Os Meus Artigos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Verão das Nossas Vidas

O Verão foi intenso, de temperaturas elevadas demais para o meu gosto, mas já lá vai! O Verão das Nossas Vidas esteve (re)pousado imenso tempo na minha mesinha de cabeceira (isto têm-se tornado num hábito... grrrrr para mim), um dia abria e lia uma página, outro abria e lia meia duzia de linhas, noutro dia abria e conseguia ler um capítulo, mas... o sono apertava e o livro acabava caído sobre os lençóis quando não era mesmo no chão.

- Não gosto nada disto!
- Esta não sou eu!
- Mas que raio... eu sempre fui de pegar num livro e lê-lo de uma assentada!

Não há hipótese! Se ando absorvida com coisas que me consomem, falha-me a concentração para a leitura! Falta-me a vontade! Escasseia-se-me o espaço que necessito! Retirei o marcador ainda nas primeiras páginas, no ínicio da história. Deixei que o livro esperasse por mim, por um ataque meu, voraz de consumição de letras e palavras que se combinassem com a minha vontade de as absorver sem que nada nem ninguém me interrompesse o prazer de viver a história como se fizesse parte dela.


No passado fim de semana, abri-o, na primeira página e só descansei quando cheguei à ultima




Deixo-vos a sinopse...


Capri, uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares… Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor… Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…

Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expectativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.

Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…

Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossa Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho.

... e só posso dizer duas coisas:

- Adorei! - a escrita, os detalhes, a descrição dos locais.
- Recomendo! - um romance sim, daqueles em que retiramos sempre algo de bom e em que nos "encontramos no papel" de alguns personagens.



domingo, 14 de novembro de 2010

Sunday's Music

Encosta-te a mim...



... hummm... deixa-te ficar... sabe tão bem! :)

sábado, 13 de novembro de 2010

Trazer à memória...


... momentos de outrora!

É natural da existência humana, relembrar ocasiões passadas. Sejam elas de um passado recente ou já antigo. Ficam guardadas numa divisão exclusiva do nosso cérebro. Chamo-lhe a Caixinha das Lembranças. Imagino-a grande, de madeira fina e resistente, pintada de branco por fora e forrada a seda rosa por dentro. Imagino manuseá-la, com jeitinho para não melindrar um grãozinho de pó que possa ter apanhado por descuido. Imagino abri-la e, ouvir uma melodia encantadora, enquanto de dentro sai uma bailarina vestida a rigor, que dança e rodopia sobre si mesma, em bicos de pé, ligeira e graciosa, presenteando-me com o mais belo e sincero sorriso. Designo-a assim, de uma forma muito carinhosa, porque é nela que retenho todas as boas memórias de passagens e momentos que já vivi e é nela que continuarei a guardar religiosamente tudo o que de bom e gracioso a vida me for proporcionando.

Hoje, abri a Caixinha das Lembranças, retirei cá para fora com extremo cuidado um infindável número de coisas, recuei à adolescência, retive o convívio e tardes de estudo com amigos e amigas, as horas dos lanches, as escapadelas para a cozinha e... este bolo que rápidamente batia e punha a cozer na patusca.

BOLO BRAZUCA




4 ovos
8 colheres sopa água
2 chávenas açucar
2 chávenas farinha
1 colher de café de fermento

Batem-se as gemas dos ovos com o açucar, janta-se a água. Depois de bem batido mistura-sea farinha com o fermento e no final, as claras batidas em castelo.
Cozer em forno médio cerca de quarenta minutos. Retirar e desenformar sobre um prato.

Consigo visualizar o bolo daqueles tempos, grande, fofo e com uma ligeira crosta cimeira levemente torrada, consigo sentir o prazer com que o devorávamos com um copo de leite ou uma caneca de chá a acompanhar... Mas, com grande tristeza minha, não consegui que ficasse igual, não consegui sequer que ficasse bonito, não consegui tirá-lo da forma e... tenho o forno cheio de massa queimada. Cresceu, cresceu, cresceu... transbordou da forma. A Tasca está impregnada do cheiro a massa queimada, mas não importa, vamos comê-lo à colherada directamente da forma, vamos beber o chá na caneca e... vou ter uma trabalheira a limpar o forno, mas não importa, não tem mesmo qualquer importância. Já valeu pela recordação e vou repetir a dose...

Ah! Acho que o problema foi mesmo do forno, se tivesse sido cozido numa patusca isto não aconteceria! Será?



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dia de S. Martinho

(imagem retirada da internet)


Olhem olhem, a boa da castanha assada
Bem quentinhas e com sal
Apanhem lá uma barrigada
Que não faz nenhum mal

Façam um incursão à adega
Nem que seja do vizinho
Que a chaminé já fumega
E provem também o vinho

Hoje é dia de festa para o povo
É o dia de S. Martinho
Dia de provar o vinho novo
E comer castanhas ao quentinho!


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Noc noc noc...

... noc noc noc!

Batia eu à porta da Cozinha da Lua Amiga. Insisti, insisti... e nada. Chamei pela Silvia. E nada! A porta estava entreaberta.

- Hummm... que cheirinho no ar... O que estará a Silvia a cozinhar?

Voltei a chamar, mas a cozinheira devia estar entretida noutro local da casa e não me ouvia. Uma súbita corrente de ar fez com que a porta se abrisse de par em par, a máquina de fazer pão dava sinal de tarefa terminada. Piiii! E um divinal aroma pairava no ar...

