Os Meus Artigos

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia do Pai




Ser Pai é sorrir, educar, cuidar, acompanhar, brincar...
Ser filha é agradecer todos os dias ter um Pai como tu!

A ti Pai, que não sei bem onde estás
Mando-te pelo vento um beijo carregado de saudade 
Desejando-te Paz!



terça-feira, 18 de março de 2014

O Grande Gatsby


Um romance do início do séc. XX com uma adaptação ao teatro da Broadway e cinco ao cinema, a última bem recente. Um clássico da literatura estrangeira altamente referenciado e recomendado que decidi não ver em filme sem ler primeiro o livro.



 A história passa-se nos Estados Unidos, durante o verão de 1922. O personagem principal é Jay Gatsby, um rico nova-iorquino de ocupação indefinida. Gatsby é conhecido pelas extravagantes festas que dá todos os fins de semana na sua luxuosa mansão de estilo gótico no distrito de West Egg, em Long Island. Jazz, mulheres, álcool, e materialismo desmedido até à decadência. 

A história é narrada do ponto de vista de Nick Carraway, talvez o único verdadeiro amigo de Gatsby. No meio das festas e do exagero, Gatsby redescobre Daisy, agora casada com um dos homens mais ricos da região, e reaproxima-se, pois esta representa o culminar do seu sonho de grandeza grandiosidade. Esta é, portanto, a história desse reencontro e dos valores morais associados a cada uma das personagens, num ambiente de riqueza e imoralidade americanos e numa época em que lucrar, ganhar, ostentar eram as palavras de ordem na definição do valor de um homem. 

Custou-me um pouco a entrar na leitura, a viver aquelas descrições e reconhecer as personagens e situações altamente provocadoras. Talvez não estivesse bem concentrada e tive que voltar atrás várias vezes, quase ao início, até que lhe apanhei o fio à meada e gostei mesmo muito. O único senão, na minha opinião, é a tradução, muito fraquinha e cheia de erros.  


Eu que sou muito de livros e pouco de filmes, tenho agora curiosidade de ver o filme.

segunda-feira, 17 de março de 2014

6 anos de Tasca da Cenourita!





Hoje comemora-se o sexto aniversário desta Tasca! Hoje agradece-se a quem por cá passa e se sente bem acolhido e brinda-se - tchim tchim - à saúde, à amizade, à partilha, ao amor, ao humor, aos petiscos, aos miminhos, aos gatos, à música, aos livros, aos bons momentos, às resmunguices - tchim tchim!

E é nesta data que se abre oficialmente a época de aniversários do ano!


domingo, 16 de março de 2014

Sunday's Music com...


... um sabor a alegria!

Por questões geográficas e mesmo estando imenso tempo sem nos vermos e um tanto sem falarmos, a amizade não perde pontos. É verdadeira. E uma sms carregada de felicidade prova aquilo que não requer qualquer provação. Ou melhor, prova que o júbilo é contagiante!




Especialmente para ti minha Bóbora Amarelinha e para todos os meus leitores, desejos de uma semana fantásticamente feliz!


sábado, 15 de março de 2014

Talvez a menos importante...


... mas ainda assim é uma coisa que me tem vindo a aborrecer!



Tenho sido uma fiel cliente na loja do Ti Belmiro mas vou deixar de ser, ou melhor, já deixei. Eu até gostava de lá ir porque para além de gostar de imensos produtos da marca própria era lá que fazia a maior parte das compras para abastecer o stock da engorda aqui da Tasca. Acabou-se. Perdeu uma cliente. Isto de não receber os talões de desconto chateou-me à séria. Dizem, no balcão de apoio ao cliente que a emissão dos ditos é aleatória. Ai é? Ai isso é tipo tiro ao alvo ou jogo da sorte? Ai é? Então e de há uns tempos para cá, aqui a Xô Dona Cenourita é uma aleatória excluída? A Xô Dona Cenourita que há anos anda a dar para essa "causa" e agora nickles de talões de desconto de 10% nem de 5€ nem de nadica de nada?  

