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sábado, 15 de agosto de 2009

O Descanso da Guerreira Cenourita... (Parte III)

Muito boa noite, Senhoras, Senhores
Cá na minha Tasca há bons sonhadores
Há bons sonhadores, boas maluqueiras
Gozam os amores, dos meus disparates
Dos meus disparates, das minhas asneiras
Muito boa noite, e desculpem as minhas tonteiras
Se tiverem bom jeitinho
Cantem sem parar
Em tom bem altinho
Para que aqui vos ouça a cantar

Se desafinarem
Não tem nenhum mal
Mais vale cantarem
Cantilenas deste Portugal

Aqui por estas bandas
Já chega de cantorias
Vamos lá continuar a postagem
Das minhas benditas férias!

A partir da nossa "residência", Monte dos Pensamentos, fizemos alguns passeios pela cidade de Estremoz e arredores. Depois do pequeno almoço, ida obrigatória a uma esplanada da cidade para cafezar e dar vitaminas às vistas;), uma espreitadela pelo mercado diário da fruta, umas compritas, umas visitas loucas a tudo o que era casa de artesanato e produtos regionais. Seguia-se a passeata pelos arredores. Serra d'Ossa, Redondo, Alandroal, uma pequena barragem perto de Jorumenha (zona da Raia Alentejana), com paisagens únicas de povoações dispersas, chaparros, oliveiras, sobreiros, azinheiras, vinhas... junto à barragem, onde pic-nicámos, estavam dois alentejanos de gema na sua pescaria. Não me lembro o nome dos peixes que se deixaram enganar pelo isco e o anzol naquele dia, mas os simpáticos alentejanos falaram-nos de um peixe muito comum naquela zona e que é um verdadeiro petisco, o Peixe Gato, já tinha ouvido falar desta espécie mas nunca provei e com toda a conversa fiquei desejosa de o encontrar à venda e o confeccionar.

Seguimos em direcção a Vila Viçosa, paragem obrigatória. O calor era mais que muito, havia vontade de visitar o Paço, mas... a sombra do jardim e da esplanada, a prova do doce tipíco, Tiborna... falou mais alto e aproveitámos para um bom momento de relax.
Seguiu-se passagem por Borba de volta à "nossa casa"... relax pelo jardim, piscina, brincadeira com uma simpática menina holandesa (que não falava inglês mas nos entendíamos bem por linguagem gestual), festinhas aos miaus que apelidei de Tarecos... banhoca (para mim, na banheira) e saída para jantar numa Tasca em Borba. O cafézinho tomei sentada no rebate de uma das portas de entrada ao som de bombos, tambores, gaitas de foles... era o ensaio do grupo musical no Centro Cultural de Borba. Adorei aquele momento... acabar de jantar, sair da Tasca com achávena de café numa mão e o cigarro na outra, sentar-me à porta como manda a lei alentejana, saborear o vício com aquele som de fundo... só apetecia descalçar os chinelos e dançar pela calçada.

No dia seguinte a passeata foi até Elvas, pic-nic já pó tardito e rumo a Badajoz... Ah pois é!

Não nasci provinciana
Mas tenho um enorme encanto
Pela vida Alentejana

Não nasci no Alentejo
Nem à beira do Guadiana
Mas sinto um gosto especial
Pela paisagem Alentejana

Ó Elvas Ó Elvas
Badajoz à vista

Sou contrabandista
De amor e saudade
Transporto no peito
A minha Vontade

Chegados a Badajoz (por favor leiam em español, Badahoj), passeio pelas calles, jardíns, terrazas, tiendas (cerradas, siesta time). Cidade bonita, bem organizada, limpa e jardins em tudo o que é sitio, até as varandas dos apartamentos com aqueles toldos tipícos e cheias de árvores, plantas e flores... es un verdadero encanto!

À saída da cidade, paragem obrigatória no Carrefour, para umas comprinhas de carácter culinário ;)
Saída em direcção a Elvas e mais uma visita à cidade, centro histórico, um geladinho pra refrescar e... here we go... back home... back Leiria... back Tasca!