- Laranja!!! Hummm... apetece-me!

Na ponta da bancada, mesmo juntinho à porta que se abrira com a deslocação do ar, um papelito esvoaçava. Chamei por ela mais uma vez, e nada. Dou meia volta para regressar à Tasca e, o papelito cai-me aos pés. Peguei nele para o pousar ali ao lado, reparei no que estava escrito e bem destacado, letra maíuscula sublinhada a vermelho. Relacionei aquelas letras gordas com o olfacto que se sentia sair porta fora, tirei da minha carteira o livrinho que sempre me acompanha, procurei a caneta no meio da tralha habitual das malas femininas e, copiei a receita.


PÃO DE LÓ NA MFP



6 ovos
raspa e sumo de 2 laranjas
250 gr de manteiga (usei apenas 150gr)
2 c. chá sal
250 gr de açúcar
550 gr de farinha de trigo
10 gr fermento granulado

Colocar os ingredientes acima mencionados, por ordem, na cuba da máquina.Seleccionar o programa adequado para bolos iniciar a marcha e esperar que a máquina faça tudo sózinha. Servir morno ou frio.

Desculpa Silvia, não te ter deixado um bilhetinho, mas... fiquei sem tinta na caneta! ;)



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tão aconchegadinhos...

... eles estão!



Coisinhas mai lindas da minha dona babada! Chega a casa e tem a Familia Felina Feliz a numire!


domingo, 7 de novembro de 2010

Sunday's Music

Para recordar "Quando queríamos ver Portugal" na CEE...



... e para deixar uma sugestão aos músicos nacionais!

- Inventem lá uns sons achinesados mas com uns acordes de guitarra portuguesa pelo meio e, apliquem-lhe uma letra mais ou menos assim:

Na rádio
Na tv
Nos jornais
Quem não lê,

Portugal
Foi uma nação
Que o mundo
Conquistou
Perdeu colónias
De arrastão
E, lá se afundou...

À boleia
Dos chineses
Lá vamos nós
De olhos em bico
E sorriso amarelo...

E agora,
O que nos resta
Se já com eles levamos
A todo o canto
Isto é que vai ser
Vamos ter tudo
O que desejamos

O TGV
E as scut's pagamos
Novo aeroporto
Desembolsamos

Pelo caminho
Ainda nos cruzamos
Com os boys
E com os jobs
Outros que tais
Lamentamos

Não há nada
A fazer
Aguentai povo
Vamos ver...

sábado, 6 de novembro de 2010

Eu penso...

... eu troco, eu parto, eu baralho e, depois dou!!!... Logo, existo!!!



- Fechaste o carro?
- Hummm!!! Penso que sim, mas... Não me lembro...
Bora lá voltar atrás e confirmar. Estava fechado! Uf!!!

- Então e agora onde é que estão os panos de limpeza?
- Passaram para o segundo cesto do carrinho à esquerda, na despensa!
Quem me manda a mim andar sempre a trocar o sítio das coisas!!!

- Qual destes melões é que está melhor para partir agora?
- Não faço ideia! Vê lá o que diz na parte de baixo!
Sim, os melões deviam trazer uma etiqueta a informar o dia exacto para consumir!!!

- Em que dia calha o S. Martinho?
- Humm... hoje são 6... e sete... treze... hummm... É domingo!
Vê-se bem que não sei a quantas ando!!!

- Que horas são?
- Onde? No relógio de pulso, no da cozinha, no do telemóvel ou no do pc?
Ainda não houve oportunidade de acertar a "relojoaria"!!!


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Arroz de Lulas

O arroz está para mim tal qual eu estou para ele... sempre pronto a "marchar", cozinhado de toda e qualquer forma. Vai muito bem com tudo. Carne, peixe, enchidos, moluscos, crustáceos, legumes, doce... e até sem mais nada. Com um prato de arroz, eu sou feliz!!! Eheheheh ;)


1 kg lulas (limpas)
1 cebola grande
3 dentes alho
2 tomates limpos de pele e graínha
1 dl vinho branco
1 dl água
1 colher café massa pimento
azeite qb
sal qb

Esta maravilha não tem nada que enganar nem atrapalha nenhuma cozinheira. É só pegar no tacho, colocar os ingredientes acima lá dentro, ligar o fogão e esperar que cozinhe naturalmente. Convém dar uma mexidela de vez em quando, não vão as lulinhas alaparem-se no fundo do tacho e se necessário acrescentar mais um pouco de água a ferver.

arroz qb
salsa picada qb
água (2 x a quantidade de arroz)

Depois das lulas cozinhadas, junta-se o arroz e deixa-se cozinhar um pouco no caldo do guisado, acrescenta-se a água fervente, rectifica-se o sal, deixa-se cozer sem abrir muito, retira-se do lume, polvilha-se com salsa picada, e...


... directamente para o prato antes que arrefeça!!!



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Normal, azul, expresso...

... ou será melhor por mão própria???

Dependendo do objecto e da sua proveniência, ora essa!

Neste caso, teria sido muito melhor por mão própria! Primeiro, porque o objecto teria chegado à tasca em excelentes condições. Segundo, porque teria tido a oportunidade de esmagar esta abóbora com um brutal abraço!

