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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Eu, os gatos e um drama...


... ou melhor, três perigos!*



Um dos gatos cá da Tasca, Xô D. Napoleão Manuel, o cuidadoso, saltou para o muro da esplanada e caiu lá para baixo (uma altura considerável), sem ninguém ter visto e só eu dando pela falta dele uns minutos depois de a todos eles que, estavam sempre sob atenta vigilância em hora de recreio, ter virado as costas para acompanhar uma visita à porta. 

Consequência: a Mãe Bela em pânico a gritar pelo Napoleão e ele a responder-lhe lá de baixo. Era noite e não o via, mas ele gritava que se fartava e eu fartava-me de gritar e lá chamei os vizinhos para ajudar e logo se apanhou o Pupuli muito assustado e um bocadinho lesionado. 

Outro dos gatos cá da Tasca, Xô D. Petit Manuel, o destravado, lesionou-se sem ninguém saber bem como. Presume-se que a origem esteja no excesso de carneirice com o puto mai novo. Corridas, cambalhotas, piruetas e drifts pelo chão fora.

Consequência: a Mãe Bela em pânico "Mas o que é isto? Mas como aconteceu? E agora?" Tratamento e repouso absoluto. Nada de tropelias e o mai novo não pode vir para cá para a carneirice e tem que ficar na casinha da Mãe Titó.

A gata humana cá da Tasca, Xô D. Cenourita Maria, a própria, mandou um valente tralho esbardalhando-se toda ali à entrada principal do estabelecimento. Prontamente socorrida por um vizinho simpático ainda se apercebeu dos que fugiram para se rir à socapa mas levantou-se sózinha e arrepiou caminho.

Consequência: a Mãe Bela em pânico porque dias depois deixa quase de se conseguir mexer, não pode com uma gata pelo rabo, arrasta os pés pelo chão, até falar e ouvir lhe custa já para não falar nas dores do ripado que de dia para dia não paravam de aumentar.

Perante estes acidentes, as duas últimas semanas têm sido de corridas para a médica de família dos Miaus; consultas, curativos, tratamentos, acompanhamentos, medicamentos e tantas outras coisas mais terminadas em "entos" tais como... enervamentos e, já quase quase quase nas últimas, vai a Xô Dona Cenourita Maria, a pieguice em figura de gente, a caguinchas, para as mãos de um profissional da matéria óssea endireitar os ossos e esticar os músculos que a coisa já estava tão mázinha que até metia dó. Saiu de lá quase nova e com uma lista enorme de recomendações. Também eles, os gatos acidentados, trouxeram cada um a sua lista. Agora é cumprir e à risca. Quanto às quedas dos peludos, já tudo foi providenciado para que possam usufruir da esplanada da Tasca sem riscos para eles nem medos para a dona. Quanto às quedas da dona, - mais cuidadinho sim, Xô D. Cenourita?! 


* Pára-quedas precisam-se, para a família toda!


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Avinha-te, abifa-te e abafa-te!

E assim eu ando, que sou moça de cumprir algumas regras!
  • Avinhada em Vitamina C efervescente e chás a escaldar com mel.
  • Abifada em caldos ardentes que até se me pela a língua e o palato.
  • Abafada em roupa, tipo cebola, às camadas.
É fruto do tempo, sim, e muito provavelmente, do contágio desta menina que também tem andado bem carregada. É bom que os remédios caseiros comecem a fazer o seu efeito qu'isto de atender o telefone com um atchimmmm daqueles capazes de furar o tímpano a quem está do outro lado ainda me leva a accionar o meu seguro de responsabilidade civil. É isto e tornar-me accionista da fábrica de lenços de papel que a gastar assim não há quem aguente e quiçá também da fábrica das águas qu'isto bem aproveitado enche, num tirinho, uma palete de garrafões de cinco litros e há que aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá e temos que ser empreendedores e criar novas oportunidades de negócio e tal!
Ah e é tudo isto e muito mais coisas! Mal conseguir abrir os olhos é altamente prejudicial em todas e quaisquer lides do meu dia-a-dia e o embaciamento das lentes torna a tarefa ainda muito mais complicada. Já para não falar nos calafrios e nas beiças inchadas e avermelhadas qu'inda sugerem propósitos que não se coadunam com a situação em causa.
 
 
 
Esperemos, portanto, que a constipadura se ponha a milhas e tudo volte à normalidade!
 
