chega a casa do trabalho. Eu que não tinha voltado ao local porque me sentia impotente para salvar o miau, porque nem sabia se ainda lá estaria e em que condições... Oh céus! Que sufoco! 

Era perto da uma hora da madrugada quando o casal de amigos cá chegou. Assim que nos aproximámos do contentor do lixo, o miau deu logo o sinal de aflição... Os três, munidos de lanternas de fraca luz, invadimos a propriedade abrindo uma parte da rede. O miau não parava de pedir socorro.

Que nervos! Voltas por um lado, voltas por outro, e o mato e canas era tal que aquilo foi um desbravar selvagem que o tempo urgia e havia que salvar o gato desse por onde desse.

- Nem que se chamem os bombeiros! - dizia a minha amiga.

Depois de tanto desbravar, o caminho não nos levava até ele... o precipício não permitia, o terreno barrento e molhado, fazia-nos escorregar. Toca a voltar para trás.

- Vocês ficam aí sossegadinhas, que eu desço por entre o fundo falso das canas caídas! Não saem daí!

Lá foi o marido da minha amiga. Nós apontávamos as lanternas para o local. o miau não parava de miar. Deixámos de o ver, nem a luz da lanterna dele se via.

- Ricardo estás bem?
- Sim!
Viu-se um rasgo de luz da lanterna dele e o miau deixou de se ouvir.
- Ricardo! Estás bem?
Uma voz alegre e emocionada, respondeu:
- Tão lindo! Tão pequenino!


Chegou ao pé de nós num instante. Miau na palma da mão. Os três de lágrimas a correr cara abaixo e o bebé miau a olhar para nós. Um olhar tão terno que não se consegue explicar.
Viemos para casa, aquecê-lo e tentar dar comida. Não come. Leite? Só à seringa e com dificuldade.
- Deve ter um mês... já tem os dentinhos a picar! - dizia a Susana.
- Não tem! Olha ele a tentar mamar na ponta dos meus dedos...três semanas no máximo! - achava eu.
Nisto, vimos que é uma menina. Não ficou comigo. Foi com os meus amigos para casa deles. No dia seguinte levaram-na ao vet e está ótima de saúde, previsão de idade 15 dias, mamar leitinho Mixol de duas em duas horas por biberon e vai crescer bela e amorosa. 

Ai vai vai! No domingo de manhã a Susana ligou-me a contar as peripécias da bebé e brindou-me com um:

- Vamos ficar com ela!  



E assim se resgatou esta bebé miau que já tem tudo para fazer parte de uma família humana feliz!


#desculpashámuitas - 11.11


[magusto]


As castanhas estavam a jeito, mas não me apeteceu fazer o magusto...
 

segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Cenourita, o que fizeste tu durante o fim de semana?


- Entre as habituais tarefas domésticas e outras de descanso, andei a vestir a casa!
- Vestir a casa? O que é isso?

Repor almofadas, mantinhas, edredons, cortinados... Tudo aquilo que guardo quando o tempo aquece e os dias ficam maiores para a casa ficar mais "leve e fresca". Essa estação passa num ápice e de repente chega a altura em que saem dos armários todas as almofadas que se guardaram, todas as mantinhas, todos os edredons e, os cortinados e cortinas painel que até aqui permaneciam abertos e enrolados, agora vestem as janelas. O que se mantém no mínimo, durante todo o ano, são os tapetes e carpetes.

Sente-se a casa mais cheia e mais confortável.

Também chamo a esta tarefa, "consertar o ninho", tornando a casa no melhor abrigo aconchegante para os dias pequenos, frios e chuvosos que por aí vêm. 

Não sei como, mas consegui resistir, e ainda não acendi a lareira. 

E vocês, também vestem a vossa casa?




#desculpashámuitas - dia 10.11


[urso]


Não tem pelelinho mas é o meu urso fofinho ;)
 
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