Ora, um destes dias, estava aqui a Cenourita muito concentrada no seu trabalho e eis que o fax dá sinal de recepção. Confesso que até me assustei. No silêncio da minha atenção ao que fazia, aquele som que já raramente se ouve, fez-me saltar na cadeira. Isto hoje em dia chega praticamente tudo por via electrónica, e tão em silêncio que, à mais leve distracção até passa despercebido. A curiosidade espontânea de conhecer tal missiva, fez-me quase cair da cadeira. Retiro a folha, passo as vistas pelo conteúdo cheio de falhas na impressão (falta de uso do aparelho) e fico completamente baralhada...

- O quê? Mas o que é que é isto?

Reparo no nome do remetente, mais indignada fiquei.

- Do Pinóquio??? Lá de Paris de França???

A muito custo consegui perceber que se tratava de uma confusão. De que o Bugs Bunny o tinha contactado para saber o paradeiro de uma tal Cenourita que se tinha pavoneado não sei onde e que tinha recusado um convite seu para jantar e que, como se isso não bastasse, ainda lhe tinha ido parar às patas, uma encomenda ao legume endereçada e, remetida de Alcochete City. Este tipo de assunto não me suscitou qualquer valor, amarfanhei o papel e deitei-o ao cesto.

Entretanto, e com muita frequência, mesmo muita, a supracitada Abóbora só me falava em massa folhada. Ela era massa folhada pr'áqui, massa folhada pr'áli...

- Ohpah! Pára! Não me fales mais em massa folhada que eu ando enjoada!

Mas... calá-la??? Xiii... quase m'apetecia fatiá-la e fazê-la em sopa!!! Até que um dia, me deparo com um aviso para levantar uma encomenda na estação de correios. Ao que lá constava, já esperava na minha caixa postal há dois dias. Meteu-se o fim de semana e mais o feriado e na terça feira logo de manhã, lá vai a Cenourita levantar o pacote. Mas... qual pacote qual quê? Ninguém sabia onde ele "morava"! Abóbora e Cenourita já faziam uns filmes danados, que não se podem contar agora e aqui, porque ainda há menores acordados! Blá blá blá com a menina que me atendia e ela já sem saber o que fazer, pois a encomenda estava registada no sistema e fisicamente não aparecia em lado nenhum. Deixei o meu contacto e logo que a massa aparecesse eu seria informada e iria levantá-la.

Hoje, logo a seguir ao almoço, recebo a chamada dos CTT.

- Boa tarde! É a xô dona Cenourita?
- Boa tarde! Sou sim, sefaxabori...
- Olhe, daqui é dos correios e é só pa dizer que afinal ninguém comeu a massa. Já apareceu e está fedorenta e tanto!!!

Dei andamento rápido ao que me prendia e assim que pude, lá estava eu, ao balcão dos CTT a receber o embrulho, preso por dois dedinhos de uma mão dela, com outros dois, da outra mão a tapar os orificios nasais...

Chegada à tasca, trato de abrir, e...

... para dez dias fora de refrigeração e passeio sabe-se lá bem por onde... até que nem estava nada mal!!! O odor é que estragou mesmo tudo!!!




Enfim... não liguem!!! Isto de Abóboras e de Cenouras pode esperar-se de tudo!!! ;)



terça-feira, 2 de novembro de 2010

A tradição...

... já não é o que era!

Completamente falso! Porque se é tradição é para dar continuidade, é para fazer acontecer, é para perpetuar! Mas... também se pode alterar a tradição um bocadinho, ou interromper, não acham?

Eu sou pela tradição! Inúmeras vivências que fazem parte da nossa cultura, dos nossos hábitos e costumes, dos nossos valores éticos e morais, que, de gerações passadas nos foram legadas e que tendenciamos a transmitir às gerações vindouras, há muitas de que eu não abdico. Outras há que, por vicissitudes da vida, pela minha minha maneira de ser e estar, por herança ou por puro desconhecimento, não pratico. Sucessivamente, cada um de nós cria as suas próprias tradições. Eu então, devo ter alma de criadora. Tenho criado um portentoso número delas, mas sobre isso, falarei aqui noutra altura.

Tudo isto para vos dizer que, nesta época do ano, uma das tradições gastronómicas desta singela tasca de família, são as Merendeiras de Batata Doce, que se fazem em basta quantidade para consumo interno e para oferecer aos amigos e família. Mas, este ano a cozinheira da tasca resolveu interromper o costume. Por um lado, uma tendinite no ombro esquerdo resolveu dar sinal de que existe, por outro, a santa preguiça também decidiu aparecer sem ser convidada, o que tornou inviável toda a tarefa de confeccionar as ditas. Perante percalços destes e não aceitando deixar passar a data sem um bolinho típico desta altura, a cozinheira decidiu-se por uns queques de noz... Perfeitos!


QUEQUES HÚMIDOS DE NOZ



250 gr açucar
6 ovos inteiros
100 gr farinha
1 colher sopa fermento pó
250 gr manteiga
2 dl leite
250 gr nozes sem casca

Misturar os ovos com o açucar e bater muito bem até obter um creme bem fofo. Juntar a farinha com o fermento e de seguida, a manteiga derretida. Acrescentar o leite, misturar muito bem. Por fim juntam-se as nozes grosseiramente picadas na 123 (uma parte fica sempre quase moída e outra em pedaços grandinhos) e envolvem-se bem na massa.

Untam-se formas para queques com um pouco de óleo ou margarina e polvilham-se com farinha. Verte-se o preparado até mais ou menos 2/3 da altura das formas. Levam-se ao forno, pré-aquecido a 180º cerca de 15 minutos. Depois de cozidos, retiram-se muito facilmente e colocam-se em formas de papel.



