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terça-feira, 15 de julho de 2014

Gambozinos


Já me mandaram aos gambozinos, e até me deram um saco e uma lanterna e tudo. Era eu uma miúda de tenra idade. Fiquei triste porque não apanhei nenhum. Menos triste porque nenhum dos companheiros de caça tinha apanhado algum. Mais tarde, e depois de perceber melhor a instrução dada e a expressão dela, pensei - Isto não de faz! Não se engana assim uma criança! -  Mais tarde ainda, tirei algumas lições e reconheço que aprendi algo com aquela ida aos gambozinos.

Já mandei pessoas aos gambozinos em duas circunstâncias distintas. Sabendo eu e os próprios o que isso significa e, qual vingançazinha recalcada, sabendo eu e os outros (criancinhas), népias.

Já vi os meus gatos andarem aos gambozinos, sem perceberem eles nem eu, do que corriam atrás. Já me senti várias vezes a andar aos gambozinos. 

- Gambozinos ao saco!

Hoje foi um desses dias. Não apanhei nenhum, julgo eu, mas ganhei mais uma lição.

E vocês, já foram aos gambozinos?


i.e.
(origem obscura)
substantivo masculino
1. Animal imaginário, para a pesca ou caça do qual se convida uma pessoa considerada ingénua que se pretende enganar. (Mais usado no plural.)




sábado, 1 de fevereiro de 2014

Fomos à inspecção!


Hoje, logo de manhã, chego à garagem e ouço:
- Onde vamos Mãe Bela?
- Ó minha latinha, vamos à inspecção!
- Outra vez? Mas ainda o ano passado lá fomos...
Fez-se silêncio. E eu a pensar como o tempo passa... parece que ainda foi ontem que a adoptei... Chegámos lá e, discussão atrás de nós com donos de outras latinhas que ainda tentaram discutir connosco também  porque - diziam - estavam primeiro e porque a fila não era aquela e porque o catano, mas a fila era efectivamente aquela e nós não roubámos a vez a ninguém e a inscrição e inspecção foram feitas num instante. À saída entregaram-nos o diploma com o resultado de aprovado com distinção e louvor e relembraram-nos com um - Até para o ano! - que daqui a doze meses temos que lá voltar.
- Ó Mãe Bela! Mas isto agora é assim??? Temos que vir cá todos os anos???
- Tu apruma-te latinha! Estás no 9º ano e começa a pensar que curso universitário queres tirar!
- Curso? Mas qual curso?
- Então... depois do 12º ano vais fazer o quê? 




Lá seguimos o resto da viagem... a pensar, ou não, no assunto...



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Anglófonos do dia-a-dia...

... que já não sabemos viver sem eles!

Report
Dockstation
Network
Reset
Login, logout
Wishlist
Zapping
Shopping
Know how
Handicap
Timing
Snack
Workstation
Online, Offline
Lobby
Mail
Zoom
Share
Atelier
Indoor
Airbag
Karma
Robot
Upgrade
Feeling
Replay
Low cost
Headphones
Pack
Voucher
Zen
Jackpot
Avant-garde
Low-profile
Leader
Delete
Box
Bouquet
Rewind
Check-in, check-up, checkout
Deadline

Estes foram só alguns dos que me lembrei agora e que uso frequentemente. E quando se está a falar com alguém que não entende? Torna-se embaraçoso desviar o pensamento da língua estrangeira traduzindo-a para a língua de Camões... Fica-se ali a tentar dar a volta ao assunto e com o cérebro a rodopiar... Eu assumo a minha mania de pensar em inglês e sometimes em francês! ;)

E vocês, também usam estrangeirismos? Abusam deles ou nem por isso? Já se sentiram embaraçados como eu?

Contem-me, please! ;)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Férias? Mas o qu'é qu'é isso, mesmo?!


Primeira [de duas] semana de férias em modo big mau humor... lamentável, meus caros, mas foi o melhor que se conseguiu arranjar...

