Os Meus Artigos

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Farrapos de Janeiro...


Bye bye Janeiro que fizeste, nada mais nada mesmo, que justiça à sabedoria popular!

- Em Janeiro deixa a fonte e vai ao ribeiro.
- Em Janeiro, cada sulco seu regueiro.
- Chuva de Janeiro, cada gota vale dinheiro. (por confirmar)
- Em Janeiro, sete casacos e um sombreiro.
- Janeiro fora, cresce uma hora.
- Janeiro frio e molhado, enche a tulha e farta o gado.
- A água de Janeiro vale dinheiro. (por confirmar)
- Janeiro fora, uma hora, e quem bem souber contar hora e meia lhe há-de achar. (ter-se-ia confirmado se o sol tivesse dado uma arzinho da sua graça, mas lá que os dias estão maiorzinhos é verdade, já se nota e sabe bem)

O Inverno tem sido rigoroso. Chuva, vento e frio com fartura. E o que é que sabe bem nesta estação do ano? Ora, aconchego, pois está claro! Meias, cachecóis e camisolas quentes. Pijamas fofinhos e quentinhos. Mantinhas, almofadas e edredons. Lareira acesa. gatos ao colo. Chás fumegantes e canecas de chocolate quente. São estes miminhos que proporcionam o consolo e que nos fortalecem enquanto a Primavera não chega. Ah! E sopas, as sopas, muitas sopas. 

Esta é uma sopa que adoro desde criança mas que raramente fazia porque a menina Titó não gostava. Agora faço de vez em quando. E sempre que a sirvo na minha tigela, saboreio-a lentamente a cada colher, relembrando tempos de outrora.

SOPA DE FARRAPOS DE OVO



2 courgettes médias
2 cenouras grandes
2 cabeças de nabo
1 batata grande
2 cebolas
água qb
sal qb
azeite qb
2 ovos

Descascar e cortar as courgettes, as cenouras, os nabos, a batata e as cebolas e colocar numa panela. Deitar cerca de 1,5l de água já a ferver e regar com um bom fio de azeite. Deixar cozer e triturar. Temperar de sal e deixar levantar fervura. Retirar do lume e bater os dois ovos com o garfo. Vertê-los em fio para dentro da panela mexendo sempre com um garfo. Não precisa voltar ao lume porque o ovo coze imediatamente e fica em farrapos naquela base de legumes. 

Já disse que adoro esta sopa? 


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A Estalagem de Rose Harbor


É normal interessar-me por livros de autores desconhecidos quando olho para as capas e a relação entre imagens e títulos que se lhes desenham ali na fronte me agradam. Depois espreito a contracapa e folheio para ler uma ou outra frase, às vezes, um parágrafo e, muitas vezes, perdendo a noção do tempo dou comigo ali esquecida do que me rodeia e já a entrar na vida daquele livro.

Foi mais uma vez o que aconteceu com este. Foi uma abóbora enorme e aquele azul da porta que me fizeram dar um passo atrás para admirar melhor. Depois a menção de um bestseller fez-me coçar na cabeça. Folheei e pareceu-me interessante. E foi! Uma descoberta que me agradou imenso. Adorei a escrita simples mas com um ritmo ágil e minuciosa no detalhe das personagens e dos locais. É um tipo de romance que se lê sem necessidade de marcador de página. A história é tão envolvente que simplesmente não se consegue abandonar.



Esta é a história de um recomeço, uma verdadeira viragem na vida depois de uma perda. A busca incessante dos porquês e ao mesmo tempo a aceitação e a necessidade de fazer o luto mudando de cidade e de profissão . De partida para o desconhecido mas com uma enorme vontade de seguir o seu caminho, a protagonista cruza-se com desconhecidos que passam a fazer parte da vida dela. 

Sinopse: 

Depois da morte do marido no Afeganistão, Jo Marie Rose procura refúgio em Cedar Cove, uma pequena cidade acolhedora à beira-mar. Decide comprar uma estalagem com uma vista encantadora e repousante e aí iniciar uma nova vida, repleta de paz. Mas esta nova vida reserva-lhe mais surpresas e agitação do que esperava, com a chegada dos seus primeiros hóspedes, Joshua Weaver e Abby Kincaid. Ambos oriundos de Cedar Cove, mas afastados há muitos anos por diferentes motivos, vão encontrar na Estalagem de Rose Harbor um porto seguro, onde conseguirão enfrentar o passado, sarar as feridas e reconciliar-se com os próprios medos, revoltas e desilusões.

A Estalagem de Rose Harbor é um romance luminoso sobre o poder regenerador do amor e as possibilidades infinitas que a vida nunca deixa de nos oferecer.