Esta receita dá para 24 queques, eu fiz 12 formas de queque e a metade da massa sobrante deitei numa forma de tarte devidamente untada e saíu também uma Tarte Húmida de Noz. A massa fica bastante liquida, o que confere uma excelente textura húmida depois de cozidos.



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Grande e bem saboreado...


... este fim de semana!

Com mau tempo por todo o território nacional, chuvadas intensas, muita ventania e o primeiro nevão da época a cair na Serra da Estrela. Mudou a hora para o horário de inverno, de repente demos conta que já era de noite e, soube bem!

Soube bem estar no recato do lar. Soube bem sentir o quentinho das mantinhas no sofá. Soube bem ficar na cama acordada até mais tarde a ouvir a chuva e o vento lá fora. Soube bem cozinhar refeições aconchegantes e sentir os aromas no ar. Soube bem descascar e comer nozes e figos secos. Soube bem ler. Soube bem escrever. Soube bem ouvir musica.


Hoje, primeiro dia do mês de Novembro, Dia de Todos os Santos e do Pão por Deus, acordámos ao som do toque da campaínha e com um sol lindo a brilhar de nascente. Excelente dia para as crianças andarem de porta em porta de saca na mão. Tinha já preparados cestos com guloseimas para dar às crianças, rebuçados, chocolates e chupa-chupas. É uma tradição antiga nesta zona do país, as crianças saem à rua com uma saquinha de pano, batem às portas, tocam às campaínhas e pedem o Pão por Deus. Nos meus tempos de criança, até me regalava com este dia, davam guloseimas, castanhas, nozes, figos secos, rebuçados, maçãs, merendeiras e por vezes um ou dois tostões, era uma festa. Nos tempos de hoje são muito menos as crianças a tocar à porta, mas fico contente por aparecerem algumas, de sorriso rasgado, saquinha aberta, e:

- Tia dá bolinho?
- Tomem lá meninos!

Agradecem com um brilhozinho no olhar e voltam costas bem rápido, para tocar a outras portas e não perderem tempo... Outras tocam e desaparecem num ápice, nem me dão tempo de pegar no cesto e chegar à porta.

- Meninos! Meninos! Meninos! - chamava eu, mas já estavam nos andares de cima e não voltaram atrás.

A um grupo de três, dois meninos e uma menina, com cerca de sete ou oito anitos, perguntei-lhes:

- Então meninos! Muito bolinho? Muitas guloseimas?
- Nã! Nem por isso! Está fraco!

Viraram costas satisfeitos e deixaram-me a pensar... Realmente! Há muita gente que não abre a porta e não dá nada! É certo que a vida não está fácil, mas sentir a alegria estampada no rosto destes miudos, vale tudo, e por meia dúzia de euros que se gastem, vale ainda mais do que tudo! E, a firmeza com que eles afirmam a comparação com anos anteriores. Pequenitos de corpo e idade, mas... bem desenvolvidos de consciência!


Soube bem! Soube mesmo muito bem!



domingo, 31 de outubro de 2010

Sunday's Music

A propósito do Halloween...



Muahahahahahah!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nós, cá vamos andando...

... com a cabeça entre os bigodes e o rabinho entre as patas traseiras!


É isso mesmo que acabaram de ler, estamos os quatro numa espécie de castigo. E eu, no meu mais fiel papel de chefe de família, aproveitei a saída de hoje da Mãe Bela para convocar uma assembeia geral felina de carácter urgentíssimo. O motivo, o nosso estado de clausura!

No início deste mês, uns diazitos antes das nossas donas irem lá para Paris de França, a Pipoquinha Maria caíu da janela da suite presidencial, eu e a Lirinha não vimos nada (estávamos a dormir na esplanada da tasca) e a sorte toda foi o Napoleão Manuel ter assistido à cena e ter desatado aos berros completamente em estado de choque a chamar a Mãe Bela. E a pequenita, tadita, lá em baixo caída e cheiinha de medo. Nem queiram saber, a nossa dona ia cega a descer as escadas para a apanhar. Felizmente a petiz da família não se magoou, mas ficou muito assustada e naquele dia e nos seguintes, só queria colinho.

Depois, as nossas donas programaram e prepararam aquela viagem. Na véspera de saírem, à noite, andavam num frenesim a fazer as malas, e nós... a percebermos tudo. Só não sabíamos bem onde é que era aquele sitio e também não percebemos porque não fomos com elas... Adiante! Lá foram, e nós, cinco dias aqui a tomar conta do estaminé. Portá-mo-nos super bem, não desarrumámos nada, não fizemos estragos e até anulámos uma Cat Rave Party que estava agendada para a ausência delas. Foi uma chatice, eu seu, e os felinos da vizinhança e arredores ficaram muito aborrecidos, mas a coisa passou e tal e fica para outra altura. Não havia grande disposição, andávamos a comer pouco e dormir muito... isto das saudades é complicado! Quando chegaram, também elas a morrer de saudadinhas, voltou a alegria a esta tasca. Muitos mimos, muitos ron ron's e... pindinhas! Sim, trouxeram umas pindinhas munto bonitas cá pós pinxexos! Mas, a Pipoquinha andava estranha, não brincava, não comia, sempre enroscadinha... a Mãe Bela pensou que fosse das saudades. Ao segundo dia, mantinha-se igual e acabou por passar um dia internada na clínica veterinária, lá na nossa médica de família. O diagnóstico foi de uma virose, provavelmente associada à saudade. Tomou umas vitaminas e mais uns comprimidos e já está boazinha!

