Os Meus Artigos

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Fevereiro, já foste!

E o segundo mês deste ano está no ir...
É o segundo mês do ano e, seja ele comum ou bisexto, é sempre o mês mais curto.
  • Começou com um fim de semana de introspecção seguida de uma inevitável ruptura. Dias dificéis pela frente, lágrimas que teimavam em sair do saco e descer rosto abaixo... Com o passar dos dias a alma lá se foi aliviando e para distrair o pensamento, a leitura foi o melhor remédio.
  • Há meses que combinava e descombinava um almoçoa com uma amiga. Chegou o dia e fomos as duas almoçar a um Restaurante Chinês cá do burgo. Muita conversa e pouco tempo para pôr os assuntos todos em dia, mas ficou a promessa de o fazermos mais vezes. Pela primeira vez comi massas e algas num restaurante destes e gostei.
  • Um domingo e um almoço em casa de Amigos. Fantástico como sempre! E depois, missa e procissão (que não saiu devido ao mau tempo) em honra de Sto. António. Adorei a cerimónia porque tudo o que ouvi e da forma como foi celebrada me encheu o coração.
  • Seguiu-se o Carnaval e o dia dos Namorados. Passaram-me os dois ao lado.
  • Consulta de Optometria. Não via mesmo nada. Aumento de graduação das lentes e... já vejo.
  • Desapontamento numa série de situações a nível profissional.
  • Limpezas e arrrumações.
  • Mais vontade de cozinhar, doces e salgados.
  • Saídas nocturnas. Ui que já não estava habituada a estas vidas mas até tem sabiso bem para descontrair dos stresses.
  • Um passeio inesperado ao Piódão e à neve à Serra da Estrela. Fantástico mudar de ares! Soube deliciosamente bem.
  • Muito frio e muita chuva. Irra que estou farta de inverno. Ah e os dias estão maiores :)
  • Reduzi substancialmente os cigarros.
Que o mês que inicia dentro de poucas horas, seja mais quentinho e tranquilo!
Março, cá te espero!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A minha história com Bob


Quando me cruzei com este livro fixei os olhos na capa. Vi nela a expressão do Diego, um gato laranja filho da minha Julieta, o único desta cor que ela pariu entre tantas ninhadas. O Diego viveu (pelas minhas contas) uns dezasséis anos na casa dos meus pais, que por circunstâncias da vida e da altura em que nasceu não pôde ficar comigo, mas era o meu Diego, gato lindo!
E na capa também diz: "A história real de como um gato mudou a vida de um homem". E logo à idéia se me afloraram umas quantas (muitas, vá!) histórias reais com gatos... e posso afirmar que em cada uma delas também existiram mudanças na minha vida.
- Gatos! Sempre os gatos! - pensam vocês.
- É verdade! Eu e eles temos uma ligação que só nós compreendemos! Adoro animais, mas os gatos são e serão sempre especiais.
O livro veio comigo e, sequiosa, só descansei quando cheguei à última página.

Sinopse:
Quando James Bowen encontra um gato alaranjado no prédio onde vive, não faz ideia do quanto a sua vida irá mudar. Lutando por sobreviver como músico de rua na cidade de Londres, a última coisa de que precisa é um animal de estimação. No entanto, incapaz de resistir ao animal doente, acolhe-o em sua casa. Quando Bob recupera a saúde, James deixa-o à porta do prédio, imaginando que nunca mais o voltará a ver. Todavia, Bob tinha outros planos. Dentro de pouco tempo, os dois tornam-se inseparáveis e as muitas aventuras que irão viver transformarão para sempre as suas vidas, curando lentamente as cicatrizes do passado atribulado de ambos. Esta é a história de uma amizade improvável e de como um gato vadio irá ajudar um homem a recuperar a sua autoestima e dar-lhe uma nova esperança quando o resto do mundo lhe parecia ter fechado as portas.
Uma história comovente de um gato que entra inesperadamente na vida de um jovem perdido, afastado da família, levado ao mundo obscuro das drogas e que para sobreviver se dedica a animar as ruas de Londres tocando a sua guitarra e esperando pelas moedinhas que os passantes lhe deixavam. Um jovem a tentar livrar-se da dependência e que graças ao aparecimento do Bob, à sua insistência em não arredar a pata e à influência decisiva que provocou na vida de James, a vida de um sere humano altera-se para muito melhor!