Pois ainda bem! Porque se Xô Dona Cenourita tem andado em modo mudança de hábitos, este é mais um, e vendo bem as coisas, até é bem positvo. 


quinta-feira, 13 de março de 2014

A Pipoca da minha vida!


Diz que hoje (não fazia ideia, mas se disseram na Rádio Comercial que é, eu acredito) se comemora o Dia das Pipocas. Das doces, das salgadas e das dos mais variados sabores. Das que se trincam no cinema e que fazem tanto barulho que até incomoda. Das que se fazem em casa e que dão cabo dos tachos (que depois só servem para pipocar). Das que se comem nas feiras e festas populares. De todas as pipocas, pronto!

Uh! Não aprecio pipocas dessas de milho estalado e rebentado e aromatizado... mas amo uma muito especial! Uma que me enche o coração e a barriga e os miolos e tudi tudi tudi! A minha distinta, elegante e ilustre e já vossa conhecida... Pipoca Maria Pxexa!






- Ó p'ra ela sempre dedicada e a colaborar comigo! No trabalho e no descanso!


quarta-feira, 12 de março de 2014

É a minha cara!





Apesar de preferir este modelo sem jardim interior... e comigo lá, ao volante!
É uma paixão antiga e que ainda não foi correspondida, mas eu sei esperar...


segunda-feira, 10 de março de 2014

Descobri de onde vem o meu gosto...


... pela poesia!

Se eu gosto de poesia?
Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor.
Acho que a poesia está contida nisso tudo.

Carlos Drummond de Andrade

Fui ao Mundo da Titó espreitar a receita da tarte de chocolate dela que por acaso estava numa revista minha mas que eu não faço ideia qual... Já a fiz umas quantas vezes, mas nunca segui a receita, inventei sempre mais qualquer coisa e de todas as vezes não houve uma igual à outra. É a minha mania de não seguir certas regras e de me impor às minhas vontades e convicções aplicada ao acto de cozinhar. Sou assim, nada a fazer, e também sou um bocado despassarada porque não me lembro que alterações fiz das outras vezes... Esta, saiu assim!
- Um bocadinho caramelizada! - comentou a menina Titó.
Poética, digo eu agora. Quando saboreada com um bom vinho a acompanhar, num lugar especial (a Tasca), com companhia de gente que emana amizade e amor, conversas tranquilas, gatos atentos e a pedir atenção, caturra a assobiar uma música popular e as árvores da esplanada ao som do vento, a dançar. 


TARTE DE CHOCOLATE



1 base de massa folhada

Estendida sobre uma forma redonda e picada com um garfo

80 gr manteiga
50 gr cacau
1/2 tablete de chocolate branco

Tudo numa caçarola ao lume a derreter, mexendo sempre.

1 lata leite condensado
200 ml natas
3 gemas de ovos

Que juntei depois da mistura ter arrefecido um pouco e envolvi com a ajuda da varinha mágica. Meti o dedo no recheio e, com uma lambidela, achei pouco doce.

3 colheres de sopa rasas de açucar (era desnecessário)

Acrescentei o açucar e voltei a usar a varinha para o incorporar. Levei de novo ao lume e deixei ferver breves minutos (também era desnecessário, por isso é que ficou com o sabor ligeiramente caramelizado, mas só comprovei aquando da prova da primeira fatia).

Verti o recheio sobre a massa folhada e levei a cozer em forno pré-aquecido a 180º cerca de quarenta minutos. Depois de fria, desenformei retirando a pelicula de papel vegetal e coloquei no prato.

O aroma que pairava por toda a Tasca era de embriagar... de chocolate! De caramelo! Nem sei bem explicar...  :)


domingo, 9 de março de 2014

Sunday's Music, e...


... uma ode ao sol!



Porque com um raiozinho de sol tudo fica muito melhor. Os sorrisos desenham-se naturalmente nos rostos outrora sombrios e as boas energias vibram!

A todos, uma excelente semana!


sábado, 8 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher





Nasceu menina
Não teve oportunidade de escolher
Depressa se tornou Mulher!

