Os Meus Artigos

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terça-feira, 18 de março de 2014

O Grande Gatsby


Um romance do início do séc. XX com uma adaptação ao teatro da Broadway e cinco ao cinema, a última bem recente. Um clássico da literatura estrangeira altamente referenciado e recomendado que decidi não ver em filme sem ler primeiro o livro.



 A história passa-se nos Estados Unidos, durante o verão de 1922. O personagem principal é Jay Gatsby, um rico nova-iorquino de ocupação indefinida. Gatsby é conhecido pelas extravagantes festas que dá todos os fins de semana na sua luxuosa mansão de estilo gótico no distrito de West Egg, em Long Island. Jazz, mulheres, álcool, e materialismo desmedido até à decadência. 

A história é narrada do ponto de vista de Nick Carraway, talvez o único verdadeiro amigo de Gatsby. No meio das festas e do exagero, Gatsby redescobre Daisy, agora casada com um dos homens mais ricos da região, e reaproxima-se, pois esta representa o culminar do seu sonho de grandeza grandiosidade. Esta é, portanto, a história desse reencontro e dos valores morais associados a cada uma das personagens, num ambiente de riqueza e imoralidade americanos e numa época em que lucrar, ganhar, ostentar eram as palavras de ordem na definição do valor de um homem. 

Custou-me um pouco a entrar na leitura, a viver aquelas descrições e reconhecer as personagens e situações altamente provocadoras. Talvez não estivesse bem concentrada e tive que voltar atrás várias vezes, quase ao início, até que lhe apanhei o fio à meada e gostei mesmo muito. O único senão, na minha opinião, é a tradução, muito fraquinha e cheia de erros.  


Eu que sou muito de livros e pouco de filmes, tenho agora curiosidade de ver o filme.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A Estalagem de Rose Harbor


É normal interessar-me por livros de autores desconhecidos quando olho para as capas e a relação entre imagens e títulos que se lhes desenham ali na fronte me agradam. Depois espreito a contracapa e folheio para ler uma ou outra frase, às vezes, um parágrafo e, muitas vezes, perdendo a noção do tempo dou comigo ali esquecida do que me rodeia e já a entrar na vida daquele livro.

Foi mais uma vez o que aconteceu com este. Foi uma abóbora enorme e aquele azul da porta que me fizeram dar um passo atrás para admirar melhor. Depois a menção de um bestseller fez-me coçar na cabeça. Folheei e pareceu-me interessante. E foi! Uma descoberta que me agradou imenso. Adorei a escrita simples mas com um ritmo ágil e minuciosa no detalhe das personagens e dos locais. É um tipo de romance que se lê sem necessidade de marcador de página. A história é tão envolvente que simplesmente não se consegue abandonar.



Esta é a história de um recomeço, uma verdadeira viragem na vida depois de uma perda. A busca incessante dos porquês e ao mesmo tempo a aceitação e a necessidade de fazer o luto mudando de cidade e de profissão . De partida para o desconhecido mas com uma enorme vontade de seguir o seu caminho, a protagonista cruza-se com desconhecidos que passam a fazer parte da vida dela. 

Sinopse: 

Depois da morte do marido no Afeganistão, Jo Marie Rose procura refúgio em Cedar Cove, uma pequena cidade acolhedora à beira-mar. Decide comprar uma estalagem com uma vista encantadora e repousante e aí iniciar uma nova vida, repleta de paz. Mas esta nova vida reserva-lhe mais surpresas e agitação do que esperava, com a chegada dos seus primeiros hóspedes, Joshua Weaver e Abby Kincaid. Ambos oriundos de Cedar Cove, mas afastados há muitos anos por diferentes motivos, vão encontrar na Estalagem de Rose Harbor um porto seguro, onde conseguirão enfrentar o passado, sarar as feridas e reconciliar-se com os próprios medos, revoltas e desilusões.

A Estalagem de Rose Harbor é um romance luminoso sobre o poder regenerador do amor e as possibilidades infinitas que a vida nunca deixa de nos oferecer.

Para ler o excerto é só clicar aqui!


Até eu me senti como se fosse uma hóspede da Estalagem de Rose Harbor! 
Recomendo!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Como é linda a puta da vida


E é mesmo! Tem dias em que não lhe acho piada nenhuma, mas isso são outros assuntos...

Sempre gostei de ler as crónicas de Miguel Esteves Cardoso na comunicação social e, nem sei bem como nem porquê nunca tinha pegado num livro dele. Saber que existem livros dele, alguns bem antigos, conhecer-lhes os títulos e as capas parecia-me suficiente e sempre me fui mantendo mais ou menos ao corrente do que ele ia escrevendo pelas crónicas. No passado verão uma editora deu-lhe destaque e aquelas capas coloridas e originais apareceram em força nas prateleiras das livrarias. Não resisti e devorei este num tirinho!*




O livro começa com uma crónica alargada sobre um problema de saúde da esposa do autor. O dia-a-dia do casal, a forma como ambos lidaram com a doença e se apoiaram um ao outro numa fase extremamente difícil. Uma descrição muito pormenorizada da vida e do tratamento de alguém com cancro. Emocionei-me qb ao ler e admiro muito este casal por tudo o que são um para o outro, pela atitude, pela coragem, pela força e pelo amor que existe e se impõe perante um cenário daqueles que só quem passa por perto é que consegue dar o real valor. Só por isto vale a pena ler este livro.
Depois, sucedem-se as crónicas típicas do MEC. Fabulosas como sempre. Algumas já as conhecia mas é sempre bom voltar a ler. 
Este é um daqueles livros que dá vontade de abrir de vez em quando e reler uma ou outra crónica ao calha!