Mais uma prova, real, em como os animais são nossos grandes amigos. São dotados de uma inteligência e sabedoria extrema, têm sentimentos e são capazes dos maiores feitos algumas vez imaginados.
Deixo aqui também dois vídeos que relatam esta história tão peculiar.

Se gosto de ler ficção, gosto muito mais de ler histórias reais e esta é maravilhosa! Recomendo vivamente!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Uma espécie de concerto...

... musical na cozinha!
 
Preparam-se os instrumentos, afinam-se as vozes e a música começa a soar. Podia ser um concerto musical, mas não é... preparam-se os utensílios e os ingredientes, liga-se o forno para ir aquecendo e entre um refrão de uma música que sabe bem ouvir na quietude do lar, confecciona-se uma tarte que satisfaz em pleno como sobremesa depois da refeição e na hora do lanche acompanhada de um chocolate bem quentinho enquanto lá fora o frio aperta e a chuva parece não dar tréguas.


TARTE DE REQUEIJÃO
 
 
 

1 base de massa folhada
1 requeijão
200 gr açucar
4 ovos
200 ml natas
 
Numa tigela, coloquei o requeijão e desfiz com um garfo. Juntei o açucar e os ovos e com a ajuda da batedeira eléctrica envolvi muito bem. Acrescentei as natas e voltei a bater até ficar um creme bem ligado e sem grumos do requeijão. Estendi a massa na forma e piquei-a com um garfo. Verti o creme e levei ao forno já aquecido a 180º durante cinquenta minutos.
Desenformei, servi no prato sobre um guardanapo de papel para bolos e... foi vê-la a desaparecer :)
 
 
Um bis que muito agradou a quem teve o prazer de saborear. Dois domingos seguidos, a mesma sobremesa. Num deles, uma para levar para o almoço em casa de Amigos e no seguinte, outra igual para a família da tasca.
 
Foi um sucesso!
 
 
 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Sunday's Music

 
Ir na minha latinha a fazer zapping pelas rádios do costume e ouvir isto que me pôs a mexer ao volante... e depois?
- Oh! Mas de quem será isto?
- Quem canta?
- Quem é o músico? O grupo?
Na mesma viagem, na ida e na volta, ouvi e abanei-me e quando acabou apetecia-me o modo repeat...



 
A vantagem de chegar a casa e ir ao site das duas rádios (porque não sabia em qual tinha ouvido) e saber mais ou menos as horas a que tinha ouvido...
- Yes! Fantástico! É isto mesmo!
Escusado será dizer que naquele dia da semana que passou, One day esteve a bombar no meu PC... desconfio que a família felina já enjoou, mas eu ainda não ;)
 
A todos, boa semana!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Percebes que não vais para nova quando...


... fazes uma limpezazita mais a fundo a alguns cantos da casa e no fim não suportas as dores nos pulsos, nos tornozelos, nas costas e as mãos ficam tão inchadas que nem as consegues fechar!

... no espaço de um ano dás conta que as lunetas que trazes na cara só servem de acessório e como não vês... apalpas!

... sais à rua com um par de botas que ainda há dias te assentava nos pés que nem uma luva e quando chegas a casa e te descalças tens uma dor numa determinada zona do pé direito, passas lá com a mão para aliviar e te sai da boca um "xiça pah! 'tá-se-me aqui a formar um joanete?"!