 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Finalmente...

... é sexta feira e já bem adiantada na hora!



E eu ando a cair aos bocados... O cansaço mental está a rasar o extremo do patamar, e eu estou a precisar, muito mesmo, de aliviar a carga que me tem assolado nos últimos tempos. Um fim de semana de repouso para repor energias e regressar ao equilíbrio, é a minha esperança!

sábado, 21 de abril de 2012

Cultivar a má disposição...

... exige esforço e muita dedicação!



Há alturas na vida em que o simples complexo acto de viver se torna numa tarefa desmesuradamente  árdua. É preciso capacidade, sistema, princípio... e mais uma catrefada de complementos para que a máquina humana funcione com o mínimo de risco de encravar. Cultivar a vida é como cultivar a terra. É preciso ter instrumentos e saber utilizá-los. É preciso ter as sementes bem seleccionadas e lançá-las à terra. É preciso regá-las, apará-las, desbastá-las, retirar-lhes as ervas daninhas... oh malditas ervas... É também absolutamente necessário o fertilizante - ai essa substância que ajuda na produção abundante e que se aplica para o farto desenvolvimento daquilo que se semeia, nasce, vive, alimenta e acaba sempre por sucumbir - ai o fertilizante... ai as ervas daninhas...

Digamos que, ultimamente, tenho sofrido de uns achaques de fartura daquilo que é absolutamente desnecessário e dispensável - é aqui que entram as ervas daninhas e o maldito fertilizante - e como reflexo tenho sido violentamente atacada por crises de desânimo, impaciência, resignação e tudo isto me tem feito andar constantemente arreliada e rabugenta - estados pouco frequentes em mim - e a precisar urgentemente de uma sulfatagem .

Para contrariar as contrariedades - passo o pleonasmo - tenho andado a pensar mudar a rotina, fazer coisas diferentes, arejar as idéias... Quem sabe ir ao circo, ver palhaçadas e macacadas - oh o circo já cá não está - mas, vendo bem a coisa as artes circenses entram-me pela porta adentro sem eu as convidar. Hummm, talvez uma street racing me fizesse subir a adrenalina - fora de questão, é ilegal - mas, vendo bem a coisa, ainda atropelava alguém, qu'estes reflexos parecem não andar a cem por cento, e ainda me metia em sarilhos.

Podia... podia... podia... ah pois podia... podia nada! Posso e vou! Contrariar o adubo que me anda a fecundar os dias e as noites... e acabar com este cultivo que não me traz nada de bom.

Dizem que está nas nossas mãos, o controlar das nossas vidas. Nas mãos? Tem dias que nem nas mãos, nem nos pés! E parece que nesses dias, nem na cabeça! Será que esse poder supremo está no coração? Será? Vou testá-lo! Vou experimentar e depois conto como foi!

- Vou ali à rua atirá-lo para bem longe e correr, correr, correr para o apanhar!


(qualquer semelhança entre a personagem vossa conhecida, a Cenourita, e esta história, é pura realidade)


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Eu tenho um problema...

... que me está a esgotar a mioleira!



- Só um??? - perguntam vocês com desdém e de olhos assim muito abertos.

E eu, reformulo a afirmação.

- Eu tenho um problema matemático... ou será físico?! Hummm... pensamendo bem, deve ser psicológico já a atirar para o psiquiátrico!

- Ó rapariga, tu decide-te! - afirmam vocês de uma forma expectante.

- Bom, pode ser matemático porque é exacto. Pode ser físico porque é natural. Deve ser psicológico porque se manifesta com momentos muito críticos. Inclina-se para o psiquiátrico porque acusa um premente e respectivo tratamento. - tento eu explicar, assim de repente e c'os nervos.

- Ó rapariga, vai ao médico! - sugerem vossas excelências.

- Mas qual médico se ainda não sei concretamente a que especialidade me hei-de dirigir? - eu, confusa.

- Um qualquer, sei lá! Ao médico de família, talvez! - aconselham-me, preocupadas/os.

- E se eu for à farmácia, será que me aconselham o tratamento e vendem sem prescrição médica? - eu, na dúvida.

- Experimenta! Mas trata-te rapariga que ninguém merece andar assim! - exclamam vocês com todo o zelo.

- Vou tentar a minha sorte! - eu, a tentar acreditar que é possível.