«O que espanta num gato é a maneira como combina a neurose, a desconfiança e o medo - para não falar numa ausência total de sentido de humor - com o talento para procurar e apreciar o conforto e, sobretudo, a capacidade para dormir 20 em cada 24 horas, sem a ajuda de benzodiazepinas.O gato é neurótico mas brinca. (...) Mas, acima de tudo, descobriu o sistema binário da existência. Que é: dormir faz fome. Comer faz sono. Acordo porque tenho fome. Adormeço porque comi. Nos intervalos, faço as necessidades.»



Da crónica "Ensinam os gatos"

Recomendo!

*há outro ali na estante em lista de espera

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Procura-se diamante para relacionamento sério


Nunca tinha lido nada desta autora, mas o título e a sinopse fizeram-me despertar a atenção. Confesso que gostei bastante e me diverti imenso a lê-lo imaginando as cenas na realidade. Fiquei também com vontade de ler outros títulos da autora, como: "O Diabo Veste Prada", "A Última Noite no Chateau" e "Sexo, Intrigas e Glamour".




Sinopse:

"Emmy, Leigh e Adriana são três amigas que, prestes a chegar aos trinta, e apesar de tudo o que ao longo desses anos alcançaram, não têm a certeza de terem a vida com que sonharam. Então, uma noite, Emmy e Adriana fazem um pacto: no espaço de um ano, terão de mudar radicalmente as suas vidas. Leigh mantém-se de parte, mas sabe que, das três, é quem tem mais a perder… A autora de O Diabo Veste Prada e Sexo, Intrigas e Glamour regressa com um romance pleno de humor e sensibilidade que constituirá uma leitura irresistível."



A Autora:
Lauren Weisberger é autora de O Diabo Veste Prada, que passou mais de um ano na lista de bestsellers do New York Times e deu origem ao filme com o mesmo título, protagonizado por Meryl Streep e Anne Hathaway e vencedor de um Globo de Ouro. O seu segundo romance, Sexo, Intrigas e Glamour, tornou-se igualmente um bestseller do New York Times. Ambos foram publicados pela Presença nesta colecção. Lauren Weisberger vive em Nova Iorque.


A precisar de soltar umas gargalhadas peguei neste livro. Uma leitura leve e ideal para descontrair a mente libertando-a do pensamento pesado de certas alturas dos dias das nossas vidas. Uma história divertida que prende o leitor. Repleta de aventuras e situações muito cómicas entre três amigas cheias de vontade de mudar de vida e que decidem de uma forma arrojada, fazê-lo. 
No meio de tantas peripécias que cada uma vive à sua maneira a maior lição de vida que se pode tirar desta história é que o mais importante, por vezes, não é mudar de vida mas sim, adaptar-se a ela conforme as circunstâncias.

Recomendo!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A minha história com Bob


Quando me cruzei com este livro fixei os olhos na capa. Vi nela a expressão do Diego, um gato laranja filho da minha Julieta, o único desta cor que ela pariu entre tantas ninhadas. O Diego viveu (pelas minhas contas) uns dezasséis anos na casa dos meus pais, que por circunstâncias da vida e da altura em que nasceu não pôde ficar comigo, mas era o meu Diego, gato lindo!
E na capa também diz: "A história real de como um gato mudou a vida de um homem". E logo à idéia se me afloraram umas quantas (muitas, vá!) histórias reais com gatos... e posso afirmar que em cada uma delas também existiram mudanças na minha vida.
- Gatos! Sempre os gatos! - pensam vocês.
- É verdade! Eu e eles temos uma ligação que só nós compreendemos! Adoro animais, mas os gatos são e serão sempre especiais.
O livro veio comigo e, sequiosa, só descansei quando cheguei à última página.

Sinopse:
Quando James Bowen encontra um gato alaranjado no prédio onde vive, não faz ideia do quanto a sua vida irá mudar. Lutando por sobreviver como músico de rua na cidade de Londres, a última coisa de que precisa é um animal de estimação. No entanto, incapaz de resistir ao animal doente, acolhe-o em sua casa. Quando Bob recupera a saúde, James deixa-o à porta do prédio, imaginando que nunca mais o voltará a ver. Todavia, Bob tinha outros planos. Dentro de pouco tempo, os dois tornam-se inseparáveis e as muitas aventuras que irão viver transformarão para sempre as suas vidas, curando lentamente as cicatrizes do passado atribulado de ambos. Esta é a história de uma amizade improvável e de como um gato vadio irá ajudar um homem a recuperar a sua autoestima e dar-lhe uma nova esperança quando o resto do mundo lhe parecia ter fechado as portas.
Uma história comovente de um gato que entra inesperadamente na vida de um jovem perdido, afastado da família, levado ao mundo obscuro das drogas e que para sobreviver se dedica a animar as ruas de Londres tocando a sua guitarra e esperando pelas moedinhas que os passantes lhe deixavam. Um jovem a tentar livrar-se da dependência e que graças ao aparecimento do Bob, à sua insistência em não arredar a pata e à influência decisiva que provocou na vida de James, a vida de um sere humano altera-se para muito melhor!


Mais uma prova, real, em como os animais são nossos grandes amigos. São dotados de uma inteligência e sabedoria extrema, têm sentimentos e são capazes dos maiores feitos algumas vez imaginados.
Deixo aqui também dois vídeos que relatam esta história tão peculiar.