... ligas a uma determinada pessoa com intenção de lhe falar de um assunto importante e quando desligas a chamada murmuras em surdina um "txiii... falámos disto e daquilo e do motivo da chamada,  nem uma palavra"!

... vais com a malta jovem a um bar com música ao vivo, ouves música que te está nas entranhas e não te lembras do nome do intérprete!
 
 
Há mais! Há muitas mais... mas agora não me lembro!
 
 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dei-te o Melhor de Mim

Nicholas Sparks é aquele autor que tem o dom de cativar o leitor da primeira à última página. Os seus romances sempre tão intensos, emocionantes, repletos de situações inesperadas e com uma boa dose de inquietação. Dei-te o Melhor de Mim não foge há regra e a mestria em que todo o enredo se desenvolve é de nos deixar o coração a palpitar enquanto avançamos pela leitura.
Sinopse:
Este novo e aclamado romance de Nicholas Sparks conta a história emocionante de Amanda e Dawson, dois adolescentes envolvidos na mágica experiência do primeiro amor. Contudo, sob a pressão familiar e social, são obrigados a seguir vidas distintas. Somente vinte e cinco anos mais tarde voltam a encontrar-se, por altura da morte do único homem que tinha protegido o jovem casal apaixonado. E se para ambos o amor de outrora se revela intacto, confrontam-se inevitavelmente com as escolhas feitas e os compromissos assumidos. Qual então o sentido daquele encontro, se nada podia mudar o passado?
Uma história de amor e perda em que o sentimento é realmente profundo e verdadeiro. A fantástica descrição, como o autor sempre nos habituou, dos cenários em que toda a acção se desenvolve é minuciosamente detalhada e de tal forma envolvente que nos faz sentir que estamos ali ao lado dos personagens a vivenciar todos os momentos.
Adorei e recomendo!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sunday's Music


Dois post's num domingo?

Uau! É para compensar a ausência da blogoesfera em geral e porque domingo sem música não é domingo e o Dia Mundial dos meus e de todos os outros miaus não poderia deixar de ser aqui referido...




Votos de uma excelente semana!

Dia Mundial do Gato

 
Hoje, 17 de Favereiro, comemora-se o Dia Mundial do Gato, o dia deles!
 
Só quem convive com os gatos entende estes seres peludinhos tão especiais. São muito mais do que animais de estimação que comem e dormem e largam pelos e arranham sofás e cortinados. São tudo de espertos e perspicazes, inteligentes, meigos, atentos, protectores, audazes, surpreendentes, dóceis, misteriosos, fascinantes,  poderosos, expressivos, independentes, sensuais, sensíveis, detentores de um extraordinário poder sensorial... são fascinantes e excelentes membros de famílias humanas.
 
Muito podia aqui dissertar a respeito dos gatos, mas apenas digo que não sei viver sem eles e, quem me conhece e quem acompanha as aventuras e desventuras desta tasca, sabe que é verdade :)
 
 
 
Os gatos são nossos Amigos :)
 
Turrinhas e ron ron's da família felina feliz para vocês  =^.^=
 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tarte de Feijão Branco

 
Parece que foi ontem... mas, o tempo passa tão rápido que quando relembro certas coisas que fiz, disse, ouvi, passei, vi, senti, saboreei... já lá vai quase uma eternidade. Umas ficam de tal maneira vincadas que parecem ter ocorrido no dia anterior... e esta foi uma delas.
Foi na véspera do Natal passado. Eu na cozinha a preparar o repasto para o dia de Natal e a Titó a perguntar-me o que eu ia fazer de sobremesas.
 
- Não vou fazer muitos doces, Titó! Sabes como é, anda tudo enjoado e depois sobra...
- Mas fazes as filhoses?
- Claro que sim! Natal sem filhoses não é Natal!
- E que fazes mais?
- Vou fazer uma tarte de feijão!
- Hummm...