Nasceu menina
Sem preconceito
É merecedora da nobreza do respeito!



sexta-feira, 7 de março de 2014

Apanhou-lhe o gosto...


... e agora todos dias quer jogar às escondidas!

Tão matreira a minha Lirinha Maria Pxexa que nem ao chamamento para a guloseima responde e goza comigo à força toda... Apanha a porta do wc aberta, abre o cesto da roupa suja e enfia-se lá dentro.  

- Lirinha! Lirinha! Tens que arranjar outro esconderijo!



Enfim... Gatices! ;)


quinta-feira, 6 de março de 2014

Vamos lá desembaraçar...


... as ideias, o corpo e as mãozinhas, sim?!

Pois qu'isto tem andado a atirar para o transtornado e para o atado e para mais uns quantos predicados terminados em "ado" é uma grande verdade. Lê-se muito (ainda é o que me vale) mas escreve-se pouco. Não que faltem temas ou que a vontade tenha decrescido, mas algumas más disposições têm impedido muitas das minhas intenções. São fases, senhores, são fases!
Mas, depois do bolo de limão que só a mim me soube bem (quem provou achou muito amargo e intenso,muito limão) e, que foi uma espécie de antídoto para os meus azedumes (era mesmo dele que eu estava a precisar) juntando-lhe uns bons momentos de relaxamento no passado fim de semana e, começo a arrebitar.
Ah! E para me aliviar o peso dos ombros, penso que o melhor seja atirar a culpa para o tempo cinzentão, carregado, frio e chuvoso... foi o inverno agreste que me cansou de tanta coisa, me roubou tanta energia... Mas felizmente está de partida e os dias bonitos estão aí (hoje já deram o ar da sua graça), o sol, os passaritos a chilrear... parecendo que não, tudo se torna mais animador!



Observar o desabrochar da natureza também faz maravilhas!


terça-feira, 4 de março de 2014

O melhor do meu Carnaval...


... foi ler até me fartar... que é coisa que nunca acontece!



Não fossem as minhas rápidas espreitadelas pelas redes sociais e umas desviadelas ocasionais de olhos para o ecrã da tv (quando este estava ligado) e nem tinha dado conta da passagem desta época a que não ligo importância, não aprecio. E graças ao tempo merdoso que se fez sentir (e que se diz que está de partida-oxalá seja verdade que já ninguém aguenta tanta chuva), pela tasca reinou a brasa da lareira acesa, o mimo da família felina feliz e os livros. Ah! Também se cozinhou e petiscou, p'stáclaro!

E vocês? Foliaram-muito?


domingo, 2 de março de 2014

Sunday's Music


...
Save me from the nothing I've become...
...





Com ou sem diversão carnavalesca, consoante o gosto de cada um, a todos uma boa semana!


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Peguei num limão...


... e perguntei-lhe se me curava a má disposição!

Algumas mezinhas bem conhecidas, outras nem tanto, mas sabe-se que o limão é o rei dos frutos curativos. Da saúde à higiene, do sabor ao aroma e da sua vasta espécie de utilização, é verdadeiramente uma jóia da natureza. 
E eu hoje precisava de algo assim cheio de poderes que me sossegasse a alma. Pensei em coisas doces e só me vinham limões à idéia.
- Oh céus! Mas o limão é amargo...
Olhei para a fruteira e os limões riam-se para mim.
- Oh céus! Mas o limão é azedo...
Tentei desviar o pensamento dali e direccioná-lo para algo doce e reconfortante que amarga e azeda já eu ando, mas não valeu de nada. O limão agarrou-me e ganhou.* 


BOLO DE NATAS E LIMÃO



200 gr açucar amarelo
4 ovos inteiros
200 gr farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 pct natas
1 limão grande (raspa e sumo)
1 colher de sopa de açucar em pó

Liguei o forno e enquanto aqueceu a 180º bati os ovos com o açucar amarelo até ficar uma mistura cremosa. Juntei a farinha e o fermento e envolvi bem. Adicionei as natas e a raspa do limão e voltei a envolver bem. Foi ao forno a cozer em forma de chaminé untada com margarina e polvilhada com farinha durante +/- cinquenta minutos. Enquanto isso, fiz uma ligeira calda com o sumo do limão (que era grande e muito sumarento) e uma colher de sopa de açucar em pó, levando a mistura ao lume e deixando ferver um pouco. Depois do bolo cozido e de arrefecer ligeiramente, desenformei e reguei com a calda.