Se gosto de ler ficção, gosto muito mais de ler histórias reais e esta é maravilhosa! Recomendo vivamente!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dei-te o Melhor de Mim

Nicholas Sparks é aquele autor que tem o dom de cativar o leitor da primeira à última página. Os seus romances sempre tão intensos, emocionantes, repletos de situações inesperadas e com uma boa dose de inquietação. Dei-te o Melhor de Mim não foge há regra e a mestria em que todo o enredo se desenvolve é de nos deixar o coração a palpitar enquanto avançamos pela leitura.
Sinopse:
Este novo e aclamado romance de Nicholas Sparks conta a história emocionante de Amanda e Dawson, dois adolescentes envolvidos na mágica experiência do primeiro amor. Contudo, sob a pressão familiar e social, são obrigados a seguir vidas distintas. Somente vinte e cinco anos mais tarde voltam a encontrar-se, por altura da morte do único homem que tinha protegido o jovem casal apaixonado. E se para ambos o amor de outrora se revela intacto, confrontam-se inevitavelmente com as escolhas feitas e os compromissos assumidos. Qual então o sentido daquele encontro, se nada podia mudar o passado?
Uma história de amor e perda em que o sentimento é realmente profundo e verdadeiro. A fantástica descrição, como o autor sempre nos habituou, dos cenários em que toda a acção se desenvolve é minuciosamente detalhada e de tal forma envolvente que nos faz sentir que estamos ali ao lado dos personagens a vivenciar todos os momentos.
Adorei e recomendo!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cafuné


Faltou a luz, a água, a rede móvel e a fixa, a tv e a internet (aqui só não faltou o gás), foi um fim de semana de temporal como eu nunca tinha visto nem sentido. Muitos estragos e prejuízos avultados por quase todo o país e foi também uma altura que levou muitos de nós, eu inclusivé, a ter a verdadeira noção da dependência que todos temos destes bens de consumo imediato e ao mesmo tempo de conforto como, apertar o comando da tv e nada, pressionar o interruptor da luz e nada, abrir uma torneira e nada, ligar o micro-ondas e nada, a máquina de café, idem, a chaleira eléctrica, aspas, e por aí fora... Foi um fim de semana de susto e apreensão e para desviar o pensamento acendi a lareira, estiquei-me no sofá, tapei-me com a mantinha e no silêncio agarrei-me à leitura. 
Sinopse:
Cafuné centra-se na figura de Rodrigo Favinhas Mendes, um bom malandro que não resiste aos encantos femininos e que se torna amigo de um ex-frade, Frei Urbino de Santiago, que acaba por ser o seu conselheiro e zelador espiritual. É que Rodrigo tem um coração gigante onde cabem muitas mulheres bonitas, dispostas a um carinho que ele é incapaz de recusar…
"Já nesse tempo não existia quarto de dormir onde não pontificasse a cama. E antes. Inventar a cama foi a primeira urgência dos homens, pela vontade de se deitarem, sozinhos ou acompanhados. Em pé, tudo se torna mais dificultoso, incluindo o dormir."
No seu estilo inconfundível, Mário  Zambujal, reúne episódios da História de Portugal do início do séc. XIX e relativos à altura crítica das invasões francesas e da partida da família real para o Brasil, com ficção, num romance cheio de humor e peripécias.
A tarde do passado domingo rendeu mesmo ao meu gosto. E, será mesmo preciso dizer que ADOREI este livro! Como eu costumo dizer:
- É Zambujal! ;)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Todas as Cores do Vento


A capa despertou-me a atenção. Autor nacional também. Li a sinopse e trouxe-o comigo. Isto é o que dá não resistir a entrar nas livrarias e ter imensa dificuldade em sair de lá "de mãos a abanar" e mais leve da carteira.
Sinopse
No mesmo prédio habitam um poeta, um judeu ortodoxo, um palestiniano, uma testemunha de Jeová e uma mulher agnóstica. E um gato. Cada um vive encerrado na sua masmorra, exceto o gato, que será testemunha das tensões, ódios, paixões e conflitos religiosos que surgirão entre os inquilinos. Num quotidiano tantas vezes mais absurdo do que seria de crer, gera-se o preconceito, as pequenas obsessões agigantam-se, e os personagens tornam-se sobreviventes de uma guerra contemporânea.
Todas as Cores do Vento constrói, com grande delicadeza e precisão, uma trama tensa e forte, revelando a mestria de um escritor que já nos habituou ao seu olhar sobre o mundo: atento, inteligente, perspicaz e crítico.
Entre vidas, culturas, gostos, confianças e desconfianças, hábitos tão diferentes de vizinhos que mal se conhecem, existe um gato. Cenas de vidas agitadas contrastando com outras quase vazias, desejos, sonhos, traumas que ficaram, curas que se procuram, amores e desamores. Uma história muito bem enredada, cheia de episódios caricatos e humor à mistura. E o gato? Fantástico!
Adorei e recomendo!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O Teu Rosto Será o Último

Um livro fascinante!
Um livro muito interessante de ler. A história de uma tradicional família portuguesa com retalhos vincados da guerra colonial. Repleto de situações inesperadas, umas cómicas, outras muito realistas, outras cheias de emoção e outras em que identificamos alguém nosso conhecido e até nós próprios em dada altura das nossas vidas.
Sinopse:
Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?
Um autor português que exprime de uma forma crua e por vezes dura, uma época e uma sociedade carregada de vivências que fazem parte da história do povo português.
Um livro que junta história, geografia e uma espécie de psicologia - digo eu...
Um livro que me levou-me a sítios conhecidos e a outros que só conheço de ouvir contar. Um livro que me agarrou do princípio ao fim. Um GRANDE LIVRO! Bem merecido o Prémio LeYa 2011!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Sapatos Italianos