TARTE DE FEIJÃO BRANCO



1 base de massa folhada (de compra)
1 lata de feijão branco cozido (das grandes)
200 gr açucar
4 ovos
1 pacote de natas
2 colheres de sopa de farinha Custard
açucar em pó para polvilhar
 
No liquidificador coloquei o feijão bem escorrido. Juntei o açucar, a farinha Custard, os ovos inteiros e as natas. Tudo devidamente batido e bem envolvido. Deitei o preparado sobre a base de massa folhada já bem acondicionada na forma e picada com um garfo. Foi a cozer em forno pré-aquecido a 180º durante cerca de quarenta minutos. Retirei e deixei arrefecer um pouco. Fiz o desenho de uma estrela em papel normal e recortei. Coloquei a estrela sobre o centro da tarte e polvilhei com açucar em pó. Retirei o papel e lá ficou o enfeite de Natal. 
 
A estrela que guia os três Reis Magos, que anuncia o nascimento do menino Jesus e que brilha como sinal de esperança para a humanidade.
 
- Mãe Bela, está divinal! Quando fazes outra vez?
- Entretanto repito, mas como tenho feito outras golusices... ainda não calhou! ;)
 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Sunday's Music

 
Depois de um belo almoço com Amigos e de assistida uma cerimónia em que tudo "se me encaixou" na perfeição... regressei a casa alegre e bem disposta e a ouvir esta música no estalo! ;)


 
 
Adoro a música e o vídeo está... magestoso!
 
A todos vós, votos de uma excelente semana! Com ou sem disfarces de carnaval... :)
 
 


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Sugestão poderosa do dia!


É preciso dar aquele passo em frente, senão as circunstâncias não mudam e a vida não surpreende... e descobrir que há vida para além daquela linha que separa o sonho da realidade!




Com bom senso e muita lucidez... aí vou eu por um caminho novo!
 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

É a simplicidade que mais me satisfaz, ...

...  sempre!
 
Se é possível simplificar, porque não?
Se há gestos tão simples, mas tão simples que conseguem marcar a diferença, porque não?
Se são as experiências mais simples que nos fazem felizes, porque não?
 
De ingredientes simples, mão de obra simples e desejo simples, saíu um bolo super simples e delicioso!
 
BOLO SIMPLES DE FRUTOS SECOS
 

 
300 gr açucar louro (amarelo)
300 gr farinha
3 ovos inteiros
125 gr manteiga sem sal
150 ml leite
1 colher de chá fermento em pó
150 gr frutos secos picados (usei: noz, amêndoa, caju e amendoim)
 
Numa taça colocar o açucar e os ovos. Bater enérgicamente até a massa formar bolhinhas. Juntar a farinha com o fermento e envolver bem. Para ajudar na envolvência ir deitando lentamente a manteiga derretida e de seguida, o leite. Picar as nozea, as amêndoas, os cajus e os amendoins na picadora e juntar à massa que depois se verte numa forma untada (usei spray) e polvilhada com farinha. Vai a cozer em forno pré-aquecido a 180º durante trinta minutos.
 
Desenformar, servir morno ou já arrefecido e, simplesmente saborear!*
 
 
Quando um turbilhão de complicações nos agita a vida... nada melhor que um bolo simples para nos confortar!

 
* Quase não o conseguia fotografar!...
 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sunday's Music

 

 
 
 
Never found our way...
 
 
Boa semana!
 
 


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Janeiro, já foste!

Hoje é o último dia do mês e, a cada último dia de cada mês deste ano, tenciono fazer uma espécie de resumo mensal que poderá ser escrito ou apenas com imagens.