Feito na hora de almoço e enquanto tratava de uma série de tarefas domésticas, e desejosa que chegasse a hora de lanche para lhe aplicar a faca e dar a generosa da trinca.

Um bolo fofo e pouco doce e o autêntico sabor do limão. Ficou delicioso.


*[eu amarga + limão amargo] = ?
Agora resta-me saber se o princípio "mais é menos" vai fazer efeito. Depois conto, se o estado de humor ficou doce qb


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sunday's music, and...


... take it easy!

- Cenourita Maria! Já andas outra vez numa de vir aqui só ao domingo dar música que ninguém ouve ao pessoal?
- Calma, calma, calma!Pois parece que sim! Mas é preciso muita calma e calma é coisa que não tem abundado. Pois, por isso, venho aqui deixar este som antigo e que adoro para não me esquecer que é preciso mesmo muita calma!

 


Com votos de uma boa e calma semana a todos os que por aqui passam!


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

E hoje é o dia mundial do gato!


"Os gatos"

Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem

Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa

Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos



Manuel António Pina (escritor)




O que eu gostava... que todos os miaus tivessem uma família, um lar feliz!


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Sunday's Music, and...


... shake that!

Pois que ontem, vinha a mademoiselle Cenourita e sua cria miss Titó no rasteirinho vermelho a ouvir música e a cantarolar. Passa este êxito ainda relativamente recente na rádio e,  ficamos as duas a matutar...

- Mas que raio... como se chamam estes caramelos?

Som que passou em tudo quanto foi sítio até à exausão e que até os putos cantavam e dançavam e mademoiselle e miss nada de se lembrarem.

- Ó Mãe Bela! Eu até fazia step ao som disto...
- Pois... mas num ma'alembro, caramba!

E foi agorinha mesmo, que a branca passou e nos alembrámos... ai a cotice é tramada!






E é por isto, que hoje vos desejo uma excelente semana ao som destes ganda malucos!


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Hoje é o quê?


- Renhaenhaunhau!
- O que é isso Pupuli?
- Nhanhau Renhaunhau!
- Ah!!! É dia dos namorados...



Marradinhas e turrinhas logo ao acordar. Depois começa a guerra entre eles para ver quem recebe mais mimo. É uma festa! E é todos os dias!

- Renhenhuaunhau!
- O que é Pupuli?
- Nhau nhau nhenhenhau!
- Ah! É o Petit e a Lira? Estão a namorar, deixa-os estar...

O Amor é lindo! 


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Da pesada, ou comidinha reconfortante para o estômago...


... num dos dias deste inverno!

Dizer que ando farta de inverno e de chuva e de frio parece-me certo porque é verdade, mas também me parece errado porque afinal é nesta estação que estamos e temos que nos aguentar à bronca e de cara alegre. Eu disse cara alegre? Xiça pah! Se há coisa que não tenho trazido é cara alegre. Nem preciso de me ver ao espelho. Sinto a minha expressão fechada e carrancuda. Sinto os músculos do rosto descaídos tipo amortecedor que deu o berro e não há força nem mola que o faça erguer. Haver, há! Eu é que não a vejo e... está mal, está muito mal! Mas eu sei que ela está lá, por detrás das nuvens. 

- Vá lá nuvenzinhas! Colaborem! Deixem os raios de sol rasgar-vos um pouco a pele e brindar-nos com a sua luz! 

Tenho tido conversas deste género com as nuvens, mas as marotas fazem ouvidos moucos e não me ligam nenhuma... E, numa tentativa de ver desaparecer expressões sombrias e, no seu lugar, sorrisos rasgados, fiz uma sopa da pesada. Uma sopa de feijão com legumes, massa, enchidos e carne. Ah valente!