Para ler o excerto é só clicar aqui!


Até eu me senti como se fosse uma hóspede da Estalagem de Rose Harbor! 
Recomendo!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Ah e tal, hoje é segunda feira e...


... eu acordei com mau feitio!

Quando ao atirar com o edredon para o fundo da cama e ao pousar os pézinhos no tapete me sinto logo com vontade de fazer rewind em fast motion, que é o mesmo que dizer, voltar muito rápido à casa de partida, isto é, enfiar-me outra vez debaixo da roupa da cama e ficar ali no quentinho mais um bocadinho... o desembaraço e a agilidade do começo de um novo dia deixa logo de ser o habitual e o desejado. Parece que se colam pedregulhos às canelas e passa-se o dia a arrastar os pés e o resto do corpo já para não falar dos neurónios, que esses de tão lentos que ficam, só se mexem à custa de espetadelas de pontas de agulhas imaginárias. Valha-me que, quando isto acontece, há sempre solidariedade da parte de pelo menos um dos membros felinos da família cá da Tasca e valha-me também que sei quase sempre qual deles está comigo em dia de mau feitio. A nossa sorte, a minha e a dele, é que basta a satisfação de um pequeno capricho e a coisa logo passa e quando damos por ela já andamos cada um na nossa vidinha, mais contentinhos e felizes e até os pedregulhos já deram de frosques.




Eu, comi dois quadradinhos de chocolate e a energia restabeleceu-se e ele, teve uns minutos de mimo e brincadeira e foi dormir. A xô dona Piu exercitou as asas e as cordas vocais e o outros peludos tiveram que ir cuscar. E assim se espalhou, qual incenso, o bom ambiente por cá!

Como é alegre a vida na Tasca! É pena é o sol andar tão escondido...



domingo, 26 de janeiro de 2014

Sunday's Music


...
Eu vi
Mas não agarrei




O que eu gosto dos Ornatos Violeta...

Boa semana!


sábado, 25 de janeiro de 2014

Onde foste tu, Cenourita? Olha, fui ver os chibos!


Espreitaram uns raiozitos de sol, ainda que envergonhados, por entre as nuvens e eu aproveitei para ir dar um giro. Pelos arredores da cidade, entre quintas e singelas casas de campo, dei pasto às vistas!



Bem que [às vezes] tenho o hábito de dizer que vou ver deles! Mal sabia eu que me iria cruzar com estes belos exemplares... 



Começaram por virar-me as costas, os convencidos, mas depois... vão de me fazer olhinhos e já queriam brincadeira!!! Ou seria cabriolice???


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Uma experiência que se revelou...


... extraordinária! E a repetir!

Quando se junta produto de excelente qualidade com utensílio altamente credível para o preparar e se acrescenta amor pelo acto em si e uma enorme vontade de comer aquilo que é [ainda] um fruto da época (embora esteja prestes a chegar ao fim), só pode sair um acepipe de comer e chorar por mais.

Foi o lanche ajantarado do passado domingo, cá na Tasca. Estavam reunidos os ingredientes e os comensais e, chegou a tão desejada hora em que os apetites se começavam a manifestar. 

CASTANHAS ASSADAS NA ACTIFRY



castanhas qb (não pesei, mas era bem mais de um kg)
sal a gosto

Usei uma dica que li algures e não me lembro onde e já há bastante tempo e andava desertinha para a experimentar. Então fiz assim: coloquei as castanhas dentro do lava louça tapado e abri a torneira da água fria deixando correr até cobrir em dobro a quantidade de castanhas. Reguei generosamente com vinagre e deixei repousar cerca de duas horas. Ao fim desse tempo, tinha a boiar ao de cima da água, duas castanhas que estavam furadas e um lagartito branco que se tinha alimentado bem. Retirei essas duas castanhas e o lagartito e deixei esgotar a água. Passei-as todas sob água corrente e coloquei-as no escorredor. Ficaram assim de um dia para o outro. Na manhã seguinte espalhei-as num tabuleiro até ficarem completamente secas e retalhei-as com um golpe na lateral bojuda. Na hora de assar, retirei o tabuleiro da Actifry2+1 e coloquei-as dentro da cuba e polvilhei-as com sal. Liguei a máquina, programei 25 minutos, e... poucos minutos passados já o aroma se espalhava pela casa.
- Hummm... que cheirinho! - dizia-se na sala.
Eu ia espreitando a evolução da assadura e assim que a máquina apitou:
- Já estão!!!
- Yes!!!
A mesa do meio já estava vestida a rigor para receber a nova experiência e os gulosos não perderam tempo.
- Ao ataque!!!



Aprovado, comprovado e certificado! 