Foi o primeiro livro que li de Henning Mankell, o tão conhecido autor de famosos policiais e literatura infantil e adorei este romance!
Uma narrativa maravilhosa e por vezes desconcertante sobre a vida de um homem aprisionado da sua própria vida e que tem como companhia apenas um cão e uma gata e um ninho de formigas. Refugiado na sua ilha onde apenas recebe a visita do carteiro, carrega com ele o segredo de um erro cometido quando de repente, uma visita inesperada o obriga a regressar ao passado e a partir daí nada será como ele esperava.
Desencontros, doença, família, sofrimento, acaso, oportunidade, desconhecimento, encontros, medos, descobertas... a vida de um homem numa viagem perturbadora e estranha num cenário único e totalmente imprevisível.
Sinopse:
Fredrik Welin passou os últimos doze anos da sua vida numa ilha do Báltico rodeada de gelo, tendo como única companhia o seu cão e a sua gata, e como única visita o carteiro. Um dia, vê uma figura aproximar-se lentamente e percebe que nada voltará a ser o mesmo. A pessoa que vem perturbar o seu exílio autoimposto é Harriet, a mulher que ele abandonou sem qualquer explicação há quase quarenta anos. Harriet diz vir obrigá-lo a honrar uma promessa que ele lhe fizera, mas Fredrik está prestes a descobrir que o seu reaparecimento esconde outra surpresa...
Um livro daqueles que prende o leitor. Um livro que classifico de excelente e que recomendo vivamente!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Maldito Karma


Depois deste meu post e do mistério que ainda não consegui desvendar acerca dos gatos não tocarem nas formigas e simplesmente ficarem a olhar para elas de bigodes em riste e, pelo comentário lá deixado pela Belita, não descansei enquanto não comprei o livro.
Até há uns dias atrás, procurei-o em tudo o que é livrarias, e nada, não havia nenhuma edição disponível para venda, nem online. E como eu sou paciente e de idéias fixas, pensei "quando o encontrar... não me escapa!"

Ora, numa recente ida às compras ao supermercado e de lista na mão como é habitual, preparava-me para fazer a também habitual ronda pela secção livreira quando a uma distância de poucos metros avisto uma ilha de livros em promoção. No alto da ilha, uma pilha de livros encimada pela capa com o título por mim tão procurado... eu nem queria acreditar... "é hoje, é hoje, é hoje que o levo comigo!". E foi! Há dias de sorte! :)




Sinopse:
Este romance conta-nos as provações e atribulações de Kim Karlsen, uma personalidade de televisão cuja carreira obsessiva lhe traz graves repercussões cósmicas. Kim trai o marido, esquece a filha e maltrata colegas. Tudo parece valer a pena quando ganha o mais prestigiado prémio da televisão alemã, mas nessa mesma noite ela é esmagada por destroços de uma estação espacial russa... No Além, Kim dá-se conta de que, ao longo da sua vida, se limitou a acumular mau Karma, descurou a sua família e amargurou a vida de todos os que a rodeavam. Descobre então o seu castigo: está num formigueiro, tem duas antenas e seis patas… é uma formiga!
Kim não tem a mais pequena vontade de continuar a arrastar migalhas de bolos depois de ter passado a vida a evitar os hidratos de carbono. Além disso, não pode permitir que o marido vá afogar as mágoas da sua perda com outra. Só lhe resta, por isso, uma saída: acumular bom Karma, para ascender na escala da reencarnação e voltar a ser humana. Mas o caminho para deixar de ser insecto e se converter num bípede é duro e está pejado de contratempos.

A minha opinião:
É uma história completamente alucinada, louca de todo.
Repleta de situações impensáveis, irónicas, improváveis, hilariantes, surreais e muito divertidas que me arrancou-me valentes gargalhadas (interiores, porque a Titó diz que nunca me viu rir enquanto lia).
Recomendo!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Um Refúgio Para a Vida

Na minha falta de assiduidade pela blogoesfera e da minha necessidade de me manter mais afastada do que é normal das lides cibernéticas, posso dizer que tenho aproveitado bem o tempo. Tenho lido mais, tenho lido muito. Um livro é sempre aquela excelente companhia quando nos sentimos exaustos. Um livro não nos pede nada, não fala quando precisamos do silêncio, não reclama se não lhe damos atenção, não grita porque se chateou com alguém, não suspira porque não se sente angustiado, não se queixa da crise nem das medidas de austeridade nem do preço do pão ou do combustível, não pede comida nem roupa lavada. Um livro espera por nós. Aguarda o tempo que precisamos para o abrir, para começar a absorver as primeiras páginas, para entrarmos na história. Aguarda todo o tempo do mundo que necessitamos para o abrir e fechar as vzes que forem necessárias. Compreende quando os olhos se querem fechar vencidos pelo cansaço e fica ali pousado à espera de novo acordar e de voltar a ser folheado. Página a página, capítulo a capítulo o enredo desenrola-se e a nossa atenção prende-se cada vez mais, e de repente ora nos sentimos dentro história, presos a ela, ora passamos a uma espécie de vizinhos ou amigos dela. E queremos muito ajudar uma personagem, dar idéias a outra, pegar outra ao colo ou dar-lhe um valente abraço. Claro que, tudo isto depende do género de literatura, da forma como se interpreta e da exultação sentida ao vivê-la.

Do tão famoso autor americano, Nicholas Sparks, este foi mais um que me agradou de sobremaneira. Quase arrisco a dizer que é o melhor de todos, mas não o faço porque também gostei muito dos outros (de todos os publicados em Portugal só me falta ler o "Dei-te o Melhor de Mim" que está ali na estante e na fila em espera). Bem sei que gostos não se discutem e que há muito boa gente que apelida a escrita deste autor como insípida, lamechas, mais do mesmo e por aí adiante. Não faço parte desse clube e assumo que sou uma super fã dele. Cada história é uma só e todas elas podiam ser reais.