A pressa de chegar era pouca e por isso, toca a aproveitar a viagem de regresso por estradas nacionais, atravessando lugares pitorescos e com paragens frequentes para admirar tudo e mais alguma coisa, e esta à entrada de Arronches ficou bem marcada com tonteiras e sessões fotográficas à fartazana... não era caso para menos;)


Aqueles dias e lugares foram fantásticos... só me apetecia ficar mais tempo, mas... a Titó já estava cheia de saudades da Mãe Bela e cansadita das tarefas habituais da Tasca. Arquivei cada instante, cada maluqueira, cada petisco, todo aquele ambiente e aqueles dias espantásticos no disco rigído interno da minha memória, relembro e revivo em sonho, acordada, tudo ao pormenor.
Deixo-vos aqui uma espécie de diário de turismo de chinelo muito resumido e digo-vos com a maior convicção, que...

IR OU ESTAR NO ALENTEJO É UMA GRANDE QUALIDADE DE VIDA E A MELHOR TERAPIA NATURAL PARA PÔR DE LADO TUDO O QUE NOS APOQUENTA!

Ah! E tenho que voltar ao Monte dos Pensamentos... para dar uns mergulhos na piscina e mimar os Tarecos;)

P.S.: Os versos foram adaptados de músicas bem conhecidas de Amália Rodrigues e Paco Bandeira

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O Descanso da Guerreira Cenourita... (Parte II)


Hoje deixo-vos as imagens do Monte dos Pensamentos onde fomos muito bem recebidos pela D. Eugénia, suas colaboradoras e os dois miaus residentes, muito mimalhos e simpáticos.

Os pombinhos da foto, criaturas lindas, fizeram das deles... pregaram cá um susto à Cenourita que ficou a tremer e a arfar por alguns segundos que lhe pareceram largos minutos. Então não é que a moça ia na dela toda descontraída, avistou os pombos e até os achou bem giros, aproximou-de dos degraus em pedra que acessavam ao jardim e à piscina, sempre à espera que os bichinhos batessem as asinhas e levantassem vôo... a poucos centímetros de distância eles não se mexiam... ai ai... então não é que eram uma belissíma escultura... e a miúda ali... agh agh agh ca susto!
-Duhhhh! Andas mesmo avariadinha de todo!
- Opah! Assustei-me!
Seguimos para a piscina, o tempo estava bem quente e segundo constou a água estava uma maravilha. A Cenoura assustadiça tem manias. Primeiro tem que estender a toalha sobre a espreguiçadeira, depois esticar-se ao comprido em cima dela e esfumaçar uma cigarrada, abrir um livro e ler um pouco enquanto se ambienta ao clima. Tanto se ambientou que nunca conseguiu ir a banhos. O ritual é sempre o mesmo e como andava e anda dopada... lia duas ou três linhas de uma página e ferrava-se a roncar que nem uma porca. Resultado, a míuda nunca foi à água... só à do banho, claro, porque porquixa que é porquixa vai à banhoca na banheira que se lixa;)
Não perca o próximo episódio desta vida real... amanhã num post em horário nobre! Ou não!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Descanso da Guerreira Cenourita... (Parte I)

... tem sido a melhor cura para "aquela cena da panela"!


Conforme vos contei há já quase um mês atrás, tive forçosamente que fazer uma mudança de hábitos e de ares por uns tempos no sentido de desanuviar os neurónios, mudar a rotina e restabelecer as energias positivas que já há muito se esvaíam não sei para onde. Tratei de arrumar a bagagem, delegar algumas tarefas à Titó, meter-me na latinha, and... here we go! Muitíssimo bem acompanhada, Cenourita ao volante estrada fora, uma das coisas que mais gosto de fazer... conduzir!