Entretanto e já com a vidinha na tasca no seu habitual ritmo... a passada semana foi de acidentes. Ah pois foi! Como sabem, há uma membro de penas nesta família, a Piu. Essa menina linda por quem nós guardamos todo o respeito pela diferença de espécie, e com quem nos damos às mil maravilhas. Ela anda à solta, nós entramos na casinha dela, ela brinca nos nossos trapézios, come na nossa taça, passeia-se por cima de nós, dorme connosco nas nossas camas espalhadas pela casa... isto é uma festa! Não lhe deitamos uma só unhaca e se ela se cansa das nossas brincadeiras ainda levamos umas bicadas que é para aprendermos. Isto é giro! Gostamos dela! Mas... pássaros da rua... é outra coisa... Ai ai ai! E quando eles teimam em desafiar aqui a malta felina??? Temos que agir pois tá claro!!! Temos que defender o que é nosso e não queremos cá intrusos... de espécie nenhuma!!!

Perante isto, e na passada quinta-feira logo de manhãzinha, para começar bem o dia, andou aí um pássaro armada aos cucos a querer gozar connosco. Ora, o Napoleão, que é ágil cum'ó caraças, foi-se a ele e ficou pendurado no gradeamento de madeira da esplanada. Para o tirar de lá, a Mãe Bela viu-se negra porque aquilo é alto e ela não lhe chegava nem em cima de duas cadeiras. Ao fim de várias tentativas e com ele aterrorizado de todo, a nossa mãe lá o conseguiu salvar da queda eminente. Ufff!!! Que alívio!!!

No mesmo dia, logo a seguir ao almoço, o parvalhão do pássaro não parava com a provocação e, a Lirinha que já se estava a passar da corneta... tungas!!! Foi-se a ele!!! Ai ai ai... nem queiram saber... ele, espertalhão conseguiu fugir, e ela tadita... ficou pendurada no cimo do gradeamento!!! Eu a ver aquelas cenas todas de terror, já tremia por tudo quanto era pêlo e a Mãe Bela desorientou-se por completo sem saber como a tirar de lá e a imaginá-la estatelada lá em baixo na rua... Xiii... que suores!!! Se de manhã já tinha sido difícil tirar o Pupuli, desta vez a Lirinha ainda estava mais no alto, e balançava, balançava, olhava para baixo, para o chão da esplanada e não conseguia descer, olhava para o lado da rua que é alto como sei lá o quê, e balançava, balançava... As cadeiras em cima umas das outras não davam altura suficiente para a Mãe Bela a tirar de lá, ela pensou ir à garagem buscar um escadote, mas com receio de perder a menina de vista não conseguia sair dali. Ela pensou chamar os bombeiros, ela pensou pensou pensou... e acho que de tanto pensar cresceu mais uns centímetros e a muito custo lá resgatou a miuda! Ufff!!! Que alívio!!!

- Meninos! Vocês estão completamente proíbidos de pôr uma patinha que seja lá fora no terraço! - a nossa mãe, desesperadinha de todo e com os nervos em frangalhos.

- Hmmmm! Nhau! Meaou! Miau! - Eu, Pupuli, Lirinha e Pipoquinha, atentos à recomendação.

No sábado seguinte, enquanto a Mãe Bela ultimava as lides domésticas e preparava o almoço... nem queiram saber... Caí eu lá em baixo! Mas por favor, não me façam mais perguntas porque eu já disse a todos que não sei como aconteceu e, ninguém viu! Não sei bem se, por ter visto aqueles aparatos me terá dado a vontade de experimentar a sensação... só sei que quando me vi lá em baixo desatei a miar em altos berros, ora coisa que nunca faço é miar, limito-me aos meus hmmm e mais nada, mas naquela altura miei tanto, mas tanto, e tão alto... que a Mãe Bela veio ao terraço ver o que era aquilo... e lá estava eu, a olhar para cima e a implorar-lhe:

- Mãe Bela! Mãe Bela Querida! Vem depressa, vem buscar-me!

E lá foi ela, esbaforida de todo e a praguejar escadas abaixo. Pegou em mim ao colo, apertou-me tanto contra ela que quase me partia as costelas. E eu, tremia tremia tremia que nem varas verdes... em pânico! Passei todo o fim de semana muito chocho! Dormi sempre com a minha mãe, juntinho a ela, debaixo do edredon...

Perceberam? Perceberam bem a razão da nossa assembleia geral? Estamos literalmente em clausura, não podemos de todo ir ao terraço sem supervisão maternal!

Não podemos sequer caçar umas moscas, mosquitos ou borboletas (não falando em pássaros armados aos cucos)... a menos que elas entrem cá para dentro por meio de uma nesga de abertura de uma janela! Não podemos sentar-nos no murinho do terraço a apreciar as vistas! Não podemos correr nem jogar às escondidas lá fora!

Por isso, decidimos apreciar tudo do lado de dentro, às janelas! Todos os nossos brinquedos que estavam lá fora, vieram para dentro e... até é giro, isto parece um centro infantil felino! Consegui convencer a restante familia felina feliz de que vem aí o frio e a chuva, por isso até se vai estar melhor cá dentro. Mais dia menos dia começamos a ter aquecimento ligado e alguns dias de lareira acesa, vamos enroscar-nos nas mantinhas e dormir com as nossas donas.