Melhor dizendo... vou mandar o mês embora e receber de braços abertos o que se prepara para chegar.
Meu querido mês de Janeiro,
Sempre te achei o mês mais longo, mas este ano foi diferente. Passaste rápido e tomei consciência disso hoje de manhã ao preencher a data num impresso. Começaste comigo à varanda de copo de tinto na mão a ver o fogo de artifício e foi muito bom. Foi da forma que mais tinha desejado nos dias que te antecederam.
Acabei com os marmelos que esperavam pela sua vez lá em baixo na garagem dentro da caixa, transformei-os em marmelda. - Xiça pah! aquilo é que foi marmelar!!!
Tive que fazer aquelas compras inesperadas, tu não perdoas mês de Janeiro, a cada ano que passa continuas a presentear-me com avarias e a meteres-me em despesas... Deves pensar que lá por seres o primeiro do ano tens o dom da renovação. - Ano Novo, coisas novas! - e olha que já podias parar com essas brincadeiras que me têm saído sempre caras!!!
Fiz uma visita a uma amiga que já não via há bastante tempo e foi tão bom recordar velhos tempos em conversas que começavam, que se atropelavam e que não chegavam ao fim porque outras se entrelaçavam. - A repetir!!!
Tentei, mais uma vez, ajudar alguém que me é querido e não consegui. Fui mal interpretada e humilhada, fiquei triste e magoada, mas de consciência sossegada. - Temos pena!!! 
Voltei a ter dificuldade em adormecer e em me concentrar. - Mas isto vai passar!!!
Trouxeste-nos um temporal nunca antes visto e senti um medo horrível logo na primeira noite ao ouvir o vento. Felizmente, connosco tudo correu bem e não houve estragos a assinalar. - Ufff!!! C'alívio... Já lá vai!!!
Apanhei um susto com o Napoleão e vai de ir à médica de família felina (pouco mais de um mês passado e toca a desparasitar todos outra vez). - Não é nada agradável assistir a um ataque aflitivo de tosse de um gato seguido de expulsão de um bicharoco!!!
Trouxeste-me uma gripose daquelas... mal podia abrir os olhos, mas também já lá vai e não me apetece falar mais de coisas tristes.
Usufrui de alguns bons momentos de descanso como tanto necessitava, puro ócio. Também li e escrevi, embora não tanto quanto eu tenha desejado. Cozinhei menos que o habitual - É o que dá ir jantar a casa da filhota de vez em quando!!!
Queimei muita lenha - ah lareira sempre a bombar!!! - o que quer dizer que, o mais provável é ainda ter que encomendar mais porque a restante não chega até ao fim do frio.
Os dias cresceram e tem-se notado bem a diferença do anoitecer mais tarde. - Uau!!!
Enfiei-me dentro de roupa que há anos não me servia. - Porreiro pah!!!
Produzi mais e melhor. - Yes!!!
A excelência destes trinta e um dias foi sentir nos olhos de alguém, o reconhecimento, o contentamento e, em certos momentos, a tristeza a transformar-se em alegria. - Foi muitíssimo bom!!! O melhor!!!
Fiz e aconteceram muitas mais coisas que não cabem nas linhas desta carta que te escrevo, mas estou certa de que tal qual tu me conheces, meu querido mês de Janeiro, conseguirás ler nas entrelinhas.
Assim me despeço de ti, com um agradecimento especial por tudo o que me proporcionaste, e um... até para o ano!
Cenourit@

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Contrariar o corpo...

... fazendo a vontade à mente!

Nos dias anteriores, a debilidade tomara-me conta do corpo. Os arrepios de frio constantes mesmo com o ambiente aquecido, as dores no corpo, a tosse que me sufocava, as noites mal dormidas... instalara-se-me uma gripe e um mau humor que só visto e por mim sentido. Dizem que são três dias para a maldita chegar mais três dias para bem se acomodar e outros tantos três dias para se curar. E agora, fazendo bem as contas, o ditado parece-me acertado. A necessidade de me mexer era absoluta, mas a dificuldade era tremenda. Foram dias a obedecer às imposições da maleita com momentos de luta contra ela pelo meio. Foi numa dessas batalhas que me libertei da mantinha que me aconchegava, pulei do sofá em direcção à cozinha - Brrrr! Que frio! - arregacei as mangas do pijama, coloquei o avental e...
 