- Mas... espera lá, e vais pedir remédio para quê mesmo? - vossas senhorias completamente desassossegadas.

- Não é remédio! É a cura para a falta de paciência!*

...
...
...


*que hoje atingiu o limite mais baixo da escala praticável.


- Irra!!! Não há corpo que aguente!!! Alguém me indica o verdadeiro remédio, ou a cura, ou me diz onde se vende PACIÊNCIA, por favor!!!



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Eu gosto do frio...

... mas só porque de manhã está um briol do catano e uma camadona de geada, não quer dizer que eu tenha que me enrolar numa camisola de gola alta e mais num casacão de lã, tudo ultra quente!



O clima no interior da tasca é tropical. Da janela avista-se o manto de gelo que cobre os campos e os carros que pernoitam na garagem estrela. Os graciosos feixes de sol iluminam o dia que amanhece tranquilo. Os passaritos esvoaçam loucos em busca das migalhas que lhes atirei pela janela na noite anterior. Ouvem-se portas e portões a abrir e a fechar. Vizinhos que saem para mais um dia de jornada. Os miaus assistem, à janela, atentos, a todos os movimentos. Cá dentro começa a rotina, silenciosa, que só quebra com o original tilintar dos sininhos pendurados na porta de entrada e quando ela se fecha depois de alguém sair.
- Meninos! A Mãe Bela vai sair! Até logo e portem-se bem!
Desço à garagem e sinto algum incómodo ao entrar na latinha. Com alguma dificuldade, pouso a tralha que me acompanha no banco do passageiro. Chave na ignição, portão a abrir, manobra para sair e... abro o vidro.
- Brrrrr!!! Ca frio!!! Oh mas até sabe bem!!!
O dia começa com paragens aqui, ali e acolá. O sol, já alto, derrete o gelo e mostra o verde dos campos. Os vidros dos carros que se cruzam comigo já não têm gelo, mas vão meio embaciados. Eu, de janela aberta. Um entra e sai do carro que sabe bem.
- Hummm... gosto disto!
A última volta do dia tinha que ser na catedral do consumo cá do burgo. Só a necessidade de ajuda técnica para a resolução de uma avaria de um equipamento electrónico de uso profissional e em garantia me fazia ir a tal local. E fui. E ralei-me para lá chegar. E desesperei para estacionar.
- Xiça pah! Mas esta gente é maluca?! Um dia tão lindo e vem tudo para aqui?!
- Xiça pah! Mas porque é que esta gente não fica em casa à lareira?! Ou porque não vão antes passear ao ar livre?! A pé?! De bicicleta?! De patins?!
- Xiça pah! Mas porque raio não vão ver o mar?!
Xiças pah em catadupa enquanto dava voltas e mais voltas para encontrar um espacinho, só um espacinho, para enfiar a minha latinha. O desespero instalara-se em mim. A paciência ameaçava esgotar-se. O sol transformara-se em nuvens carregadas de impropérios e dos poros da casca desta cenoura em estado de nervos, escorria suor...
- Xiça pah! Que calor!
Lá se enfiou a latinha num espacito apertadito e da bagageira saíu o objecto alvo de intervenção que teve que ser carregado corredor e escadas rolantes acima por entre desvios de amontoados de gente.
- Xiça pah! Mas onde raio se meteu a p*ta da crise?!
Deu-me vontade de chamar por ela, gritar a plenos pulmões a ver se essa desgraçada aparecia e punha ordem naquilo, mas... de repente, pensei:
- Xiça pah! A gaja já deve ter bazado daqui p'ra fora... Ou será que anda por aqui, disfarçada, a aproveitar os saldos?!?!
Cheguei ao local. De mangas e golas arregaçadas.
- Xiça pah! Que calor!
Fui atendida e a avaria não foi resolvida. Fui informada de que a marca tem assistência ao domicílio e que resolve o assunto na hora, basta um telefonema e o agendamento de dia e hora. E fiz o percurso de volta ao estacionamento, com o peso do equipamento e o da ira que me acompanhava. Deixei o Xiça pah na loja e trouxe uma palavra obscena que me escoltou até chegar à tasca.
- Meninos! Cheguei!
- Miau miau! Remiau... renhaunhaunhau! *
- Xiça pah! **

Moral do dia: Cenourita Maria, mesmo que o frio aperte, veste uma roupinha mais fresquita e aconchega-te com um casaquinho quente pela manhã... torna-se tudo um bocadinho mais fácil para o resto do dia!