É certo que as castanhas assadas pela minha "fornecedora", a pessoa mais conhecida da cidade de Leiria, são as melhores de sempre e não há igual em outro lado, mas para assar e comer sem sair de casa e num dia invernoso em que o melhor era usufruir da companhia e da lareira acesa, estas satisfizeram muito e bem!

Obrigada vizinha pela generosidade da oferta! 

Ah e querem conhecer a minha vizinha? É só espreitarem este link :)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Agasalhadas de cachecol no Verão, e...


... será que agora, em pleno Inverno, com tanto frio e chuva a rodos, lhes colocaram um gorro?



Foi nas minhas férias do passado verão, meados do mês de Setembro e temperaturas na ordem dos 35º que fui passear até à beira do Tejo. Incursão que me levou aos mais variados sítios, alguns recônditos, a apreciar a beleza do leito do rio, dos seus contornos junto às margens e às ilhotas que se faziam descobrir pelo meio e pelo baixo caudal, de quem nele se aventurava em brincadeiras de barco, canoa e belas chapinhadas naquelas águas calmas, límpidas e mornas. Descalcei os chinelos, arregacei as calças e não resisti a molhar os pés, chapinhar um pouco e refrescar-me também. De máquina fotográfica ao pescoço, como eu adoro, fotografei tudo o que mexia e também não deixei escapar a quietude que me ia aparecendo frente às vistas que juntamente com o coração, absorviam e se deliciavam naqueles momentos de plena felicidade. E são momentos assim que ficam para sempre eternizados na memória de quem os absorve com deleite. Não se esquecem e jamais se apagam da memória. Mas hoje, ao sentir-me enfadonhamente cansada de Inverno, lembrei-me das árvores do jardim da vila de Constância, perguntei-me se também se sentem fartas de inverno, se continuam protegidas do frio... e deu-me uma vontade enorme de as visitar e ao mesmo tempo certificar-me se neste tempo decorrido alguém lhes tricotou e colocou um gorro...

Achei a idéia giríssima. Louvei a criatividade!

E tenho saudades do Verão...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

- Contas-me um segredo?


- Não!
- Porquê?
- Se é um segredo, não se conta a ninguém!
- Vá lá! Conta só a mim!
- Se contar, deixa de ser um segredo!
- Eu prometo... eu prometo que não conto a ninguém!
- Mas eu não tenho um segredo!
- Mas eu sei que tens... vá lá! Diz baixinho, aqui ao meu ouvido...
Ela baixou-se à altura da cria curiosa, afagou-lhe os cabelos castanho-dourado lisos e a roçar os ombros, pousou-lhe o braço em volta da cintura apertando-a ligeiramente contra si e, num gesto carinhoso, aproximou os seus lábios carnudos daquele ouvido sedento de segredos e murmurou-lhe, baixinho:
- Amo-te para sempre!
- Oh Mãe! Isso não é segredo! - ela desorientada e a racalcitrar.
- Pois não!
- Então, e... há sobremesa?
- Para as meninas que se portam bem e comem tudo sem dizer "não gosto"... talvez haja!
- Eu como tudo! E o que é a sobremesa?
- É surpresa!
- Vá lá! Diz lá! Eu não conto a ninguém... é segredo!

LEITE CREME QUEIMADO



1,5 l leite
250 gr açucar + um pouco para polvilhar
8 gemas de ovos
4 colheres de sopa de farinha maizena
casca de 1 limão
1 pau de canela

Levei um litro de leite a ferver com a casca do limão finamente cortada sem apanhar a parte branca e o pau de canela. Deixei ferver à vontade porque não sobe nem entorna. Enquanto isso, deitei no liquidificador, as gemas, o açucar, a farinha maizena e o restante meio litro de leite. Bateu tudo e foi acrescentado ao leite fervente. Mexendo sempre, deixei voltar a ferver por breves minutos e até engrossar um pouco. Retirei a casca de limão e o pau de canela e verti dentro de uma taça de porcelana préviamente passada por água fria e bem escorrida. De seguida, foi directamente para o frigo para arrefecer. Depois de frio, polvilhei com açucar e, antes de servir, queimei com o queimador eléctrico.

- Ohhh! Leite creme?
- Sim! Bem bom!
- Mas eu não gosto de leite creme!
- Isso era há muitos anos atrás, quando eras pequenita! Ora prova lá...
- Hummm!!! Eu já gosto de leite creme!
- Eu adoro! É das minhas sobremesas preferidas!
- Mãe Bela! Era esse o teu segredo?



domingo, 19 de janeiro de 2014

Sunday´s Music, e...


... um domingo em cheio! De casa cheia!*





Já tinha saudades de sentir a casa assim! Soube *tão bem!