- Ehlah! - e um sorriso de orelha a orelha.
- Sopa da pedra? - outro sorriso enorme.
- É tipo isso (como se diz agora)! - e lá se mexeram os meus músculos também.

SOPA DE FEIJÃO COM CARNE



feijão seco qb (cozi cerca de 0,5kg)
vinagre qb
azeite qb
sal qb
2 cenouras
1 cebola
1 couve coração
1 mão cheia de massa cotovelinho
2 pedaços de pernil de porco 
1 farinheira 
1 morcela
1/2 chouriço
1 molho de coentros frescos

Comecei por colocar o feijão de molho em água abundante e um fio de vinagre e temperar a carne com sal, deixando ambos assim durante a noite (de uma dia para o outro). No dia seguinte, retirei a água e os feijõezitos que ficaram ao de cima e lavei o feijão já demolhado por várias águas. Tirei o sal à carne. Levei o feijão a cozer com água limpinha, uma cebola e um fio de azeite. Noutra panela, cozi a carne. Depois de cozida retirei-a com a ajuda da escumadeira e na mesma água cozi os enchidos. Depois do feijão cozido, retirei uma taça cheia deles inteiros e triturei o restante. Fui acrescentando caldo de cozer a carne até fazer um puré ao meu gosto, assim grossinho. Já com a panela ao lume novamente, juntei as cenouras cortadas em pedaços pequeninos, a couve cortada e de seguida as massas e, à medida da necessidade, fui juntando caldo da cozedura da carne e enchidos. Enquanto os legumes e as massas cozeram, cortei a carne em pedaços pequenos limpando-a de ossso e gorduras (ficaram algumas daquela pele que eu adoro) e cortei os enchidos em rodelas. Antes de retirar do lume, juntei os feijões inteiros, a carne, as rodelas dos enchidos e polvilhei com os coentros cortados.

E foi a panela à mesa! E acompanhou-se a sopa com brôa!

- Hummm... que maravilha! Há quanto tempo não comíamos uma sopa de feijão assim?

Naquele momento, o sol deu um arzinho da sua graça espreitando por entre as nuvens... fiquei com a idéia de que queria provar a nossa sopa :)


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Esticar ou apertar...


... o tempo? Como se ele fosse um elástico...

(imagem retirada da net)

Estou a imaginar um elástico com vinte e quatro metros de comprimento. Estou a imaginar que cada metro corresponde a uma hora de um dia. Não toco no elástico. Ele está direitinho sem estar esticado ou enrolado. Vou-me a ele e, aí sim, enrolo-lhe sete ou oito metros. Os metros correspondentes ao tempo que preciso dormir para renovar as energias. Não os corto porque são preciosos. Uns dias, restam-me dezasseis metros, outros, dezassete, para usar a esmo. Enrolo mais um metro. O que preenche o tempo que passo à mesa nas principais refeições diárias. Sobra muito elástico, muitos metros, muito tempo. Depois vou enrolando meios metros. Meio metro para isto, meio metro para aquilo. Fixo os olhos no elástico desde o novelo já enrolado até à ponta que se mantém quieta. Ainda vejo metros suficientes para tanta coisa. Contínuo inadvertidamente a enrolar centímetros. Centímetros para aqui, centímetros para ali. Ah! Ainda tenho metros suficientes para tudo o que estabeleci para este comprimento de tempo. Penso. Depois, e com uma certa inquietação, apercebo-me que o novelo está mais gordo, parece que se enovela sózinho. Menos metros disponíveis. Às vezes, stresso. Outras vezes, relaxo. Às vezes consigo atingir o objectivo traçado. Outras vezes, fico lá perto. Outras ainda, fico muito aquém. E outras, nem é bom pensar, parece que aqueles metros todos decidiram enredar-se contra mim.  E quando há insónias? Não há metro nem centímetro de elástico que me salve. E stresso. E contínuo a stressar.