Ao primeiro dia e já bem aviada de valentes dores de ripado, arranja-se uma tosse não se sabe bem onde nem como mas que vem com toda a intenção de ficar. Tenta-se, por tudo, arranjar-se-lhe um nome ou um remetente. Corrente de ar, não. Sol na moleirinha, não. Constipadura, não. Arranjaram-se mais mas nenhum lhe assentou bem. Procurou-se um código postal que ajudasse a esclarecer a proveniência, mas... nada. De modo que, deixá-la andar que conforme veio também há-de ir embora. Vai-se uma tarde à praia. Carrega-se o saco com a toalha, o protector solar, o livro, água, bolachas, óculos, cadeira e chapéu de sol e não se vai nem molhar os pés porque é a primeira ida do ano e ainda não se está ambientada. Sai-se de viagem a outra cidade, no dia seguinte, como companhia, e uma pessoa até se distrai porque passa por sítios diferentes e vê outras gentes. No dia que se segue, amarra-se o burro e não se sai de casa. Trata-se de nano-mini tarefas domésticas e alapa-se no terraço a devorar um livro. Aceita-se um convite para jantar em casa da filha e lá se vai a arrastar os pés mal humorados mas chega-se lá e a coisa passa e fica-se logo contentinha e sai-se de lá a delinear os dias que se seguem de forma muito aprazível e tenta-se dormir uma noite descansada mas a malvada da tosse não deixa e uma pessoa acaba por lhe fazer a vontade porque não tem outro remédio e, não dorme. Ao quarto dia, e bem de madrugada, uma pessoa está em casa e esquece-se que está de férias e vai de abrir o mail. Agarra-se aos assuntos a tratar e diz para consigo própria que está de férias e que aquilo pode bem esperar para quando regressar mas no entretanto muda de idéia e diz que até trata já daquilo, que é rápido e que fica com o resto do tempo livre para ir passear e quando dá conta já é hora de almoço e vai almoçar e ó desliga aquilo tudo ou então mais vale ir mesmo trabalhar. Já que se está de férias, opta-se por desligar e ir passear. Mentaliza-se um lugar onde se quer ir, um sítio onde até já foi muito feliz e pensa que recordar momentos felizes faz bem à alma. Antes de pôr as rodinhas da latinha a andar arrisca-se a fazer um telefonema a alguém que já fez parte da sua vida. O não está sempre garantido e o sim ao convite foi recebido com bastante surpresa. Faz-se à estrada e com paragens definidas pelo caminho lá chega ao destino. Um resto de dia bem animado com horas de conversa numa esplanada à beira rio e depois um jantar no sítio de antigamente. Soube bem por vários motivos, sobretudo porque conseguimos ficar amigos e isso é bonito. No dia seguinte já era sexta feira e programa de festas ou será férias?, nada. Toca a aspirar e passar o pano da limpeza aqui e ali e mais isto e aquilo e como se não bastasse a tosse, o mau humor ataca de novo e depois era para ir ali e mais acolá e não se vai a lado nenhum porque não e espera-se pelos dias que se seguem que certamente irão ser melhorzinhos mas afinal resumiram-se a mais do mesmo e pouco há a acrescentar porque não vale a pena e porque com tudo isto já lá vai uma semana e o que se conseguiu foi acumular ainda mais desgaste e revigorar que é bom tá quieto. Chega o sábado. É preciso ir às compras, é preciso abastecer o stock da engorda e do frigo, mas está-se de férias e se não for no sábado é noutro dia qualquer. Opta-se pelo outro dia qualquer e decide-se deixar passar o dia à espera que saia uma idéia de onde ir e com quem e fazer o quê e acaba por se ficar a vegetar à espera da idéia que não chega, essa malvada! e combina-se com a tosse que se vai dormir cedo não sem antes ler um bocadinho. A tosse alinha e até dá mostras de colaborar, mas quem é que consegue ler a ouvir a sessão de cinema que se passava na casa dos vizinhos dois andares acima? Eu juro que, se andasse a par da filmografia conseguia dizer qual o nome do filme a que estavam a assistir. Eu ouvi o filme todo e aqui garanto que quando eu quiser dar filmes p'rá vizinhança eu vou adquirir um Home Cinema tão ou mais portentoso do que aquele. Há-de ser um que ainda não inventaram. Um que permita aos vizinhos de cima não só ouvirem mas também verem o filme qu'isto assim não é bonito, ou se partilha tudo ou não se partilha nada, homessa!!! E depois, ainda farei melhor, irei eu mesma levar-lhes um balde de pipocas... Irra!!! Quem é que consegue ler assim? E dormir? E a tosse que se sentiu traída com o que tínhamos combinado e resolveu atacar ainda mais forte a noite inteirinha??? Irra que não há corpo que aguente? Ou será a cabeça?... O domingo amanheceu pr'ó tarde e decidiu-se que tinha que ser um dia diferente. Brunch fora de casa e bora lá lavar a latinha que até mete nojo de tão sujinha. Esmera-se na limpeza interior e na lavagem exterior. Ficou linda e a ofuscar de tanto brilho. Assim eu brilhasse tanto... Direccionei-a até à beira mar e ali de frente para ele tentei lavar a alma dos meus apoquentamentos ao som da música que me agradava. Regressei mais leve mas não tanto quanto desejava. A sensação de me faltar algo não me larga. E o quanto eu desejo que essa sensação me abandone... ou que se preencha... já nem sei... Pareço um puzzle incompleto... daqueles em que falta uma ou duas peças que se perderam no tempo e no espaço e não encontro outras com o formato adequado ou que com um jeitinho daqui e outro dali se consigam encaixar... E hoje, ao cabo da primeira semana de férias, fui às compras. Abasteci a despensa e o frigo. É que, mesmo estando de férias, uma pessoa tem que se alimentar, né???...