Excelente semana a todos os que por aqui passam e, aos que não passam também :)


sábado, 18 de janeiro de 2014

Rir... rir...


... até a caneca partir!



Soube há pouco que hoje se assinala o dia mundial do riso e pensei que os meus músculos bochechais pouco se têm exercitado nos últimos tempos. Défice de motivos, é o que é. E um grande desperdício, também, é o que é. Quando a segunda coisa melhor que se pode fazer com a boca é rir e a primeira é fechá-la ficando caladinha em certas ocasiões e a terceira pode ser... sei lá... aquilo que cada um quiser, desejar, gostar!

Afinal, hoje até me ri, não foi uma valente gargalhada , mas ri. E, se pensar melhor, ontem, anteontem e nos outros dias atrás, também me ri, não foram valentes gargalhadas, mas ri. E amanhã, e depois de amanhã e depois de depois de amanhã, também me hei-de rir nem que seja de mim própria e mais das minhas maluqueiras.

Bora lá rir todos os dias que rir faz bem e faz rugas também! Pele esticadinha é coisa de bonecas de porcelana!


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Resmunga qu'isso já passa!


Dormiam todos um sono profundo. A mãe, concentrada no trabalho, de volta e meia, sentia a cabeça pender e os olhos a querer fechar. O ressonar deles estava a amolecê-la lentamente... O escuro do céu por causa da chuva que teimava em não dar tréguas e o aproximar do anoitecer favoreciam aquela sensação de se deixar ceder ao embalo, mas não podia ser, dizia ela para as partículas que compõem o ar que se respira e, a custo, arregalava os olhos e sacudia os ombros numa tentativa quase desesperada de despertar e terminar a tarefa.
- Renhenhenhaunhau! - Napoleão Manuel fazia-se anunciar acordado.
- Ai Pupuli qu'até me assustaste! 
- Renhenhenhaunhau! - Napoleão Manuel acordara a resmungar.
- Sim Pupuli! Já sei! Já vou! 
- Renhenhenhaunhau! - Napoleão Manuel achava e muito bem que eu já devia estar na cozinha.
- Pronto Pupuli! Vou agora tratar da janta!
De repente lembrara-se que não tinha deixado nada preparado para o jantar. Abrira o frigo e deparara-se com uma sobra de esparguete do dia anterior dentro de um pirex.
- Renhenhenhaunhau! - Napoleão Manuel teimava em continuar a resmunguice.
- Renhenhenhaunhau o catano! Olha querem lá ver isto... um resmungão nunca resmunga sózinho!
E, entre renhenhenhaunhaus felinos e humanos, resmunguices e resmungões, juntaram-se mais uns ingredientes e a janta ficou feita num ápice e foi saboreada na companhia felina e sem mais resmunguice.

ESPARGUETE SALTEADO COM BACON



esparguete qb (usei uma sobra já cozido)
1 tira fina de bacon
azeite qb
1 cenoura grande ralada
1 colher de chá de massa de alho
2 colheres de sopa de azeitonas de conserva em rodelas
2 colheres de sopa de molho de soja
oragãos qb 

No wok, deitei um fio de azeite, o alho, o bacon cortado em pedacinhos e a cenoura ralada e deixei cozinhar um pouco. Juntei o esparguete e as azeitonas. Envolvi bem e deixei saltear. Borrifei com o molho de soja e servi generosamente polvilhado com oregãos.

- Renhenhenhaunhau!
- Mham mnham mnham!

Quando não há mais ninguém presente, resmungam os gatos com a dona e vice versa ;)


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O pecado perfeito...


... num domingo frio e chuvoso de Janeiro!

O dia fora idealizado de véspera. O tempo previa-se mais do que propício aquela mentalização e, impelida pelo desejo fervoroso de a concretizar, o acto de resignar a toda e qualquer circunstância de desvio foi cumprido na íntegra. O ambiente quentinho, a luz média, o som era o da chuva lá fora e cá dentro reinava o sossego. O prazer do conforto das almofadas naquele sofá embrulhava-se com o aconchego proporcionado pela manta de lã quentinha. Os olhos pestanejavam num acto contínuo e involuntário e o movimento dos dedos ao folhear aquelas páginas quase passavam despercebidos. Fez-se uma pausa para descansar e repor as energias gastas pelo ócio e tomou-se um lanche ajantarado... E depois? Depois, continuou-se a viver aquelas vidas daquelas gentes entre o norte de Inglaterra e o sul da Itália. Sentiram-se, de um lado, aqueles aromas de saborosas refeições que se preparam numa cozinha de aldeia ao som de tampas que tapam os tachos e ao mesmo tempo, ao bulício de uma grande cidade e das suas estações de metro e combóio, do outro. De repente, quase se sentiu que se saboreava o pecado num ferryboat...