Concordámos com as medidas que a nossa mãe nos está a impôr, afinal é para nos proteger, é para o nosso bem! E, não vamos esquecer estes imprevistos para não voltarmos a repetir, ainda nos magoamos a sério e a nossa mãe fica com mais cabelos brancos!

Quando a Mãe Bela chegou, a nossa sessão já tinha terminado. Eu estava tão cansado de falar que me enrosquei a tentar dormir. Lirinha Maria Pxexa, Pipoca Maria Pxexa e Napoleão Manuel Pupuli... estavam assim... a digerir e assimilar toda a nossa conversa.

- Chegaste Mãe Bela???
- Sim Petit Manuel!!! Não me vês??? O que fazem os quatro aí???
- Ah sim! Vejo um cadito mal, tou com sono! Querias aqui um cantinho ao pé de nós??? Acho que não cabes!!!

Acho que a mãe percebeu... que estivemos em reunião familiar :)



terça-feira, 26 de outubro de 2010

Continuando a gula domingueira...

... e apesar do estômago bem aconchegadinho, ainda se arranjou espaço para provar o pudinzinho!


É uma receita tão simples e tão básica que me acompanha desde a tenra idade dos treze/catorze anitos (xiii... tão velhinha). Tenho-a escrita num livro de receitas da mesma altura, que me recordo ter sido um presentinho de Natal, e onde eu ía escrevendo receitas da mami, da avó, das tias, das mães das amigas... Está quase todo escrito, à mão claro e, com uma letra que nem parece minha (actualmente é só gatafunhada), e para não desperdiçar espaço chega a ter duas e três receitas por página. Este pudim, faço-o desde essa altura e tem o sobejamente conhecido nome de Pudim Flan. A receita dá um doce relativamente pequeno, o suficiente para poucos à mesa. Querendo um maior, é só dobrar as quantidades e sai sempre bem. Desta vez apeteceu-me inventar e acrescentar-lhe um ingrediente que adquiri há dias, farinha de castanha. Por isto, resolvi chamar-lhe:
PUDIM FLAN DE CASTANHA


6 ovos inteiros
250 gr açucar
0,5 l leite
4 colheres sopa farinha de castanha (acrescentei eu à original)

Bati os ovos com o açucar. Com a varinha mágica envolvi a farinha de castanha num pouco do leite, deitei o restante e juntei tudo, envolvendo bem.
Barrei uma forma com açucar queimado, vazei o preparado e levei a cozer em banho maria durante uma hora.

A alteração resultou muito bem!



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Um almoço domingueiro...

... típicamente português!

Depois da azáfama das lides domésticas de quinta-feira à noite e sexta-feira o dia inteiro até às tantas... o sábado acordou espevitado aqui para estas bandas. Alguns ajustes pelos interiores dos armários e a limpeza da garagem. A meio da tarde e depois de dada como finda a jornada, alguém toca à campaínha. Num acto instintivo e sem olhar pelo visor do intercomunicador, pressiono o botãozinho que abre a porta da rua de acesso à tasca. Segundos depois, novo toque, desta feita, à porta principal. Abro, e... fico estupefacta! Visitas inesperadas! Um casalinho simpático de amigos e respectiva prole! Tasca cheia! Crianças felizes que se deliciaram a brincar com a Piu e com objectos desprovidos de importância que transformaram em brinquedos, que tentaram a todo o custo brincar com os gatos, mas... eles não estão habituados aos mais pequenos, e trataram de se esconder e não ligar nenhuma às visitas. E os adultos, trataram de pôr a conversa em dia. Foi uma grande surpresa, uma passagem rápida pela tasca! Adorei conhecer pessoalmente as crianças de quem tanto ouvia falar, adorei a vossa visita!

Depressa se fez noite, preparei as coisas para o almoço de domingo, fiz uma sobremesa rápida, e...

-Vai dormir Cenourita! - dizia eu, para eu ;)

Domingo no calendário, bem cedinho, por sinal...

- O quê? Já acordaste Cenourita? - dizia eu, para eu :)

Toca a levantar e pôr tudo na panela. Estava tudo preparado da noite anterior, foi só pôr a cozer.


COZIDO À PORTUGUESA


carne vaca cozer costela) qb
carne porco (pernil) qb

Carnes temperadas com sal, na véspera. Uma panela com água ao lume. Assim que começou a ferver coloquei as carnes.

1 chouriço de Leiria
1 chouriço negro do Fundão
1 morcela de arroz de Leiria
1 farinheira do Fundão

Já as carnes estavam cozidas, juntei os enchidos. Deixei cozer durante breves minutos. Retirei da panela, cortei em pedaços e reservei num tacho tapado e em banho-maria para se manterem quentinhas.

3 batatas
3 cenouras
1 cabeça nabo
1 couve lombarda
arroz qb

Tudo devidamente descascado, lavado e cortado, na véspera. Depois de retirar as carnes do caldo, deitei os legumes e o arroz dentro da bola própria para a sua cozedura, deixei cozer.

Por fim, servi na travessa redonda, um Cozido à Portuguesa, acompanhado de brôa de milho e tinto Alentejano de Borba.

Há quanto tempo eu não fazia isto... tão rápido, tão fácil, tão bom, tão aconchegante, tão enfartador...