Nota importantíssima e a não descurar:
Cenourita Maria! Não planeies férias e nunca digas a ninguém que vais de férias, ok? Marca na hora e zarpa! Afinal, tu até sabes os "riscos" que corres mas esqueces-te dos "rabiscos" que teimam em te aparecer pelo caminho. Goza férias e descanso e diverte-te e distrai-te ou simplesmente não faças nada sempre que o achares por bem, mas não contes nem aos teus botões e muito menos aos trapos e objectos de uso pessoal que pretendas enfiar dentro do saco de viagem. Esses terão o prazer de saber assim que cheguem ao destino, os outros... só precisam de saber quando regressares, capice???


sábado, 27 de abril de 2013

Há coisas que não sei medir...


... por muito que me esforce!
O azeite e o sal! O que é uma colher de um ou outro? Ou uma pitada? Não sei medir assim...
A minha medida está nos olhos, para o azeite, para o sal e para tantos outros ingredientes de cariz culinário.
De tanta coisa do dia-a-dia objecto de medida, uso frequentemente o cálculo, a análise e a ponderação. Destes três modos, já me enganei muitas vezes, já me perdi, já estive lá perto e também já acertei. Das que me enganei, sempre tentei corrigir o erro. Das que me perdi, quase sempre me encontrei, das que estive lá perto, poucas vezes avancei e muitas vezes recuei. Das que acertei, cá me vou esforçando para não me voltar a enganar, não me voltar a perder e para quando estiver lá perto... avançar ou recuar confiando mais na intuição.
E no meio de tanto tipo de medida, que eu nem sequer vou relatar aqui, há uma que me anda a encher as medidas, me anda a moer a caixa dos pirolitos. É chamada a sem medida. Que caracterizo por defeito, em excesso. Parece complicado de perceber, mas não é, digo eu que até assumo o defeito do excesso - passo os eufemismos - e que até ando a tentar acertar na medida correcta - passo o pleonasmo -. E a medida acertada não se determina com recurso a nenhum instrumento de medição... sómente e apenas com uma cérebro-afinação!
Não perceberam nada pois não? Não se preocupem... credo que confusão! Nada que não se resolva... é só uma questão de determinação!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

- Vens comigo aos Amores?

 
- Vou pois!
 
 
 
E se um cavalheiro vos convidasse a ir aos Amores? Alguém tinha coragem de recusar?
 
