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sábado, 13 de novembro de 2010

Trazer à memória...


... momentos de outrora!

É natural da existência humana, relembrar ocasiões passadas. Sejam elas de um passado recente ou já antigo. Ficam guardadas numa divisão exclusiva do nosso cérebro. Chamo-lhe a Caixinha das Lembranças. Imagino-a grande, de madeira fina e resistente, pintada de branco por fora e forrada a seda rosa por dentro. Imagino manuseá-la, com jeitinho para não melindrar um grãozinho de pó que possa ter apanhado por descuido. Imagino abri-la e, ouvir uma melodia encantadora, enquanto de dentro sai uma bailarina vestida a rigor, que dança e rodopia sobre si mesma, em bicos de pé, ligeira e graciosa, presenteando-me com o mais belo e sincero sorriso. Designo-a assim, de uma forma muito carinhosa, porque é nela que retenho todas as boas memórias de passagens e momentos que já vivi e é nela que continuarei a guardar religiosamente tudo o que de bom e gracioso a vida me for proporcionando.

Hoje, abri a Caixinha das Lembranças, retirei cá para fora com extremo cuidado um infindável número de coisas, recuei à adolescência, retive o convívio e tardes de estudo com amigos e amigas, as horas dos lanches, as escapadelas para a cozinha e... este bolo que rápidamente batia e punha a cozer na patusca.

BOLO BRAZUCA




4 ovos
8 colheres sopa água
2 chávenas açucar
2 chávenas farinha
1 colher de café de fermento

Batem-se as gemas dos ovos com o açucar, janta-se a água. Depois de bem batido mistura-sea farinha com o fermento e no final, as claras batidas em castelo.
Cozer em forno médio cerca de quarenta minutos. Retirar e desenformar sobre um prato.

Consigo visualizar o bolo daqueles tempos, grande, fofo e com uma ligeira crosta cimeira levemente torrada, consigo sentir o prazer com que o devorávamos com um copo de leite ou uma caneca de chá a acompanhar... Mas, com grande tristeza minha, não consegui que ficasse igual, não consegui sequer que ficasse bonito, não consegui tirá-lo da forma e... tenho o forno cheio de massa queimada. Cresceu, cresceu, cresceu... transbordou da forma. A Tasca está impregnada do cheiro a massa queimada, mas não importa, vamos comê-lo à colherada directamente da forma, vamos beber o chá na caneca e... vou ter uma trabalheira a limpar o forno, mas não importa, não tem mesmo qualquer importância. Já valeu pela recordação e vou repetir a dose...

Ah! Acho que o problema foi mesmo do forno, se tivesse sido cozido numa patusca isto não aconteceria! Será?



4 comentários:

Deia disse...

Tem bom aspecto e deve estar delicioso! Também tenho saudades de fazer bolos na patusca, fazia muitos nos tempos da Universidade.
Bom apetite!

conceicao disse...

Pode não ser igual mas tem bom aspecto, usa uma forma de silicone é mais fácil (eu costumo colocar um tabuleiro por baixo da forma é se crescer demais não suja o forno.
Bjs

Isabel disse...

Olá Cenourita, recordar é viver, não é? E lá porque ficou um bocadito queimado, não quer dizer que também não possa ser saboreado, mesmo que seja directamente da forma :)
A patusca é uma cloche, não é? Acho que sim. Não sabia que se podiam fazer bolos na cloche, olha a minha ignorância!!
Bjs

Lígia disse...

Eu ia perguntar se uma patusca era uma coloche também!;) Também não sabia que se faziam lá bolos, mas que a minha avó me fazia lá um franguinho assado delicioso quando era miúda, humm...sabia, sabia!:)

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