- Bora lá fazer um doce!
 
FLAN AMENDOADO


 
300 gr açucar
8 ovos inteiros
0,5 l leite (usei sem lactose)
1 colher de sopa de farinha maizena
50 gr amêndoa sem pele
caramelo líquido qb
 
Numa taça funda, deitei o açucar e a farinha maizena e misturei bem com uma colher. Juntei os ovos inteiros e usei a varinha mágica para fazer a mistura (é rápida, não faz estardalhaço e no fim é só a misturadora para lavar). Acrescentei o leite e envolvi numa velocidade mais lenta (para evitar salpicos pela cozinha). Untei um pirex rectangular com o caramelo líquido, vazei o preparado e levei a cozer em banho-maria e, coberto com uma folha de alumínio, no forno pré-aquecido a 180º durante mais ou menos 50 minutos. Usando o acessório picador da varinha mágica, piquei a amêndoa. Depois de cozido, deixar arrefecer, desenformar para um prato e salpicar com a amêndoa picada.
 
Ora eu, que estava com a pressa toda porque o tempo de contrariar o corpo estava a esgotar-se e a mantinha e o sofá já gritavam por mim... desenformei o pudim ainda quente, o que fez com que se partisse... mas como nada se come inteiro, isso não teve importância nenhuma e ninguém reclamou!
 
 
Mnham mnham mnham... estava mesmo a precisar de um doce para animar ;)
 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Não me atirem pedras...

... por favor!
Mas é que passei por aqui só para dizer que cada vez mais gosto das segundas-feiras!
É uma espécie de reinício. Um recomeço daquilo que se suspendeu para um momentâneo descanso que sabe bem...

domingo, 27 de janeiro de 2013

Sunday´s Music



 
 
 
Sugestão da Nani via FB há umas semanas atrás... e eu adoro esta música!
 
Boa semana!
 
 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Estar na estufa é...


... sentir o corpo a engrossar que nem um bonsai e a rama a crescer sem parar. Três dias enfiada em pijamas e meias até ao pescoço e a lareira sempre a bombar...
- Estou servida e praticamente curada!
*a primeira gripose do ano foi forte, já me sinto na condição de dispensar a segunda



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cafuné


Faltou a luz, a água, a rede móvel e a fixa, a tv e a internet (aqui só não faltou o gás), foi um fim de semana de temporal como eu nunca tinha visto nem sentido. Muitos estragos e prejuízos avultados por quase todo o país e foi também uma altura que levou muitos de nós, eu inclusivé, a ter a verdadeira noção da dependência que todos temos destes bens de consumo imediato e ao mesmo tempo de conforto como, apertar o comando da tv e nada, pressionar o interruptor da luz e nada, abrir uma torneira e nada, ligar o micro-ondas e nada, a máquina de café, idem, a chaleira eléctrica, aspas, e por aí fora... Foi um fim de semana de susto e apreensão e para desviar o pensamento acendi a lareira, estiquei-me no sofá, tapei-me com a mantinha e no silêncio agarrei-me à leitura. 
Sinopse:
Cafuné centra-se na figura de Rodrigo Favinhas Mendes, um bom malandro que não resiste aos encantos femininos e que se torna amigo de um ex-frade, Frei Urbino de Santiago, que acaba por ser o seu conselheiro e zelador espiritual. É que Rodrigo tem um coração gigante onde cabem muitas mulheres bonitas, dispostas a um carinho que ele é incapaz de recusar…
"Já nesse tempo não existia quarto de dormir onde não pontificasse a cama. E antes. Inventar a cama foi a primeira urgência dos homens, pela vontade de se deitarem, sozinhos ou acompanhados. Em pé, tudo se torna mais dificultoso, incluindo o dormir."
No seu estilo inconfundível, Mário  Zambujal, reúne episódios da História de Portugal do início do séc. XIX e relativos à altura crítica das invasões francesas e da partida da família real para o Brasil, com ficção, num romance cheio de humor e peripécias.
A tarde do passado domingo rendeu mesmo ao meu gosto. E, será mesmo preciso dizer que ADOREI este livro! Como eu costumo dizer:
- É Zambujal! ;)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Avinha-te, abifa-te e abafa-te!