Sinopse:

Quando Katie vai viver para a pacata cidade de Southport, na Carolina do Norte, todos se interrogam sobre o seu passado. Que mistérios esconderá aquela jovem bonita que parece determinada em encobrir os seus encantos e evitar novos relacionamentos? No entanto, e apesar de todas as suas reservas, Katie começa a criar raízes naquela pequena comunidade, à medida que uma nova amizade e um novo amor lhe vão fazendo baixar as defesas. Mas os fantasmas do passado, que minam a sua capacidade de confiar nos outros, continuam a persegui-la, a aterrorizá-la, e o peso do segredo que esconde é demasiado grande… Neste romance avassalador, Nicholas Sparks traz-nos uma protagonista fragilizada que tem de aprender a lidar com as suas sequelas se quiser voltar a amar.


Gostava muito de ver este romance no cinema! E um livro é um bom refúgio para a vida :)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Longe é um bom lugar


(o resto são histórias)

Gosto especialmente da escrita de Mário Zambujal. Gosto do seu jeito muito humorado de contar histórias. Gosto da escrita que cativa à leitura desde a primeira à última palavra. Gosto da sequência de acontecimentos e da forma como ele os encadeia. Gosto das personagens imaginárias por ele criadas e a quem ele atribui nomes vulgares e, quase sempre encontro nelas pedacinhos de alguém que conheço, de alguém que imagino que exista, de personalidades que me são comuns. Gosto das crónicas que ele escreve para vários orgãos de comunicação social. Gosto de o ouvir na tv. Divirto-me a lê-lo e suponho que ele também se diverte a escrever.



Li o "Longe é um bom lugar" já há algum tempo. Abri-o na primeira página e só descansei quando cheguei à última. É um livro de contos, pequeno, lê-se rápido e fácilmente. E é um daqueles em que não se chega a colocar o marcador...


Sinopse
Tânia Dulce é uma jovem com uma ampla capacidade para amar e cede aos rogos do Doutor Ângelo, narrador de uma movimentada relação de desfecho imprevisível. Médico com sonhos de romancista, o doutor Ângelo percorre caminhos paralelos, do romance real com Tânia Dulce e da trama ficcional que se esforça por escrever.
E porque o resto são (também) histórias, o leitor acompanha uma sequência de pequenas ficções, originalmente publicadas na revista Tempo Livre, do Inatel, com o estilo inconfundível a que podemos chamar de zambujalesco. Em Longe É Um Bom Lugar (o resto são histórias), Mário Zambujal volta a cativar os leitores pelo ritmo vivo da prosa em que avultam as surpresas, o humor e a reflexão acerca de cumprimentos e situações.
Começada e, pouco depois terminada a leitura, alguém que já o tinha lido perguntou-me:
- E que tal?
- É Zambujal! - eu sem nada a acrescentar porque quem já o tinha lido já sabia que eu tinha adorado.
É um grande cronista, é português, fala, escreve e expressa-se de uma forma leve, concisa, directa e sem rodeios. Gosto muito e recomendo!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Os Descendentes

O livro!
Acabei de o ler!
Foi o primeiro livro que li, traduzido ao abrigo do novo acordo ortográfico (que não adopto) e de início estranhei, depois... quase já nem dava por isso.
Adorei a história. As descrições. Os pormenores.
O drama da perda eminente de um ente querido, as lacunas familiares, segredos escondidos, a infidelidade, a responsabilidade de um pai que outrora fora ausente e que necessita urgentemente de se tornar presente. A rebeldia das crianças. Uma história dramática com picos de excentricidade e sentido de humor. 

Envolvi-me nela. Emocionei-me com ela.

Este livro deu origem ao filme com o mesmo nome e protagonizado por um actor que gosto particularmente. Queria muito ter ido ver o filme aquando da sua estreia mas, refreei os ânimos e decidi que primeiro lia e só depois veria. Isto é a consequência de habitualmente me desiludir com os filmes baseados em livros (naqueles já lidos e também nos que leio a posteriori)

Sinopse:
Matthew King é advogado e um dos homens mais ricos do Havai, graças a uma ascendência que remonta a certa princesa havaiana. Delapidada, no entanto, pelas gerações subsequentes, da herança resta um ainda generoso lote de terrenos a que não faltam compradores. Mas a sorte muda quando, Joanie, a sua mulher, dada às frivolidades da vida mundana, sofre um acidente numa corrida de barco que a deixa em coma. Esta situação acarreta novas e difíceis responsabilidades para King, entre as quais aprender a lidar com as duas filhas, a pequena rebelde, Scottie, de dez anos, e Alex, uma adolescente de dezassete, que acaba de passar por uma desintoxicação de drogas. Entretanto, surpreendido por revelações inesperadas, King decide empreender com elas uma viagem...

Excerto:
"Preciso de ti. Preciso de ti aqui para ajudares as nossas filhas e para me ajudares a mim. Não sei falar com as pessoas. Não sei como viver correctamente.
...
É assim que sabemos que amamos outra pessoa, acho eu, quando não conseguimos ter uma experiência sem desejar que a outra pessoa estivesse ali ao pé de nós, a vivê-la também."
E, este fim de semana que se aproxima, vou refastelar-me no sofá a ver o filme!  :)


segunda-feira, 26 de março de 2012

O amante é sempre o último a saber


Um romance diferente, que não parece um romance, ou talvez pareça. Um relato bem combinado que prende o leitor do princípio ao fim. A mim, prendeu-me forte e, desejosa de perceber onde culminava uma ida tão improvável, de Portugal ao Japão, de duas pessoas tão improváveis, em estatuto, em classe social, em modus operandi, numa incessante procura da razão, do oculto, do quase certo mas ainda desconhecido, duas pessoas tão distintas e aparentemente tão distantes mas, ao mesmo tempo muito próximas, do grande motivo, o motivo principal. Um filho perdido, uma mãe que só se apercebeu tarde do que é o amor de mãe e um mestre de artes marciais de origem japonesa mas há muitos anos fora do seu país natal onde é literalmente forçado a regressar em busca do filho desaparecido, do discípulo de quem fora conselheiro. Um enredo de mistério, acção, subjugação, penação, objecção e derradeira união.