Saída cedo e em beleza de Leiria, uma bela manhã, o sol a brindar-nos com aqueles raios de luz intensa e a sorrir... sorrir muito, afinal também ele estava a acordar para mais uma jornada. Entro na A1 com destino a sul, aquele trânsito quase infernal de mais um dia a começar, nas calmas e no conversé... começam as peripécias da praxe da menina Cenourita. Chegávamos à passagem pela Serra D'Aire e Candeeiros (dos locais mais tipícos que eu conheço em que de repente o tempo muda completamente, é uma espécie de marco meteorológico) e, de repente, um banco de nevoeiro daqueles que não se vê a ponta d'um cu à frente dos olhos. Condutores da frente, do lado e de trás a acender os quatro piscas e as luzes de nevoeiro, aqui a miúda idem idem e... quatro ou cinco quilómetros a passo de caracol, até que o pessoal começa todo a acelerar e a miúda:


- Estes gajos são loucos! Não se vê nada! Nem as marcas da estrada!
- Oh oh oh! Pois não! Opah deixa-os ir... mantêm-te na tua!


Mais um ou dois quilómetros e...


- E eu a vê-los passar!
- Espera... parece-me que... ah pois!
- Espero? Parece-te que? Ah pois, o catano!
- Eheheheh! São os vidros!
- Mas quais vidros?
- Eheheheh! Estão todos embaciados!
- Oh não! Mas como é possível? Não me apercebi de nada!


Risota à gargalhada com fartura e claro está... Moi... Je... A própria... a fazer das dela ;)


Primeira saída para a A23, Torres Novas.


- Tomamos pequeno almoço aqui?
- Yes!
- Bora lá escolher um sítio fixe!


Na mesma rua, porta sim, quase porta também, só pastelarias, croissanterias, padarias e outras coisas mais terminadas em "ias". Entrámos em todas, inspeccionámos bem o espaço, asseio e clientela, e também as vitrines, asseio e produtos. Todas passaram na inspecção, e depois a dificuldade foi a escolha. Foi tipo um dolitá quem tá livre, livre tá. E se foi um pequeno-almoço à maneira, as torradas eram enormes e de uma massa de pão espantásticamente divinal, os galões directos, mesmo ao nosso gosto.


Seguimos viagem com destino... com destino... ah pois, só podia ser, né?... ao meu querido Alentejo, Alto Alentejo! Terras dos meus sonhos! Gentes simpáticas! Ar puro! Sobreiros, Chaparros, Vinhas... a perder de vista! Amo, Amo, Amo... o Alentejo, tanto o Alto como o Baixo! Podem até chamar-me maluca, mas não se enganam nada... sou maluca por aquelas cidades, vilas, aldeias e lugares onde não se passa nada (dizem), mas sim, passa, passam-se vidas de todas as qualidades, das mais modestas às mais abastadas, histórias de vidas que apetece ouvir contar, e a calma... aquela calma tipicamente Alentejana... O ambiente Alentejano, renova-me a energia, o espírito, o gozo de viver, o sonho, e... traz-me a paz que necessito para enfrentar as maleitas da sociedade em que vivemos.

Uma passagem com paragem para cafezar e visita pelo centro de Nisa. Um deslumbramento com as cegonhas que se passeiam por entre as gentes.


Uma passagem rápida pelo centro de Portalegre. Sem foto :(

Uma passagem com paragem e visita por Castelo de Vide, seguida de pic-nic pela Senhora da Penha.

Uma passagem e paragem para visitar Marvão.

Chegados ao destino... Estremoz! Acomodados numa fantástica casa de Turismo Rural, datada de 1704, O Monte dos Pensamentos, acolheu-nos graciosamente e deixou-nos encantados com a sua história, a sua decoração e preservação.



Tem continuação num post seguinte perto de si!

Até Já!


sexta-feira, 25 de julho de 2008

Apetecia-me estar aqui...

... neste sitio maravilhoso!

Na aldeia de Arcos a escassos quilómetros de Estremoz, interior Alentejano, uma das minhas grandes paixões... o relax tipico do alentejo, a gente simpática, aquele calor diferente do litoral, os petiscos, os passeios pelas aldeias e pelos campos, as banhocas na piscina... Ai que saudades!!!



Uns dias neste paraíso é esplêndido! Recomenda-se!
Façam uma visitinha virtual ao Monte da Rosada e depois digam se vale ou não a pena ;)
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