* olá Mãe Bela! Isso é que é calor...
** ????? (não posso repetir javardices à frente deles que eles são miaus bem educadinhos)



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

...?!





...
... ...
... ... ...

O Amor é uma decisão, ou é um sentimento?!





quarta-feira, 7 de abril de 2010

Last Days...

...


Tomorrow will be better!!!


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hoje...

Arrefeceu o tempo...

Fresca e airosa
Sorriso rasgado
Alma vistosa
Cabelos ao vento

Saí à rua...
Com o verde no pensamento

Nuvens carregadas
Gotas d'água a cair
Ombros molhados
Sorriso a imergir

Corri...

Passos longos
Até ao abrigo chegar
Enxugando os pingos
Com a alma a desencantar

Cerrei os olhos...

Vi duendes e anões
Palhaços e leões
Estrelas e corações

Abri os olhos...

Vi tempestades e furacões
Ruínas e trambolhões
Barreiras aos milhões

Queria aprender...

A andar
A voar
A correr e a saltar

Queria esquecer...

O que passou
O que rasgou
O que desencantou

Queria viver...

Da recordação de ontem
Da existência de hoje
Do sonho de amanhã

Eu sei...

Meu Anjo da Guarda
Que Tu estás aí
A olhar por mim!


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A Tasca encerrou...

... sem aviso prévio!
Por motivo de gripe brrrr!!!


Não me lembro de alguma vez ter estado de cama cheia de febre e impossibilitada de fazer as tarefas do dia-a-dia. Apenas tomar uns medicamentos e esperar que a febre vá embora e que voltem as forças ao corpo, que isto de estar de cama é pior do que nem sei eu bem o quê.
Tudo começou no dia de Natal, a Titó começou com arrepios de frio e suores, febre. No dia seguinte, já a Cenourita estava contagiada. Felizmente já está tudo a melhorar e amanhã a Tasca já deve estar em pleno funcionamento.

sábado, 2 de agosto de 2008

I'm down...


Hoje estou assim... de cabeça para baixo... não me apetece ler, nem escrever, nem ouvir, nem falar... nem mais nada nada nada...

Vou ali não sei bem onde... espairecer...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Não resistiu :(


Tive muita esperança que tudo corresse bem e que o Pepe recuperasse e voltasse a brincar com o Petit... com as bolas saltitonas... connosco... com as folhas das plantas... que voltasse a correr pelo terraço a fugir da Layka... que voltasse a subir-nos pelas pernas acima... que voltasse com as "diabruras" próprias de um miau bébé...

Quando esta manhã eu e a Titó o deixámos nos braços da Dra. Olga e voltámos com hora marcada para o ir buscar e já melhorzinho... Até tocar o meu telemóvel... Número da Clínica... Má notícia, só podia ser... Atendi com a voz trémula, quase a falhar, ouvi a voz da Dra., triste, a chorar... "Anabela... não tenho boas notícias... Desculpe desculpe desculpe... não consegui salvar o Pepe..."
Choro de ambos os lados...
Era um miau bébé, já fazia parte da familia.

Estávamos todos conscientes de que poderia acontecer mas fizemos "braços fortes", mantivemos a esperança, mas o Miau Pepe não resistiu :(

Quero deixar aqui um Agradecimento muito Especial à Dra. Olga da Clínica Veterinária do Lis, pelo seu empenho, esforço, dedicação, profissionalismo e amor aos animais e em especial a tudo o que fez para salvar o Pepe e ao que nos ajudou nesta situação.

Quero agradecer também a todas vós, Amigas Blogueiras pelas mensagens que me deixaram nos post's a que me referi aos Miaus. Bem Hajam!

E, aproveito para deixar aqui uma mensagem "Os ANIMAIS são nossos Amigos"

Por favor, não maltratem, não abandonem... há sempre alguém que cuidará bem deles!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Triste...


Estou... estamos tristes... o Pepe adoeceu e não está nada bem :(

Espero que melhore depressa...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Ui que sono...


Isto hoje está complicado... dificil mesmo... estou cá com uma soneira...

Os neurónios trabalham a vapor, as teias de aranha teimam em não despegar das pestanas...

Nem o cafézinho está a fazer efeito...
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