- Não me ponhas mais comida no prato, por favor!!! - a Cenourita para o Nino.
- Só mais este bocadinho de farinheira que tu adoras!!! - o Nino, tão gentil.
- Olha que ainda temos sobremesa! - a Cenourita a tentar fazer-se de esquisita.
- Fica para o lanche! - ele, danadinho para "provar" o pudim.

Café e cigarrito. Dois comensais á mesa da tasca a lastimarem-se.

- Xiii... comi demais!
- Estou que nem um abade!

- Quem vos manda ser lambões??? - a familia felina feliz, sentada na cadeira que lhes pertence, com aquele olhar que transmite o que é mais do que óbvio.

- Lambões mesmo! - os dois, em coro e um ataque de riso.

Escusado será dizer, que o resto do dia foi passado, não na ronha, mas... a descansar o almoço ;)



domingo, 24 de outubro de 2010

Sunday's Music

Regresso ao passado...



... uma sugestão familiar!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Um labirinto...

... é sempre um jogo engraçado, até para adultos com alma jovem!


Recentemente, andámos às voltas e reviravoltas dentro de um, na Disney, e aquilo foi um fartote de rir. Hoje resolvi repetir a proeza da brincadeira mas de uma forma muito mais original. E também deu para rir, e muito. Como estamos a aproximar-nos dos dias mais curtos e das temperaturas mais frias, há que adaptar a tasca à estação do ano. Isso mesmo, a estação Outono-Inverno, que nada tem a ver com modas mas sim, tudo a ver com alterações logísticas em termos do espaço em função das necessidades dos seus habitantes. Voltas foram essas que quase desmontei a casa toda, revirei de um lado, revirei do outro, compuz daqui e descompuz dali, troquei coisas de sítio, lavei carpetes e cortinados, e... se não tivesse comigo alguém a deter-me... quando desse bem conta, já tinha a suite presidencial montada no sótão, a sala na garagem, a cozinha no escritório, e... por aí adiante...

Conseguem imaginar o estado de sítio desta tasca? E os miaus todos contentes?

A confusão era de tal ordem que eles andavam doidinhos de todo e a deliciaram-se com brincadeiras novas.

A saída deste labirinto foi encontrada há uns minutos atrás e, por hoje, ficou tudo nos conformes, mas... como a minha caixinha dos parafusos transborda de ideias... algo me diz que vamos ter mais sessões do género!



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pescada à Jardineiro

Se há coisa que eu gosto é de peixinho cozido. Umas vezes para desenjoar de comidas mais pesadas, outras porque é mesmo o que mais me apetece, outras ainda... porque não me surge outra ideia ou o tempo é curto para o confeccionar de outra forma e ele até está tão fresquinho que é de aproveitar. O restante pessoal também gosta, mas nem sempre está para aí virado. Esquisitos!!!

- Mãe Bela! O que vais fazer para o jantar?
- Peixe cozido!
- Oh! Peixe cozido?!?!? Não me apetece nada... :(

Perante isto, e porque tem dias em que até trato das vontadinhas da menina (e do menino)... acabo por dar a volta por outro caminho e até preparo um prato mais de acordo com os seus apetites. Mas dias não são dias e mesmo sabendo que não irá agradar... lá terá que ser! E, se nesses dias a imaginação estiver acima da linha d'água, até aparece na mesa o dito peixinho cozido, com um nome bem sugestivo e um aspecto mais apelativo!

- Mãe Bela! O que vais fazer para o jantar?
- Pescada à Jardineiro!
- Hummm... isso é bom?
- Oh se é! Uma rica maravilha como o próprio nome indica!

Assim saiu um jantar para três à mesa (mais quatro miaus na cadeira a eles reservada)!


3 postas de pescada (grandes e altas)
3 batatas
3 cenouras
3 dentes alho picadinhos
1 lata pequena milho
bróculos qb
água e sal qb
azeite qb

Num tacho com água e sal levei a cozer as batatas juntamente com as cenouras, onde juntei depois os bróculos. Noutro tacho, também com água e sal, cozeu a pescada. Legumes cozidos e já escorridos colocados na travessa. Peixe cozido e limpo de peles e espinhas espalhado por cima. Finalmente, tudo regado com bastante azeite quente com alho picadinho.

- Eh Mãe Bela! Esmeraste-te! Tão bommmm!

Manobras de tasqueira ;)



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Um lanche ajantarado...


... num domingo (ontem) de ronhice aguda!



Foi dia de não mexer uma palha. E eu que até me tinha destinado a pegar no livro que anda há imenso tempo a descansar sobre a minha mesa de cabeceira, mas... as minhas lunetas decidiram não colaborar... uma lente resolveu pela nonagésima oitava vez, abandonar o grampo que a segura à armação... dasse!!! E eu que estou cada dia mais pitosga (só ao perto, porque ao longe vejo o que quero e muitas vezes o que não quero) que para ler o que quer que seja, o comprimento do braço já não chega (nem com acrescento telescópico) e:

- Oh Titó! Lê lá o que é que está aí escrito!
- Uh! Os óculos?
- Foram-se! (com um F do tamanho dum elefante)

Posto isto, sofá! Mas aqui a Cenourita não é assim muito gaja de sofá! Só se for para estar a ler ou mesmo para se ferrar a numire! E entre muitos:

- Mas tu não páras aqui quieta?
- Que queres? Já sabes como sou...
Às tantas...

- Vou para a cozinha!
- Fazer o quê?
- O lanche.
- A esta hora?
- Um lanche ajantarado! (nunca faço jantar ao domingo, cada um desenrasca-se com o que há e com o que lhe apetece)

Saíram umas Gambas Cozidas, simples. E um Arroz Doce, diferente.