O título do livro é completamente enganador. Sugere uma banal história de amor, traição e seus "derivados" quando na verdade é de um amor diferente que se trata, um amor que se encontra quando duas pessoas desencontradas na vida, se aproximam e se tornam especiais uma para a outra.

(...)
Yukio para Bernardo:
“Nadu, lembras-te de algum sonho de quando eras pequeno?”
“Porque me estás a perguntar isso?”
“Os amigos não podem fazer perguntas destas?”
“Acho que sim.”
“Então…”
“Lembro-me de um.”
“Não queres contar, Nadu?”
“Era estranho. Eu devia ter para aí uns cinco ou seis anos.”
“Óptima idade para ter sonhos maus.”
“Desculpa?”
“Nada, Nadu, estava a falar comigo mesmo.”
“Eu…”
“Continua, por favor.”
“Eu brincava no escritório da minha mãe com um carrinho, em cima do tapete. Era como um quadro. O quarto, eu sentado a brincar, com o carrinho.”
“Só isso?”
“E estava muito sereno. Depois, sem pré-aviso, alguém começava a riscar o quadro, com força. Como um enxame negro avançando do canto para o centro do quadro.”
“E como sabias tu isso?”
“Esse é que era o problema. Eu era dois. Eu era o menino a brincar, sem se dar conta do perigo iminente. E eu era também a pessoa que estava de fora, a assistir, sem poder fazer nada, à tragédia anunciada.”
“Tragédia?”
“Porque dentro em pouco o quadro estaria todo riscado. Não haveria mais quarto, apenas um enxame violento, mecânico, que cobriria tudo.”
“Percebo.”
“A minha angústia era essa. Mesmo já com metade do quadro a negro, o enxame ou o lápis a chegarem já aos meus tornozelos, eu continuava a não me dar conta de nada. Impávido e sereno.”
“O horror à tua volta…”
“E eu impávido e sereno.”
(...)    
Foi o primeiro livro que li de Rui Zink. No princípio achei um bocado enfadonha a sua forma de escrever, tal como acho que ele se torna a maioria das vezes no falar. É uma escrita cheia de repetições de palavras, termos, frases completas... demasiadas redundâncias. Mas valeu pelo enredo.

Gostei Muito e recomendo!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Santa Isabel Rainha de Portugal


Há muitos e bons anos atrás era eu obrigada a saber a História de Portugal, quase na ponta da língua, e não tinha interesse nenhum... nela nem na disciplina obrigatória a que me escapava sempre com a nota positiva mínima possível para passar e, à custa de uns copianços (eheheh tinha que ser)!

Lembro-me como se tivesse sido ontem, do meu oitavo ano de escolaridade. Foi o ano da loucura total, das maluqueiras mais arrojadas que nem me atrevo aqui a contar senão este post não tem fim. A turma era muito equilibrada, muito fina, muito astuta no que tocava às brincadeiras e muitos dos professores (que ainda hoje encontro com frequência) colaboravam e até chegavam a fugir da sala de aula para não se rirem à nossa frente. Desmontavam-se a rir no corredor juntamente com a auxiliar que conhecia bem as peças e se apercebia de tudo. É engraçado que nos tempos de hoje, quando nos encontramos, eu e alguns desses professores e colegas meus da altura, relembramos essa fase da nossa vida que tanto nos marcou, essa fase de rebeldia saudável se é que assim se pode chamar, pois não fazíamos mal a ninguém nem nos metíamos em broncas nem situações impróprias para adolescentes naquela idade. A base de tudo eram as partidas e o humor... requintado por sinal.

Tanto tempo passado e a certa altura começo a dar conta que pouco sabia da nossa história. Voltei a estudá-la na altura em que a Titó tinha que a saber, na altura em que ela tinha a mesma idade em que eu não me interessei nada pela vida de reis e rainhas, reinados, cognomes, batalhas, tronos, querelas e conquistas...
Com o passar do tempo e consequente amadurecimento comecei a interessar-me. Comecei a pegar nas enciclopédias e nas colecções temáticas. Não perdia os programas televisivos do Professor José Hermano Saraiva e foi com ele que comecei a sentir uma espécie de fascínio pela nossa história Nas viagens, a parte histórica começou também a ganhar o seu lugar sagrado no meu interesse. Hoje, reconheço que sei muito pouco, sei o básico, sei o pouco que aprendi a cabular, sei mais alguma coisa... e dou comigo a entrar nas livrarias e a procurar livros de história, da nossa história, e com uma enorme vontade de os ler, de os trazer comigo...



Depois de ler a História da Rainha Santa Isabel, este livro tão antigo, de 1958, uma história com séculos de existência e relatada com base em escritos da altura, séc. XIII, fiquei a perceber melhor uma série de factos com que hoje me deparo.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Os Ingredientes do Amor


Peguei neste livro em meados de Julho do ano passado. Comecei a ler e a absorver a história de uma forma muito envolvente e entusiasmante, mas uma série de contratempos fizeram com que deixasse a leitura de lado. Pousei-o na mesa de cabeceira por longos meses, limpei-lhe o pó dezenas de vezes e foram raras as alturas em que tive disponibilidade para o abrir e continuar a "viver" tão simpáticas e interessantes histórias de vida de duas personagens tão diferentes e com tanto em comum. Decorrido tanto tempo de pausa nas leituras, aproveitei o passado fim de semana e recomecei da primeira à última página.

