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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Está a chover e eu não me importo...


nada com isso!

Nem parece que acabei de pensar e escrever isto. Logo eu, que adoro calor. Mas também não parece que estamos em pleno mês de Agosto, em pleno Verão, mas isso agora também não interessa nada.

Sair de casa com um propósito. Distrair-me, abstraindo-me!

Ir até à praia com o tempo que está? Olha, mas vem lá o sol! Não queres vir até à piscina aqui a casa? 

O que importa o estado do tempo quando o objectivo é a libertação das portas e paredes que me cercam, é estender as vistas pelo horizonte, observar detalhes sem importância nenhuma, absorver cheiros diferentes, ouvir vozes desconhecidas, imaginar vivências de outras gentes, de outras vidas?

Na curta viagem, a latinha levou-me à beira mar. O céu estava nublado e a temperatura descia no painel de instrumentos à medida que o caminho se encurtava e isso sentia-se. O vidro subia até que só restava uma nesga aberta.

Mas quantos são hoje, mesmo? 19 de Agosto? 

Praias vazias.

Oh! Faço ideia o centro comercial! Deve estar à pinha! Safam-se os comerciantes!

Chego ao local de eleição. Praia cheia. Estacionamento, nickles! Desço e subo e torno a descer e volto a subir e viela para aqui e beco para ali e nem um sítiozinho para deixar a latinha. 

Vou-me embora? Nem pensar! 

Vantagem de ser persistente e de estar com uma ideia fixa é que, em mais uma descida e mais uma viela, estava já vago o meu lugar de estacionamento. Caminhei em direcção à areia. Vi gente com a mesma ideia que eu e outros que não fiz ideia, cheirei os mais diversos aromas, ouvi vozes variadas, imaginei vidas para além daquelas paredes e dentro daqueles quintais, meti-me com um gato que se passeava pelo meio de um campo e com uns cães fechados para lá da rede num canil.

Não trazes chapéu! 
De sol ou de chuva?

Cheguei à areia, abandonei os chinelos e estendi a toalha.

Não trouxeste a cadeira!

Pensei pegar no livro. Não peguei. A bandeira amarela. O mar tão bom.

A água deve estar fria!

Muita gente ao banho. Muita gente na areia. Muitas conversas. Choveu. Parou de chover. Voltou a chover.  O areal foi ficando deserto. Chegou a hora de fazer o caminho de volta a casa. Com outros cheiros, com outras vozes, com outras gentes, com outras vidas.

Soube bem! 
O sol, eu não o vi, mas sei que estava lá, a descansar sobre as nuvens!


3 comentários:

PINTA ROXA disse...

Acho que esta ano até o sol anda cansado.
Andas triste também... mas de certo esse dia fez-te bem, pelo menos mudaste o teu dia.
Beijinhos e sê feliz, ou pelo menos tenta... (diz o roto ao nu..) lol

Carmem Grinheiro disse...

A gente tem que aprender a aproveitar o pouco que nos dá o tempo, que ele anda com um humor meio pro esfumaçado.
Filhota diz que verão ainda vem a caminho... não sei se acredite...
bj

Gaja Maria disse...

Acho que este ano o sol só vem lá para Outubro... Valha-nos o descanso! :)

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