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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Português...

... de Portugal é a nossa língua mãe!

Os estrangeirismos foram-nos injectados pela mente dentro. Há muito que se pode considerar que invadiram a língua portuguesa, fazem parte do nosso dia-a-dia, do nosso vocabulário. Na sua maioria vocábulos com origem na língua inglesa e francesa. Têm crescido como cogumelos nas matas em tempo de outono. Confesso que sempre lidei bem com eles, que faço uso de uma boa dose deles e que sem eles... ficaria muitas vezes embaraçada.

O que seria de nós sem termos como por exemplo: marketing, know how, atelier, bungalow, shopping, croissant, link, t-shirt, site, share, coffee-break, fast-food, e muitos, muitos mais.

Entranharam-se de tal maneira que se tornaram em linguagem corrente!

Com a evoluçãos dos tempos e consequente transformação progressiva das mentes, outros vocábulos têm surgido, a partir da malta jovem e que por convivência, até muitos adultos os utilizam. Quem não ouviu e até repetiu, a princípio com uma certa relutância, termos como: bué, bazar (no sentido de ir embora), dahh, yah, tasse, fonix, dasse, e muitas outras mais que agora não me lembro? Pois... também eu me rendi a elas.

Primeiro estranham-se, mas depois entranham-se!

Temos também a famosa gíria popular, as palavras derivadas com sentido irónico, as expressões castiças, os termos técnicos... enfim... um vocabulário extenso e rico que nos caracteriza como portugueses que somos.

Usamo-las na oral e na escrita, conhecêmo-las tão bem!

Agora, querem mudar isto tudo! Querem uniformizar a língua portuguesa de Portugal com a língua portuguesa do Brasil! E eu, e muitos de nós não aceitamos! Não que tenha algo contra o português que se fala e escreve no Brasil, até gosto, acho piada! Gosto da diferença da língua, da diferença das culturas. E é essa diferença que vou fazer questão de manter.





5 comentários:

Anira the Cat disse...

Concordo! A Língua portuguesa também é bela pela sua diversidade, e não deixa de ser única por isso!

Bjokas

Cláudia M. disse...

Eu também não adiro, só se for obrigada, por motivos profissionais.
Chamem-me "Velha do Restelo", mas não acho bem tirarmos da nossa língua as marcas do Latim, que lhe deu origem, como é o caso das consoantes que não se lêem, mas que têm a função de "abrir" a vogal que se lhes segue. Tem algum jeito mudar "acto" para "ato"? Ato é do verbo Atar, eu ato, tu atas...
É certo que já foram feitas algumas alterações ao longo dos tempos, já não escrevemos pharmácia, mas se calhar se eu tivesse vivido nessa altura também me teria oposto... :)
E a ideia da uniformização também não me convence, acho preferível a diversidade.

Bjs

Cupcake disse...

Eu também não tenciono aderir.
Acho que fica uma escrita horrível, faltam coisas!

Susana Gatita disse...

mai nada!! estou contigo Cenourita!

TiTó disse...

Como prendi a escrever é como vou escrever sempre... Não vou escrever´"acto" sem "c", nem "óptimo" sem "p" (por exemplo).

Bjs

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