BOLO RECHEADO DE MAÇÃ E NOZ



300 gr açucar louro
7 ovos inteiros
300 gr farinha
125 gr manteiga derretida
1 colher de café fermento em pó
5 maçãs golden
2 mão.cheias de nozes picadas grosseiramente
canela em pó qb para polvilhar
açucar em pó qb para polvilhar

Derreter a manteiga e deixar arrefecer. Bater o açucar com os ovos. Juntar a farinha e o fermento e envolver bem. Acrescentar a manteiga derretida e fria e de seguida as maçãs previamente descascadas e cortadas aos quadradinhos e as nozes. Envolver tudo muito bem, deitar em forma untada (usei óleo em spray) e polvilhada com farinha  e polvilhar generosamente com canela em pó antes de entrar no forno pré-aquecido a 180º onde vai cozer durante 40 minutos.
Desenformar ainda quente e polvilhar com o açucar em pó depois de arrefecer um pouco.



Fica um bolo com uma textura bastante húmida onde sobressai a maçã e as nozes a cada trinca. 




E vocês? Atrevem-se a pecar?


domingo, 12 de janeiro de 2014

Sunday's Music


Hoje ouvi dizer que Os Rapazes da Rua de Trás se iriam juntar para um evento qualquer (foi o que eu percebi porque ouvi aquilo assim na diagonal) e logo se me veio à memória uma série de cenas passadas há uns anos atrás ao som destes rapazes e na companhia da menina Titó! Tinha que os pôr aqui ;)




É tão bom recordar coisas boas!

Votos de uma excelente semana!


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Como é linda a puta da vida


E é mesmo! Tem dias em que não lhe acho piada nenhuma, mas isso são outros assuntos...

Sempre gostei de ler as crónicas de Miguel Esteves Cardoso na comunicação social e, nem sei bem como nem porquê nunca tinha pegado num livro dele. Saber que existem livros dele, alguns bem antigos, conhecer-lhes os títulos e as capas parecia-me suficiente e sempre me fui mantendo mais ou menos ao corrente do que ele ia escrevendo pelas crónicas. No passado verão uma editora deu-lhe destaque e aquelas capas coloridas e originais apareceram em força nas prateleiras das livrarias. Não resisti e devorei este num tirinho!*




O livro começa com uma crónica alargada sobre um problema de saúde da esposa do autor. O dia-a-dia do casal, a forma como ambos lidaram com a doença e se apoiaram um ao outro numa fase extremamente difícil. Uma descrição muito pormenorizada da vida e do tratamento de alguém com cancro. Emocionei-me qb ao ler e admiro muito este casal por tudo o que são um para o outro, pela atitude, pela coragem, pela força e pelo amor que existe e se impõe perante um cenário daqueles que só quem passa por perto é que consegue dar o real valor. Só por isto vale a pena ler este livro.
Depois, sucedem-se as crónicas típicas do MEC. Fabulosas como sempre. Algumas já as conhecia mas é sempre bom voltar a ler. 
Este é um daqueles livros que dá vontade de abrir de vez em quando e reler uma ou outra crónica ao calha!




«O que espanta num gato é a maneira como combina a neurose, a desconfiança e o medo - para não falar numa ausência total de sentido de humor - com o talento para procurar e apreciar o conforto e, sobretudo, a capacidade para dormir 20 em cada 24 horas, sem a ajuda de benzodiazepinas.O gato é neurótico mas brinca. (...) Mas, acima de tudo, descobriu o sistema binário da existência. Que é: dormir faz fome. Comer faz sono. Acordo porque tenho fome. Adormeço porque comi. Nos intervalos, faço as necessidades.»



Da crónica "Ensinam os gatos"

Recomendo!

*há outro ali na estante em lista de espera

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sunday's Music (atrasado)


Domingo foi ontem, toda a gente sabe, mas música ouve-se por aqui todos os dias e ontem não foi possível partilhá-la...





Boa semana!


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Primeira página de um novo livro em branco, ou...


... melhor dizendo, o primeiro dia de Janeiro de 2014!