GAMBAS COZIDAS

1 kg gambas
água qb
1 cebola
1 mão cheia sal
1 colher sopa piri-piri em pó

Numa panela, deitar a água, o sal e o piri-piri e a cebola com a casca. Quando estiver a ferver juntar o camarão préviamente descongelado em algumas águas e limpo daquelas barbichas maiores. Calcá-lo com a colher de pau e depois de levantar fervura deixar cozinhar cerca de oito minutos. Escorrer a água e passá-lo à torneira por água bem fria. Colocar na travessa e levar ao frigo para arrefecer melhor.

Servi com tostinhas e maionese e acompanhámos com uma deliciosa e bem fresca Guinness!



ARROZ DOCE À MODA DA SERRA


200 gr arroz carolino
200 gr açucar branco
1 l leite
água qb
sal qb
casca de limão qb
2 paus canela
4 gemas ovos
canela em pó qb

Levar ao lume um tacho com um pouco de água e uma pitada de sal. Quando levantar fervura, deitar o arroz e deixar cozer. Enquanto isso, deixar ferver o leite com a casca de limão e os paus de canela (não deita fora). Quando o arroz estiver cozido vai-se adicionando o leite e mexendo até incorporar bem. Deixar cozinhar até o arroz embeber parte do leite. Juntar o açucar, envolver bem até ferver. Retirar do lume e acrescentar as gemas dos ovos previamente batidas. Voltar ao lume, brando, dois ou três minutos para cozer as gemas. Retirar, distribuir por tacinhas, polvilhar com canela em pó e servir morninho.

Hummmm!!! Rico lanche domingueiro!!! Até os miaus comeram gambas... familia de gulosos hein?!;)




domingo, 17 de outubro de 2010

Sunday's Music

Porque, não parar...



... é a palavra de ordem! :)


sábado, 16 de outubro de 2010

Fantástico Mundo Mágico


Como deram conta e, muitos de vós até já sabem o motivo, a Tasca encerrou para vacances na passada semana. Peço milhões de desculpa aos clientes habitués pela falta de um aviso na porta, mas... foi mesmo de propósito! Eheheheheh! Vá lá... não fiquem tristitos... mas é que a coisa foi assim repentinamente pensada, decidida e programada e, correu sérios riscos de não acontecer! Mas aconteceu e muito bem! Reservas via internet do vôo e do hotel, dicas daqui e dali, e... lá foram... a Cenourita, a Titó, a Mami e a Paula de valise na mão, muita maluqueira e boa disposição!


Ao chegarmos à entrada do parque, o deslumbre apoderou-se de nós... que mundo encantado!...


Senti-me voltar à infância! Um mundo mágico e fantástico à minha volta! Tanta cor, animação, alegria, imaginação!


Qual cidade encantada com todos os pormenores a sobressair à entrada e ao longo da avenida principal. Os largos, as ruas, os becos, os restaurantes, as lojinhas, as típicas confeitarias, os jardins, os espectáculos, os divertimentos, os bonecos, as compras, e... nesta altura do ano o tema em evidência, o Halloween!


Ficámos num hotel do Resort, com transporte de autocarro a toda a hora. No primeiro dia, tirámos bilhete para dois dias e para os dois parques, o Disneyland e o Walt Disney Studios. O terceiro dia, estava "alinhavado" para passear por Paris, mas... a vontade de ver mais ainda, usufruir até à ultima gota, repetir o que mais gostámos... imperou! Vai daí, três dias inteirinhos de vida encantada! Ohlahlah!


Foram dias fantásticos, cheios de peripécias e brincadeira que se fosse contar aqui... nunca mais acabava... Andámos em tudo o que existe de diversão, entrámos em tudo quanto é lojinha, fizemos comprinhas pois tá claro... aquilo apetecia trazer tudo :)

Resumo da jornada:

EXCELENTE E ALTAMENTE RECOMENDÁVEL! :)


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Passei por aqui...

... só para vos dizer:



- a minha gripose está a dar francos sinais de ir embora para outra freguesia. Obrigada a todos pelos votos de melhoras :)

- sei que estão em pulgas para saber os pormenores da minha semana de ausência, mas ainda não consegui condições para contar :(

- tenho muitos e-mails para responder (alguns já contam umas semanitas), desculpem-me o atraso, quem me conhece já sabe que sou assim, levo tempo mas respondo ;)

- ainda só recebi um mail com a morada de uma das meninas que participou no Desafio Marado, peço a todas as outras que me enviem para eu cumprir o prometido o mais breve possível.


E, por hoje é tudo... a minha almofada espera-me, impaciente ;)




terça-feira, 12 de outubro de 2010

O meu estado...

... desde o passado domingo à noite!


Começou com alguns espirros. O nariz a pingar. Veio a tosse. Dores no corpo. E... febre. Bastam-me uns milésimos de grau a mais do que o normal para não me conseguir mexer. Instalou-se a dor de costas. A seguir, a do peito. Quebraram-se-me as forças. Lenços de papel em doses industriais. Chá de limão com mel. Mais mel às colheradas. Xarope para a tosse. Comprimidos para a febre. Calor e frio. Suar e gelar. Pijama e pantufas. Mantinhas enroladas ao corpo.

Ufff!!! Acho que está a querer ir para outras bandas... esta malvada gripe!!!


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