E assim eu ando, que sou moça de cumprir algumas regras!
  • Avinhada em Vitamina C efervescente e chás a escaldar com mel.
  • Abifada em caldos ardentes que até se me pela a língua e o palato.
  • Abafada em roupa, tipo cebola, às camadas.
É fruto do tempo, sim, e muito provavelmente, do contágio desta menina que também tem andado bem carregada. É bom que os remédios caseiros comecem a fazer o seu efeito qu'isto de atender o telefone com um atchimmmm daqueles capazes de furar o tímpano a quem está do outro lado ainda me leva a accionar o meu seguro de responsabilidade civil. É isto e tornar-me accionista da fábrica de lenços de papel que a gastar assim não há quem aguente e quiçá também da fábrica das águas qu'isto bem aproveitado enche, num tirinho, uma palete de garrafões de cinco litros e há que aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá e temos que ser empreendedores e criar novas oportunidades de negócio e tal!
Ah e é tudo isto e muito mais coisas! Mal conseguir abrir os olhos é altamente prejudicial em todas e quaisquer lides do meu dia-a-dia e o embaciamento das lentes torna a tarefa ainda muito mais complicada. Já para não falar nos calafrios e nas beiças inchadas e avermelhadas qu'inda sugerem propósitos que não se coadunam com a situação em causa.
 
 
 
Esperemos, portanto, que a constipadura se ponha a milhas e tudo volte à normalidade!
 
 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Sunday's Music

Por cá, hoje perguntámos pela Tina Turner:

- O que será feito dela?
- Não se tem ouvido...
- Nem na rádio...

Porque a relembrámos e porque sabe sempre bem ouvir, deixo-vos este "The Best"




E, desejos de óptima semana! :)

sábado, 19 de janeiro de 2013

Um dia de tempestade...

 
... com muitos estragos, falhas de luz e de rede móvel por quase todo o país e o tão aguardado Certificado de final de estágio da Titó!
 
 
 
 
Depois de todo o empenho, dedicação, interesse, muito estudo e trabalho ao mesmo tempo...
 
- Titó estou muito orgulhosa de ti!*


* sim, tragam-me babetes ;)
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Faço ou não faço...

... um doce?
 
Era sábado, já noite bem entrada e eu sem me decidir se fazia ou não uma sobremesa para o almoço de domingo. O robalo para assar no forno já estava temperado. As batatinhas para o acompanhar já estavam descascadas e os legumes para cozer também já estavam arranjados, lavados e escorridos. Tudo prontinho e guardado no frigo de modo a não passar a manhã de domingo na cozinha. Lareira acesa na sala, sentei-me no sofá, fiz zapping pelos canais televisivos (nada me agrada na tv, irra que sou esquisita), deitei-me e tapei-me com a mantinha. Peguei num livro e a meio de uma página lida dei conta que não estava concentrada na leitura. Levantei-me, fui à cozinha imaculadamente arrumada, bebi água, abri a porta da despensa, dei uma olhadela, abri o frigo e... uma espreitadela.
 
- Faço ou não faço?
- E faço o quê?
- Somos só dois para o almoço... hummm... não ando muito gulosa... hummm... que coisa estranha em mim...
- Faço ou não faço?
 
Imaginei uma sobremesa leve e fresca para contrastar com o peixinho assado e rápida de fazer porque não estava bem em lado nenhum e não conseguia estar concentrada por muito tempo.
 
- Irra! Há dias... que se ao menos eu estivesse com sono para ir dormir...
 