Vivem-se as festas tradicionais da época com maior ou menor euforia, consoante o gosto de cada um. Formulam-se os desejos para o novo ano,comem-se uns petiscos e bebem-se uns copos. Convívio e alegria no ar. De repente, é meia noite. Abre-se o champanhe, comem-se as passas, faz-se o brinde à saúde e à amizade e a mais uma tonelada de coisas e o convívio continua com a malta alegre e bem disposta até chegar a hora de ir dormir qu'estamaltaindéjovem mas já não está para festas até de madrugada. Acorda-se à hora habitual porque o relógio biológico é tramado e não deixa dormir nem mais um pouquito para compensar.E é aí, nesse momento do acordar, que uma pessoa cai na realidade e diz:
- Ehlah! Hoje é o primeiro de Janeiro!
E depois lembra-se que é o Dia Mundial da Paz.
- E a Paz é um daqueles desejos primordiais de Ano Novo!
Por isso, já não é surpresa para ninguém aquelas novidades que, ano após ano, começam a ser anunciadas via comunicação social durante o anterior mês de Dezembro e que nos deixam todos pouco felizes, os famosos aumentos disto e daquilo e as famosas reduções daqueloutros... e por isso também, vamos lá passar este primeiro dia do ano na paz do pijama e da lareira e do sofá e das traquinices felinas e não pensar muito no assunto. Afinal, vamos ter trezentos e sessenta e quatro dias para lidar com essas e milhentas outras preocupações.




E que a Paz reine todos os dias e em todos locais!


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz 2014...


... para todo vós!



Daqui a nada, ouvem-se rolhas de garrafas de champanhe a saltar e o fogo de artifício a estalar no ar. Daqui a nada, todos nos despedimos de um ano velho e recebemos o ano novo de braços abertos e sorrisos rasgados de esperança. Daqui a nada, brindamos e desejamos Feliz Ano Novo a todos os que nos rodeiam, a nós próprios e àqueles que trazemos no coração. Daqui a nada, mudamos o calendário e encetamos uma agenda novinha em folha. Daqui a nada, é hora de renovar escolhas e desejos. Daqui a nada é Ano Novo!

A todos os meus leitores desejo que neste Novo Ano que inicia daqui a nada, se concretizem todas as vossas aspirações, que a prosperidade se alcance a cada novo dia, que a paz seja constante nos vossos corações, que os sonhos se realizem, que os abraços e os sorrisos se multipliquem, que a saúde seja estável e constante e que o amor e a amizade estejam sempre presentes. Que daqui a nada, seja para todos, um... Fantástico Ano Novo!


domingo, 29 de dezembro de 2013

Sunday's Music, e...


... hoje é o último domingo de 2013!



...
Everything that downs me
Makes me wanna fly
...
Everything that kills me
Makes me feel alive
...
...
...
We'll be counting stars
...
...
...
The lessons are learnt


E esta foi uma das minhas músicas do ano!
Boa semana! Despeçam-se bem deste ano que termina e entrem ainda melhor no que vai começar!



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O Natal são dois dias e já passou...


... e o carnaval, são três!

Sim, eu sei, já passou, já lá vai. Foi calma e simplesmente planeado e não houve correrias às compras. A noite foi passada com a minha família de sangue descendente e respectiva família de afinidade. A ementa baseou-se no tradicional mas com algumas alterações na confecção. Queijos, paios, presunto, pastéis de bacalhau, frutos secos, melão e ananás abriram a ceia. Seguiu-se o bacalhau que, em vez de cozido, foi temperado com alho e tiras de pimento vermelho, bem regado com azeite e, acamado em cebola foi generosamente polvilhado com broa e mais alho e foi assado no forno. A acompanhar, as batatas que foram alvo de ligeira violência, levaram um murro com jeitinho e foram regadas com azeite quente e alho e polvilhadas com tomilho. Enquanto o forno bombava, no fogão, duas panelas com água a ferver e sal esperavam que as couves e o feijão verde mergulhassem com jeitinho. As garrafas de tinto abertas para o vinho respirar um pouco. A larica apertava. Tudo pronto. Finalmente, todos juntos. Todos à mesa.Tudo servido. Todos a saborear a merecida ceia. Seguiram-se as sobremesas. Arroz doce, bolo-pudim, filhoses, azevias, coscorões, bolo rainha, fruta, café e digestivo para quem aprecia. A noite já ia longa e a ceia foi apressada. Um imprevisto por motivos do temporal fez com que, pela primeira vez na vida, eu tivesse uma ceia de Natal em vez de um jantar. De repente apareceu um Pai Natal vestido a rigor e com o saco dos presentes às costas. A lareira estava acesa e não percebi bem como é que ele desceu por lá sem queimar o traseiro... Fez a distribuição e lá se desenharam alguns sorrisos naqueles rostos quedos e preocupados. Foi tudo embora e também eu regressei à Tasca para um sono que devia ter sido tranquilo e reparador, mas que, sei lá eu porquê, não foi.

