Depois de um interregno na publicação de petisquinhos made by Miss Carrot, cá estou eu para vos fazer crescer água na boca com estas espantásticas, maravilhásticas, deliciásticas, golusásticas e aromáticas... Costelinhas de Leitão!
Carninha caseirinha, de um paladar fora de série, muito apreciada por todos os comensais da Tasca, acompanhada de um arroz selvagem com milho, uma bela salada de tomate biológico, daqueles bem grandes, enrugados, cheios de molhinho... mnham mnham mnham... e, como não podia deixar de ser, uma garrafinha de Currais Tinto ;) para dois, Cenourita e Nino, e um suminho para a menina Titó que ainda não aprendeu a gostar de uma boa vinhaça a acompanhar um bom petisco.

12 costelinhas de leitão
6 dentes de alho picado bem fininho
2 folhas de louro
sal qb
alecrim qb
Temperei as costelinhas na véspera à noite, já na assadeira pronta a entrar no forno, com o sal, o alho, o louro e o alecrim. Reservei no frigorífico até ao dia seguinte e à hora de começar a confeccionar o almocito.
1 cebola inteira
1 copo de vinho branco
1 bom fio de azeite
1 colher de chá de pimentão em massa
No meio da carne coloquei a cebola inteira apenas com uns golpes ao alto para ir assando e largando aquele gostinho. Deitei o vinho branco e o azeite e de seguida salpiquei tudo com a massa de pimentão. Levei ao forno a 180º cerca de 30 minutos (forno pequeno que é mais rápido do que o outro) e enquanto isso, cozi e escorri o arroz selvagem com uma pitade sal e juntei-lhe milho à mão cheia (assim como quem atira milho às galinhas, estão a ver???)
O Nino fez a saladinha, temperou azeitonas e abriu a garrafa do vinho para respirar. A Titó pôs a mesa num abrir e fechar de olhos, sentou-se à espera...
- Mas ainda falta muito? Tou cheia de fome! E esse cheirinho está a dar cabo de mim...
- Tem calma Titó... está quase! - a Cenourita a dar uma viradela na carne.
- Vai comendo um pouco dessa saldinha divinal com pão, serve de entrada. - aconselhava o Nino.
De repente... tudo à mesa, Lira Maria Princesa incluída, tem sempre o lugar dela reservado e...

- Hummmm!!! Quem cozinhou este petisco percebe do assunto!!! - os dois em coro.
- Não sei quem foi, não me lembro de nada - Cenourita a piscar o olho.
- Nhau... nhanhau! - Lirinha a snifar o aroma que pairava no ar.
E agora... rufam os tambores e...
A mudança de visual da administradora da Tasca...

Depois de anos e anos a fio, com o cabelo preto ligeiramente escadeado e a roçar o meio das costas e quase sempre liso e direitinho, no inicio do passado verão, Junho se não me engano, resolvi cortá-lo pouco abaixo dos ombros e escadear um pouco mais. Como a idade vai avançando dia após dia e as preocupações e agruras da vida também vão fazendo das suas... caíu-me cerca de metade da minha densa cabeleira e o que permaneceu agarradinho à minha cabecita desmiolada, embranqueceu de tal modo que se não lhe espetasse com umas "boas latas de tinta" quase parecia um muro alentejano caiado de branco mais branco não há, e a faixa em vez do azul ou amarelo típico era preta... em sinal de... nem sei bem o quê, talvez... homenagem ao Boavista eheheh!
Agora está castanho escuro com umas madeixitas douradas, que estranho quando me olho ao espelho, mas porque hei-de eu ser tão conservadora???
Gostei do resultado, o pessoal da Tasca também e até faz bem mudar de visual de vez em quando ;)