Ora eu, não tive! Aceitei de imediato e lá fomos os dois. Comecei por abrir a porta do lado do pendura para entrar no latão do cavalheiro (que se fosse mesmo mesmo mesmo cavalheiro ter-me-ia aberto ele), e...
- Ops! Eu deveria vir de chinelinho de quarto, não?!?! - o tapete brilhava de limpeza de tal modo que até tive medo que um simples grão de areia da calçada pespegado à sola do meu sapatinho de cinderela se enfiasse naquelas nesgas imaculadas.
- Uh! 'Tás parva? - ele a disfarçar a despreocupação.
- Ok! Fica tranquilo que eu não pouso aqui os pés... vão no ar e assim aproveito para fazer uns abdominais! - eu a mostrar cuidado e tentar passar a imagem de grande desportista.
- Opah! 'Tás memo parva, hoje! - o cavalheiro a esforçar-se por ser simpático.
Seguimos o caminho que nos levava aos Amores. Virar aqui, virar ali, seguir por acolá.
- Olh'á linha do combóio! Pára!
- Não páro nada, tem cancelas e estão abertas!
- Mas pára-se sempre e olha-se para os dois lados!
- Ai que tu 'tás impossívelmente parva hoje!
Muita conversa pelo caminho até chegar ao destino, Os Amores, e na volta até à cidade.
- Viste? Viste aquele carro que se cruzou connosco?
- Eu não!
- É igual ao do fulano tal, só que o dele é preto!
Mais blá blá blá atropelando conversas e deixando outras a meio, e...
- Viste? Viste os faróis daquele? E os espelhos laterais?
- Eu não! Não vi nada!
Blá blá blá e conversas que não chegam ao fim com tanta interrupção, e...
- Viste? Viste aquele BM branco? E a gaja que ia a conduzir que mal se via?!
- Ah! Era telecomandado! - eu a fazer de conta que tinha visto.
- Ah! Afinal vês tudo como eu! - o cavalheiro todo convencido.
Mais blá blá blá e conversas sem princípio, meio, nem fim, e...
- Opah! Vê! Vê aquela carrinha que vai cruzar connosco! É feia todos os dias!
- Qual carrinha? - eu que não tinha visto nada.
- Então não viste? Passou mesmo agora por nós...
Ainda olhei pelo retrovisor, ainda me virei para trás, ainda me esforcei para ver a dita carrinha, quase fiquei com um torcicolo e não consegui ver a p*ta da carrinha. A inconveniência da curva e contracurva não me permitiu alcançá-la e eu... fiquei muito chateada. (cof cof cof)
Chegámos aos Amores. O cavalheiro tratou do assunto que o lá levara. Eu acompanhei. Fizémos o caminho de volta à cidade e, os carros, os modelos, os condutores, os espelhos, as jantes, as antenas, os faróis, as escovas limpa pára-brisas, os combustivéis, os cavalos, o óleo, os capots, os tectos de abrir mais os panorâmicos e mais os normais, as centralinas, os pneus, os estofos, os liquídos de refrigeração, os sensores, as caixas de velocidades, os travões, os chassis, os cruise control, as suspensões, as pastilhas, os tapetes... ai os tapetes é que me tiram do sério... ai se o cavalheiro entrasse na minha latinha... ai que os tapetes estão um nojo... ai com a chuva dos últimos dias e mais o entra e sai e mais a falta de vontade de os sacudir...ai os tapetes... qual sacudir?... ai que aquilo tem que ser mas é lavado, bem esfregado e envernizado e mais qualquer coisa terminado em "ado"... ai que vergonha... ai que tenho que lavar a minha latinha... ai que tenho que lhe fazer uma higienização de cima a baixo... ai que se tenho que dar boleia a alguém é uma vergonha... ai os tapetes... ai que nojo... ai que nem consigo contar as pedras quanto mais os grãos de areia enfiados nas nesgas dos tapetes da minha latinha... ai que vergonha a minha...
- Viste? Viste? Viste aquela carapaça com rodas? E anda, pah!
- Não, não vi!
- Então não viste? E a fumarada do escape? Aquele é que não circula nem nos subúrbios de Lisboa! Não me digas que nã viste?
- Ai digo, digo! Não vi, não!
- Mas o que é que tu vês, melher?!
- Olha, vejo os campos, as casas, os jardins, as folhas caídas na beira da estrada, as chaminés a fumegar... E vi, um gato naquela janela, um cão preso à corrente naquele quintal, as laranjeiras carregadas de laranjas, e naquele terreno um lindo couval, uns canteiros de nabiça que dá gosto, troncos de árvores mortas alinhados e amontoados com destino marcado, uma senhora idosa que caminhava pela beira errada da estrada, e vi as nuvens e uns rasgos de céu azul e também vi o sol, vi tudo e não vi nada.
- Olha! Olha! Vê!
- Vejo o quê?
- A matrícula daquele...
- Ai o tapetes!
- O que foi? Queres parar com a cena dos tapetes...
- Ao deslumbrar-me com a paisagem esqueci-me e relaxei os pés nos tapetes, e...
Não me deixou dizer mais nada!
 