Uma, jovem, cheia de sonhos e uma vida a descobrir e plena de experiências. Outra, madura, com uma vida simples e preenchida de dedicação à família, ao cultivo da horta, à cozinha, ao amor e à dedicação aos outros.
Duas gerações que se cruzam, partilham os mesmo gostos e interesses, e de onde surgem a mais diversas lições de vida. A história desenrola-se entre Londres e uma pequena e recada vila Italiana. Nela predomina o amor, as iguarias gastronómicas, a amizade, a família, os medos, as artes e as esperanças.




Sob o sol italiano, um Verão de paixão e segredos…

Olhei pela janela, para a desfocada Inglaterra a passar, e decidi que dali em diante cada dia seria um bónus. O meu tempo seria usado sabiamente. Eu ia espremer tudo o que a vida tinha para dar.


Um romance leve e aprazível onde se misturam cheiros, situações e locais que me fizeram sentir como parte integrante de todo o enredo. Cativante e surpreendente.

sábado, 16 de julho de 2011

O Ano Tem Doze Homens


Alimentar a alma com uma leitura leve, descontraída, divertida, cheia de peripécias e a transbordar humor... é do melhor para aliviar a "carga" do dia-a-dia.


Da calma aparente de uma Dona de Casa Desesperada à vida de glamour de O Sexo e a Cidade bastou uma conjugação astrológica muito especial…

Pia escreve horóscopos para uma revista feminina e tem uma vida confortável ao lado do seu namorado Stefan. Mas o dia de Natal tem para a jovem planos muito diferentes daqueles que ela traçara; planos que incluem um relógio frito, um anel inoportuno e uma intempestiva saída de casa. Tudo piora quando Stefan se apaixona por outra mulher. Pia decide então reinventar-se. Para isso, faz uma aposta com a sua melhor amiga: Pia, a astróloga, envolver-se-á com um representante de cada signo; está, contudo, proibida de se apaixonar… o que não é assim tão simples, porque encontros de uma noite podem ser mais do que mera diversão. Além disso, os sentimentos de Pia têm sempre a mania de se meter pelo meio. Depois de doze meses de astrologia romântica, as estrelas parecem estar finalmente bem posicionadas e, nessa altura, Pia vai ter de tomar a mais importante decisão da sua vida.

Após Stefan ter terminado o namoro, Pia uma jovem pacata, tímida, decide mudar de vida.
Na passagem de ano Pia aposta com a sua melhor amiga Tanja que, até ao fim do próximo ano vai ter na cama pelo menos um homem de cada signo, excepto Capricórnio, signo do seu ex-namorado.
A partir daí, todos os meses, Pia conhece homens com personalidades completamente diferentes, que a marcam positiva ou negativamente. Desde um físico que só a quer apenas para passar umas boas noites de sexo (e por quem ela quase se apaixona) até a um jardineiro extremamente romântico que lhe enche a casa de flores e poemas e que ela tem de inventar uma falsa gravidez para se ver livre dele… ou o leão masoquista que apenas quer ser castigado, Pia encontra de tudo. No entanto, todos estes homens não a fazem esquecer o seu amor por Stefan.


CAPRICÓRNIO
22 de Dezembro a 20 de Janeiro

Hoje vou revelar-lhe uma grande novidade: existe uma vida para além do escritório. Vá até à porta e veja com os seus próprios olhos. Saia daí, mesmo que hoje tenha planeado abandonar a sua secretária. A sua agenda está cheia? Deite-a fora e compre uma nova!
Seja espontâneo! Conheça pessoas novas! Vá de avião até Katmandu! Também não sei onde fica. Pelo nome, deve ser África. Vá lá, pegue numa T-shirt e num fato de banho e arranque! Não é preciso saber tudo antes. Se já se soubesse tudo antes, ainda haveria casamentos? Ainda se ensinaria os filhos a falar? Claro que não.
Hoje vamos pintar a manta. Júpiter está em óptima posição para pintar a manta. Telefone para o trabalho e diga que está com varicela. Sim, já sei que não tem varicela. Minta! As estrelas estão bem posicionadas para mentiras de todo o género. Não faz mal nenhum. As mentiras são como a masturbação. Todos os fazem, só não gostam de ser apanhados. É muito simples. Pode acreditar em mim – sou especialista nisso. Em mentir, claro. Vai ver, irá resultar às mil maravilhas.
E depois, rambazamba! O que quer isto dizer? Então, quer dizer rambazamba. Festas. Álcool e sexo e… sei lá, sexo e álcool.
E já que estamos a falar nisto: não só há uma vida para além do trabalho, como também há sexo para além da cama. Basta dizer: mesa da cozinha. Sim, não é confortável. Mas de onde é que pensa que vem a palavra paixão? Por isso, coragem! Se deve cobrir a mesa com uma toalha antes? Por mim tudo bem, se isso o excita. Almofadas? Não, almofadas não. Quer colocar antes um colchão de espuma?
Sabe uma coisa, esqueça a mesa da cozinha! Existem outros sítios tentadores. Basta dizer: banheira.
Ah, não toma banho. Claro, é preciso ter cuidado com a acidez da camada de protecção da pele. Pois então não pode ser na banheira. Mas ainda havemos de encontrar algo de que goste. Basta dizer: elevador. Parque de estacionamento subterrâneo. Cabine telefónica.
Não tem vontade? Pensei que tínhamos concordado em libertarmo-nos e deixar tudo correr espontaneamente. Não tem tempo? Tem de acabar o relatório do trimestre? Horas extraordinárias? Não tem cabeça para excessos espontâneos?
Então, mude pelo menos a imagem de fundo no seu computador, rambazamba! Neptuno está óptimo para aventuras.