Amanheci ainda a luz do dia dormia profundamente e por mais que tivesse tentado, não lhe consegui acompanhar o repouso. Saltei da cama e deparei-me com os olhos esbugalhados dos meus gatos, como quem diz - "já? ainda é tão de noite! porque não vais dormir mais, Mãe Bela? - e dirigi-me à cozinha para um pequeno almoço madrugador. Acendi a lareira, fiz a tarefas habituais de rotina diária doméstica (aqueles que têm miaus em casa sabem bem quais são). Preparei o almoço e a mesa de natal para duas pessoas, eu e a minha família de sangue ascendente. Canja de galo, galo corado no forno com arroz de miúdos de forno. Garrafa de tinto aberta para o vinho respirar. Sobremesas sob um lado da mesa. Arroz doce, filhoses, pudim de pão e tarte de amêndoa. Almoçámos as duas, tranquilamente. Para fazer a festa estiveram os meninos miaus sempre com macacadas. Fiquei só com eles logo depois do almoço e o cansaço abateu-se sobre mim. Abasteci a lareira com lenha, enrolei-me na mantinha e dormi profundamente aquilo que não tinha dormido de noite. Acordei com a vinda da família descendente para dar um beijinho e passar um bocadinho. Foram embora e, voltei a enrolar-me na mantinha a ler e com a gataria a disputar o melhor lugar em cima de mim.

O primeiro dia deste Natal foi agitado mas ninguém se magoou, foi o mais importante. O segundo dia deste Natal foi tranquilo e repus o sono atrasado. Petisquei de tudo e não cometi exageros, por isso não me sinto a rebolar em vez de andar, o que é fantástico. Recebi miminhos e alguns presentes que não esperava.

Apesar de tudo e, apesar de logo no princípio do primeiro dia de Natal ter ouvido alguém dizer - Só me apetece cancelar o Natal! - e ao que respondi - E que tal se o mudássemos para o Carnaval? - só porque sempre era mais um dia de festa e quem sabe, de folia, e também porque ainda faltava mais um tempo para lá chegar e até lá talvez até se conseguisse deixar entrar bem o espírito da festividade e porque, não obstante o estímulo incutido a vivenciar esta época com ânimo e entusiasmo... chegou a data, passou num ápice e, há coisas que nunca mudam, outras que se alteram e desejos que vão ficando por concretizar.

(euzinha em modo relax - não há fotos das paparocas - ninguém se lembrou)


Resumindo, foi um Santo e Feliz Natal e que haja saúde que daqui a uma ano há mais!


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feliz Natal!





A todos os Amigos e Visitantes desta tasca, a Cenourita e a Família Felina Feliz, desejam um Feliz Natal!

Que todos os rostos se iluminem com sorrisos de amor e esperança, coragem e alegria
Que todos os corações transbordem paz, bondade, inspiração e amizade
Que a saúde esteja no ponto certo em cada dia
Que nunca falte a comidinha na mesa, nem um tecto que nos proteja
Que haja sempre uns trocos na algibeira!

Feliz Natal!



domingo, 22 de dezembro de 2013

Sunday's Music


Porque o paraíso pode ser em qualquer lugar... desde que nos sintamos bem!





Votos de boa semana, de boas férias (para quem for o caso) e votos de Boas Festas!