E agora prezados leitores, vós já tendes ido aos Amores? Vós sabeis o caminho para os Amores? Vós estais curiosos em saber onde ficam os Amores?
 
Os Amores, como eu e o cavalheiro lhe chamamos, é uma freguesia do concelho de Leiria. O nome dela é Amor e reza a história que associado a este baptismo está uma lenda do tempo do rei D. Dinis. Podem ler tudo aqui.
 
- Ai os tapetes!



sábado, 21 de abril de 2012

Cultivar a má disposição...

... exige esforço e muita dedicação!



Há alturas na vida em que o simples complexo acto de viver se torna numa tarefa desmesuradamente  árdua. É preciso capacidade, sistema, princípio... e mais uma catrefada de complementos para que a máquina humana funcione com o mínimo de risco de encravar. Cultivar a vida é como cultivar a terra. É preciso ter instrumentos e saber utilizá-los. É preciso ter as sementes bem seleccionadas e lançá-las à terra. É preciso regá-las, apará-las, desbastá-las, retirar-lhes as ervas daninhas... oh malditas ervas... É também absolutamente necessário o fertilizante - ai essa substância que ajuda na produção abundante e que se aplica para o farto desenvolvimento daquilo que se semeia, nasce, vive, alimenta e acaba sempre por sucumbir - ai o fertilizante... ai as ervas daninhas...

Digamos que, ultimamente, tenho sofrido de uns achaques de fartura daquilo que é absolutamente desnecessário e dispensável - é aqui que entram as ervas daninhas e o maldito fertilizante - e como reflexo tenho sido violentamente atacada por crises de desânimo, impaciência, resignação e tudo isto me tem feito andar constantemente arreliada e rabugenta - estados pouco frequentes em mim - e a precisar urgentemente de uma sulfatagem .

Para contrariar as contrariedades - passo o pleonasmo - tenho andado a pensar mudar a rotina, fazer coisas diferentes, arejar as idéias... Quem sabe ir ao circo, ver palhaçadas e macacadas - oh o circo já cá não está - mas, vendo bem a coisa as artes circenses entram-me pela porta adentro sem eu as convidar. Hummm, talvez uma street racing me fizesse subir a adrenalina - fora de questão, é ilegal - mas, vendo bem a coisa, ainda atropelava alguém, qu'estes reflexos parecem não andar a cem por cento, e ainda me metia em sarilhos.

Podia... podia... podia... ah pois podia... podia nada! Posso e vou! Contrariar o adubo que me anda a fecundar os dias e as noites... e acabar com este cultivo que não me traz nada de bom.

Dizem que está nas nossas mãos, o controlar das nossas vidas. Nas mãos? Tem dias que nem nas mãos, nem nos pés! E parece que nesses dias, nem na cabeça! Será que esse poder supremo está no coração? Será? Vou testá-lo! Vou experimentar e depois conto como foi!

- Vou ali à rua atirá-lo para bem longe e correr, correr, correr para o apanhar!


(qualquer semelhança entre a personagem vossa conhecida, a Cenourita, e esta história, é pura realidade)


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

14...

... de Fevereiro!

3ª feira * S. Cirilo, S. Metódio, Bp * S. Valentim * Dia do Amor ou Dia dos Namorados * QUARTO MING. 17h04m * Tempo variado.

in Borda D'Àgua
o Verdadeiro Almanaque para 2012





O meu dia, foi completamente variado como previu o almanaque em relação ao tempo e curiosamente a coisa complicou-se por altura da entrada da lua em minguante (ai credo! isto soa-me a astrologices). Não estive com o Valentim, mas o amor reinou por cá da mesma forma que domina em todos os outros dias do ano.  S. Metódio e S. Cirilo foram certamente os santos que me ampararam no momento em que julgava não estar a ouvir bem... sentia uma flecha a atravessar-se-me na mioleira (não era o cupido! de certeza!) e quase caí ao chão... Felizmente a terça-feira está de resto e vou dormir que daqui a nada já é quarta-feira, dia 15 de Fevereiro e, em princípio, daqui a uma semana devo estar capaz de esclarecer melhor este post sem ponta por onde se lhe pegue (para vocês)...