Nota mental a reter:
Amanhã tens outros vinte e quatro metros de elástico. Não o estiques que pode rebentar. Não o apertes que pode encolher. Não lhe dobres as pontas. Não lhe faças dobras a meio nem vincos em qualquer circunstância. Não lhe dês nós. Mantêm-o direitinho e usa cada metro com o melhor do bom senso que conseguires. E relaxa! Porque cada milímetro daquele teu elástico é precioso e com ele podes fazer tanto do que desejas, nem que seja um bocadinho a cada vinte e quatro metros!


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sunday's Music


A banda sonora da minha vida nos últimos dias...




A todos, uma boa semana!


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O estranho caso...


... do frango que depois de morto e esquartejado e congelado e descongelado exigiu não ser tradicionalmente temperado e cozinhado e ainda ser fotografado até ir para o prato! Vá lá, as últimas palavras que disse foi que o podíamos comer de faca e garfo e o acompanhamento poderia ser a gosto! 

Foi isto, ou a falta de disponibilidade ou de vontade de o confeccionar de outro modo...

Nunca fui pessoa dada a usar temperos artificiais ou rápidos ou pré-preparados, como lhes queiram chamar mas, há um tempo atrás falaram-me dos sacos que vão ao forno e que já trazem o preparado todo em pó e que é só "deitar tudo lá pa dentro" e que nem suja o tabuleiro e que nem dá trabalho e que é super rápido e ultra prático e que é muito bom. Decidi-me a experimentar e, confesso, que já fiz algumas vezes. Já experimentei temperos diferentes e já os testei em frango e costoletas de porco e até já testei um de peixe. Sem dúvida que é excelente para aqueles dias em que não apetece fazer de outra maneira e a receita é  infalível.

Apresento-a em fotos, porque me deu para isto e a ilustração passo-a-passo diz tudo. Ah e assim também vos poupo de irem ler aquelas letras canininhas que vêm na parte de trás da embalagem ;) 
Usei um frango caseiro grande e dois pacotes do preparado. Acompanhei com puré de batata e salada de alface. O vinho era tinto da península de Setúbal e de 2004. Disseram os comensais, que parecia vinho do Porto pela cor e que escorregava que era uma maravilha e que combinava bem com os sabores da carne. Três pessoas à mesa e desapareceu tudo! Ah comilões, pah!

Cá vai:

FRANGO EXIGENTE E COZINHEIRA COM PREGUIÇA













E vocês, já experimentaram? E gostaram ou nem por isso?


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sunday's Music


Pois, parece que este fim de semana todos os caminhos foram dar ao Meo Arena... Uma estrela mundial da música actuou lá ontem e deve estar agora a começar o segundo concerto desta passagem por terra lusa. O meu caminho não foi para lá mas, para marcar a sua passagem por cá, deixo-vos esta música que gosto muito e desejo-vos uma excelente semana!



Ah e eu que não sei dançar...mas ainda não perdi a esperança de aprender...
Talvez encontre um dia um par... que proporcione isso acontecer...



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Fomos à inspecção!


Hoje, logo de manhã, chego à garagem e ouço:
- Onde vamos Mãe Bela?
- Ó minha latinha, vamos à inspecção!
- Outra vez? Mas ainda o ano passado lá fomos...
Fez-se silêncio. E eu a pensar como o tempo passa... parece que ainda foi ontem que a adoptei... Chegámos lá e, discussão atrás de nós com donos de outras latinhas que ainda tentaram discutir connosco também  porque - diziam - estavam primeiro e porque a fila não era aquela e porque o catano, mas a fila era efectivamente aquela e nós não roubámos a vez a ninguém e a inscrição e inspecção foram feitas num instante. À saída entregaram-nos o diploma com o resultado de aprovado com distinção e louvor e relembraram-nos com um - Até para o ano! - que daqui a doze meses temos que lá voltar.
- Ó Mãe Bela! Mas isto agora é assim??? Temos que vir cá todos os anos???
- Tu apruma-te latinha! Estás no 9º ano e começa a pensar que curso universitário queres tirar!
- Curso? Mas qual curso?
- Então... depois do 12º ano vais fazer o quê? 




Lá seguimos o resto da viagem... a pensar, ou não, no assunto...



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