Fixei os olhos numa caixa de bolachas. Olhei a prateleira acima e, uma lata de leite condensado acenou-me. Saquei as duas para cima da bancada da cozinha e voltei ao frigo.
 
- Hummm... um bidon de iogurte grego natural??? Anda daí!!!
 
Foi só esquadrinhar por uma embalagem de folhas de gelatina na despensa, puxar da picadora, de uma taça e de uma colher de pau, e... assim nasceu uma mousse levíssima e gostosa.

MOUSSE DE IOGURTE E OREOS
 
 
 
1 iogurte grego natural - o bidon - (450gr+25% produto grátis)*
1 lata leite condensado magro (este)*
1 caixa de bolachas tipo Oreo (estas)*
2 folhas de gelatina incolor - as restantes na embalagem - (destas)
 
Foi só misturar bem o iogurte com o leite condensado, picar as bolachas e juntar (reservando um pouco para a decoração final), dissolver as folhas de gelatina e incorporar muito bem. Deitar num pirex e levar ao frigo. Na manhã seguinte, enfeitar a gosto com o picado de bolachas reservado para o efeito.
 
- Tá feita!!!
 
E o telefone tocou de seguida, e eu lá me estiquei no sofá à conversa. Primeiro uma chamada, depois outra que, como já é habitual, termina sempre com um:
 
- Olha que hoje já não é ontem!!! - sinal que passou da meia noite e que eu e o pronome pessoal correspondente à interlocução temos sempre muito para conversar ;)
 
Chegou a hora de almoço de domingo. Começámos pelas entradas, Pão de Mafra quentinho, Queijo Amarelo da Beira Baixa, Morcela de Arroz de Leiria e um Tinto Alentejano (escolha do dia) que acompanhou o resto da refeição e que vai sempre bem seja com peixe, com carne e até com a sobremesa... Segui-se o peixinho assado e seus acompanhamentos. Um intervalo para descansar as maxilas e chegou a vez da sobremesa... estávamos tão satisfeitinhos que mal houve espaço, mas saboreou-se bem. Para terminar, o cafézinho da praxe.
 
 
* não, a mercearia do ti Belmiro não me patrocina!




domingo, 13 de janeiro de 2013

Sunday's Music


A música de hoje é sugestão da minha "filhota" adoptiva! Não conhecia e gostei!



 
Obrigada Ritinha! :)
 
A todos os que por aqui passam, votos de uma boa semana!
 
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Todas as Cores do Vento


A capa despertou-me a atenção. Autor nacional também. Li a sinopse e trouxe-o comigo. Isto é o que dá não resistir a entrar nas livrarias e ter imensa dificuldade em sair de lá "de mãos a abanar" e mais leve da carteira.
Sinopse
No mesmo prédio habitam um poeta, um judeu ortodoxo, um palestiniano, uma testemunha de Jeová e uma mulher agnóstica. E um gato. Cada um vive encerrado na sua masmorra, exceto o gato, que será testemunha das tensões, ódios, paixões e conflitos religiosos que surgirão entre os inquilinos. Num quotidiano tantas vezes mais absurdo do que seria de crer, gera-se o preconceito, as pequenas obsessões agigantam-se, e os personagens tornam-se sobreviventes de uma guerra contemporânea.
Todas as Cores do Vento constrói, com grande delicadeza e precisão, uma trama tensa e forte, revelando a mestria de um escritor que já nos habituou ao seu olhar sobre o mundo: atento, inteligente, perspicaz e crítico.
Entre vidas, culturas, gostos, confianças e desconfianças, hábitos tão diferentes de vizinhos que mal se conhecem, existe um gato. Cenas de vidas agitadas contrastando com outras quase vazias, desejos, sonhos, traumas que ficaram, curas que se procuram, amores e desamores. Uma história muito bem enredada, cheia de episódios caricatos e humor à mistura. E o gato? Fantástico!
Adorei e recomendo!
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