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Qualquer coisa...

... é o que hoje aqui venho escrever!



Qualquer coisa sem nexo porque é o que consigo dizer. Se alguém quiser decifrar o que escrevi acima está à vontade... Isto é o que dá tentar aprender uma língua difícil...
Prometo que quando for de férias e depois de regressar completamente restabelecida da caixa dos pirolitos, retomarei a escrita e devida publicação bem como as leituras hiper-mega-atrasadas!

Contagem decrescente: faltam três dias... and here I go!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Filosofia Profunda...





Se emperrar, force. Se quebrar, precisava trocar mesmo...




quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Normal, azul, expresso...

... ou será melhor por mão própria???

Dependendo do objecto e da sua proveniência, ora essa!

Neste caso, teria sido muito melhor por mão própria! Primeiro, porque o objecto teria chegado à tasca em excelentes condições. Segundo, porque teria tido a oportunidade de esmagar esta abóbora com um brutal abraço!

Ora, um destes dias, estava aqui a Cenourita muito concentrada no seu trabalho e eis que o fax dá sinal de recepção. Confesso que até me assustei. No silêncio da minha atenção ao que fazia, aquele som que já raramente se ouve, fez-me saltar na cadeira. Isto hoje em dia chega praticamente tudo por via electrónica, e tão em silêncio que, à mais leve distracção até passa despercebido. A curiosidade espontânea de conhecer tal missiva, fez-me quase cair da cadeira. Retiro a folha, passo as vistas pelo conteúdo cheio de falhas na impressão (falta de uso do aparelho) e fico completamente baralhada...

- O quê? Mas o que é que é isto?

Reparo no nome do remetente, mais indignada fiquei.

- Do Pinóquio??? Lá de Paris de França???

A muito custo consegui perceber que se tratava de uma confusão. De que o Bugs Bunny o tinha contactado para saber o paradeiro de uma tal Cenourita que se tinha pavoneado não sei onde e que tinha recusado um convite seu para jantar e que, como se isso não bastasse, ainda lhe tinha ido parar às patas, uma encomenda ao legume endereçada e, remetida de Alcochete City. Este tipo de assunto não me suscitou qualquer valor, amarfanhei o papel e deitei-o ao cesto.

Entretanto, e com muita frequência, mesmo muita, a supracitada Abóbora só me falava em massa folhada. Ela era massa folhada pr'áqui, massa folhada pr'áli...

- Ohpah! Pára! Não me fales mais em massa folhada que eu ando enjoada!

Mas... calá-la??? Xiii... quase m'apetecia fatiá-la e fazê-la em sopa!!! Até que um dia, me deparo com um aviso para levantar uma encomenda na estação de correios. Ao que lá constava, já esperava na minha caixa postal há dois dias. Meteu-se o fim de semana e mais o feriado e na terça feira logo de manhã, lá vai a Cenourita levantar o pacote. Mas... qual pacote qual quê? Ninguém sabia onde ele "morava"! Abóbora e Cenourita já faziam uns filmes danados, que não se podem contar agora e aqui, porque ainda há menores acordados! Blá blá blá com a menina que me atendia e ela já sem saber o que fazer, pois a encomenda estava registada no sistema e fisicamente não aparecia em lado nenhum. Deixei o meu contacto e logo que a massa aparecesse eu seria informada e iria levantá-la.

Hoje, logo a seguir ao almoço, recebo a chamada dos CTT.

- Boa tarde! É a xô dona Cenourita?
- Boa tarde! Sou sim, sefaxabori...
- Olhe, daqui é dos correios e é só pa dizer que afinal ninguém comeu a massa. Já apareceu e está fedorenta e tanto!!!

Dei andamento rápido ao que me prendia e assim que pude, lá estava eu, ao balcão dos CTT a receber o embrulho, preso por dois dedinhos de uma mão dela, com outros dois, da outra mão a tapar os orificios nasais...

Chegada à tasca, trato de abrir, e...

... para dez dias fora de refrigeração e passeio sabe-se lá bem por onde... até que nem estava nada mal!!! O odor é que estragou mesmo tudo!!!




Enfim... não liguem!!! Isto de Abóboras e de Cenouras pode esperar-se de tudo!!! ;)



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