Carta ao Pai Natal


Querido Pai Natal,



Já fez um ano que te escrevi, pela última vez. Como o tempo passa... parece que foi há dias atrás... Bem sei que falta pouco para a maior noite do ano e não sei se esta minha carta irá chegar a tempo de a leres com todo o carinho que te é característico, pois deves andar bué atarefado a ultimar os preparativos para tão longa viagem e distribuição de presentes por esse mundo fora. Desejo que te encontres em boa forma física para a escalada aos telhados e chaminés e que as tuas renas estejam bem nutridas e cheias de vigor para tão longos caminhos a percorrer, pois há um mundo inteiro à tua espera e as crianças anseiam pela magia que espalhas ao descer os céus no teu trenó semeando estrelas cintilantes que brilham no crepúsculo formando um trilho de ilusão. Não quero tomar-te muito tempo para leres a minha missiva porque ele urge e esta já vai um pouco em cima da hora, por isso passo já aos meus pedidos deste ano que, como bem te deves lembrar, são na maioria, repetidos!, quiçá por não te caberem no saco que carregas às costas ou talvez até nem tenhas encontrado à venda nos shoppings nem no comércio tradicional.
Então cá vai a minha lista:
- saúde
-  paz
- alegria
- amor
- paciência
- amizade
- concretização de alguns sonhos...
Hein?! Estás a franzir o sobrolho? Pronto, ok! Eu compreendo... nada disto se vende, nada disto se compra, nada disto se embrulha num papel de fantasia e se enlaça com uma bela fita dourada, vermelha, verde ou prateada. No entanto, agradeço-te por cada um destes nobres sentimentos com que me brindaste neste ano que está prestes a findar e prometo-te (apesar de não gostar de prometer nada a ninguém por receio de falhar) que para o ano que aí vem e em cada dia da minha vida irei continuar a esforçar-me para dar o meu melhor.
Passo então à outra lista, àquela que é material e com que talvez tu me possas presentear:
- um bilhete para o Rock in Rio 2014 (escolha do dia por minha conta porque ainda não conheço o cartaz)
- um bilhete para o Optimus Alive 2014 (Imagine Dragons e The Lumineers estão nos meus favoritos)
- uma viagem de ida e volta de combóio alfa pendular até à cidade do Porto e de preferência com estadia para uma noite na cidade
- livros - a wishlist é extensa mas deixo-te estas sugestões - Quando o Cuco Chama, Anjos e Demónios, O Diário de Anne Frank, Bridget Jones-Ele Dá-me a Volta à Cabeça, A Rapariga que Roubava Livros e alguns - todos, vá! que eu quando começo a ler um autor gosto de ler tudo dele - de Carlos Ruiz Zafon, Ken Follet e Haruki Murakami.
E é tudo o que me consigo lembrar de momento e, como vês, meu querido Pai Natal, até te facilitei a vida deixando-te os links onde podes adquirir qualquer um dos presentes online e confortavelmente sentado na tua poltrona a beber um chocolate quente e a saborear umas deliciosas bolachinhas de gengibre que tão bem sabem com o frio que se faz sentir.
Se não conseguires presentear-me com nenhum destes meus desejos nesta época natalícia, não fiques preocupado porque eu sei esperar e qualquer dia do ano pode ser dia de Natal e qualquer dia do ano se podem oferecer e receber presentes e, além disso, esta lista não perde validade (salvo os concertos, claro! atenção nisso!) e se algum item se concretizar eu apresso-me a avisar-te, ok?!
Por este ano é tudo! Despeço-me com amizade e com todo o carinho que nutro por ti e olha que quando desceres a minha chaminé, terás na mesa e à tua espera o habitual prato de filhoses e bebida variada a gosto!

Boa viagem! E que faças muita gente feliz!


sábado, 21 de dezembro de 2013

O Solstício de Inverno...


... ocorreu hoje às 17h11m!

Foi o dia mais pequeno do ano. O dia com menos horas de sol, com menos tempo de luz natural. O dia esteve lindo. Céu azul com algumas nuvens e o sol brilhou mas a temperatura sentiu-se fria. Própria de um Inverno que, apesar de se assinalar hoje a sua entrada no calendário, se fez sentir a maior parte dos dias de Outono. Não lido bem com o frio, ou com a percentagem de humidade associada a ele, tão característica da zona onde vivo. Não gosto de me sentir vestida em modo cebola às camadas. O excesso de roupa tolhe-me os movimentos e atrapalha-me. Opto por camisolas quentinhas e enrolo-me em lenços e écharpes. E os pés? Esses são os que mais sofrem... eles gostam é de andar ao léu e nesta época do ano é meia, sobremeia e mais meia por cima que é para abafar melhor... um verdadeiro suplício, portanto! 

E o que é que eu fiz para fantasiar a Primavera que ainda vem longe e ao mesmo tempo solenizar a época natalícia?

- Pintei as unhas de verde!

Foi uma espécie de alienação mental que me deu. Eu não sou moça de verdes em roupas, acessórios e similares (excepção feita ao verde-alface), não sou mesmo. Concebo-o e venero-o na natureza e, claro, na minha farta e imaginária rama de Cenourita que sou - eheheheh - mas, ao início da tarde de hoje, peguei na caixa dos vernizes e material de manicure doméstica, decidida a mudar o visual habitual das minhas garras. E o que é que encontrei lá? Verniz verde! 

- Bora lá fazer uma espécie de homenagem do pinheiro de Natal! 

Então e não é que até gostei! Para quem habitualmente pensa que há coisas que nunca mudam, hoje algo mudou! Passei a gostar de verde! E sinto-me confortável com o meu novo gosto. 




Mudar é bom! Mudar faz bem! Mudar é sinónimo de renovação! 

- Bem-vindo Inverno!


domingo, 15 de dezembro de 2013

Sunday's Music, e...


... poucas palavras porque não há muito que dizer!



...Come on you boy child, you winner and loserCome on you miner for truth and delusionAnd shine!

Que em cada dia da semana que vai começar, tudo brilhe e sobretudo, brilhem olhos e corações! Boa semana!


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Cenourita, o que fizeste tu num domingo de relax?






Foi isto!
E só aparece a Lira porque os manos miaus dormiam e ela queria mimalhice... Perfeito!



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