(...)

Em cada mês e por cada signo, Pia encontra uma situação completamente diferente, sempre hilariante. Adorei este livro e recomendo a quem tem sentido de humor e se regala de soltar umas boas gargalhadas :)

terça-feira, 1 de março de 2011

A Melodia do Adeus

Um autor que nunca me desiludiu, Nicholas Sparks. Considero-o um mestre na ficção americana, que prende o leitor ao livro da primeira à ultima página.

Com apenas dezassete anos, Verónica Miller - ou «Ronnie», como é carinhosamente chamada - vê a sua vida virada do avesso quando o casamento dos pais chega ao fim e o pai se muda da cidade de Nova Iorque, onde vivem, para Wrightsville Beach, uma pequena cidade costeira na Carolina do Norte. Três anos não são suficientes para apaziguar o seu ressentimento, e quando passa um Verão na companhia do pai, Ronnie rejeita com rebeldia todas as suas tentativas de aproximação, ameaçando antecipar o seu regresso a Nova Iorque. Mas será na tranquilidade que envolve o correr dos dias em Wrightsville Beach que Ronnie irá descobrir a beleza do primeiro amor, quando conhece Will, e vai afrouxando, uma a uma, todas as suas defesas, deixando-se tomar por uma paixão irrefreável e de efeitos devastadores.


"Ronnie deixou-se abater no assento ao lado do condutor, perguntando-se por que razão os pais a detestariam tanto.
Era o único motivo capaz de explicar por que se encontrava ali, de visita ao pai, naquele ermo esquecido por Deus, em lugar de ter ficado a passar o Verão com os amigos em Manhattan.
Não, nem sequer era isso. Ela não estava apenas a visitar o pai. Visitar implicava um fim-de-semana ou dois, eventualmente uma semana. Com uma visita, ela até poderia viver bem. Mas ficar ali até ao final de Agosto? Praticamente todo o Verão? Isso equivalia ao desterro, e durante a quase totalidade das nove horas que durara o trajecto de carro, sentira-se como uma prisioneira a ser transferida para uma penitenciária rural. Nem queria acreditar que a mãe tivesse coragem de a obrigar a passar por uma experiência daquelas.

(...)
-Se não queria contar, por que é que me obrigou a vir para cá? Para que eu o podesse ver morrer?-Não, minha querida. é precisamente o contrário. -Virou o rosto para a filha. - Quis que viesses para te poder ver viver.Perante esta resposta, Ronnie sentiu qualquer coisa dar de si no seu íntimo, como as primeiras pedras que se precepitam por uma raiva abaixo antes duma avalanche.

Quando ele a envolveu nos seus braços, as lágrimas começaram a cair-lhe em maior abundância, conciente de que muito em breve aquele simples gesto de afecto deixaria de ser possível. Mesmo contra a sua vontade, recordou-se do dia em que chegara a casa dele e da raiva que sentira dele; recordava-se de sair de forma intempestiva, a ideia de lhe tocar tão estranha como uma viagem no espaço. Na altura, odiara-o tanto quanto agora o amava."


Uma história plena de sensibilidade, vulnerabilidade, força, coragem... muito comovente! Excelente!


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Desesperadamente Giulia


Uma das coisas que prometi a mim mesma no inicio deste ano foi - ler mais do que li nos dois ou três anos anteriores - e tenho cumprido esse meu desejo à risca. Primeiro, porque o tempo e os fins de semana têm estado de feição e, segundo, porque tem sido realmente o que mais me tem apetecido fazer. Ler, ler, ler... Enquanto leio, o tempo passa rápido, certos pensamentos vão-se desvanecendo e a mente fica ocupada com histórias de ficção das quais consigo imaginar o cenário onde se desenrolam e quase me sinto no papel de uma das personagens da narrativa.


Sveva Casati Modignani, uma autora que me cativou imenso quando li "Baunilha e Chocolate", um livro que me foi oferecido por ocasião de um dos meus aniversários e que a partir daí não larguei mais. Outros me foram oferecidos e outros tenho vindo a comprar. Neste momento tenho ali na estante mais três à espera de vez e faltam-me dois, que farei questão de adquirir. E assim se vai compondo a "colecção" do que vai sendo editado em Portugal e de que eu tanto gosto.


Giulia é uma escritora de renome. Ermes é um cirurgião famoso. Ambos provêm de mundos diferentes e ambos têm passados que os marcaram profundamente: conheceram o sacrifício, o fracasso e o sucesso.Quando se reencontram, após vinte anos de afastamento, vão viver finalmente o amor que na sua juventude não puderam concretizar. Mas a dor e a angústia voltam a invadir as suas vidas. Giulia descobre que sofre de um cancro; Ermes é acusado injustamente de corrupção. É a força, a coragem e a esperança que vão auxiliar Giulia na extenuante batalha que tem de travar para sobreviver.



“Alguma coisa na admirável constelação do seu organismo tinha falhado. As células de um nódulo no seio extraído um mês antes não eram do tipo normal. Eram daquelas que continuam a reproduzir-se sem nunca pararem. Como um interruptor que se acende e nunca mais se apaga. Naquele dia triste de Dezembro, Giulia chorava por muitas coisas, mas sobretudo porque tinha um cancro.”

Uma história de vida de uma mulher, uma história de amor, mas também uma interessante reflexão sobre uma doença, o cancro. Na minha opinião, um excelente romance que tem continuação noutro livro. Mal posso esperar por ter na mão "O Esplendor da Vida".


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