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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Levar o lixo ao contentor às sextas-feiras... parte II


... e o final feliz!

Graças a um apelo no fuçasbuque e à ajuda de uma amigateira que ficou tão incomodada quanto eu estava.

Depois de uma conversa que foi decorrendo ao longo do serão desse dia por essa via e acerca dos animais, donos, abandonos, perdidos, achados, adoptados e por adoptar, ela diz-me que vem ter comigo, mas que está sem carro e a distância que nos separa ronda os 10 kms +/- e que é só esperar uma horita e pouco que é quando o marido chega a casa do trabalho. Eu que não tinha voltado ao local porque me sentia impotente para salvar o miau, porque nem sabia se ainda lá estaria e em que condições... Oh céus! Que sufoco! 

Era perto da uma hora da madrugada quando o casal de amigos cá chegou. Assim que nos aproximámos do contentor do lixo, o miau deu logo o sinal de aflição... Os três, munidos de lanternas de fraca luz, invadimos a propriedade abrindo uma parte da rede. O miau não parava de pedir socorro.

Que nervos! Voltas por um lado, voltas por outro, e o mato e canas era tal que aquilo foi um desbravar selvagem que o tempo urgia e havia que salvar o gato desse por onde desse.

- Nem que se chamem os bombeiros! - dizia a minha amiga.

Depois de tanto desbravar, o caminho não nos levava até ele... o precipício não permitia, o terreno barrento e molhado, fazia-nos escorregar. Toca a voltar para trás.

- Vocês ficam aí sossegadinhas, que eu desço por entre o fundo falso das canas caídas! Não saem daí!

Lá foi o marido da minha amiga. Nós apontávamos as lanternas para o local. o miau não parava de miar. Deixámos de o ver, nem a luz da lanterna dele se via.

- Ricardo estás bem?
- Sim!
Viu-se um rasgo de luz da lanterna dele e o miau deixou de se ouvir.
- Ricardo! Estás bem?
Uma voz alegre e emocionada, respondeu:
- Tão lindo! Tão pequenino!


Chegou ao pé de nós num instante. Miau na palma da mão. Os três de lágrimas a correr cara abaixo e o bebé miau a olhar para nós. Um olhar tão terno que não se consegue explicar.
Viemos para casa, aquecê-lo e tentar dar comida. Não come. Leite? Só à seringa e com dificuldade.
- Deve ter um mês... já tem os dentinhos a picar! - dizia a Susana.
- Não tem! Olha ele a tentar mamar na ponta dos meus dedos...três semanas no máximo! - achava eu.
Nisto, vimos que é uma menina. Não ficou comigo. Foi com os meus amigos para casa deles. No dia seguinte levaram-na ao vet e está ótima de saúde, previsão de idade 15 dias, mamar leitinho Mixol de duas em duas horas por biberon e vai crescer bela e amorosa. 

Ai vai vai! No domingo de manhã a Susana ligou-me a contar as peripécias da bebé e brindou-me com um:

- Vamos ficar com ela!  



E assim se resgatou esta bebé miau que já tem tudo para fazer parte de uma família humana feliz!


2 comentários:

Gaja Maria disse...

Óóóó que fofura. Ainda bem que teve um final feliz :)

Anabela Julião disse...

Gaja Maria,
Esta é uma das partes boas de atrair gatos :)

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